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Epagri completa 50 anos levando tecnologia do laboratório direto para o campo catarinense
Com dados climáticos em tempo real, agricultura digital e avanço dos bioinsumos, pesquisa pública ajuda produtores a enfrentar clima instável, custos altos e a busca por produção mais sustentável.

Em 50 anos de pesquisa, a Epagri levou avanços à eficiência da agropecuária catarinense com inovações que vão de dados climáticos mais precisos a sistemas produtivos mais resilientes e sustentáveis. Para o futuro, a empresa aposta na consolidação da agricultura digital e no desenvolvimento de soluções de biotecnologia.
O objetivo é ajudar produtores rurais do estado a enfrentar os maiores desafios da agropecuária na atualidade: mudanças climáticas, custos de produção e sustentabilidade ambiental. O pesquisador Reney Dorow, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Epagri, defende a busca incessante por uma pesquisa conectada com as demandas do mercado.
“O plano estratégico da Epagri se volta para um futuro que exigirá cada vez mais da pesquisa agropecuária a entrega de soluções práticas para o campo. A agropecuária precisa aumentar a produtividade com o menor custo e impacto ambiental possível e a agricultura 4.0 e a biotecnologia são essenciais para alcançar esses resultados”, afirma Reney.
Agricultura digital
A Epagri já disponibiliza uma infinidade de dados que ajudam o produtor rural a tomar decisões com foco em produtividade e custos. Entre as ferramentas digitais disponíveis está o Agroconnect, sistema que reúne informações sobre clima, recursos hídricos, solo e meio ambiente, além de alertas fitossanitários. Os dados são capturados em tempo real a partir de uma rede de mais de 300 estações meteorológicas.

Eventos extremos estão cada vez mais comuns, tornando o monitoramento hídrico e climático em tempo real cada vez mais necessário – Foto: Divulgação/Epagri
A pesquisadora Cristina Pandolfo, gerente do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia (Epagri/Ciram), explica que o monitoramento em tempo real permite que produtores ajustem plantios, irrigação e colheitas de acordo com condições climáticas e hídricas. Essas variáveis se tornam ainda mais importantes num cenário de instabilidade climática.
“Recentemente, o agronegócio catarinense teve perdas de R$2,7 bilhões em decorrência de eventos extremos como chuvas fortes, granizo, vendavais e geadas. O impacto dessa instabilidade climática é direto na renda familiar e na segurança alimentar local. Por isso, o acesso à agricultura digital, com informações meteorológicas, se torna ainda mais importante”, destaca Cristina.
Entre os dados disponibilizados pelo Agroconnect está o monitoramento do frio, essencial para o cultivo de frutas de clima temperado, como a maçã. O acúmulo de horas de frio é uma variável importante no manejo de pomares de frutas de clima temperado porque ela define o momento ideal da quebra química da dormência, intervenção necessária para garantir maior produtividade e qualidade da fruta.
Monitoramento do frio
O produtor de maçã Eduardo Scapinelli, de Caçador, utiliza o monitoramento do frio da Epagri desde que iniciou seu pomar, há quase dez anos. “Normalmente, a partir de junho nós já começamos a monitorar os índices de frio com os dados que a Epagri fornece diariamente. A partir do conjunto dessas informações, nós tomamos as decisões das quebras de dormências nas macieiras”, afirma o produtor.

Produtor Eduardo Scapinelli monitora os índices de frio disponibilizados pela Epagri Ciram para saber a hora de quebrar a dormência nas macieiras – Foto: Eduardo Scapinelli
Segundo Eduardo, é uma decisão que requer gestão porque garante maior precisão na dose de químicos aplicados na quebra da dormência, protegendo o pomar e aumentando a produtividade. Além disso, há situações que podem levar à redução de custos. “Se houver mais frio, economizamos com a diminuição da dose da vitamina usada no tratamento, um dos mais caros da macieira”, explica o produtor, que colhe em torno de 120 toneladas de maçã por ano.
Para a gerente Cristina Pandolfo, o principal desafio na digitalização da agricultura catarinense é transformar os dados em informações acessíveis aos produtores. “Estamos aprimorando constantemente as ferramentas digitais para que os dados coletados sejam organizados e apresentados de uma forma que o agricultor possa se apoderar deles para otimizar a gestão da propriedade”.
A agricultura 4.0 já é consolidada em grandes empresas do agronegócio. Os dados alimentam robôs, sensores e drones, entre outras tecnologias que aprimoram o controle, o monitoramento e os sistemas de produção. Entre os benefícios, há redução de desperdício de insumos, reduzindo custos e tornando o negócio mais competitivo e lucrativo. O desafio é disseminar essas tecnologias para médias e pequenas propriedades rurais.
Evolução dos bioinsumos
O futuro da pesquisa agropecuária também passa pela biotecnologia. No Brasil, o mercado de insumos agrícolas de origem biológica cresceu a uma média anual de 22% nos últimos três anos, índice quatro vezes maior do que a média global. Os dados são da Blink/CropLife Brasil. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, 49% dos agricultores brasileiros já utilizam algum tipo de bioinsumo, o maior índice no mundo.
“Os bioinsumos não são o futuro, eles são o presente da agricultura. Se não tivéssemos a inoculação da soja por meio de bactérias fixadoras de nitrogênio (rizóbio), por exemplo, não teríamos viabilidade na produção desta oleaginosa que é a principal cultura no Brasil e também em Santa Catarina”, afirma Leandro Ribeiro, pesquisador do Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar (Epagri/Cepaf), em Chapecó. O rizóbio é uma bactéria que capta o nitrogênio da atmosfera e oferece à soja, reduzindo consideravelmente o uso de nitrogênio sintético, muito mais caro e poluente.

