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Empresas Restrição Hídrica

Epagri recomenda ações para mitigar efeitos da estiagem na agricultura e na pecuária em Santa Catarina

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Divulgação/Epagri

A estiagem que atinge principalmente as regiões do Extremo Oeste, Oeste e Meio-oeste de Santa Catarina, aliada às altas temperaturas, pode gerar dificuldade na produção agropecuária e no abastecimento de água no meio rural. Diante deste cenário, técnicos da Epagri se reuniram e listaram informações e tecnologias para colaborar com produtores rurais e outros profissionais do meio no enfrentamento destes desafios.

A empresa também acompanha a evolução do cenário para promover, sempre que necessário, a operacionalização de políticas públicas que possibilitam mitigar os problemas e danos ocasionados pela restrição hídrica em cultivos agrícolas, produções pecuárias e abastecimento de famílias no meio rural.

Água na propriedade e no ambiente

Identifique os pontos de captação e armazenamento de água na propriedade: há diferentes maneiras de percebermos a água nas propriedades rurais. São águas de chuva, de nascentes, córregos e lagos, de poços (cacimbas ou artesianos). A conservação, o armazenamento, o uso racional e o saneamento são fundamentais para gestão da água, sobretudo em época de estiagem.

Aumente a capacidade de armazenamento de água no solo: controle a erosão para aproveitar o máximo da água da chuva. Proteja áreas de nascente e córregos, iniciando com isolamento da área e favorecimento de crescimento da vegetação. Esta ação funciona como uma barreira física, segurando os sedimentos que podem assorear as nascentes e córregos.

Cultive utilizando o sistema plantio direto: evite mobilizar o solo. Mantenha permanentemente o solo com cobertura viva ou palhas. Realize a rotação de culturas e diversifique os cultivos no ano. Reduza o intervalo de tempo entre colheita e semeadura.

Realize o cultivo em contorno, em faixas, com terraceamento: essas práticas favorecem a retenção de água no momento da enxurrada e aumentam a quantidade de água disponível para as plantas.

Conheça os Programas “Kit Solo Saudável” e “Cultivando água e protegendo solo”
São políticas públicas viabilizadas pela Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural. Estes Programas fornecem subsídios aos agricultores, com enquadramento para aquisição de sementes de adubos verdes, proteção e recuperação de nascentes, terraceamento, captação, armazenamento e distribuição de água nas propriedades rurais. Para saber mais sobre os Programas, procure o escritório da Epagri em seu município.

Invista em armazenamento de água
Neste momento crítico, onde há locais com restrição na disponibilidade de água, é preciso ser eficiente para reter ao máximo a água da chuva nas propriedades rurais. Capte a água da chuva que cai sobre as construções da sua propriedade, armazenando-a em reservatórios e cisternas. É a forma mais barata e eficiente de aumentar a reserva de água na propriedade. Invista em reservatórios grandes que garantam estabilidade produtiva, principalmente na produção animal. Poços artesianos podem ser opções complementares, mas suas construções devem ser feitas sob orientação de profissionais habilitados e com critérios técnicos.

Fique atento ao uso consciente e racional da água na propriedade rural
Evite desperdícios: feche torneiras que estejam pingando, arrume os encanamentos, não deixe a água extravasar à vontade nos bebedouros dos animais, realize práticas de manejo animal com o mínimo de água possível. Não lave o carro e calçadas de casas de forma desnecessária. É preciso economizar água sempre que possível.

Economize água na Irrigação
Conheça a necessidade de água do seu cultivo, estabeleça rotina para verificar vazamentos nas tubulações, nos equipamentos de captação e distribuição de água. Cada litro de água desperdiçado custa muito caro para todos.

Manter a qualidade da água é fundamental
O saneamento com a coleta e tratamento de resíduos líquidos (esgotos, efluentes domésticos e resíduos de atividades produtivas) evita a contaminação do lençol freático e de corpos d’água de superfície.

Para isso, utilize tecnologias como:
– Proteção de Fonte Modelo Caxambu: sistema de baixo custo e alta eficiência na proteção de nascente, garantindo a qualidade de água a ser fornecida para humanos e animais.
– Filtros lentos: melhora a qualidade de água disponível na propriedade.
– Esterqueiras e biodigestores: Captam e tratam os dejetos dos animais, permitindo o uso como fertilizantes de forma segura, diminuindo a contaminação de águas de córregos e nascentes, além de diminuir os custos de produção das lavouras.
Para saber mais sobre estas tecnologias, procure o escritório da Epagri em seu município.

Pecuária de leite

A condição de elevada temperatura e restrição na disponibilidade hídrica representa um momento delicado para a atividade pecuária. Associada à elevação dos custos de produção, esta situação pode repercutir de forma acentuada na pecuária leiteira.

