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Entidades emitem notas sobre a Operação Carne Fraca
O assunto que repercutiu mundialmente fez com que várias entidades se peonunciasse sobre o assunto
O assunto que repercutiu mundialmente fez com que várias entidades se peonunciasse sobre o assunto. Veja algumas notas reproduzidas pelo O Presente Rural
Nota da ABCS
A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), representante dos produtores e membro do agronegócio brasileiro afirma a qualidade e a excelência dos nossos produtos. Somos o maior exportador de carne bovina e de aves e o 4º de carne suína do mundo, a qualidade do produto entregue na mesa do consumidor e nos mais de 150 países que importam nossas carnes é comprovada. Este espaço conquistado é resultado de uma produção a custo competitivo e de alto padrão de qualidade, garantidos com a dedicação e cuidados dos produtores rurais, do investimento em tecnologia de ponta nos frigoríficos e de rígidos controles e auditorias do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Estamos passando por uma crise política e ética no nosso país, porém este processo está revelando instituições sólidas e empenhadas em combater agentes corruptos e esclarecer os fatos à população. As ações da Polícia Federal são um exemplo claro da renovação pela qual passa o Brasil. Defendemos que todos os envolvidos em processos ilícitos de qualquer natureza devam ser afastados, investigados e responsabilizados. Não podemos admitir que estas pessoas prejudiquem o trabalho e o esforço de milhares de suinocultores e de quase 1 milhão de trabalhadores que de maneira direta ou indireta sobrevivem da atividade.
A ABCS não tem dúvidas sobre a qualidade da carne suína produzida no país, confia no MAPA para atestar tais atributos e garante que os suinocultores e agroindústrias brasileiras vão continuar fazendo seu melhor para abastecer o mundo com uma carne saborosa, saudável e segura. Incentivamos o consumo da carne suína no Brasil por acreditar na qualidade do nosso produto e vamos continuar defendendo a proteína entre os brasileiros.
Convocamos toda a cadeia para reafirmar a qualidade do nosso produto. Somos um país produtor em sua essência e acreditamos na segurança dos nossos processos para levar diariamente o que há de melhor para a mesa dos brasileiros. Vamos superar este momento de dificuldade unidos e continuar fazendo nosso trabalho com o mesmo orgulho, empenho e dedicação que nos tornou reconhecidos mundialmente.
Nota da FAEP
A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), entidade que tem feito esforços no sentido de garantir a sanidade dos produtos agropecuários, repudia a ação criminosa de fiscais do Ministério da Agricultura (MAPA) e indústrias que manipulam produtos de origem agropecuária e que, felizmente, foram flagradas pela Policia Federal na ultima sexta-feira (17).
Os produtores rurais fazem grande esforço no sentido de ter uma produção que atenda as boas práticas preconizadas e a segurança alimentar, para agora ver indústrias utilizando de suas matérias-primas de forma fraudulenta. Indústrias que deveriam estar ao lado do produtor rural e do consumidor na defesa da sanidade agropecuária.
Esperamos que a justiça seja feita e que pessoas envolvidas em operações fraudulentas e corruptas sejam investigadas e punidas, para que os bons produtores, que se esforçam na produção de alimentos, não sejam julgados e condenados pelas ações de integrantes de um elo da cadeia.
SINDICARNE E ACAV
O Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (SINDICARNE) e a Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), em face da deflagração da “Operação Carne Fraca”, vem a público para manifestar:
A indústria brasileira de carne e, em especial, a indústria catarinense, atingiram nas últimas décadas um elevado nível de segurança e qualidade em sua operação, condição internacionalmente admirada e reconhecida.
Os padrões de biosseguridade, os avanços genéticos e a atenção extrema à sanidade e ao manejo fizeram da nossa produção agropecuária uma das mais seguras de todas as cadeias produtivas, graças ao empenho e profissionalização dos produtores rurais e aos pesados, intensos e contínuos investimentos das agroindústrias.
As indústrias brasileiras e catarinenses de carnes, notadamente as de aves e suínos, adotam o que há de mais avançado em máquinas, equipamentos, processos e recursos tecnológicos, assegurando alimentos cárneos confiáveis e de alta qualidade.
Por outro lado, sistemas de controle de qualidade das próprias indústrias e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) eliminam a possibilidade de erros ou de não-conformidades.
