Avicultura
Entre custos, sanidade e geopolítica, avicultura do Paraná se prepara para um 2026 mais desafiador
Líder nacional na produção e exportação de carne de frango há mais de duas décadas, o Paraná reúne escala industrial, integração produtiva e capacidade exportadora que o colocam no centro da segurança alimentar global.

Líder nacional na produção e exportação de carne de frango há mais de duas décadas, o Paraná reúne escala industrial, integração produtiva e capacidade exportadora que o colocam no centro da segurança alimentar global. Em um setor marcado por margens estreitas, exigências sanitárias crescentes e forte exposição ao mercado internacional, sustentar essa posição não é obra do acaso.
Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Roberto Kaefer, o protagonismo paranaense é resultado de um conjunto de fatores estruturais que foram construídos ao longo de décadas e que seguem sendo determinantes para o futuro da cadeia. “O Paraná lidera a produção de carne de frango porque tem cadeia integrada, escala industrial, eficiência, grãos, sanidade e organização”, enfatiza.
Segundo Kaefer, a preservação dessa liderança em 2026 passa menos por expansão física e mais por disciplina, investimento contínuo e capacidade de resposta rápida aos riscos que se apresentam no cenário global.
Pilares do protagonismo paranaense

Presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Roberto Kaefer: “O Paraná reúne frigoríficos com alto nível tecnológico, logística estruturada e capacidade de atender aos requisitos sanitários e comerciais dos mercados mais exigentes do mundo”
A base da avicultura paranaense está na integração altamente consolidada entre indústrias e produtores. Esse modelo garante padronização, escala e eficiência produtiva, permitindo ganhos técnicos contínuos no campo e previsibilidade de abastecimento para os frigoríficos.
A essa estrutura se soma uma das maiores vantagens competitivas do Estado: a forte base de produção de grãos, especialmente milho e soja. “Como a ração representa o principal custo da atividade, a proximidade das matérias-primas reduz despesas logísticas e aumenta a competitividade do produto final”, elenca Kaefer.
Outro diferencial destacado pelo presidente do Sindiavipar é o parque industrial moderno e voltado à exportação. “O Paraná reúne frigoríficos com alto nível tecnológico, logística estruturada e capacidade de atender aos requisitos sanitários e comerciais dos mercados mais exigentes do mundo”, exalta.
Essa combinação é reforçada por uma cultura técnica e produtividade elevada nas granjas, com evolução constante em genética, ambiência, manejo e automação, e ainda um sistema sanitário organizado, com foco em biosseguridade e resposta rápida a riscos. “Além de um ambiente de negócios dinâmico e instituições atuantes, com cooperativas e entidades fortes que fortalecem a coordenação e ampliam investimentos no setor”, pontua Kaefer.
Fatores para manter a liderança em 2026
Se as bases estruturais seguem sólidas, o presidente do Sindiavipar alerta que o cenário exige atenção redobrada. A manutenção do protagonismo em 2026 vai depender, sobretudo, de vigilância sanitária permanente, modernização acelerada dos aviários e adequação às novas exigências de mercado. “A biosseguridade deixou de ser opção. É uma condição básica para a sobrevivência do setor”, afirma Kaefer, ao destacar o risco permanente da Influenza aviária como um dos principais pontos de atenção da cadeia.
Além disso, a modernização dos aviários, com investimentos em automação, ambiência, eficiência energética e redução de custos operacionais, tende a ser determinante. “Sustentabilidade e bem-estar animal também deixam de ser diferenciais e passam a figurar como requisitos de acesso aos mercados, especialmente no comércio internacional”, elenca Kaefer.
Mercado interno e exportações estratégicas
Apesar das incertezas globais, o mercado de carne de frango mantém sinais de resiliência. No Brasil, o consumo per capita é de 46,8 quilos por habitante ao ano, patamar elevado quando comparado a outras proteínas. “Por ser uma proteína altamente nutritiva e com preço acessível, acredito que a tendência é de crescimento em relação às outras proteínas”, avalia Kaefer, enfatizando que esse comportamento do consumidor doméstico ajuda a amortecer oscilações externas e contribui para o equilíbrio da produção.
No comércio internacional, o Paraná desempenha papel central. O Estado responde por mais de 40% das exportações brasileiras de carne de frango, o que representa cerca de 16% do mercado global. Ao todo, o Brasil está habilitado a exportar para mais de 150 países.
Esse protagonismo, no entanto, traz responsabilidades. “Hoje, o maior desafio das indústrias avícolas é manter o status sanitário. A ocorrência do primeiro caso de Influenza aviária no Brasil, em 2025, serviu como alerta para a cadeia”, salienta o presidente do Sindiavipar.
De acordo com Kaefer, avançar em acordos de regionalização sanitária e garantir clareza nos protocolos com os mercados importadores será essencial para evitar interrupções abruptas nas exportações caso haja novos focos da doença no País.
Custos pressionam setor
Se por um lado a demanda segue firme, por outro os custos continuam sendo um dos principais pontos de pressão sobre a avicultura paranaense. Ração, energia, logística e mão de obra compõem o núcleo dos gastos que mais impactam a competitividade do setor.
Para 2026, a expectativa é de algum alívio nos custos de grãos, caso as previsões de safra se confirmem. Ainda assim, energia, logística e escassez de mão de obra permanecem como desafios estruturais. “São fatores que exigem soluções de médio e longo prazo”, destaca Kaefer.
Nesse contexto, a estratégia do setor não passa por expansão desordenada da produção, mas por ganhos de eficiência, melhor aproveitamento da capacidade instalada e automação dos processos produtivos, tanto nas granjas quanto nas fábricas e frigoríficos.
Tripé estratégico
A agenda ESG ganha peso crescente nas decisões das indústrias avícolas paranaenses. “ESG é uma agenda que orienta a gestão, a governança e o cuidado social e ambiental. Atender a protocolos rigorosos de sustentabilidade, bem-estar animal e rastreabilidade é, hoje, uma condição para acessar mercados exigentes e preservar a credibilidade do produto brasileiro no exterior”, frisa, reforçando que esse esforço coletivo demonstra que a cadeia de proteínas animais do Brasil é confiável e tecnicamente preparada.
Gargalos do setor

