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Entre genes e grãos: a arte silenciosa de alimentar o futuro

PhD em Nutrição Animal, Marcelo Silva compartilha os mais recentes avanços em nutrição de machos durante 15° Simpósio Técnico ACAV.

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Fotos: Shutterstock

No dia a dia do campo, onde o relógio do produtor gira no compasso da produtividade, há um fator essencial que ainda recebe pouca luz: a nutrição dos reprodutores machos e aves. Durante o 15° Simpósio Técnico ACAV, dia 07 de agosto, às 15 horas, o CentroSul em Florianópolis (SC), será palco de uma palestra feita sob medida para quem quer tirar mais resultado da genética e aproveitar melhor o potencial de cada animal. Quem conduz a conversa é o PhD em Nutrição Animal, Marcelo Silva, que possui mais de 25 anos de estrada no setor.

O tema “Casa Genética: recentes avanços em nutrição de machos Ross” vai muito além da teoria, é um convite a repensar como a alimentação, quando bem direcionada, pode ser o ponto de virada nos índices produtivos.

PhD em Nutrição Animal, Marcelo Silva: ” – Foto: Divulgação/ACAV

Silva vai falar com a propriedade de quem já viu a teoria virar prática nas principais regiões produtoras da América Latina. Formado em Zootecnia pela Unesp de Botucatu, com mestrado e doutorado pela UFV, é atualmente referência internacional em nutrição animal.

A casa genética começa de dentro para fora

Durante a palestra, Marcelo vai apresentar o conceito da “Casa Genética”, que vai muito além das paredes da granja. Trata-se de um conjunto de fatores – genética, ambiente e, principalmente, nutrição – que sustentam o bom desempenho dos machos. Por muito tempo vistos como figurantes no processo produtivo, eles têm ganhado destaque à medida que novas pesquisas mostraram que alimentar bem o macho é uma estratégia para aumentar a fertilidade, reduzir perdas e melhorar o resultado final do plantel.

O avanço recente da nutrição de machos mostra que não basta alimentar, é preciso atuar com estratégia. Marcelo vai trazer exemplos de campo, resultados práticos e dados que comprovam o quanto uma nutrição bem ajustada ao perfil genético e às condições da granja pode trazer ganhos reais. Cada nutriente, cada fórmula, cada ajuste pensado com critério se transforma em um passo a mais rumo à eficiência. Outro ponto de destaque será a integração entre nutrição e genética. De acordo com ele, a genética moderna exige mais do que manejo, exige precisão na ração. “Entender como esses dois mundos se conectam pode ser o diferencial que muitos produtores procuram”, reforça.

Quando se fala em produção de aves, muita gente pensa logo nas fêmeas, afinal, são elas que botam os ovos e parecem estar no centro do jogo. Mas um bom lote não depende só de um lado. Os machos também têm papel fundamental, e é aí que começa a história da Casa Genética. Essa expressão pode parecer complicada à primeira vista, mas é simples. Uma casa de verdade só fica de pé se tiver uma base firme, boas paredes e um teto bem colocado. Na avicultura, essa casa simbólica é feita de três pilares que sustentam o bom desempenho do lote: genética, ambiente e nutrição.

Alimentar com estratégia

Não se trata de dar mais comida, mas de dar a comida certa, na hora certa. Cada fase da vida do macho exige uma atenção diferente. É como preparar um atleta. Ninguém coloca um corredor para competir sem treino e alimentação adequada. Com o reprodutor macho é a mesma lógica, têm potencial, mas também exigem mais precisão. Um macho bem nutrido vive mais, cobre melhor, tem fertilidade maior e isso se traduz diretamente em pintinhos mais uniformes e lotes mais produtivos.