A ocorrência do déficit hídrico ocorrendo no período mais sensível para a safra do milho, um dos principais alimentos dos animais, afeta a produção de grãos e silagens, sendo esta última prática uma alternativa para armazenar o milho e minimizar danos. Para desenvolver capacidade competitiva neste cenário, a Epagri oferece algumas recomendações técnicas para os produtores de leite:

Realize o planejamento alimentar, tendo como base pastagens de alto potencial produtivo e com boa resistência ao estresse hídrico, como é o caso do Capim Pioneiro e do Tifton 85.

Considere a possibilidade em implantar e/ou ampliar a capacidade de reserva de água na propriedade, tanto para abastecimento dos animais, quanto para irrigar pastagens, se for o caso.

Melhore a disponibilidade de água de qualidade ofertada aos animais nos piquetes.

Realize a orçamentação alimentar, ou seja, calcule a demanda diária de forragens para atender o rebanho, por período mínimo de 154 dias, em relação às reservas de alimento de que dispõe. Se este balanço entre demanda e disponibilidade forrageira for negativo, recomenda-se o descarte de animais, iniciando-se pelos que jamais vão produzir leite, seguindo pelas vacas com problemas sanitários, reprodutivos e/ou com idade avançada. Num segundo momento, descarte vacas com baixa produtividade.

Promova o conforto térmico em vacas leiteiras
Quando as vacas são expostas à temperaturas extremas, acontece o estresse calórico, que é evidenciado pela respiração ofegante, aumento da frequência respiratória e salivação. Já em temperatura de 25 a 26°C o tempo de pastejo e de ruminação diminuem, bem como o consumo de alimentos. Nestas situações há o aumento no consumo de água, principalmente naqueles animais com alta produção do rebanho, que possuem maiores necessidades hídricas, por apresentarem faixas mais rápidas de desidratação.

Ofereça sombra para as vacas quando a temperatura chegar a 24°C. Assim, se diminui as perdas na produção de leite. Sombra natural com árvores é uma excelente ferramenta para reduzir o excesso de calor, além de ser um método barato, favorece a biodiversidade local. As árvores são excelentes meios de proteção porque aumentam o resfriamento através da evaporação da água das folhas. Sombra artificial é uma alternativa para controlar e reduzir o aumento da temperatura em animais. Sua vantagem é que pode ser transportada e instalada em diferentes setores da propriedade, de acordo com a necessidade do rebanho. Existem cortinas portáteis ou permanentes, por meio de malhas, que bloqueiam a radiação solar em mais de 80%. Recomenda-se uma área de sombra de 4,0 m² por vaca presente no lote.

Use ventiladores com aspersores. No caso de animais criados em sistemas de confinamento/estabulamento, os ventiladores, associados aos aspersores de água, promovem a redução da temperatura do ar e de perdas de calor por evaporação. Entretanto, sua eficiência é reduzida em condições de alta umidade do ar. Sua principal desvantagem está associada ao custo.

Fornecimento de água
Água limpa e fresca (segura) e com temperatura abaixo de 20°C, deve estar sempre disponível na sombra ou em áreas protegidas da radiação solar. A água deve estar perto de onde as vacas ficam,  preferencialmente dentro dos piquetes ou nos chamados piquetes de descanso, com espaço suficiente para todos os animais terem acesso.

Horário de ordenha e uso das pastagens
Durante os quatro meses de verão, os horários de ordenha deverão ser ajustados visando oportunizar as melhores condições de temperatura para as vacas na ordenha e no consumo de pasto pós-ordenha. Recomenda-se que neste período a ordenhas se realizem entre às 5h e 6h pela manhã, e das 18h às 19h no período da tarde.

Nutrição
Aumentar a densidade energética da dieta, utilizando ingredientes com alto teor de óleo ou gordura, que não produza calor de fermentação (não ultrapassar 5% do total da dieta), além de fazer uso de nutrientes protegidos. É importante balancear a dietas das vacas com menos de 65% de proteína degradável no rúmen, utilizando soja tostada ou soja extrusada na formulação das rações. Adicionar agentes tamponantes à dieta para estabilizar o pH ruminal (dietas com 0,5% de sódio e 0,3% de magnésio).

Estratégia Alimentar
– Diminuir a participação de alimentos fibrosos e de baixo teor energético, como os fenos.
– Disponibilizar um piquete novo às vacas no início da manhã e no final da tarde após as ordenhas, e manter a disponibilidade de água de boa qualidade, são práticas nutricionais fundamentais para minimizar os efeitos do estresse calórico.
– Disponibilizar para as vacas em lactação, durante o período da tarde, uma pequena quantidade de silagem de milho (6kg a 8kg de MV) de alta qualidade, mais 1kg de alimento concentrado.
– Procure os técnicos no escritório da Epagri em seu município. Eles têm conhecimento e ferramentas para calcular a viabilidade técnica e econômica destes alimentos, em substituição ao milho e farelo de soja.

