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Empresas Restrição Hídrica

Epagri recomenda ações para mitigar efeitos da estiagem na agricultura e na pecuária em Santa Catarina

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Divulgação/Epagri

A estiagem que atinge principalmente as regiões do Extremo Oeste, Oeste e Meio-oeste de Santa Catarina, aliada às altas temperaturas, pode gerar dificuldade na produção agropecuária e no abastecimento de água no meio rural. Diante deste cenário, técnicos da Epagri se reuniram e listaram informações e tecnologias para colaborar com produtores rurais e outros profissionais do meio no enfrentamento destes desafios.

A empresa também acompanha a evolução do cenário para promover, sempre que necessário, a operacionalização de políticas públicas que possibilitam mitigar os problemas e danos ocasionados pela restrição hídrica em cultivos agrícolas, produções pecuárias e abastecimento de famílias no meio rural.

Água na propriedade e no ambiente

Identifique os pontos de captação e armazenamento de água na propriedade: há diferentes maneiras de percebermos a água nas propriedades rurais. São águas de chuva, de nascentes, córregos e lagos, de poços (cacimbas ou artesianos). A conservação, o armazenamento, o uso racional e o saneamento são fundamentais para gestão da água, sobretudo em época de estiagem.

Aumente a capacidade de armazenamento de água no solo: controle a erosão para aproveitar o máximo da água da chuva. Proteja áreas de nascente e córregos, iniciando com isolamento da área e favorecimento de crescimento da vegetação. Esta ação funciona como uma barreira física, segurando os sedimentos que podem assorear as nascentes e córregos.

Cultive utilizando o sistema plantio direto: evite mobilizar o solo. Mantenha permanentemente o solo com cobertura viva ou palhas. Realize a rotação de culturas e diversifique os cultivos no ano. Reduza o intervalo de tempo entre colheita e semeadura.

Realize o cultivo em contorno, em faixas, com terraceamento: essas práticas favorecem a retenção de água no momento da enxurrada e aumentam a quantidade de água disponível para as plantas.

Conheça os Programas “Kit Solo Saudável” e “Cultivando água e protegendo solo”
São políticas públicas viabilizadas pela Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural. Estes Programas fornecem subsídios aos agricultores, com enquadramento para aquisição de sementes de adubos verdes, proteção e recuperação de nascentes, terraceamento, captação, armazenamento e distribuição de água nas propriedades rurais. Para saber mais sobre os Programas, procure o escritório da Epagri em seu município.

Invista em armazenamento de água
Neste momento crítico, onde há locais com restrição na disponibilidade de água, é preciso ser eficiente para reter ao máximo a água da chuva nas propriedades rurais. Capte a água da chuva que cai sobre as construções da sua propriedade, armazenando-a em reservatórios e cisternas. É a forma mais barata e eficiente de aumentar a reserva de água na propriedade. Invista em reservatórios grandes que garantam estabilidade produtiva, principalmente na produção animal. Poços artesianos podem ser opções complementares, mas suas construções devem ser feitas sob orientação de profissionais habilitados e com critérios técnicos.

Fique atento ao uso consciente e racional da água na propriedade rural
Evite desperdícios: feche torneiras que estejam pingando, arrume os encanamentos, não deixe a água extravasar à vontade nos bebedouros dos animais, realize práticas de manejo animal com o mínimo de água possível. Não lave o carro e calçadas de casas de forma desnecessária. É preciso economizar água sempre que possível.

Economize água na Irrigação
Conheça a necessidade de água do seu cultivo, estabeleça rotina para verificar vazamentos nas tubulações, nos equipamentos de captação e distribuição de água. Cada litro de água desperdiçado custa muito caro para todos.

Manter a qualidade da água é fundamental
O saneamento com a coleta e tratamento de resíduos líquidos (esgotos, efluentes domésticos e resíduos de atividades produtivas) evita a contaminação do lençol freático e de corpos d’água de superfície.

Para isso, utilize tecnologias como:
– Proteção de Fonte Modelo Caxambu: sistema de baixo custo e alta eficiência na proteção de nascente, garantindo a qualidade de água a ser fornecida para humanos e animais.
– Filtros lentos: melhora a qualidade de água disponível na propriedade.
– Esterqueiras e biodigestores: Captam e tratam os dejetos dos animais, permitindo o uso como fertilizantes de forma segura, diminuindo a contaminação de águas de córregos e nascentes, além de diminuir os custos de produção das lavouras.
Para saber mais sobre estas tecnologias, procure o escritório da Epagri em seu município.