Na palestra que será ministrada pelo especialista Marcelo Silva, o público entenderá como cuidar melhor da nutrição dos machos, com base nos avanços mais recentes da ciência e nos resultados de campo. Marcelo não falará só de teoria. Ele trará exemplos práticos, vividos nas principais regiões produtoras da América Latina e mostrará como pequenos ajustes na ração e no manejo alimentar podem levar a grandes mudanças nos resultados. “Para quem vive da avicultura ou quer entender melhor como o detalhe faz a diferença, esta é a chance, porque alimentar bem não é só uma tarefa do dia, é uma forma de construir o futuro com inteligência, precisão e propósito”, analisa o coordenador geral do evento Bento Zanoni.

Inscrições

O 15º Simpósio Técnico da ACAV será realizado de 5 a 7 de agosto e as inscrições estão abertas pelo site, clicando aqui. A inscrição dá acesso à toda a programação do evento, atividades paralelas, área de exposição, coffee breaks, kit do participante e contém material de apoio com certificado.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail simposioacav@gmail.com, pelo telefone (48) 99673-6155 ou via instagram.com/acavsc.

Fonte: Assessoria ACAV

Avicultura

Brasil entra pela primeira vez no top 10 mundial de consumo per capita de ovos

Brasileiro nunca consumiu tantos ovos e as estimativas apontam que o consumo per capita deverá atingir 287 unidades, podendo ultrapassar a marca de 300 ovos em 2026.

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Fotos: Shutterstock

A avicultura de postura encerra 2025 em um ciclo de expansão, sustentado sobretudo pelo avanço do consumo doméstico e por uma mudança clara no comportamento alimentar da população. O brasileiro nunca consumiu tantos ovos e as estimativas apontam que o consumo per capita deverá atingir 287 unidades, podendo ultrapassar a marca de 300 ovos em 2026, segundo projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Caso isso se confirme, o Brasil vai integrar, pela primeira vez, o ranking dos 10 maiores consumidores per capita de ovos do mundo.

Essa escalada do consumo é resultado da maior oferta nacional, que deve chegar a 62,250 bilhões de unidades em 2025, com perspectiva de atingir 66,5 bilhões de ovos em 2026, da combinação entre preço competitivo, conveniência e maior confiança do público no valor nutricional do alimento. “O consumidor busca alimentos nutritivos, com boa relação custo-benefício e que se adaptem ao dia a dia. O ovo entrega exatamente esses três pilares, por isso que deixou de ser apenas um substituto de outras proteínas e consolidou espaço definitivo no cotidiano das famílias. Hoje, participa muito mais do café da manhã dos brasileiros. É uma mudança cultural motivada pela acessibilidade do produto e por seu preço extremamente competitivo frente a outras proteínas, como a bovina”, evidencia o diretor comercial do Instituto Ovos Brasil (IOB), Anderson Herbert, destacando que a expansão também se deve do ciclo recente de investimentos dos produtores em aviários mais modernos, mecanização e tecnologias de automação, que têm elevado eficiência e produtividade em várias regiões do País.

O profissional reforça que a maior segurança do consumidor em relação ao alimento tem base em evidências científicas mais robustas, aliadas ao esforço de comunicação do setor e do próprio IOB na atualização de informações e combate a mitos históricos. “Há quase duas décadas, o Instituto Ovos Brasil atua na promoção do consumo e na educação nutricional, período em que registrou avanço significativo na percepção pública sobre o alimento. Contudo, as dúvidas relacionadas ao colesterol ainda existem”, pontua, acrescentando: “A ciência evoluiu e já demonstrou que o impacto do colesterol alimentar é diferente do que se acreditava no passado. Essa informação vem ganhando espaço de maneira consistente”, afirma Herbert.

Preço competitivo sustenta consumo

O preço segue como um dos principais vetores da expansão do consumo. Para Herbert, a combinação entre custo acessível, praticidade de preparo e alto valor nutricional reforça a competitividade do produto. “É um alimento versátil, de preparo rápido e com uma lista extensa de aminoácidos. Essa soma faz com que o ovo esteja cada vez mais presente nas mesas dos brasileiros”, avalia.

