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Suínos Oeste do Paraná

Entusiasta da piscicultura divide tempo entre cadeia de suprimentos e produção de 100 toneladas de tilápias por mês

Osvanir Dal Pizol foi um dos pioneiros na área de assistência técnica para piscicultores no Oeste do Paraná no final dos anos 1990. Hoje trabalha em vários setores que integram à cadeia produtiva, de equipamentos e rações, passando pela produção até a entrega do peixe no frigorífico

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Fotos: Giuliano De Luca/OP Rural

Osvanir Dal Pizol é o que pode ser chamado de entusiasta da piscicultura no Brasil. Foi um dos primeiros a prestar assistência técnica para os produtores rurais que ingressavam na atividade no Oeste do Paraná, região que hoje é o polo de produção de tilápia no Brasil. Já trabalhou com a produção de alenivos, comercializa rações e equipamentos para o setor e também produz, hoje entre 80 e 100 toneladas de peixes por mês. A história dele e da esposa Rosimeri com a piscicultura começou em 1996, quando o jovem casal de Quatro Pontes, PR, decidiu que era a hora de ter o próprio negócio. Naquela época, pouco se falava de piscicultura, mas a atividade começava a ganhar um olhar mais atento de produtores que buscavam a diversificação e de cooperativas que hoje são potências no setor, como Copacol e C. Vale.

“Eu trabalhei por dez anos com suinocultura, prestando assistência técnica. Minha esposa era professora. Entre 1996 e 1997 começamos a fazer um estudo de viabilidade para termos nosso próprio negócio e chegamos à conclusão que seria na área da piscicultura”, conta Dal Pizol, que é técnico agropecuário por formação. “Começamos a produzir alevinos para vender para produtores no Paraná, São Paulo e Santa Catarina. A gente produzia 1 milhão de alevinos por ano”, conta. Junto com a produção, Osvanir começava a atuar comercializando ração e equipamentos para piscicultura, além de prestar assistência técnica a produtores.

Tudo ia bem quando a falta de água acabou por inviabilizar a produção de alevinos. “Nossa história da produção de alevinos durou cinco anos porque a propriedade rural não tinha mais água suficiente para dar continuidade na atividade”, lembra. Do ano de 2002 até 2014, atuou só na área comercial, mas tudo ligado à piscicultura. Em 2015, com um sócio, montou o que hoje é uma das mais eficientes propriedades produtoras de peixes da região Oeste do Paraná.

“De 2008 pra cá houve uma explosão na atividade. Então pensamos: por que não montar uma propriedade para também produzir, já que trabalhamos com a ração e sabemos da assistência técnica?”, lembra. “A atividade já estava se profissionalizando. Era um desafio para nós, porque uma coisa é você orientar outra coisa é você fazer”, recorda. “Então compramos essa propriedade com 10 hectares de lâmina d’água e instalamos nela o que havia de melhor na época. Hoje produzimos entre 80 e 100 toneladas de peixe por mês”, pontua. Nos meses mais quentes do ano a produção é maior.

A propriedade, em Marechal Cândido Rondon, conta com dez tanques escavados. Dois são usados para a engorda dos alevinos, que chegam pesando entre meio e um grama. Nesses dois açudes eles crescem até atingirem entre 20 e 50 gramas, dependendo da necessidade, explica o produtor. Depois são transferidos para os demais tanques para a fase de engorda, até o momento da despesca. Os lotes ficam prontos em sete ou oito meses nas épocas de mais calor e 11 meses quando os alevinos são colocados nos taques durante os meses de mais frio.

Tecnologia

Osvanir explica que a propriedade foi pensada para ser altamente eficiente, com emprego de tecnologias como os alimentadores automáticos. Ainda hoje eles não são comuns. “Em 2015 era o que tinha de melhor. Pensamos em ter uma propriedade que fosse top. Hoje toda essa propriedade é tocada por um casal de funcionários. Buscamos o melhor para ter uma boa produtividade”, destaca.