Pecuária de leite

A condição de elevada temperatura e restrição na disponibilidade hídrica representa um momento delicado para a atividade pecuária. Associada à elevação dos custos de produção, esta situação pode repercutir de forma acentuada na pecuária leiteira.

A ocorrência do déficit hídrico ocorrendo no período mais sensível para a safra do milho, um dos principais alimentos dos animais, afeta a produção de grãos e silagens, sendo esta última prática uma alternativa para armazenar o milho e minimizar danos. Para desenvolver capacidade competitiva neste cenário, a Epagri oferece algumas recomendações técnicas para os produtores de leite:

Realize o planejamento alimentar, tendo como base pastagens de alto potencial produtivo e com boa resistência ao estresse hídrico, como é o caso do Capim Pioneiro e do Tifton 85.

Considere a possibilidade em implantar e/ou ampliar a capacidade de reserva de água na propriedade, tanto para abastecimento dos animais, quanto para irrigar pastagens, se for o caso.

Melhore a disponibilidade de água de qualidade ofertada aos animais nos piquetes.

Realize a orçamentação alimentar, ou seja, calcule a demanda diária de forragens para atender o rebanho, por período mínimo de 154 dias, em relação às reservas de alimento de que dispõe. Se este balanço entre demanda e disponibilidade forrageira for negativo, recomenda-se o descarte de animais, iniciando-se pelos que jamais vão produzir leite, seguindo pelas vacas com problemas sanitários, reprodutivos e/ou com idade avançada. Num segundo momento, descarte vacas com baixa produtividade.

Promova o conforto térmico em vacas leiteiras
Quando as vacas são expostas à temperaturas extremas, acontece o estresse calórico, que é evidenciado pela respiração ofegante, aumento da frequência respiratória e salivação. Já em temperatura de 25 a 26°C o tempo de pastejo e de ruminação diminuem, bem como o consumo de alimentos. Nestas situações há o aumento no consumo de água, principalmente naqueles animais com alta produção do rebanho, que possuem maiores necessidades hídricas, por apresentarem faixas mais rápidas de desidratação.

Ofereça sombra para as vacas quando a temperatura chegar a 24°C. Assim, se diminui as perdas na produção de leite. Sombra natural com árvores é uma excelente ferramenta para reduzir o excesso de calor, além de ser um método barato, favorece a biodiversidade local. As árvores são excelentes meios de proteção porque aumentam o resfriamento através da evaporação da água das folhas. Sombra artificial é uma alternativa para controlar e reduzir o aumento da temperatura em animais. Sua vantagem é que pode ser transportada e instalada em diferentes setores da propriedade, de acordo com a necessidade do rebanho. Existem cortinas portáteis ou permanentes, por meio de malhas, que bloqueiam a radiação solar em mais de 80%. Recomenda-se uma área de sombra de 4,0 m² por vaca presente no lote.

Use ventiladores com aspersores. No caso de animais criados em sistemas de confinamento/estabulamento, os ventiladores, associados aos aspersores de água, promovem a redução da temperatura do ar e de perdas de calor por evaporação. Entretanto, sua eficiência é reduzida em condições de alta umidade do ar. Sua principal desvantagem está associada ao custo.

Fornecimento de água
Água limpa e fresca (segura) e com temperatura abaixo de 20°C, deve estar sempre disponível na sombra ou em áreas protegidas da radiação solar. A água deve estar perto de onde as vacas ficam,  preferencialmente dentro dos piquetes ou nos chamados piquetes de descanso, com espaço suficiente para todos os animais terem acesso.

Horário de ordenha e uso das pastagens
Durante os quatro meses de verão, os horários de ordenha deverão ser ajustados visando oportunizar as melhores condições de temperatura para as vacas na ordenha e no consumo de pasto pós-ordenha. Recomenda-se que neste período a ordenhas se realizem entre às 5h e 6h pela manhã, e das 18h às 19h no período da tarde.