Essas características permitiram à agroindústria brasileira e catarinense exportar carne para mais de 160 países, entre eles, os mais exigentes do planeta em termos de qualidade e sanidade.
É necessário compreender a dimensão, a complexidade e o elevado grau de desenvolvimento desse importante setor da indústria nacional para considerar que os fatos apurados pela Polícia Federal são isolados e representam lamentáveis exceções dentro da cadeia produtiva.
O compromisso supremo das indústrias de alimentação é a oferta de proteína segura e de qualidade para a nutrição das pessoas e das famílias. Por isso, o SINDICARNE e a ACAV defendem a rigorosa apuração dos fatos e a exemplar punição daqueles que atuaram fora dos padrões exigidos.
Jamais pactuaremos com o erro e a omissão. Nosso compromisso é com a segurança alimentar da população.
Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (SINDICARNE) / Associação Catarinense de Avicultura (ACAV)
ABIEC
Em relação à Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal, na ultima sexta-feira (17 de março), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC) ressalta que nenhuma planta de carne bovina dos seus 29 associados está citada na denúncia de esquema entre frigoríficos e fiscais agropecuários federais para comercialização de alimentos adulterados.
As indústrias associadas a ABIEC seguem rígidas normas e padrões nacionais e internacionais de segurança para a produção e comercialização de carne bovina destinada tanto ao mercado interno quanto aos mais de 133 países para os quais exportamos.
O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e é reconhecido pela qualidade e status sanitário de seu produto, que conta com auditoria dos órgãos brasileiros responsáveis, bem como das autoridades sanitárias das nações que importam a carne bovina brasileira.
A ABIEC ressalta que os casos que vieram a público por meio da Operação Carne Fraca são isolados e não representam a imensa cadeia produtiva de carne bovina no Brasil.
A Associação repudia veementemente a adoção de práticas que não condizem com a garantia da qualidade do produto nacional e da credibilidade da indústria brasileira. E reitera sua confiança na atuação do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), bem como nos parâmetros seguidos pelo S.I.F. – Serviço de Inspeção Federal.
Simvet/RS
O Sindicato dos Médicos Veterinários no Estado do Rio Grande do Sul (Simvet/RS), na qualidade de entidade representativa da categoria dos médicos veterinários gaúchos, repudia a ação de profissionais e empresários do setor alimentício que fraudaram produtos de origem animal, conforme deflagrado pela operação "Carne Fraca", assim como apoia as ações de combate à irregularidades como a vista na última sexta-feira, dia 17 de março de 2017.
Enfatizamos que os profissionais envolvidos no esquema não representam o trabalho honesto e idôneo de milhares de servidores que, na função de Fiscais Federais Agropecuários, buscam sempre primar pela qualidade e sanidade dos produtos de origem animal e que esta categoria não pode ser maculada, pois cumpre papel importante e fundamental na segurança alimentar do país e do mundo, visto que as próprias denúncias partiram de servidores que não compactuavam com esta fraude. Que os responsáveis, comprovada a culpa, sejam punidos pelo rigor das leis penais brasileiras. Importante salientar também o trabalho de milhares de médicos veterinários responsáveis técnicos das indústrias em todo o país que cumprem seu trabalho de forma ética e que também são julgados pelos erros de poucos.
Cabe ressaltar que no Rio Grande do Sul não foram apontados casos de irregularidades. Confiamos plenamente nos profissionais da categoria que lutam, mesmo muitas vezes sem as melhores condições de trabalho, por levar um produto alimentício seguro ao consumidor. O Simvet/RS tem se integrado e proposto debates e vem discutindo junto às autoridades a busca da excelência na inspeção e fiscalização dos produtos de origem animal por entender que esta é uma questão de saúde pública séria e que deve ser tratada com profissionalismo, por isso defendemos que os cargos de responsabilidade técnica devam ser ocupados por servidores de carreira com conhecimento técnico e não por partidarismo político.
Finalizando, o Simvet/RS espera uma resolução rápida do caso e a a punição dos envolvidos com culpa comprovada na fraude, acreditando sempre no trabalho da maioria absoluta dos Fiscais Agropecuários que são íntegros e auxiliam na qualidade e sanidade dos produtos de origem animal, o que garante também o status do Brasil como líder no setor, tornando-se uma das principais atividades econômicas do país
Fonte: Ass. de Imprensa