Infraestrutura, energia, crédito e licenciamento ambiental seguem sendo pontos sensíveis para a expansão da avicultura. Ainda assim, o setor tem buscado administrar esses gargalos sem comprometer os resultados das empresas. “O crescimento precisa ser orgânico, com equilíbrio entre oferta e demanda”, pondera Kaefer.
Com consumo interno elevado e exportações que alcançaram 5,3 milhões de toneladas em 2025, o presidente do Sindiavipar salienta que o foco para este ano está em evitar superofertas que pressionem margens e desorganizem a cadeia.
Articulação institucional
Kaefer destaca que o Governo do Paraná tem se posicionado ao lado do setor de proteínas animais, com reflexos diretos nas indústrias avícolas. “Como entidade representativa das indústrias avícolas, temos a responsabilidade de atuar na promoção e defesa dos interesses da atividade (junto ao governo)”, afirma.
Ele cita medidas recentes que ampliaram o acesso ao crédito e estimularam investimentos no estado, como o FIDC Agro Paraná, modalidade de Fiagro criada para facilitar o crédito rural com aporte estadual. Outro exemplo é o programa Paraná Competitivo, que em 2025 assinou 127 contratos, de janeiro a novembro, para implantação e ampliação de parques industriais, incluindo projetos no agronegócio e na avicultura.
Disciplina e vigilância
Diante de um cenário que reúne desafios sanitários, pressão de custos e rearranjos geopolíticos, o presidente do Sindiavipar reforça que os produtores precisam se preparar para manter a competitividade. “Para isso, será essencial controlar custos, reduzir perdas e proteger os plantéis. É necessário fazer uma gestão fina de custo e desempenho, manutenção preventiva do aviário, biosseguridade sem concessões e disciplina diária nas operações”, salienta.
Para as indústrias, a orientação é de eficiência na integração com assistência técnica aos produtores, planejamento de alojamento para evitar excesso ou escassez de oferta, gestão ativa de riscos sanitários com protocolos rígidos e resposta ágil, além de atenção constante a riscos que possam desgastar a reputação das empresas. “Devemos manter vigilância constante, defender os interesses da atividade e reconhecer que cada ator da cadeia é responsável por manter o status sanitário. Isso é o que garante o acesso aos mercados mais exigentes e preserva nossos parceiros comerciais”, evidencia o presidente do Sindiavipar.
Kaefer projeta que 2026 será um ano de desafios e mudanças rápidas na geopolítica global. O rearranjo, segundo ele, traz oportunidades, mas também complicações que podem alterar rapidamente o jogo de mercados, citando a assinatura do acordo do Mercosul com a União Europeia, as cotas impostas pela China para a carne bovina e cenários futuros em países como Venezuela, Colômbia e Irã são alguns aspectos do que o Brasil pela frente.
O setor brasileiro entra nesse contexto com uma posição de destaque: é o maior exportador mundial de carne de frango, com mais de 40% das exportações globais. “Nós, do Sindiavipar, representantes das indústrias avícolas do Paraná, atuaremos em consonância com a ABPA para alinhar ações e estratégias que garantam um ambiente estável e seguro para o setor”, ressalta.