Nutrição
Aumentar a densidade energética da dieta, utilizando ingredientes com alto teor de óleo ou gordura, que não produza calor de fermentação (não ultrapassar 5% do total da dieta), além de fazer uso de nutrientes protegidos. É importante balancear a dietas das vacas com menos de 65% de proteína degradável no rúmen, utilizando soja tostada ou soja extrusada na formulação das rações. Adicionar agentes tamponantes à dieta para estabilizar o pH ruminal (dietas com 0,5% de sódio e 0,3% de magnésio).

Estratégia Alimentar
– Diminuir a participação de alimentos fibrosos e de baixo teor energético, como os fenos.
– Disponibilizar um piquete novo às vacas no início da manhã e no final da tarde após as ordenhas, e manter a disponibilidade de água de boa qualidade, são práticas nutricionais fundamentais para minimizar os efeitos do estresse calórico.
– Disponibilizar para as vacas em lactação, durante o período da tarde, uma pequena quantidade de silagem de milho (6kg a 8kg de MV) de alta qualidade, mais 1kg de alimento concentrado.
– Procure os técnicos no escritório da Epagri em seu município. Eles têm conhecimento e ferramentas para calcular a viabilidade técnica e econômica destes alimentos, em substituição ao milho e farelo de soja.

Avicultura e suinocultura

Aves e suínos criados em sistema de confinamento são animais bastante sensíveis às oscilações de temperatura, especialmente quando se trata da ocorrência de temperaturas elevadas. Dias quentes podem ocasionar redução da ingestão de alimentos, prejudicando o ganho de peso, e, em casos extremos, até mesmo causar a morte de animais.Por isso, é fundamental que o produtor siga as orientações repassadas pelo assistente técnico da cooperativa ou agroindústria com a qual o mesmo possui vínculo, ou ainda outros profissionais que façam o acompanhamento técnico da atividade.

Além do fornecimento de água em quantidade e qualidade adequados para o plantel, chama-se atenção para a importância de garantir a correta manutenção dos equipamentos de ventilação e resfriamento ambiental (ventiladores, exaustores, nebulizadores, etc.), de forma a garantir seu funcionamento quando necessário.

Também é importante que o produtor fique atento à disponibilidade de energia elétrica, especialmente nos dias mais quentes. Caso perceba alguma interrupção, deve imediatamente entrar em contato com a empresa responsável pelo fornecimento de energia na sua região.

Grãos

Realizar avaliação da qualidade física do solo (perfil cultural), especialmente compactação e adensamento e, se necessário, entrar com medidas corretivas, como descompactação mecânica (escarificação), seguida de semeadura de culturas com sistema radicular bem desenvolvido.

Utilizar sistema de rotação de culturas para proporcionar o maior período de cobertura do solo com plantas vivas, com aporte de palhada superficial para proteção do solo.

Implantar práticas mecânicas de conservação do solo e da água, como terraços e curvas de nível, para promover a absorção da água na lavoura, para evitar o escoamento da água para fora da área.

Realizar a análise química e física do solo e, se necessário, corrigir a fertilidade do solo em profundidade, visando infiltração de água e aprofundamento de raízes das plantas.

Utilizar o Sistema de Semeadura Direta, com mínimo revolvimento, monitorando as áreas para que tenham massa suficiente de palhada. Lavouras com acúmulo anual de massa seca acima de 10 toneladas por hectare toleram maiores períodos de redução na disponibilidade de água no solo.

Desenvolver um programa de irrigação aos produtores de milho para fins de silagem, testar modelos de irrigação (além da aspersão). Utilizar as políticas públicas existentes na SAR para fomentar/subvencionar módulos de irrigação de até 3 hectares para pequenos produtores. Isto poderia garantir a produção de no mínimo 150 toneladas de silagem em cada propriedade, garantindo a manutenção de mais de 30 vacas por ano (junto com pastagens nativas), ou seja, a manutenção da propriedade com uma renda mínima. Para conhecer as políticas públicas disponíveis, procure o escritório da Epagri em seu município.

Arroz irrigado

Nestes cultivos, embora sendo irrigada, a cultura também está sujeita aos efeitos da estiagem. Temperaturas superiores a 35ºC / 38ºC na diferenciação do primórdio floral e antese, bem como na emergência da panícula, elevam o percentual de esterilidade, resultando em falhas de grãos. Para otimizar o uso da água de irrigação, recomenda-se as seguintes práticas:

No caso de ocorrência de ondas de temperaturas acima do normal, uma elevação do nível da água atenua o problema, pois a água tem um efeito termorregulador.

Manejar as quadras com lâmina permanente de água.