Notícias
Leite longa vida sobe 17% no varejo no Paraná; proteínas animais registram ganho de produtividade e exportações
Boletim do Deral aponta leite a R$ 4,52, avanço de 57,7% na produção de suínos em 10 anos, exportações de frango com US$ 1,78 bilhão e milho safrinha com 99% da área plantada.

O Boletim Conjuntural divulgado no início de abril pelo Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), revela um cenário de ajustes no campo. O destaque do período foi o setor leiteiro, que apresentou uma elevação de preços ao produto final. No varejo, o leite longa vida subiu 17% e o leite em pó 8,8%, com o produto comercializado a uma média de R$ 4,52.

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
Segundo o médico-veterinário e analista do Deral Thiago De Marchi, o preço pago ao produtor ainda não acompanha a alta observada nas gôndolas dos supermercados, mas a perspectiva já é positiva. “O impacto não é imediato ao produtor por conta de prazos de pagamentos que seguem seus ritos nas indústrias. Mas a tendência é de que seja pago um valor maior pelo litro do leite entregue”, explica.
Proteínas animais
De acordo com o boletim, o segmento de proteínas animais segue demonstrando força, com destaque para a eficiência da suinocultura paranaense. Nos últimos dez anos, a produção de carne suína no Estado cresceu 57,7%, saltando de 777,74 mil toneladas em 2016 para 1,23 milhão de toneladas em 2025. O dado mais relevante é que esse crescimento produtivo superou a ampliação do rebanho, indicando um ganho qualitativo com o abate de animais mais pesados. Nacionalmente, o cenário é similar, com a produção de carne crescendo 52,4% no mesmo período.

Foto: Shutterstock
No mercado externo, as aves mantêm um desempenho exportador robusto, com o Paraná liderando as receitas cambiais. No primeiro bimestre de 2026, as exportações brasileiras de carne de frango renderam US$ 1,788 bilhão, uma alta de 7,7% em faturamento. O Paraná responde sozinho por 42,9% do volume total exportado pelo país. Já o setor de perus registrou um salto de 107,6% na receita cambial nacional, impulsionado pela valorização do preço médio da carne “in natura”, que subiu 97,8% em relação ao ano anterior.
Milho
O plantio da segunda safra de milho 2025/26 caminha para o encerramento, atingindo 99% dos 2,86 milhões de hectares previstos. Apesar de 91% da área apresentar boas condições, o Deral alerta que o mês de março foi desfavorável para a cultura devido às chuvas irregulares e ondas de calor. Cerca de 8% das lavouras estão em condições medianas e 1% em situação ruim, o que já pode refletir um resultado final inferior ao inicialmente projetado para este ciclo.
Mandioca
Mesmo com um cenário desafiador e os altos custos de arrendamento, a mandiocultura do Paraná tem uma expectativa de um crescimento

Foto: Divulgação
de 6% na área colhida para 2026, com a produção podendo superar a marca de 4 milhões de toneladas. O boletim ressalta que a cultura atravessa um período de ajuste estratégico. Com preços 21% menores neste primeiro trimestre em comparação ao mesmo período de 2025, os produtores têm optado por manter as lavouras para um segundo ciclo, visando ganhar em produtividade e compensar as margens estreitas.
Cebola
A cultura da cebola exemplifica o impacto positivo da tecnologia aplicada no campo. Mesmo com uma atual redução de 12,8% na área plantada em comparação a 2015, o Brasil registrou um aumento de 16,1% no volume colhido em 2024, que significa um incremento de 33,1% na produtividade. Tal movimento gerou reflexos nos preços recebidos pelo produtor e nos praticados para o consumidor final.
No Paraná, em 2026, o preço recebido pelo produtor saltou de R$ 0,82/kg em fevereiro para R$ 1,18/kg em março, um crescimento de 44,9%. O consumidor também sentiu uma variação em menos de 30 dias. As cotações para a cebola pera nacional ao final de março estão 42,9% mais altas que no início do mesmo mês, de R$ 1,75/kg para R$ 2,50/kg.
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IDR-Paraná leva tecnologias, pesquisa e extensão rural à ExpoLondrina 2026
Instituto apresenta soluções para produção de grãos, café, pecuária e agricultura familiar, além de ferramentas digitais para manejo de pragas, fertilidade do solo e tomada de decisão no campo.