Exportações sobem mais de 100% em 2025

Diretor comercial do Instituto Ovos Brasil (IOB), Anderson Herbert: “Nosso foco é estar onde o consumidor está, com informação clara, acessível e confiável”- Foto: Arquivo OP Rural

Embora ainda representem uma fatia pequena da produção nacional, as exportações ganham tração. A ABPA projeta até 40 mil toneladas exportadas em 2025, um salto de 116,6% frente às 18.469 toneladas embarcadas em 2024. Para 2026, o volume pode avançar a 45 mil toneladas, alta de 12,5% sobre o previsto para este ano.

Herbert exalta as aberturas de mercados estratégicos, com os Estados Unidos se destacando no primeiro semestre de 2025, e o Japão se consolidando como comprador regular. Chile e outros países da América Latina mantêm presença relevante, enquanto acordos com Singapura e Malásia ampliam o alcance brasileiro. Um dos marcos de 2025 foi o avanço dos trâmites para exportação à União Europeia, que deve ter peso crescente a partir de 2026. “Mesmo exportando cerca de 1% da produção, o volume é significativo porque o Brasil figura entre o quarto e o quinto maior produtor do mundo. Estamos preparados para ocupar um espaço maior no mercado global”, enaltece Herbert, destacando que a reputação do País em biosseguridade fortalece essa competitividade.

Custos seguem incertos

O cenário para ração, energia, embalagens e logística segue desafiador. Herbert aponta que prever alívio em 2026 é praticamente impossível, dada a forte dependência de insumos dolarizados como milho e farelo de soja. “O câmbio é um dos fatores que mais influenciam o custo dos grãos, tornando qualquer projeção extremamente difícil”, diz.

A estratégia do setor permanece focada em eficiência interna e gestão de custos, enquanto aguarda maior clareza do mercado internacional.

Avanço em programas sociais e políticas públicas

O IOB também fortaleceu ações voltadas ao acesso ao ovo em 2025. A entidade participou de eventos educacionais e doou materiais informativos, reforçando o papel da proteína na segurança alimentar. “A campanha anual do Mês do Ovo ampliou visibilidade e estimulou inserção do produto em programas de alimentação pública, como merenda escolar”, ressalta Herbert, enfatizando que ampliar o consumo em iniciativas sociais é prioridade. “Seguimos trabalhando para facilitar o acesso da população a um alimento completo, versátil e nutritivo”.

Combate à desinformação

A comunicação permanece entre os maiores desafios. Em um ambiente de excesso de informações, o IOB aposta em estratégias digitais e parcerias com nutricionistas, educadores e influenciadores de saúde para alcançar públicos emergentes, como pais de crianças, praticantes de atividade física e pessoas em transição para dietas mais equilibradas. “Nosso foco é estar onde o consumidor está, com informação clara, acessível e confiável”, afirma o diretor.

Um setor mais organizado e unido

Herbert destaca que o IOB vive um momento de fortalecimento institucional, com crescimento no número de associados e maior representatividade dos principais estados produtores. “Estamos no caminho certo. Trabalhamos para estimular a produção legalizada, reforçar cuidados sanitários e aproximar o produtor, além de orientar consumidores e profissionais de saúde”, salienta.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Países árabes impulsionam exportações brasileiras de carne de frango em 2025

Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita figuram entre os principais destinos, contribuindo para novo recorde de volume exportado pelo setor, que superou 5,3 milhões de toneladas no ano.

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Foto: Ari Dias/AEN

Dois países árabes, os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita, estiveram entre os principais destinos das exportações brasileiras de carne de frango em 2025. Os Emirados foram o maior comprador, com 479,9 mil toneladas e aumento de 5,5% sobre 2024. A Arábia Saudita ficou na terceira posição entre os destinos internacionais, com aquisições de 397,2 mil toneladas e alta de 7,1% sobre o ano anterior.