Ampliar a capacidade de armazenamento da água na propriedade.

Readequar sistemas de captação e condução coletivos/individuais da água para irrigação.

Na entressafra, reforçar as taipas, tanto na altura quanto na largura, sistematizar o solo para melhorar a distribuição da água.

Aproveitar as épocas mais chuvosas para armazenamento de água.

Milho

O déficit hídrico em consequência de estiagem, associado à elevadas temperaturas, aumentam a evapotranspiração das plantas. As fases mais críticas coincidem com o pendoamento (polinização) e enchimento de grãos. Neste caso, temperaturas acima de 33ºC reduzem sensivelmente a germinação do grão de pólen, causando esterilidade e resultando em espigas com menos número de grãos.

O milho cultivado em sistema em semeadura direta com camada adequada de palha no solo (cobertura do solo), pode atenuar o problema das altas temperaturas, pois reduz a temperatura do solo e as perdas de água.

Agricultores que cultivam milho para silagem devem ficar atentos para o ponto adequado de corte das plantas, associado à condição de disponibilidade de água no solo.

Utilizar cultivares que apresentem tolerância relativa a estiagens, verificar avaliações em Valor de Cultivo e Uso e recomendações e características do germoplasma.

Os cultivares desenvolvidos pela Epagri e híbridos duplos possuem maior base e variabilidade genética, além de maior espaço de tempo de florescimento, isso pode se constituir tolerância a períodos curtos de estiagem.

Em épocas e previsões da ocorrência do fenômeno La Niña, utilizar densidades de plantio maiores, com estandes menores daqueles recomendados para os cultivares.

Utilizar escalonamento de plantio nas diferentes glebas, isto garante uma maior probabilidade de “escapar” do período crítico da estiagem e garantir uma produção mínima satisfatória.

Soja

A associação de restrição da disponibilidade de água no solo e alta temperatura pode ocasionar encurtamento do ciclo da cultura, afetando a produtividade das lavouras.

Temperaturas acima dos 40ºC podem paralisar o desenvolvimento e abortar flores. Quanto mais avançado o estágio de desenvolvimento da cultura, menor é a tolerância à altas temperaturas e deficiência hídrica.

Atentar para o fato de que cultivares superprecoces apresentam maior risco de serem afetados por estiagens e redução da produtividade.

A rotação trigo-soja é natural, pois o trigo fornece um volume de palhada adequada para plantio direto e tem sua colheita em outubro, quando se dá a janela ideal para plantio da soja. Porém, cada região tem sua característica e sistemas de rotação mais adequados.

Feijão

Escassez de água e temperaturas acima de 35ºC são prejudiciais ao feijoeiro se coincidir com a fase de florada, provocando o abortamento de flores.

As lavouras da safrinha poderão ter problemas também na fase de germinação e estabelecimento de plantas, caso as altas temperaturas vierem acompanhadas de estiagem e o solo com as reservas hídricas comprometidas.

Atrasar alguns dias a semeadura da safrinha pode atenuar o problema inicial, entretanto, poderá ter problemas com geadas precoces. Importante sempre respeitar o período de semeadura, de acordo com o zoneamento para a cultura.

Avaliar utilizar os cultivares mais tolerantes à estiagens. Para saber mais, procure a Epagri de seu municípios.

Olericultura

Os cultivos mais sensíveis neste período do ano são as hortaliças folhosas, como alface, rúcula e temperos verdes. Também cucurbitáceas como abóboras e morangas, solanáceas como tomates e pimentão, brássicas como repolho, couves, brócolis e couve flor. Nas regiões mais quentes do Estado, principalmente no Litoral, Oeste e Extremo Oeste e Vale do Rio Uruguai, a radiação solar excessiva e o calor podem afetar cultivos mais suscetíveis. Tudo isso é agravado com a restrição de água no solo.

Como indicação, seguem algumas possibilidades que associadas podem colaborar para mitigar os efeitos da estiagem associados a alta temperatura:

Uso do sistema plantio direto de hortaliças (SPDH)
Esta é uma ótima estratégia para enfrentamento da estiagem e estresse pelo calor. Para isso, há necessidade de planejamento e aprimoramento na execução, principalmente no uso de plantas de cobertura de solo de boa qualidade e em quantidade adequada de palhada que amenizam altas temperaturas e reduzem as perdas de água.