Para o pesquisador Leandro do Prado Ribeiro, os bioinsumos já são indispensáveis para a agricultura – Foto: Karin Helena Antunes de Moraes/Epagri
Segundo Leandro Ribeiro, a utilização de bioinsumos atende uma demanda da sociedade por produções mais sustentáveis e com menor nível de resíduo de agrotóxicos. Do ponto de vista agronômico, eles também contribuem com os programas de manejo integrado de pragas e doenças, principalmente para contornar os casos de evolução de resistência e de surtos de pragas, tanto nativas quanto exóticas, assim como reduzir os níveis de resíduos de agrotóxicos sintéticos em produtos agroalimentares.
Na Epagri, o desenvolvimento tecnológico de bioinsumos ainda é tímido, com grande parte das ações voltadas para a validação de produtos já registrados. Mas há avanços importantes, com grandes potencialidades. Uma pesquisa coordenada por Ribeiro isolou fungos entomopatogênicos nativos de Santa Catarina, constituindo um banco de isolados para avaliar o potencial desses agentes biológicos no manejo de pragas de pastagens.
Após uma série de coletas e de estudos laboratoriais, os pesquisadores constituíram um banco de isolados, obtidos de locais com diferentes tipos de solo e clima de Santa Catarina. “Conseguimos avaliar ou obter isolados multifuncionais, com ação biopesticida, promotora de crescimento e também indutora de resistência. Alguns desses isolados têm despertado o interesse da iniciativa privada. Já temos uma proposta de desenvolvimento conjunto por parte de uma empresa de produção de biológicos do sul do Brasil”, adianta Leandro.
Em relação ao mercado, o pesquisador aponta a legislação como principal desafio. Em dezembro de 2024, a União promulgou o marco regulatório de bioinsumos, mas os decretos reguladores ainda estão em discussão. “Acreditamos que essa questão seja contornada em breve, deixando clara as regras para pesquisa, registro, controle de qualidade, produção on farm (na propriedade) e utilização em escala industrial. Por sua grende biodiversidade, o Brasil tem potencial para conduzir estudos prospectivos de bioinsumos e a geração de produtos comerciais”, avalia Leandro.
Aprovação do produtor
Produtor rural e engenheiro agrônomo, Leonardo Zeni, utiliza bioinsumos desde 2020 na propriedade que administra junto com o pai, em Guatambu, no Oeste catarinense. Entre as culturas, destaque para o milho. “Nós estamos sempre buscando formas de melhorar a produtividade e foi assim que conhecemos os bioinsumos. Fizemos testes com diversos produtos que estavam disponíveis no mercado. Em um pedaço do talhão aplicamos os bioinsumos e no outro não. Na colheita, observamos melhorias na produção e passamos a utilizar em toda a propriedade”, conta Leonardo.

Produtor Leonardo Zeni utiliza bioinsumos há mais de cinco anos em sua propriedade, especialmente no controle de pragas e doenças nas plantações de milho – Foto: Divulgação
Na visão do agricultor, os bioinsumos não substituem os produtos químicos, mas melhoram a performance da estratégia de manejo e, consequentemente, o rendimento da cultura. “Nenhum deles vai resolver tudo sozinho, mas quando associados levam a melhores resultados, ampliando a produtividade”, avalia. Leonardo conta que a consultoria da Epagri foi fundamental para o processo de utilização de bioinsumos ao validá-los para aplicação em larga escala. “Esse trabalho dá mais confiança ao produtor rural em usar uma tecnologia que é um caminho sem volta”, afirma o agricultor.
O presidente da Epagri, Dirceu Leite, reforça que as tecnologias desenvolvidas pela Epagri têm como finalidade melhorar a vida das pessoas e fortalecer a produção sustentável de alimentos, como foi relatado pelos agricultores Leonardo e Eduardo “A pesquisa pública tem esse papel de olhar para o futuro, antecipar desafios e entregar soluções que muitas vezes não nasceriam apenas da lógica de mercado. Investir em ciência, tecnologia e inovação na Epagri é investir em segurança alimentar, em renda no campo e em um modelo de desenvolvimento mais justo e resiliente para Santa Catarina e para o Brasil”.