Avicultura
Asgav encerra segunda etapa de campanha de biosseguridade com ampla mobilização no Rio Grande do Sul
Ação combinou rádio e mídias digitais para levar orientações técnicas a produtores, trabalhadores e à população, fortalecendo a cultura de prevenção sanitária na avicultura.

A Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) concluiu a segunda etapa de sua campanha de conscientização sobre biosseguridade com ampla repercussão no Rio Grande do Sul. A iniciativa combinou ações em rádio e plataformas digitais para disseminar orientações técnicas e ampliar o conhecimento sobre a importância da prevenção sanitária na avicultura, alcançando milhões de pessoas em diferentes regiões do Estado.
Ao longo da campanha, foram veiculados 12 boletins comerciais em 260 emissoras de rádio gaúchas. Segundo a entidade, cada material registrou média de 3,1 milhões de reproduções, levando informações sobre biosseguridade e sobre a relevância econômica e social da atividade avícola para dezenas de municípios.
A ação teve como principal objetivo reforçar a adoção de medidas preventivas consideradas essenciais para a proteção dos plantéis e para a manutenção do status sanitário que sustenta a competitividade da avicultura brasileira nos mercados nacional e internacional.
Além de orientar produtores e trabalhadores do setor, a campanha buscou aproximar o tema da população em geral, destacando que a prevenção de enfermidades depende do comprometimento de todos os elos da cadeia produtiva.
Como complemento às ações no rádio, a Asgav ampliou sua estratégia de comunicação digital. Em parceria com a médica-veterinária Caroline Freitas, foram produzidos nove vídeos técnicos com orientações práticas sobre procedimentos e dispositivos de biosseguridade utilizados nas granjas avícolas. Os conteúdos foram publicados semanalmente durante dois meses nas redes sociais da entidade e compartilhados por agroindústrias, instituições parceiras e grupos especializados do setor.
Para o presidente executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos, a campanha já se consolida como uma referência para a avicultura nacional. “Esta foi a segunda edição desta campanha da Asgav