Escolha de cultivares tolerantes
Cultivares com maior tolerância a elevadas temperaturas, principalmente nos cultivos de folhosas e em brássicas, podem oferecer melhor resposta ao florescimento antecipado e desenvolvimento das plantas.

Telas de cobertura
O uso de telas refletoras, que promovem o sombreamento artificial, podem auxiliar na mitigação do calor. Atenção ao nível de sombreamento, que não deve exceder 50% em cultivos comerciais, devido à possibilidade de ocasionar estiolamento das plantas.

Irrigação
Nas situações em que a umidade do solo está reduzida, o uso de irrigação complementar é essencial. Em altas temperaturas, a irrigação, além de repor a água, pode favorecer o arrefecimento das plantas, reduzindo o estresse. É importante verificar a capacidade de armazenamento de água, escolha do método de irrigação e uso adequado da água irrigada. O volume de água, o método e o momento da irrigação são fundamentais para obter o efeito desejado. O uso de métodos de irrigação por aspersão colaboram para amenizar a temperatura ambiente e do solo. A irrigação deve ser utilizada de forma antecipada, em horários que antecedem as horas mais quentes do dia, e perdurar por período que ofereça condições de enfrentamento do calor.

No plantio das mudas
Executar essa atividade em horários mais amenos do dia ou ao entardecer e cuidar para que o solo tenha umidade suficiente ou irrigar para garantir a pega das mudas. Também é recomendável o uso de mudas de qualidade, bem formadas e no ponto certo de transplantio, para garantir o pegamento e desenvolvimento das plantas. Importante o uso de cobertura de telas, pode ser uma opção, quando possível.

Para os cultivos em abrigos
– Uso de microaspersores para nebulizar o ambiente no período de altas temperaturas.
– Manejo e abertura das telas laterais para facilitar a circulação do ar.
– Possibilidade em cobrir os abrigos com telas

Fruticultura

Neste período, a menor precipitação poderá influenciar no desenvolvimento de frutos em pomares de macieiras, videiras, ameixas, maracujá e banana. Seguem algumas indicações:

Intensificar práticas de proteção e conservação do solo, das nascentes e dos cursos de água.

Avaliar a viabilidade em implantar/ampliar a reserva de água da propriedade e sistema de irrigação. Priorizar sistemas de irrigação por gotejamento que otimizam o uso da água.

Manter a cobertura de solo, manejado com roçada.

Piscicultura

A estiagem também afeta muitos piscicultores. A escassez e piora na qualidade da água pode ocasionar diminuição no crescimento, elevação da conversão alimentar, problemas sanitários e até mortalidade dos peixes. Neste sentido, recomendamos aos piscicultores afetados algumas informações técnicas, visando evitar maiores prejuízos até que a situação se normalize.

Acompanhar a qualidade de água nos viveiros, monitorando o oxigênio dissolvido (>4 mg/L), a alcalinidade (> 30 mg/L) e a transparência da água (entre 25 a 40 cm).

Em caso de falta de água, com oxigênio baixo e transparências abaixo de 25 cm, controlar adubações, fertilizações ou arraçoamentos.

Estabelecer critérios para o uso de ração na alimentação dos peixes, realizando biometrias com frequência. Utilizar a tabela de alimentação da Epagri para tilápias.

Evitar drenagens e corrigir possíveis vazamentos nas comportas.

Apenas renovar a água do viveiro de forma pontual, quando os parâmetros não estiverem adequados. Consulte os valores de referência no sistema de produção de tilápia para viveiros escavados da Epagri.

Existindo a necessidade de renovar a água do viveiro, reduza cerca de 10% a 20% do seu volume de água e, posteriormente, eleve o nível novamente. Com isso, você gastará menos água para melhorar os parâmetros de qualidade de água para o peixe.

Se for povoar e houver previsão de estiagem ao longo do cultivo, seja prudente na densidade populacional. Utilize de 2 a 3 tilápias por metro quadrado, com uso de aeradores. No caso de uso sem uso de aeradores, recomenda-se 1 tilápia por metro quadrado.

A utilização de aeradores é essencial para minimizar a baixa concentração de oxigênio dissolvido. Maneje os aeradores de acordo com as necessidades apontadas no oxímetro.

Considere a necessidade de dispor de aeradores de emergência, geradores alternativos e fique atento à manutenção na rede elétrica.