Alimentadores são programados para distribuir ração seis vezes ao dia, a cada duas horas

A tecnologia de alimentação é uma das vedetes de Osvanir. A ração chega em caminhões, que abastecem um silo com capacidade para dez toneladas, ligado a um alimentador que fica logo abaixo do silo, já na água. O alimentador é abastecido por um funcionário. A partir daí, ele percorre toda a extensão do açude em um tempo pré determinado. O aparelho vai e volta até o ponto de origem, guiado por um cabo que fica sobre o açude. “O alimentador faz o trajeto seis vezes por dia, a cada duas horas. Entendemos que o melhor manejo é oferecer menos volume de ração, mais vezes ao dia. É uma forma de ter menos desperdício de ração”, explica.

Os funcionários também são os responsáveis pelo monitoramento da qualidade da água. “Monitoramos todos os dias, basicamente, a temperatura, a taxa de oxigênio e a saturação”, destaca.

A gestão e o controle dos tanques é individual, o que permite um gerenciamento mais fino de cada unidade produtora. “Uma das vantagens em ter o controle individual é saber exatamente sobre os custos daquele lote, quanto está custando, se está tendo algum problema de conversão alimentar, por exemplo”, destaca. No atual modelo, com oito a 10 quilos de peixe por metro quadrado, destaca o produtor, a conversão fica em torno de 1,5 quilo de ração para um quilo de carne.

Silo sendo abastecido com nenhum contato com a ração. Cada um dos dez tanques da propriedade, no interior de Marechal Cândido Rondon, PR, possui seu próprio silo, o que ajuda no manejo e na gestão da atividade

De acordo com Osvanir, entre 70 e 75% do custo da produção é de rações. Funcionários, alevinos e especialmente energia elétrica são os outros componentes básicos. Para reduzir os custos, a propriedade conta com uma usina de energia fotovoltaica, que produz cerca de 12 mil KW/mês. No entanto, o consumo da propriedade chega a 100 mil KW/mês no verão. Para reduzir essa diferença outras três usinas estão sendo instaladas. Juntas, vão produzir cerca de 50 mil KW/mês.

Produção e custos

Toda a produção da fazenda é vendida para um frigorífico da região. De acordo com o proprietário, a alta nos custos no último ano por conta do preço dos insumos das rações, notadamente o milho e a soja, “exige uma boa gestão para ter competitividade”. “Nossa produção é toda vendida para o Pescados Vitória, aqui da região. Nos últimos 12 meses nós das atividades que envolvem arraçoamento estamos com problemas de custos, a ração ficou mais cara. E não podemos passar todo esse custo para o peixe. Essa reação do preço é lenta, depende da boa vontade do mercado”, destaca. “Não é tão simples assim: aumenta a ração, aumenta o preço do peixe”, menciona o produtor paranaense.

Espaço para evoluir

O entusiasta da piscicultura, que hoje trabalha em diversas frentes, como equipamentos, rações e a produção em si, observa que há um espaço a evoluir na piscicultura, especialmente na parte genética. “Temos muito a evoluir, principalmente na genética e no arraçoamento. Se tivermos as melhorias na genética como a gente acredita que estejam acontecendo nas grandes empresas, necessariamente teremos que ter uma melhoria na dieta do animal, na composição da ração. Isso certamente vai acontecer. E a genética basicamente precisa olhar para a conversão alimentar”, pontua. Ou seja: usar cada vez menos ração para produzir um quilo de carne de peixe.

Ele também destaca que o mercado consumidor brasileiro pode ser mais explorado. “O brasileiro come muito pouco peixe. Temos um bom espaço para crescer”, frisa.

Suínos

Atualização constante é requisito para permanecer competitivo na suinocultura, afirma presidente da Frimesa

Elias Zydek destaca que o Congresso de Suinocultores do Paraná vai ofeercer aos produtores acesso a informações estratégicas para decisões mais assertivas dentro e fora da granja.