Avicultura e suinocultura

Aves e suínos criados em sistema de confinamento são animais bastante sensíveis às oscilações de temperatura, especialmente quando se trata da ocorrência de temperaturas elevadas. Dias quentes podem ocasionar redução da ingestão de alimentos, prejudicando o ganho de peso, e, em casos extremos, até mesmo causar a morte de animais.Por isso, é fundamental que o produtor siga as orientações repassadas pelo assistente técnico da cooperativa ou agroindústria com a qual o mesmo possui vínculo, ou ainda outros profissionais que façam o acompanhamento técnico da atividade.

Além do fornecimento de água em quantidade e qualidade adequados para o plantel, chama-se atenção para a importância de garantir a correta manutenção dos equipamentos de ventilação e resfriamento ambiental (ventiladores, exaustores, nebulizadores, etc.), de forma a garantir seu funcionamento quando necessário.

Também é importante que o produtor fique atento à disponibilidade de energia elétrica, especialmente nos dias mais quentes. Caso perceba alguma interrupção, deve imediatamente entrar em contato com a empresa responsável pelo fornecimento de energia na sua região.

Grãos

Realizar avaliação da qualidade física do solo (perfil cultural), especialmente compactação e adensamento e, se necessário, entrar com medidas corretivas, como descompactação mecânica (escarificação), seguida de semeadura de culturas com sistema radicular bem desenvolvido.

Utilizar sistema de rotação de culturas para proporcionar o maior período de cobertura do solo com plantas vivas, com aporte de palhada superficial para proteção do solo.

Implantar práticas mecânicas de conservação do solo e da água, como terraços e curvas de nível, para promover a absorção da água na lavoura, para evitar o escoamento da água para fora da área.

Realizar a análise química e física do solo e, se necessário, corrigir a fertilidade do solo em profundidade, visando infiltração de água e aprofundamento de raízes das plantas.

Utilizar o Sistema de Semeadura Direta, com mínimo revolvimento, monitorando as áreas para que tenham massa suficiente de palhada. Lavouras com acúmulo anual de massa seca acima de 10 toneladas por hectare toleram maiores períodos de redução na disponibilidade de água no solo.

Desenvolver um programa de irrigação aos produtores de milho para fins de silagem, testar modelos de irrigação (além da aspersão). Utilizar as políticas públicas existentes na SAR para fomentar/subvencionar módulos de irrigação de até 3 hectares para pequenos produtores. Isto poderia garantir a produção de no mínimo 150 toneladas de silagem em cada propriedade, garantindo a manutenção de mais de 30 vacas por ano (junto com pastagens nativas), ou seja, a manutenção da propriedade com uma renda mínima. Para conhecer as políticas públicas disponíveis, procure o escritório da Epagri em seu município.

Arroz irrigado

Nestes cultivos, embora sendo irrigada, a cultura também está sujeita aos efeitos da estiagem. Temperaturas superiores a 35ºC / 38ºC na diferenciação do primórdio floral e antese, bem como na emergência da panícula, elevam o percentual de esterilidade, resultando em falhas de grãos. Para otimizar o uso da água de irrigação, recomenda-se as seguintes práticas:

No caso de ocorrência de ondas de temperaturas acima do normal, uma elevação do nível da água atenua o problema, pois a água tem um efeito termorregulador.

Manejar as quadras com lâmina permanente de água.

Ampliar a capacidade de armazenamento da água na propriedade.

Readequar sistemas de captação e condução coletivos/individuais da água para irrigação.

Na entressafra, reforçar as taipas, tanto na altura quanto na largura, sistematizar o solo para melhorar a distribuição da água.

Aproveitar as épocas mais chuvosas para armazenamento de água.

Milho

O déficit hídrico em consequência de estiagem, associado à elevadas temperaturas, aumentam a evapotranspiração das plantas. As fases mais críticas coincidem com o pendoamento (polinização) e enchimento de grãos. Neste caso, temperaturas acima de 33ºC reduzem sensivelmente a germinação do grão de pólen, causando esterilidade e resultando em espigas com menos número de grãos.

O milho cultivado em sistema em semeadura direta com camada adequada de palha no solo (cobertura do solo), pode atenuar o problema das altas temperaturas, pois reduz a temperatura do solo e as perdas de água.

Agricultores que cultivam milho para silagem devem ficar atentos para o ponto adequado de corte das plantas, associado à condição de disponibilidade de água no solo.