Despescar assim que os peixes atingirem padrão para o comércio. Na despesca, adotar orientações contidas no sistema de produção de tilápias em viveiros da Epagri: baixe lentamente o viveiro até ficar com aproximadamente 40 a 60 cm de água, e realize a despesca. Esse volume de água pode ser aproveitado após uma boa desinfecção com cal virgem ou cloro em pó (verificar recomendações do folder da Epagri de desinfecção de viveiros).

Fonte: Assessoria Epagri

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Master Agroindustrial avança para o exterior com entrada em empresa chilena

Negócio envolve aquisição de ações e criação de sinergias produtivas e comerciais entre as companhias.

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Fotos: Divulgação

A Master Agroindustrial S.A., empresa brasileira do setor de carne suína, concluiu a aquisição de 38% das ações do Grupo Coexca S.A., do Chile. A operação envolve a compra de participações de diferentes sócios, entre eles o fundo de investimento dinamarquês Impact Fund Denmark (IFU).

Com o negócio, as duas companhias passam a estruturar uma parceria voltada à geração de sinergias nas áreas produtiva, industrial, comercial e de inovação. A transação marca a entrada mais forte da Master no mercado internacional, ampliando sua atuação para além do Brasil.

De acordo com o CEO da Master, Mario Faccin, a operação faz parte do processo de internacionalização da empresa, que já exporta para mais de 20 países. Ele afirma que a associação com a Coexca reforça a estratégia de expansão e integração industrial, além de contar com o apoio do Grupo Vall Companys.

A Master atua no mercado brasileiro de proteína suína com a marca Sulita. A empresa registra faturamento anual de US$ 250 milhões, conta com mais de 2.000 funcionários, 350 produtores integrados e produção superior a 100 mil toneladas de carne por ano. São 42 mil matrizes reprodutoras e cerca de 1,2 milhão de suínos produzidos anualmente, sendo 70% destinados ao processamento e 30% comercializados vivos. A companhia projeta dobrar o faturamento até 2030.

O CEO da Coexca S.A., Guillermo García, destacou que a entrada da Master na empresa abre uma nova etapa de crescimento, apoiada na experiência do grupo brasileiro e do Grupo Vall Companys.

Com sede na região do Maule, no Chile, a Coexca atua na produção e exportação de carne suína em modelo verticalizado. A empresa registra vendas de US$ 165 milhões, exporta para mais de 30 mercados e gera mais de 1.000 empregos. Possui 14 mil matrizes e abate mais de 470 mil suínos por ano, com volume superior a 56 mil toneladas de carne processada.

O responsável internacional do Grupo Vall Companys, Tomás Blasco, afirmou que a parceria deve reforçar a presença do grupo no mercado latino-americano. O conglomerado espanhol, com sede em Lleida, atua em cadeia produtiva integrada e registra faturamento superior a 4 bilhões de euros, com mais de 15 mil funcionários.

Fonte: Assessoria
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Genética Topigs Norsvin é destaque em premiação internacional de produtividade da Agriness

Companhia celebra pódio no ranking com propriedades parceiras que ultrapassam a marca de 280 quilos desmamados por fêmea ao ano

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Granja Becker, do município de Quatro Pontes (PR), que alcançou a marca de 38,33 DFA

A 18ª edição do prêmio Melhores da Suinocultura da Agriness, realizada a bordo de um cruzeiro que celebrou os 25 anos da organizadora, reconheceu mais uma vez os números de excelência do setor. O projeto de benchmarking, que analisou dados de 2.689 granjas e mais de 2,4 milhões de matrizes localizadas na América Latina, Europa e Ásia, consagrou a genética Topigs Norsvin como o grande destaque, com produtores parceiros no topo do ranking.

O terceiro lugar dessa mesma categoria foi da Granja Vista Alegre, localizada em Vista Alegre (RS), com o índice de 35,40 DFA.

A avaliação principal do prêmio é baseada no índice de Desmamados por Fêmea ao Ano (DFA). Na categoria para granjas com mais de 3.000 matrizes, o primeiro lugar ficou com a Granja Becker, do município de Quatro Pontes (PR), que alcançou a marca de 38,33 DFA. O terceiro lugar dessa mesma categoria foi da Granja Vista Alegre, localizada em Vista Alegre (RS), com o índice de 35,40 DFA.