Presidente executivo da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos: “Esta foi a segunda edição desta campanha da Asgav sobre biosseguridade, que além de muito importante e necessária, é modelo, motivadora e fonte inspiradora para a realização de outras atividades” – Foto: Divulgação/Asgav
sobre biosseguridade, que além de muito importante e necessária, é modelo, motivadora e fonte inspiradora para a realização de outras atividades nesta mesma linha que ajudam muito o setor”, afirma.
Segundo Santos, o encerramento desta etapa não representa o fim das ações de conscientização. A entidade pretende manter o tema em evidência por meio de palestras, eventos, reuniões técnicas e iniciativas de mobilização junto a agroindústrias e produtores.
A Asgav também deverá atuar em conjunto com outras iniciativas voltadas à promoção da biosseguridade, entre elas a campanha lançada recentemente pela Associação Brasileira de Proteína Animal e pelo projeto Vida de Granja. As ações têm como foco ampliar a adoção de procedimentos preventivos nas propriedades avícolas por meio de uma comunicação acessível e direcionada ao público do campo.
Em um contexto de vigilância permanente sobre a sanidade animal, a entidade avalia que o investimento contínuo em informação e conscientização permanece entre as principais ferramentas para reduzir riscos sanitários, preservar mercados e fortalecer uma cadeia produtiva estratégica para a economia gaúcha. A avicultura está entre as atividades agropecuárias de maior relevância no Estado, gerando empregos, renda e movimentando diferentes segmentos econômicos ligados à produção de proteína animal.
Avicultura
Programa Ovos RS certifica 16 empresas e reforça foco em biosseguridade após caso de Influenza aviária
Encontro da cadeia produtiva gaúcha debateu mercado, auditorias técnicas, desafios de competitividade e estratégias para fortalecer a produção de ovos no Estado.

A cadeia produtiva de ovos do Rio Grande do Sul reuniu-se no último dia 28 de maio, em Garibaldi (RS), para avaliar os resultados do Programa Ovos RS, discutir os desafios do mercado e reforçar medidas de biosseguridade em um momento de atenção redobrada para a sanidade avícola.

Foto: Divulgação/Asgav
Promovido pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), o encontro anual ocorreu no Vale dos Vinhedos e reuniu representantes de granjas, empresas apoiadoras, órgãos de fiscalização e autoridades sanitárias estaduais e federais.
Entre os principais temas debatidos estiveram o desempenho do setor em 2025, os resultados das auditorias realizadas nas propriedades participantes, o cenário econômico da atividade e as ações de prevenção sanitária após o registro de casos de influenza aviária no país neste ano.
Auditorias apontam evolução das granjas
Durante o encontro, o presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs) e coordenador do Programa Ovos RS, José Eduardo dos Santos, apresentou um panorama do mercado de ovos no Estado e no Brasil, além do balanço das atividades desenvolvidas pelo programa ao longo do último ciclo.
A coordenadora técnica do Programa Ovos RS, Caroline Freitas, detalhou os resultados das auditorias realizadas nas

Coordenadora técnica do Programa Ovos RS, Caroline Freitas – Foto: Divulgação/Asgav
granjas participantes em 2025. Segundo ela, as avaliações permitiram acompanhar a evolução dos estabelecimentos e monitorar indicadores técnicos relacionados às boas práticas de produção.
Criado há mais de uma década, o Programa Ovos RS atua na orientação técnica das empresas, no incentivo à adoção de protocolos de qualidade e no fortalecimento da conformidade sanitária das granjas gaúchas.
Biosseguridade ganha protagonismo
A biosseguridade foi um dos temas centrais da programação. O assunto ganhou relevância diante do cenário sanitário enfrentado pela avicultura brasileira em 2025 e das medidas adotadas para preservar a condição sanitária do plantel nacional. “Este encontro é fundamental para alinharmos estratégias, prestarmos contas, apresentarmos relatório de atividades e reforçarmos o compromisso do setor com a qualidade, a biosseguridade e a evolução contínua da indústria e produção de ovos no Rio Grande do Sul”, afirmou Santos.
Representando o Ministério da Agricultura e Pecuária, Marcos Paulo Damaren Borges, chefe do 10º Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), destacou o papel do Programa Ovos RS no fortalecimento da cadeia produtiva e ressaltou a importância das atividades de fiscalização e inspeção para garantir a segurança dos alimentos de origem animal.