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Foto: O Presente Rural

A atualização constante de informações técnicas e de mercado tornou-se um dos principais fatores para a competitividade da suinocultura. Em um setor que convive com desafios sanitários, oscilações cambiais, custos elevados de produção e exigências crescentes dos consumidores, a capacidade de tomar decisões rápidas e bem fundamentadas pode definir os resultados da atividade.

Presidente executivo da Frimesa, Elias José Zydek: “Os eventos técnicos trazem informações atualizadas que orientam decisões mais assertivas em toda a cadeia produtiva e proporcionam uma importante troca de experiências entre seus integrantes”

Esse será um dos focos do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, promovido pelo Jornal O Presente Rural em parceria com a Frimesa. O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon (PR) e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Para o presidente executivo da Frimesa, Elias José Zydek, o principal diferencial do Congresso está justamente na proximidade entre quem produz, quem industrializa e quem acompanha diariamente as transformações do mercado. “É um evento diferente por duas grandes razões. Primeiro porque procura ter contato direto com o produtor e com toda a cadeia produtiva, discutindo os problemas e desafios nas áreas de tecnologia, sanidade, manejo e, principalmente, mercado. O produtor precisa estar próximo do que o mercado está querendo”, ressalta.

Segundo Zydek, o segundo diferencial está relacionado à qualidade e à atualidade das informações compartilhadas. “A informação é hoje o maior insumo de qualquer gestão e de qualquer negócio. Como ela muda rapidamente, é preciso estar sempre atualizado. É uma oportunidade que ninguém deveria perder. É o momento de debater, dar opinião, ouvir e participar”, salienta.

Competitividade depende de eficiência e ambiente econômico

Foto: Shutterstock

Ao analisar os principais desafios enfrentados atualmente pela suinocultura, Zydek destaca que os gargalos estão distribuídos dentro e fora da propriedade rural. “Dentro da porteira, o principal desafio está na eficiência produtiva associada ao bem-estar animal e à biosseguridade. O produtor precisa de escala e modernização tecnológica para diluir custos, mas enfrenta dificuldades relacionadas à sucessão familiar e aos altos investimentos exigidos pela atividade”, explica.

Fora da granja, os desafios passam principalmente pela logística e pelos custos de produção. “A infraestrutura logística e a dependência do milho e da soja são fatores importantes para a competitividade da cadeia. Além disso, as barreiras sanitárias internacionais exigem que o Paraná mantenha seu status sanitário com extremo rigor”, enfatiza.

Câmbio influencia diretamente o setor

Foto: Ari Dias/AEN

Na avaliação do executivo, uma das decisões mais críticas para a competitividade da cadeia está ligada ao comportamento do mercado internacional.

Hoje, aproximadamente um quarto de toda a produção brasileira de carne suína depende das exportações para equilibrar oferta e demanda. “O Brasil precisa exportar cerca de 25% da sua produção. Nessa situação, o câmbio é determinante. Quando o dólar fica abaixo de R$ 5,20, a exportação torna-se inviável, aumenta a oferta no mercado interno e os preços acabam caindo”, afirma.

De acordo com Zydek, compreender essa dinâmica é fundamental para que produtores e empresas consigam planejar seus investimentos e suas estratégias de produção.

Cooperativas impulsionam melhorias contínuas

O presidente executivo da Frimesa também destaca o papel das cooperativas na evolução técnica da atividade. Para ele, a sanidade permanece como a base de toda a cadeia produtiva. “A sanidade é sempre determinante. Sem ela não se alcança produtividade, padronização e nem mercado”, observa.

Além disso, Zydek avalia que ainda existe espaço para avanços importantes em áreas estratégicas da produção. “A busca por melhorias na conversão alimentar, prolificidade e redução da mortalidade deve ser contínua. Esse processo de melhoria permanente é um dos papéis mais importantes das cooperativas”, afirma.