Granja Canal, de Itá (SC), também subiu ao pódio e conquistou o terceiro lugar com 37,94 DFA.

O desempenho de alta performance se repetiu na categoria de 301 a 500 matrizes. A Granja Persch, de Cunhataí (SC), garantiu a segunda posição com 38,30 DFA e a média de 281,9 quilos desmamados por fêmea ao ano (kg/DFA) em 2025. Na mesma categoria, a Granja Canal, de Itá (SC), que opera com 70% de genética Topigs Norsvin em sua estrutura, também subiu ao pódio e conquistou o terceiro lugar com 37,94 DFA.

Granja Persch, de Cunhataí (SC), garantiu a segunda posição com 38,30 DFA e a média de 281,9 quilos desmamados por fêmea ao ano (kg/DFA)

O diretor de Negócios e Marketing da Topigs Norsvin, Adauto Canedo, parabeniza a Agriness pelo marco de um quarto de século e pela realização de um evento tão grandioso para a suinocultura. “Os resultados dos nossos parceiros chancelam a eficiência do nosso programa de melhoramento no campo pois entregamos matrizes produtivas e animais robustos. Dessa forma, o produtor converte esse potencial genético em rentabilidade real na granja”, afirma Canedo.

Evolução e reconhecimento

O prêmio foi idealizado em 2006 com foco em promover uma competição saudável e incentivar a gestão eficiente. Atualmente, o levantamento avalia o desempenho de propriedades no Brasil, Argentina, Colômbia e China.

A parceria histórica entre a Topigs Norsvin e a Agriness rendeu uma homenagem especial durante a programação: a companhia recebeu um troféu de reconhecimento pelo fomento e apoio ao desenvolvimento do setor.

“Receber esse troféu tem um significado enorme para o nosso time. A nossa parceria com a Agriness e com os produtores foca em elevar a régua técnica do mercado com resultados reais e sustentáveis, e sermos a única casa de genética reconhecida com essa homenagem mostra que estamos trilhando o caminho correto”, conclui Canedo.

Fonte: Ass. de Imprensa
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Reunião Global da PIC reúne especialistas para discutir avanços técnicos na produção de suínos

Encontro internacional da PIC reúne especialistas da área técnica para debater sanidade, genética, biossegurança, inovação aplicada e eficiência produtiva na suinocultura.

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Foto: Divulgação/Agroceres PIC

A equipe da Agroceres PIC participou, nesta semana, da reunião global de Serviços Técnicos e Desenvolvimento de Produtos da PIC, realizada em Fort Worth, no Texas. O encontro reuniu mais de 250 profissionais de diferentes países. O objetivo foi discutir temas prioritários da suinocultura, como sanidade, genética, biossegurança, sustentabilidade e eficiência produtiva. A programação concentrou debates técnicos sobre os desafios da atividade e também promoveu a troca de experiências entre equipes que atuam diretamente na produção de suínos em diferentes regiões do mundo.

A programação incluiu temas como resistência à PRRS, pesquisa e desenvolvimento, fenotipagem digital, critérios de seleção genética, benchmarking global, robustez de matrizes, qualidade de carne, saúde e biossegurança. Também foram apresentadas iniciativas voltadas à sustentabilidade na produção. Esse conjunto de conteúdos reforçou o caráter técnico da reunião e destacou o valor da troca internacional de experiências para a atualização das equipes envolvidas com genética e produção suína.

Para Amanda Pimenta, gerente de Serviços Técnicos da Agroceres PIC, o encontro é uma oportunidade de alinhar conhecimentos e compartilhar experiências entre equipes que atuam em contextos produtivos distintos. “A reunião reúne profissionais de diferentes regiões e áreas técnicas para discutir os temas mais relevantes da produção de suínos na atualidade”, comenta. “É um espaço importante para troca de experiências, apresentação de desafios, discussão de resultados e atualização conjunta sobre questões que vão de avanços mais amplos, como resistência a doenças, até aspectos técnicos do dia a dia das granjas”, afirma.

Segundo Amanda, ao reunir especialistas de Genética, Serviços Genéticos, Serviços Técnicos, Produção, Boas Práticas de Produção e Bem-estar Animal, o encontro amplia a circulação de conhecimento entre regiões e contribui para qualificar o debate técnico sobre temas que hoje estão na dianteira da evolução da suinocultura mundial.

Fonte: Assessoria Agroceres PIC
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