Chefe do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, Rosane Collares – Foto: Divulgação/Asgav
Já Rosane Collares, chefe do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, abordou a atuação da pasta durante o enfrentamento do foco de influenza aviária registrado no Estado neste ano e ressaltou a importância das ações preventivas adotadas pelo setor.
Mercado e competitividade
O encontro também abriu espaço para a discussão sobre o ambiente econômico da atividade. Representando o setor produtivo, Ivandro Pianegonda, gerente comercial da Granja Faria/Stragliotto, apresentou uma análise sobre o atual momento do mercado de ovos, abordando questões relacionadas à competitividade, custos de produção, consumo e perspectivas para as empresas.
Segundo ele, a coordenação entre os diferentes elos da cadeia será determinante para enfrentar os desafios do setor nos próximos anos.
Selo reconhece boas práticas
Ao final da programação, 16 estabelecimentos receberam certificação para utilizar o selo Ovos RS, reconhecimento concedido às empresas que atingiram índice superior a 80% de conformidade no checklist técnico de avaliação do programa.
Também foram homenageadas empresas apoiadoras que contribuem para a manutenção das atividades

Foto: Divulgação/Asgav
desenvolvidas pela iniciativa.
Com mais de dez anos de atuação, o Programa Ovos RS tornou-se uma das principais ferramentas de qualificação da cadeia produtiva de ovos do Estado, reunindo ações de assistência técnica, capacitação, promoção institucional e incentivo à adoção de boas práticas de produção.
Durante o encontro, a Asgav também informou que a capacitação técnica anual do Programa Ovos RS deverá ser incorporada à programação da Conbrasfran 2026, movimento que pode resultar, futuramente, na unificação dos dois eventos.
Avicultura
Ovos registram novas valorizações e alcançam até R$ 183,97 por caixa
Grande Belo Horizonte apresenta o maior preço entre as praças acompanhadas pelo Cepea.

Os preços dos ovos encerraram o mês de maio em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento foi mais intenso nas principais praças produtoras e consumidoras do país, com destaque para São Paulo, onde as cotações registraram os maiores avanços do período.
Em Bastos (SP), uma das principais referências da avicultura de postura nacional, o ovo branco foi comercializado a R$ 154,29 por caixa, alta diária de 4,95%. O ovo vermelho alcançou R$ 174,29 por caixa, com valorização de 2,99%.

Na Grande São Paulo, os preços também avançaram de forma expressiva. O ovo branco foi negociado a R$ 162,14 por caixa, aumento de 3,07%, enquanto o vermelho chegou a R$ 182,62 por caixa, com alta de 4,09%.
Em Minas Gerais, a região da Grande Belo Horizonte registrou valorização de 1,44% para o ovo branco, cotado a R$ 164,84 por caixa. O ovo vermelho teve aumento ainda maior, de 1,94%, alcançando R$ 183,97 por caixa, o maior valor entre as regiões monitoradas pelo Cepea.
No Espírito Santo, em Santa Maria de Jetibá, outro importante polo de produção, os preços também subiram. O ovo branco foi negociado a R$ 150,96 por caixa, avanço de 0,67%, enquanto o vermelho atingiu R$ 180,28 por caixa, alta de 1,58%.
A única exceção entre as praças analisadas foi Recife (PE). Na capital pernambucana, o ovo branco apresentou retração de 1,30%, sendo comercializado a R$ 151,72 por caixa. O ovo vermelho foi cotado a R$ 169,68 por caixa.
Os dados do Cepea mostram um cenário de valorização predominante no mercado de ovos ao final de maio, especialmente nas regiões do Sudeste, onde se concentram importantes polos de produção e consumo do produto.