As informações foram divulgadas na terça-feira (06) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Segundo a entidade, o Japão foi o segundo maior comprador da carne de frango do Brasil, com 402,9 mil toneladas, mas queda de 0,9% sobre 2024, a África do Sul foi a quarta maior importadora, com 336 mil toneladas (+3,3%), e Filipinas vieram em quinto lugar, com 264,2 mil toneladas (+12,5%).

Foto: Jonathan Campos

A ABPA comemorou o resultado das exportações em 2025, que foram positivas, apesar da ocorrência de gripe aviária no País. As vendas ao exterior somaram 5,324 milhões de toneladas, superando em 0,6% o total exportado em 2024. O volume significou um novo recorde para as exportações anuais do setor, segundo a ABPA. Já a receita recuou um pouco, em 1,4%, somando US$ 9,790 bilhões.

“O ano foi marcado pela resiliência do setor e pela superação de um dos maiores desafios da história da avicultura nacional, com o registro de um foco, já superado, de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em aves comerciais. Fechar o ano com resultados positivos, conforme previu a ABPA, é um feito a ser celebrado e reforça a perspectiva projetada para 2026, ampliando a presença brasileira no mercado global”, disse o presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota divulgada.

Fonte: ANBA
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Exportações de ovos crescem mais de 121% e batem recorde histórico em 2025

Setor supera 1% da produção nacional exportada e amplia presença em mercados de maior valor agregado.

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Foto: Rodrigo Fêlix Leal

As exportações brasileiras de ovos, considerando todos os produtos, entre in natura e processados, totalizaram 40.894 toneladas nos 12 meses de 2025, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número é recorde histórico e supera em 121,4% o total exportado no mesmo período do ano passado, com 18.469 toneladas.

Foto: Rodrigo Fêlix Leal

A receita também é recorde. O saldo do ano chegou a US$ 97,240 milhões, número 147,5% maior em relação ao obtido em 2024, com US$ 39,282 milhões.

No mês de dezembro, foram exportadas 2.257 toneladas de ovos, número 9,9% maior em relação aos embarques alcançados no mesmo período de 2024, com 2.054 toneladas. Em receita, a alta é de 18,4%, com US$ 5.110 milhões em dezembro de 2025, contra US$ 4.317 milhões no mesmo mês de 2024. “O ano foi marcado pela forte evolução das exportações aos Estados Unidos, movimento que perdeu ritmo após a imposição do tarifaço. Em contrapartida, o setor se reorganizou e novos destinos ganharam impulso, como o Japão, um mercado de alto valor agregado que passou a liderar os embarques brasileiros nos últimos meses do ano. Com esses volumes, as exportações superaram o equivalente a 1% de toda a produção nacional de ovos, um marco relevante para a internacionalização do setor, sem comprometer o abastecimento interno, que segue absorvendo cerca de 99% do que é produzido no país”, ressaltou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Entre os principais destinos de 2025, os Estados Unidos encerraram o ano com maior volume acumulado, totalizando 19.597 toneladas

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “As exportações superaram o equivalente a 1% de toda a produção nacional de ovos, um marco relevante para a internacionalização do setor” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

(+826,7% em relação ao total de 2024), seguido pelo Japão, com 5.375 toneladas (+229,1%), Chile, com 4.124 toneladas (-40%), México, com 3.195 toneladas (+495,6%) e Emirados Árabes Unidos, com 3.097 toneladas (+31,5%).  “Com a consolidação da cultura exportadora, a expectativa é de manutenção do fluxo das exportações em patamares positivos. Esse movimento, somado ao contexto climático do início do ano, com temperaturas elevadas, e à proximidade do período de maior demanda da quaresma, deverá contribuir para o equilíbrio da oferta ao mercado interno”, afirma Santin.

Fonte: Assessoria ABPA
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