O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná) apresenta um expressivo conjunto de tecnologias, conhecimentos e ações ao público da ExpoLondrina 2026, que acontece até o próximo domingo (19) no Parque Governador Ney Braga, em Londrina, no Norte do Estado.

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A participação do IDR-Paraná contempla diferentes espaços e públicos, com destaque para a tradicional Via Rural Fazendinha, eventos técnicos e a presença no Pavilhão SmartAgro. Ao todo, serão mais de dez encontros temáticos e diversas unidades didáticas que traduzem, na prática, o resultado do trabalho desenvolvido pela pesquisa e a extensão rural. “Para nossa instituição, a ExpoLondrina é um importante espaço para apresentar à sociedade o trabalho da pesquisa e da extensão rural no Estado”, afirma o diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza.
Na Fazendinha, o público poderá se inteirar a respeito de temas estratégicos como a produção de café de qualidade, manejo de solos e água, produção sustentável de grãos, piscicultura, horticultura e pecuária. Entre as novidades estão um espaço voltado à produção de plantas medicinais, aromáticas e condimentares, além de uma unidade especial, que resgata os 70 anos de história da extensão rural no Paraná. “Esse é um espaço de diálogo, onde conseguimos nos aproximar do público urbano e, ainda mais, dos produtores, especialmente da agricultura familiar, para apresentar soluções que fazem diferença no dia a dia no campo”, diz o chefe regional do IDR-Paraná em Londrina, Renan Ribeiro Barzan.
A programação técnica do IDR-Paraná contempla eventos como o “3º Encontro regional de meliponicultura e apicultura”, abordando a

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
criação de abelhas e sua relação com a polinização e produtividade em lavouras de soja e, ainda, o “3º Seminário de produção sustentável de grãos”, que discutirá o manejo de solos e a mitigação das emissões de gases de efeito estufa.
O “32º Encontro estadual de cafeicultores” vai reunir especialistas e produtores para discutir temas como cafeicultura regenerativa, movimentações do mercado e acompanhar a entrega oficial dos cafés premiados no Concurso Café Qualidade Paraná.
O IDR-Paraná ainda estará presente em outros ambientes da feira, como o espaço ExpoSabores, com agroindústrias familiares assistidas pela extensão rural.
SMARTAGRO
No Pavilhão SmartAgro, dedicado às tecnologias digitais aplicadas ao campo, o IDR-Paraná apresentará ferramentas que agregam conhecimento científico e auxilia produtores e técnicos na tarefa de tomar decisões no dia a dia do campo.

Foto: Gilson Abreu
Entre os destaques, a automação da identificação de esporos nos coletores do “Alerta ferrugem da soja”, tecnologia que permite o monitoramento precoce da presença do fungo causador da doença e facilita aos produtores e técnicos fazer o controle no momento adequado.
Outra ferramenta é a plataforma Webcigarrinhas, que acompanha a ocorrência da cigarrinha-do-milho e contribui para o manejo mais eficiente da praga nas lavouras.
No dia 16, às 08 horas, na Arena Futuro, o Instituto apresenta o aplicativo “Guia de Identificação de Pragas do Feijão”, desenvolvido para auxiliar técnicos e produtores diretamente no campo. “A ferramenta permite reconhecer os insetos conforme o estágio de desenvolvimento do feijoeiro, facilitando a tomada de decisão e qualificando o monitoramento”, explica o pesquisador Humberto Androcioli.
Também serão lançadas as plataformas digitais Sirdes (Sistema de Recomendação de Adubação com Dejetos de Suínos) e Sirca (Sistema de Recomendação de Adubação com Cama de Aviário) que orientam o uso desses dejetos como fertilizantes nas lavouras. As ferramentas transformam dados técnicos em recomendações práticas, contribuindo para reduzir custos e aumentar a eficiência no uso de nutrientes, com segurança ambiental.
Outro destaque é o lançamento do livro “Plantas oleaginosas para biodiesel no Paraná”, publicação que reúne conhecimentos técnico-