Utilizar cultivares que apresentem tolerância relativa a estiagens, verificar avaliações em Valor de Cultivo e Uso e recomendações e características do germoplasma.

Os cultivares desenvolvidos pela Epagri e híbridos duplos possuem maior base e variabilidade genética, além de maior espaço de tempo de florescimento, isso pode se constituir tolerância a períodos curtos de estiagem.

Em épocas e previsões da ocorrência do fenômeno La Niña, utilizar densidades de plantio maiores, com estandes menores daqueles recomendados para os cultivares.

Utilizar escalonamento de plantio nas diferentes glebas, isto garante uma maior probabilidade de “escapar” do período crítico da estiagem e garantir uma produção mínima satisfatória.

Soja

A associação de restrição da disponibilidade de água no solo e alta temperatura pode ocasionar encurtamento do ciclo da cultura, afetando a produtividade das lavouras.

Temperaturas acima dos 40ºC podem paralisar o desenvolvimento e abortar flores. Quanto mais avançado o estágio de desenvolvimento da cultura, menor é a tolerância à altas temperaturas e deficiência hídrica.

Atentar para o fato de que cultivares superprecoces apresentam maior risco de serem afetados por estiagens e redução da produtividade.

A rotação trigo-soja é natural, pois o trigo fornece um volume de palhada adequada para plantio direto e tem sua colheita em outubro, quando se dá a janela ideal para plantio da soja. Porém, cada região tem sua característica e sistemas de rotação mais adequados.

Feijão

Escassez de água e temperaturas acima de 35ºC são prejudiciais ao feijoeiro se coincidir com a fase de florada, provocando o abortamento de flores.

As lavouras da safrinha poderão ter problemas também na fase de germinação e estabelecimento de plantas, caso as altas temperaturas vierem acompanhadas de estiagem e o solo com as reservas hídricas comprometidas.

Atrasar alguns dias a semeadura da safrinha pode atenuar o problema inicial, entretanto, poderá ter problemas com geadas precoces. Importante sempre respeitar o período de semeadura, de acordo com o zoneamento para a cultura.

Avaliar utilizar os cultivares mais tolerantes à estiagens. Para saber mais, procure a Epagri de seu municípios.

Olericultura

Os cultivos mais sensíveis neste período do ano são as hortaliças folhosas, como alface, rúcula e temperos verdes. Também cucurbitáceas como abóboras e morangas, solanáceas como tomates e pimentão, brássicas como repolho, couves, brócolis e couve flor. Nas regiões mais quentes do Estado, principalmente no Litoral, Oeste e Extremo Oeste e Vale do Rio Uruguai, a radiação solar excessiva e o calor podem afetar cultivos mais suscetíveis. Tudo isso é agravado com a restrição de água no solo.

Como indicação, seguem algumas possibilidades que associadas podem colaborar para mitigar os efeitos da estiagem associados a alta temperatura:

Uso do sistema plantio direto de hortaliças (SPDH)
Esta é uma ótima estratégia para enfrentamento da estiagem e estresse pelo calor. Para isso, há necessidade de planejamento e aprimoramento na execução, principalmente no uso de plantas de cobertura de solo de boa qualidade e em quantidade adequada de palhada que amenizam altas temperaturas e reduzem as perdas de água.

Escolha de cultivares tolerantes
Cultivares com maior tolerância a elevadas temperaturas, principalmente nos cultivos de folhosas e em brássicas, podem oferecer melhor resposta ao florescimento antecipado e desenvolvimento das plantas.

Telas de cobertura
O uso de telas refletoras, que promovem o sombreamento artificial, podem auxiliar na mitigação do calor. Atenção ao nível de sombreamento, que não deve exceder 50% em cultivos comerciais, devido à possibilidade de ocasionar estiolamento das plantas.

Irrigação
Nas situações em que a umidade do solo está reduzida, o uso de irrigação complementar é essencial. Em altas temperaturas, a irrigação, além de repor a água, pode favorecer o arrefecimento das plantas, reduzindo o estresse. É importante verificar a capacidade de armazenamento de água, escolha do método de irrigação e uso adequado da água irrigada. O volume de água, o método e o momento da irrigação são fundamentais para obter o efeito desejado. O uso de métodos de irrigação por aspersão colaboram para amenizar a temperatura ambiente e do solo. A irrigação deve ser utilizada de forma antecipada, em horários que antecedem as horas mais quentes do dia, e perdurar por período que ofereça condições de enfrentamento do calor.

No plantio das mudas
Executar essa atividade em horários mais amenos do dia ou ao entardecer e cuidar para que o solo tenha umidade suficiente ou irrigar para garantir a pega das mudas. Também é recomendável o uso de mudas de qualidade, bem formadas e no ponto certo de transplantio, para garantir o pegamento e desenvolvimento das plantas. Importante o uso de cobertura de telas, pode ser uma opção, quando possível.