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Mapa lança projeto para ampliar mercado de pequenas agroindústrias
Iniciativa busca facilitar acesso ao Sisbi-POA e fortalecer negócios rurais.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou, durante a Feira Brasil na Mesa, o projeto SIMples AsSIM, iniciativa desenvolvida em parceria com o Sebrae para ampliar a inserção de pequenas agroindústrias no mercado nacional e fortalecer os pequenos negócios rurais.
Durante a palestra, a coordenadora-geral do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), Claudia Valéria, destacou que os avanços do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) abriram caminho para a criação do projeto. Segundo ela, a modernização dos processos foi essencial para ampliar a adesão ao sistema.
O projeto busca ampliar o acesso de produtos de origem animal ao mercado nacional por meio de qualificação técnica, modernização da inspeção, apoio à adequação sanitária, entre outras ações. A proposta também prevê identificar os principais desafios enfrentados pelos empreendedores e apoiar a integração ao Sisbi-POA.
A regularização de agroindústrias de pequeno porte é considerada estratégica para promover a inclusão produtiva, reforçar a segurança alimentar e impulsionar o desenvolvimento econômico local.
Durante a apresentação, Cláudia também ressaltou a importância de outras iniciativas, como o Projeto ConSIM, que contribuiu para a integração de consórcios públicos ao sistema. “Entre 2020 e 2025, 68 consórcios públicos no Brasil se integraram ao sistema, permitindo que muitos municípios ampliassem a comercialização de seus produtos”, afirmou.
Apesar dos avanços, o número de estabelecimentos ainda não acompanha o crescimento dos serviços de inspeção integrados. “Observamos um grande número de serviços integrados, mas os estabelecimentos não cresceram na mesma proporção. Por isso, surgiu a necessidade de fortalecer esses produtores e capacitá-los para acessar o mercado nacional”, pontuou.
O projeto está estruturado em três eixos: inclusão de agroindústrias no Sisbi-POA; fortalecimento dos Serviços de Inspeção Municipal com base em análise de risco; e apoio técnico à estruturação de agroindústrias de pequeno porte.
O projeto-piloto será iniciado em Santa Catarina, estado com grande número de agroindústrias e potencial de expansão. A iniciativa prevê diagnósticos in loco e planos de ação personalizados para apoiar a adequação dos estabelecimentos. “Mais de 80% das agroindústrias demonstraram interesse em expandir seus mercados. Isso mostra que há demanda e que precisamos criar condições para que esses produtores avancem”, concluiu a coordenadora-geral.
O analista do Sebrae Warley Henrique também apresentou os resultados iniciais do projeto. Entre eles, o diagnóstico on-line que identificou as principais dificuldades relacionadas à estrutura dos serviços de inspeção que limitam a integração dos estabelecimentos ao Sisbi, com 217 respondentes.
Também foi realizada pesquisa com técnicos dos estabelecimentos, que reuniu 114 participantes, sobre os principais entraves para obtenção do selo Sisbi, além do levantamento das orientações técnicas necessárias para cada estabelecimento.
Após a fase de levantamento, o projeto avança para a estruturação da metodologia de atendimento e para a implementação das ações em campo, com início previsto para maio de 2026, em Santa Catarina.
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Copacol recebe Prêmio de Melhor do Biogás pelo segundo ano consecutivo
Projeto premiado destaca eficiência na geração de energia a partir de resíduos e reforça liderança da cooperativa em sustentabilidade.