Mercado exige planejamento e controle da oferta

Quando o assunto é mercado, Zydek acredita que os produtores precisam ampliar a compreensão sobre os fatores que influenciam os preços e a rentabilidade da atividade. “O resultado da cadeia de produção de suínos está no equilíbrio entre oferta e demanda. O mais importante é organizar a produção para controlar a oferta. Isso exige informações precisas, ações consistentes e acompanhamento permanente da demanda mundial”, destaca.

Segundo ele, eventos técnicos como o Congresso de Suinocultores do Paraná ajudam justamente a aproximar os produtores dessas informações e permitem a troca de experiências entre todos os elos da cadeia. “Os eventos técnicos trazem informações atualizadas que orientam decisões mais assertivas em toda a cadeia produtiva e proporcionam uma importante troca de experiências entre seus integrantes”, evidencia.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

Atualização técnica é fundamental para produzir suínos com mais segurança e rentabilidade, ressalta presidente da Copacol

Valter Pitol destaca que o Congresso de Suinocultores do Paraná oferece acesso a conhecimento, tecnologias e informações estratégicas para fortalecer os resultados das granjas.

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Foto: O Presente Rural

A busca por maior eficiência e rentabilidade na produção de suínos passa, cada vez mais, pelo acesso à informação e à atualização técnica. Em um setor marcado pela rápida evolução das tecnologias, exigências sanitárias e oscilações de mercado, acompanhar as transformações da atividade tornou-se um fator decisivo para a competitividade das granjas.

Presidente da Copacol, Valter Pitol: ““Nós da Copacol temos a suinocultura, que é importante para nossos associados. A participação deles nesse Congresso é importante pelo conhecimento disseminado, pela informação e atualização técnica”

Com esse objetivo, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná reunirá produtores, técnicos, cooperativas, agroindústrias e especialistas no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). A Copacol está entre as cooperativas que apoiam a realização do evento, promovido pelo Jornal O Presente Rural em parceria com a Frimesa.

Para o presidente da Copacol, Valter Pitol, o Congresso representa uma oportunidade importante para que os produtores tenham acesso às informações mais recentes sobre a atividade. “Nós acreditamos que o Congresso é uma oportunidade para o suinocultor estar participando, tendo informações, acesso a tecnologias e informações completas da suinocultura”, afirma.

Segundo Pitol, o conhecimento compartilhado durante o evento contribui diretamente para a evolução técnica das propriedades e para a tomada de decisões mais assertivas dentro das granjas.

Conhecimento aplicado à produção

Fotos: Schutterstock

A suinocultura ocupa papel estratégico dentro das atividades desenvolvidas pela Copacol e por seus cooperados. Por isso, iniciativas voltadas à disseminação de conhecimento são consideradas fundamentais para fortalecer a cadeia produtiva. “Nós da Copacol temos a suinocultura, que é importante para nossos associados. A participação deles nesse Congresso é importante pelo conhecimento disseminado, pela informação e atualização técnica”, ressalta o presidente.

A programação do evento abordará temas ligados à sanidade, biosseguridade, nutrição, mercado, sucessão familiar, gestão de pessoas e regularização ambiental, assuntos que impactam diretamente o desempenho das propriedades.

Produção segura e rentável

De acordo com Pitol, o principal objetivo de toda a cadeia produtiva é garantir que o produtor tenha condições de produzir com eficiência e obter resultados econômicos sustentáveis. “Precisamos produzir suínos com mais segurança, mas acima de tudo garantir que a atividade tenha resultado econômico para o produtor”, enfatiza.

A expectativa é que o Congresso proporcione um ambiente de troca de experiências entre os diferentes elos da cadeia, aproximando produtores, cooperativas, agroindústrias e especialistas em torno dos principais desafios e oportunidades da suinocultura.

Ao concentrar em um único dia debates técnicos e estratégicos, o evento busca levar aos participantes informações práticas e aplicáveis à realidade das granjas, contribuindo para o fortalecimento de uma das atividades mais importantes do agronegócio paranaense.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

Congresso de Suinocultores do Paraná coloca biosseguridade no centro dos debates da atividade

Coordenador de Suinocultura da Lar afirma que falhas na proteção sanitária podem comprometer toda a produção e defende maior alinhamento entre produtores e assistência técnica.