Para os cultivos em abrigos
– Uso de microaspersores para nebulizar o ambiente no período de altas temperaturas.
– Manejo e abertura das telas laterais para facilitar a circulação do ar.
– Possibilidade em cobrir os abrigos com telas

Fruticultura

Neste período, a menor precipitação poderá influenciar no desenvolvimento de frutos em pomares de macieiras, videiras, ameixas, maracujá e banana. Seguem algumas indicações:

Intensificar práticas de proteção e conservação do solo, das nascentes e dos cursos de água.

Avaliar a viabilidade em implantar/ampliar a reserva de água da propriedade e sistema de irrigação. Priorizar sistemas de irrigação por gotejamento que otimizam o uso da água.

Manter a cobertura de solo, manejado com roçada.

Piscicultura

A estiagem também afeta muitos piscicultores. A escassez e piora na qualidade da água pode ocasionar diminuição no crescimento, elevação da conversão alimentar, problemas sanitários e até mortalidade dos peixes. Neste sentido, recomendamos aos piscicultores afetados algumas informações técnicas, visando evitar maiores prejuízos até que a situação se normalize.

Acompanhar a qualidade de água nos viveiros, monitorando o oxigênio dissolvido (>4 mg/L), a alcalinidade (> 30 mg/L) e a transparência da água (entre 25 a 40 cm).

Em caso de falta de água, com oxigênio baixo e transparências abaixo de 25 cm, controlar adubações, fertilizações ou arraçoamentos.

Estabelecer critérios para o uso de ração na alimentação dos peixes, realizando biometrias com frequência. Utilizar a tabela de alimentação da Epagri para tilápias.

Evitar drenagens e corrigir possíveis vazamentos nas comportas.

Apenas renovar a água do viveiro de forma pontual, quando os parâmetros não estiverem adequados. Consulte os valores de referência no sistema de produção de tilápia para viveiros escavados da Epagri.

Existindo a necessidade de renovar a água do viveiro, reduza cerca de 10% a 20% do seu volume de água e, posteriormente, eleve o nível novamente. Com isso, você gastará menos água para melhorar os parâmetros de qualidade de água para o peixe.

Se for povoar e houver previsão de estiagem ao longo do cultivo, seja prudente na densidade populacional. Utilize de 2 a 3 tilápias por metro quadrado, com uso de aeradores. No caso de uso sem uso de aeradores, recomenda-se 1 tilápia por metro quadrado.

A utilização de aeradores é essencial para minimizar a baixa concentração de oxigênio dissolvido. Maneje os aeradores de acordo com as necessidades apontadas no oxímetro.

Considere a necessidade de dispor de aeradores de emergência, geradores alternativos e fique atento à manutenção na rede elétrica.

Despescar assim que os peixes atingirem padrão para o comércio. Na despesca, adotar orientações contidas no sistema de produção de tilápias em viveiros da Epagri: baixe lentamente o viveiro até ficar com aproximadamente 40 a 60 cm de água, e realize a despesca. Esse volume de água pode ser aproveitado após uma boa desinfecção com cal virgem ou cloro em pó (verificar recomendações do folder da Epagri de desinfecção de viveiros).

Fonte: Assessoria Epagri

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 Enfrentando o estresse térmico na suinocultura

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Dias de calor intenso durante o verão ou em países tropicais podem representar um sério desafio para os animais de produção, causando estresse térmico, que compromete o crescimento e reduz o desempenho econômico das granjas. Na suinocultura, o estresse térmico afeta os animais em praticamente todas as fases de produção. Este artigo explora as principais alterações fisiológicas que os suínos apresentam nessa condição e apresenta soluções práticas para reduzir seus efeitos nocivos.

O estresse térmico começa no limite superior da zona de conforto térmico

O estresse térmico ocorre quando o animal está fora de sua zona de conforto térmico, a faixa de temperatura na qual o organismo se mantém em homeostase. Essa faixa é influenciada pela temperatura e pela umidade externas. O estresse térmico pode afetar os suínos em todas as fases do ciclo produtivo. Para um suíno em fase de engorda de 50 kg, o início do estresse térmico ocorre a partir de 25°C. Isso significa que qualquer temperatura acima desse ponto já começa a afetar negativamente o animal.