A Copacol consolidou mais uma vez sua posição de referência nacional em energias renováveis ao conquistar, pelo segundo ano consecutivo, o Prêmio Melhores do Biogás Brasil 2026, na categoria Melhor Planta Indústria.
O reconhecimento apresentado no 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, em Foz do Iguaçu, destaca o desempenho da Usina de Biogás instalada na UPL (Unidade de Produção de Leitões), em Jesuítas, e evidencia o compromisso da Cooperativa com inovação, eficiência energética e preservação ambiental. “É uma satisfação imensa receber o Prêmio de Melhor do Biogás, que reconhece o desempenho desse importante investimento em sustentabilidade. O respeito ao meio ambiente é uma prática em nossas atividades, por isso, buscamos alternativas que consolidem esse comportamento e preservem ainda mais nossas riquezas”, complementa o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol.
A premiação reforça os resultados obtidos pela cooperativa ao longo dos últimos anos, especialmente no aproveitamento de resíduos agroindustriais para geração de energia limpa. Somente em 2025, a usina produziu 6.813.437 kWh de energia a partir dos resíduos gerados pela Unidade de Produção de Leitões e pela Unidade de Produção de Desmamados, resultado que representou economia em energia elétrica e aproveitamento de resíduos equivalentes a R$ 6,4 milhões. “O Prêmio de Melhor do Biogás demonstra o compromisso da Copacol com a sustentabilidade, a destinação correta de resíduos, principalmente com e uso de energia renovável”, afirma o gerente de Meio Ambiente da Copacol, Celso Brasil.
O modelo premiado de geração de energias renováveis recebeu a visita de empresários do ramo do Brasil e do exterior. A programação contou com apresentação técnica e um passeio guiado às instalações, mostrando a realidade operacional da planta e os processos utilizados para transformar resíduos em energia. A Copacol foi escolhida como destino técnico pelo reconhecimento do projeto como modelo de sucesso no setor. “Existe muito estudo no desenvolvimento do projeto da Copacol e isso é fundamental. A operação leva em consideração dados diários de composição dos substratos, concentração de material orgânico e existe um monitoramento contínuo da planta. As tomadas de decisão são baseadas nos dados gerados. Isso dá segurança e impressiona bastante”, afirma a analista da Embrapa, Fabiane Goldschnidt, que atua em projetos de gerenciamento de resíduos, produção de biogás e biometano.
A usina também chamou a atenção de representantes da área acadêmica. Rosiany de Vasconcelos Vieira Lopes, professora da Universidade de Brasília, natural de Campina Grande e atualmente residente em Brasília, participou da visita técnica. “Fiquei muito surpresa com a estrutura. Percebemos na prática a utilização de resíduos aproveitados de uma maneira renovável e sustentável para a produção de energia.”
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Selos distintivos ganham destaque como estratégia de valorização no agro
Certificações reforçam origem, qualidade e ajudam produtores a acessar mercados.

Os selos distintivos são certificações voltadas para os produtores rurais que objetivam o desenvolvimento, a valorização e a diferenciação na agricultura brasileira. Para tratar do tema, foi realizada a palestra “Chefs de Origem: Estratégia de Valorização dos Produtos de Origem e dos Pequenos Negócios”, durante a Feira Brasil na Mesa.
Representando o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o coordenador-geral de Fomento à Agroindústria, Nelson Andrade, apresentou os selos distintivos sob a coordenação do Mapa. “Os selos distintivos são certificações que comprovam origem, qualidade, autenticidade e conformidade com padrões específicos. Eles geram confiança, credibilidade e ajudam o consumidor a fazer escolhas mais conscientes”, explicou Nelson Andrade.
Os principais selos e certificações são: Boas Práticas Agropecuárias; Produção Integrada; Selo Arte; Selo Queijo Artesanal; Indicação Geográfica e Marcas Coletivas.
As Boas Práticas Agropecuárias (BPA) são um conjunto de princípios, normas e recomendações técnicas aplicadas nas etapas da produção, processamento e transporte de produtos alimentícios e não alimentícios.
Já os selos Arte e Queijo Artesanal buscam trazer agregação de valor para produtos alimentícios artesanais de origem animal com características especiais e diferenciadas.
As marcas coletivas são sinais distintivos utilizados para identificar produtos ou serviços provenientes de membros de uma entidade coletiva, possibilitando a diferenciação de mercado, a proteção jurídica e a valorização de produtos e serviços, sendo utilizadas por associações, cooperativas, sindicatos e outras entidades.
As Indicações Geográficas (IGs) são sinais que identificam a origem de um produto ou serviço quando determinada qualidade, reputação ou característica está vinculada à sua origem. Protegem a origem, a tipicidade e a reputação do produto. São duas modalidades: indicação de procedência, que considera a região reconhecida como centro de extração, produção ou fabricação de determinado produto ou de prestação de determinado serviço; e denominação de origem, quando qualidade e características estão vinculadas a uma indicação geográfica.
São mais de 150 IGs para produtos da agricultura e da agropecuária brasileiras, principalmente de mel, própolis, carnes, pescados e derivados.
Durante a apresentação, Nelson destacou que o impacto dos selos vai além da certificação. “Eles fortalecem a origem, valorizam tradições e impulsionam o desenvolvimento do campo. Valorizam os produtos, evidenciam a cultura local, destacam a qualidade e a singularidade, valorizam a diversidade e fortalecem as agroindústrias”, salientou.
O coordenador também ressaltou o papel das políticas públicas no apoio aos pequenos produtores. “Essas iniciativas são fundamentais para que o produtor consiga acessar mercados de forma estruturada, manter sua atividade e agregar valor ao que produz”, pontuou.
Ao final, representantes do Sebrae apresentaram o projeto “Chefes de Origem”, que busca a produção, a organização e o fornecimento qualificado por meio da conexão entre produtores locais e restaurantes, promovendo a transformação gastronômica e dando visibilidade aos pequenos produtores.