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Fotos: Shutterstock

A biosseguridade continua sendo um dos maiores desafios da suinocultura moderna e será um dos temas centrais do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon (PR) e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Técnico em Agropecuária e coordenador de suinocultura na Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin: “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”

Em uma região que concentra uma das maiores densidades de produção de suínos do país, o técnico em Agropecuária e coordenador de Suinocultura da Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin, ressalta que prevenir a entrada e disseminação de doenças é uma condição indispensável para garantir a sustentabilidade da atividade.

O profissional destaca que os avanços em gestão, treinamento e qualificação profissional podem ser conquistados com investimentos e capacitação. Já a biosseguridade exige vigilância permanente. “O principal gargalo que nós temos hoje é a biosseguridade. Outros pontos relacionados à gestão técnica podem ser trabalhados com treinamento, qualificação e especialização das equipes. Porém, quando a biosseguridade da granja é comprometida, não existe mais como remediar”, afirma.

Segundo Beraldin, o desafio se torna ainda maior em regiões com elevada concentração de granjas e intensa movimentação de pessoas e veículos. “Estamos numa região muito adensada, com instalações mais antigas, propriedades muito próximas umas das outras, rodovias passando perto das granjas e diferentes integradoras atuando no mesmo território. Tudo isso aumenta a complexidade do controle sanitário”, ressalta.

Uniformidade das carcaças segue como desafio

Além das questões sanitárias, Beraldin aponta que a busca por uniformidade dos lotes continua sendo uma das principais dificuldades enfrentadas dentro das granjas.

De acordo com ele, mesmo com os avanços genéticos e nutricionais registrados nas últimas décadas, ainda existem diferenças significativas de desempenho entre os animais. “O principal ponto de desalinhamento entre o que a indústria exige e a realidade da granja está relacionado à uniformidade das carcaças. Esse é um desafio que atravessa décadas e continua presente. O peso de nascimento é naturalmente diferente entre os indivíduos e, ao longo das fases de crescimento e terminação, essas diferenças acabam reaparecendo”, explica.

O coordenador destaca que o agrupamento dos animais por tamanho ajuda a reduzir essa variabilidade, mas exige manejo constante e nem sempre é suficiente para manter a uniformidade desejada até o abate.

Outro fator apontado por ele envolve as exigências relacionadas à conformação das carcaças. “Qualquer hérnia ou problema semelhante pode levar à classificação daquele animal como não conforme. Muitas vezes isso resulta na condenação da carcaça. É uma exigência que não parte diretamente da indústria, mas dos órgãos fiscalizadores, e que acaba gerando perdas importantes ao longo da cadeia”, observa.

Produtor e técnico devem atuar lado a lado

Para Beraldin, a velocidade na identificação dos problemas dentro da granja é um dos fatores que mais influenciam os resultados produtivos. Por isso, ele defende uma relação próxima entre produtores e equipes técnicas. “O principal conhecimento que o produtor pode ter na tomada de decisão é entender a dinâmica do mercado e manter uma relação muito próxima com o técnico. No primeiro sinal de qualquer anormalidade dos animais, a assistência técnica deve ser acionada”, enfatiza.

Segundo ele, a experiência acumulada pelos profissionais que acompanham diferentes granjas permite respostas mais rápidas e eficientes diante de possíveis problemas sanitários ou produtivos. “Aquele lote é único para o produtor, mas o técnico observa diversos lotes ao longo da semana. Isso permite agir rapidamente e tomar decisões com mais segurança. O principal é que o produtor conheça bem seu plantel e esteja alinhado com a assistência técnica”, ressalta.

Congresso reforça protagonismo do produtor

Na avaliação de Beraldin, um dos diferenciais do Congresso de Suinocultores do Paraná é justamente manter o foco no produtor e na realidade das propriedades rurais. “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”, destaca.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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