Consequências prejudiciais do estresse térmico sobre a fisiologia e o crescimento dos suínos

Entre os animais de produção, os suínos são particularmente sensíveis ao estresse térmico, pois possuem poucas glândulas sudoríparas e pulmões pequenos. Sua alta produtividade e seu rápido crescimento os tornam ainda mais suscetíveis a essa condição (figura 1). Quando a temperatura sobe, o suíno adapta seu comportamento: reduz a locomoção e a ingestão de ração, o que limita a termogênese (produção de calor pelo organismo). Além disso, sua frequência respiratória aumenta. O fluxo sanguíneo é redirecionado dos órgãos internos para a pele, a fim de eliminar o excesso de calor. Esse fenômeno é chamado de vasodilatação. Ele aumenta a termólise (dissipação de calor pelo organismo).

No trato intestinal, a falta de oxigênio causada pelo redirecionamento do fluxo sanguíneo prejudica as células epiteliais, que são muito sensíveis à hipóxia e à redução de nutrientes disponíveis, o que degrada o epitélio intestinal. Substâncias exógenas, como antígenos ou toxinas bacterianas, podem então ser transferidas do lúmen para a corrente sanguínea (leaky gut, ou aumento da permeabilidade intestinal), levando a uma resposta inflamatória e à produção de espécies reativas de oxigênio (ROS). Trata-se de um círculo vicioso, já que as próprias ROS podem ser prejudiciais às células epiteliais quando produzidas em excesso.

Se prolongado, o estresse térmico pode causar diversos problemas no crescimento e no desempenho reprodutivo. Em suínos em fase de engorda, o aumento da temperatura levou a uma redução na ingestão de ração e no ganho de peso (Lee et al., 2019), reduzindo assim o peso de carcaça no abate.

Figura 1. Mecanismos de adaptação em suínos em fase de engorda sob condições de estresse térmico

Diversas soluções para mitigar os efeitos negativos do estresse térmico em suínos

Diversas estratégias nutricionais e de manejo podem ser implementadas para mitigar os efeitos negativos do estresse térmico agudo. Com foco em aditivos alimentares, a Phodé lançou recentemente um novo aditivo alimentar desenvolvido para ajudar o suíno a vencer o calor! Esse aditivo é composto por extratos de especiarias picantes, incluindo capsicum, gengibre e pimenta. A forma galênica, desenvolvida pela equipe de pesquisa da Phodé, foi concebida para liberar os ingredientes ativos em locais-alvo específicos e garantir uma manipulação fácil do produto em escala industrial.

As especiarias picantes ajudam o suíno a lidar com o estresse térmico

Os ingredientes foram cuidadosamente selecionados pela equipe de pesquisa da Phodé para atuar em sinergia. As especiarias picantes podem ajudar a sustentar o metabolismo do suíno sob estresse térmico, limitando a inflamação intestinal e reduzindo o estresse oxidativo. Algumas são bastante conhecidas, como a capsaicina, um capsaicinoide da planta capsicum. Esse composto demonstrou se ligar ao receptor TRPV1 (Transient Receptor Potential Vanilloid 1) na boca e no intestino delgado dos suínos. O receptor TRPV1 é muito sensível a estímulos nocivos, como o aumento da temperatura, e está na origem da inflamação e da dor. Após exposição prolongada à capsaicina, a atividade do TRPV1 diminui, levando à redução dos efeitos pró-inflamatórios e ao alívio da dor. Diversos estudos demonstraram uma redução na produção de citocinas pró-inflamatórias (TNF-α, IL-1β e IL-6) por inibição da via NF-κB. O capsicum também demonstrou aumentar as atividades de α-amilase, lipase e protease no intestino delgado. Esse efeito pode ajudar o suíno a digerir melhor a ração em condições de calor. O gingerol é o principal composto ativo do gengibre. Ele também ativa o TRPV1, levando à redução da inflamação. Esse ingrediente também apresenta atividades antioxidantes indiretas, promovendo a transcrição de genes que codificam enzimas antioxidantes (como a glutationa peroxidase e a superóxido dismutase) por meio da via NRF2.  A piperina, extraída da pimenta, atua em sinergia com as demais especiarias, potencializando a biodisponibilidade delas. Ao neutralizar as espécies reativas de oxigênio (ROS), atua como um potente antioxidante direto. A combinação dessas especiarias permite um ajuste fino das doses de cada ingrediente ativo necessário para influenciar a fisiologia do suíno sob estresse térmico.

 Atuando sobre a fisiologia do suíno para vencer o calor: um caso de sucesso!

Um estudo recente, conduzido em uma estação experimental de renome no Brasil, demonstrou com sucesso os efeitos benéficos do novo aditivo alimentar (Kalyci, Laboratoires Phodé, França) em suínos nas fases de crescimento e terminação, tanto no peso corporal final quanto na conversão alimentar (CA) na fase de terminação. Os suínos suplementados com o aditivo à base de “especiarias picantes” apresentaram um aumento significativo no peso corporal final de + 2,4 kg e uma redução significativa da conversão alimentar (CA) em -0,26 g/g na fase final de terminação (figuras 2 e 3). Além disso, a suplementação dos suínos com esse aditivo alimentar levou a uma redução da temperatura corporal e de alguns marcadores hematológicos de inflamação.

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Figura 2. Peso corporal final de suínos suplementados com especiarias picantes nas fases de crescimento e terminação.

* p<0,05

Figura 3. Conversão alimentar (CA) de suínos suplementados com especiarias picantes nas fases de crescimento e terminação.

Em conclusão, o estresse térmico pode afetar os suínos em todas as fases de produção, com efeitos de longo prazo que impactam o desempenho da granja. Suplementar os suínos com um aditivo alimentar à base de uma combinação de “especiarias picantes ” atuando em sinergia para atender às suas necessidades fisiológicas durante o estresse térmico é fundamental para o sucesso da produção. Por fim, mas não menos importante, a forma galênica desse aditivo, que protege os trabalhadores dos efeitos pungentes das especiarias, é igualmente fundamental para o sucesso na fábrica!

 

 

Autora: Dr. Elisa A. Arnaud1

1Laboratoires Phodé, Avenue Martelle, 81150 Terssac

 

Fonte: Ass. de Imprensa Laboratoires Phodé
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Importação contínua de reprodutores eleva patamar genético da suinocultura brasileira

Animais do Canadá e da Noruega são trazidos ao país para acelerar o ganho de produtividade nas granjas nacionais

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Divulgação Topigs Norsvin

Para garantir que o Brasil opere com o mesmo nível de excelência genética dos principais polos globais, a importação frequente de reprodutores garante acesso imediato ao topo da ciência global. Nesse sentido, a Topigs Norsvin, empresa de genética suína, conduz a maior rota contínua de importação de suínos do país.

A companhia desembarcou a terceira remessa de reprodutores deste ano no mês de julho e já prepara ao menos outras duas operações para 2026, consolidando a liderança absoluta na introdução de genética de ponta no Brasil.

“Nós precisamos garantir que o material genético utilizado nas granjas brasileiras seja o mesmo das nossas granjas núcleos na Noruega e Canadá. Com esse fluxo constante de importações, associados com alto nível genético e tecnológico das nossas granjas núcleo locais, nós garantimos que o produtor brasileiro tenha acesso a tudo que há de mais moderno em genética suína via as linhagens genéticas da Topigs Norsvin, afirma o diretor Técnico da Topigs Norsvin, Marcos Lopes.

Tecnologia global direto na fonte

O processo de importação foca em buscar os animais diretamente das estações Delta (centros mundiais de inovação, pesquisa e testagem de reprodutores) localizadas no Canadá e na Noruega. Nesses centros, que concentram o topo do melhoramento genético mundial da companhia e utilizam tecnologias avançadas de avaliação, os animais são avaliados por meio de tomografia computadorizada e tem seu consumo de ração individual mensurados por comedouros automáticos para medir a conversão alimentar de cada indivíduo. Além disso, todos esses reprodutores passam por uma minuciosa avaliação genômica para garantir o seu alto potencial genético.

“Nós sempre importamos um grupo seleto de reprodutores de alto mérito genético. Com essa estratégia nós utilizamos um material que vem direto da fonte primária e eliminamos qualquer tipo de defasagem genética, assegurando que o progresso genético chegue com força total aos produtores brasileiros”, detalha Lopes.

Distribuição estratégica pelo território nacional

A chegada contínua desses reprodutores ao país alimenta uma engrenagem de produtividade desenhada para beneficiar toda a cadeia. Os animais recém-chegados são direcionados para as centrais de inseminação próprias e parceiras espalhadas pelo Brasil.

“O nosso grande objetivo é desenvolver linhagens genéticas que entreguem resultados fantásticos a campo. Existem várias estratégias no mercado para disseminação genética, mas nós comprovamos que esse fluxo robusto de importações é o caminho mais eficiente para a evolução e a rentabilidade do setor”, conclui o diretor.

Fonte: Ass. de Imprensa
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Naturovos aplica modelo de “Avaliação Rápida de Risco” para fortalecer biosseguridade contra o vírus da influenza aviária

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Equipe da Naturovos, NNatrivm e Corb Science durante a apresentação dos resultados da primeira etapa do projeto de Avaliação Rápida de Risco para Influenza Aviária, conduzido para apoiar a governança de biosseguridade nas granjas.

A Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) segue entre os temas sanitários mais relevantes para a avicultura brasileira e mundial. O registro recente em aves silvestres em São Paulo reforça a importância de manter rotinas preventivas bem-organizadas, com atenção permanente à biosseguridade, à vigilância e à comunicação entre empresas, técnicos e produtores.

Nesse contexto, a Naturovos, com apoio da NNatrivm, realizou em parceria com a Corb Science o projeto de “Avaliação Rápida de Risco para Influenza Aviária”. A iniciativa foi aplicada em granjas de postura e recria da empresa, a partir de um formulário eletrônico técnico desenvolvido para identificar fragilidades de biosseguridade relacionadas à possível introdução, exposição ou disseminação do vírus da IAAP.

A execução do trabalho contou com atuação direta da equipe técnica da Naturovos. O médico-veterinário Flávio Renato Silva, da Área Técnica da empresa, teve papel receptivo e colaborativo na organização do processo, favorecendo uma aplicação sequencial, padronizada e oportuna das avaliações de campo. Sob sua liderança, os técnicos da Naturovos aplicaram o questionário de risco em curto período, gerando uma base consistente para análise e uso gerencial dos resultados.

A lógica do projeto parte de uma situação comum na rotina da avicultura. Muitas empresas já realizam verificações de biosseguridade, auditorias, monitorias e registros de campo. Esses instrumentos são essenciais para organizar a operação e demonstrar controle. A gestão de riscos acrescenta uma leitura técnica sobre a importância relativa das fragilidades encontradas, considerando o perigo sanitário priorizado, o contexto da granja e o potencial impacto para a cadeia.

Uma granja pode apresentar bom desempenho geral em uma verificação e, ainda assim, manter uma fragilidade crítica para determinado perigo. Tela danificada, ração exposta ao redor de silos, presença de outras criações na granja, água superficial no entorno, circulação de materiais compartilhados ou falhas na limpeza de bandejas de ovos podem ter significados diferentes conforme o momento sanitário e o perigo em análise. No caso da IAAP, esses pontos ganham importância porque podem aumentar oportunidades de contato direto ou indireto com aves silvestres, outros animais, pessoas, veículos ou materiais contaminados.

No projeto realizado com a Naturovos, o formulário combinou entrevista com o produtor ou responsável e inspeção visual da propriedade. Essa combinação permitiu compreender práticas de rotina, registrar evidências observáveis e reduzir a dependência de uma única fonte de informação. As respostas foram processadas em ambiente analítico desenvolvido pela Corb Science, gerando um índice de risco por granja e permitindo classificar as propriedades conforme o nível de atenção requerido.

Os resultados produziram relatórios individuais automáticos e uma visão consolidada para a empresa. Com isso, a Naturovos passou a contar com uma leitura organizada sobre as granjas que exigem acompanhamento mais próximo, os fatores críticos mais frequentes e os pontos que podem orientar a comunicação técnica com produtores. Essa informação também fornece base para reavaliações futuras, permitindo acompanhar se as melhorias recomendadas foram implementadas e se houve evolução nas condições de biosseguridade.

Um diferencial do projeto foi a estruturação da governança de riscos a partir dos resultados. O índice ajuda a identificar onde priorizar. Os fatores críticos indicam o que corrigir ou monitorar. A governança organiza critérios, responsabilidades, prazos, registros e formas de verificação. Essa lógica apoia a equipe técnica na definição de visitas, orientações, planos de ação e comunicação com produtores em períodos de estabilidade sanitária e em momentos de maior alerta.

Embora o foco inicial tenha sido a IAAP, a análise indicou potencial de aplicação para outros temas sanitários. Em avaliação exploratória, granjas com relato de Salmonella spp. ou de múltiplos patógenos apresentaram médias mais elevadas no índice de risco de biosseguridade. O achado deve ser interpretado com cautela e sem inferência causal direta, porém sugere que avaliações estruturadas de biosseguridade podem dialogar com registros sanitários e apoiar futuras análises integradas com indicadores zootécnicos, histórico de enfermidades e outros perigos relevantes para a produção avícola.

Para a Corb Science, o projeto representa a aplicação prática de sua abordagem em gestão de riscos na cadeia de proteína animal. A empresa atua na transformação de dados operacionais em inteligência de risco para apoiar decisões técnicas, gerenciais e produtivas. Na Naturovos, essa inteligência foi aplicada à prevenção da IAAP, com foco em biosseguridade, comunicação técnica, priorização de ações e acompanhamento das granjas.

A iniciativa também evidencia o compromisso técnico da Naturovos com prevenção, melhoria contínua e responsabilidade sanitária. Em uma cadeia produtiva na qual sanidade, produtividade e acesso a mercados dependem de atenção permanente, o modelo de avaliação rápida de risco oferece um caminho prático para fortalecer a tomada de decisão. A informação coletada no campo ganha valor quando retorna à rotina da empresa como orientação ao produtor, critério de priorização e base para verificar a evolução das medidas adotadas.

Fonte: Ass. de Imprensa
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