Foto: Alessandro Vieira
científicos sobre culturas com potencial para a produção de biocombustíveis no Estado, como canola, girassol, mamona e gergelim, além de aspectos relacionados à qualidade dos óleos vegetais e à sustentabilidade das cadeias produtivas.
A ExpoLondrina é uma das maiores feiras agropecuárias do Brasil, congrega produtores, técnicos, pesquisadores, empresas e o público urbano, tendo ao longo dos anos consolidado um espaço de negócios, difusão de conhecimento técnico-científico, valorização do meio rural e da produção agropecuária, cultura, entretenimento e integração campo-cidade.
Mais informações sobre a programação técnica na feira podem ser obtidas clicando aqui.
Notícias Oscar da água
Sanepar é finalista da categoria Campeões do ODS 6 no Global Water Awards
Indicação da Companhia se deve ao programa que conecta a implementação de sistemas de esgotamento sanitário sustentáveis à proteção de reservatórios e à segurança energética, em parceria com a Itaipu Binacional e o Itaipu Parquetec. Vencedores serão revelados em 19 de maio, em Madri, durante um dos principais eventos do setor.

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) é uma das finalistas da categoria Campeões do ODS 6 do Global Water Awards, premiação promovida pela Global Water Intelligence (GWI) e pela Global Water Leaders Group (GWLG). Os vencedores serão escolhidos pelos assinantes da GWI e a revelação acontecerá em 19 de maio, em Madri, na Espanha, durante o Global Water Summit 2026, um dos principais eventos do setor.

Foto: Maurilio Cheli/Sanepar
A Sanepar foi indicada pelo programa que conecta a implementação de sistemas de esgotamento sanitário sustentáveis à proteção de reservatórios e à segurança energética. Com alto retorno socioambiental, a iniciativa fortalece a universalização, a perenidade dos serviços de saneamento e a segurança operacional na geração de energia.
A categoria Campeões do ODS 6 reconhece iniciativas, empresas e governos que avançam na implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 da ONU, que visa assegurar a disponibilidade e a gestão sustentável da água e saneamento para todas as pessoas até 2030.
Com investimentos superiores a R$ 184 milhões, e em parceria com a Itaipu Binacional e o Itaipu Parquetec, foram construídos e aprimorados sistemas de coleta e tratamento de esgoto em seis municípios próximos ao Lago de Itaipu.
Os empreendimentos contaram com a expansão de 230 km de redes de esgoto e redução, por ano, de mais de 3.000 toneladas de DBO (parâmetro que indica poluição das águas) e mais de 300 toneladas de carga de nutrientes na bacia do Paraná 3, beneficiando cerca de 100 mil pessoas e gerando mais de 3.000 empregos diretos, indiretos e induzidos.
A proteção da qualidade da água do reservatório de Itaipu ainda salvaguarda diretamente a produção de 10% da energia total do Brasil e 88%

Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional
da energia total do Paraguai. Cada real investido na iniciativa gera um retorno estimado de mais de quatro reais em resultados socioambientais para a bacia, conforme estudo específico baseado em condições regionais.
O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley; o diretor de Inovação e Novos Negócios da Sanepar, Anatalicio Risden Junior, e o especialista em Pesquisa e Inovação, Gustavo Possetti, representarão a Companhia na solenidade de revelação dos escolhidos. A Sanepar já foi premiada na mesma categoria em 2024.
Bley também participará do encontro dos 300 Water Leaders, iniciativa do GWLG focada em garantir o acesso a serviços de água para 300 milhões de pessoas até 2030, e ministrará a palestra “Saneamento 5.0: hype ou sobrevivência das concessionárias?”.
Inovar para universalizar

Foto: Divulgação/Itaipu Binacional
A Companhia busca as melhores práticas do mundo e tem atuado com instituições de referência para impulsionar o Sanepar 5.0, programa que reforça o compromisso com a inovação, a eficiência e a sustentabilidade para garantir e aprimorar o serviço de saneamento. “Esta indicação reconhece os resultados do esforço de toda a Companhia para internalizar o conceito de inovação digital e sustentável na nossa infraestrutura, operação e gestão. Focamos em acelerar a transformação digital e fortalecer a inteligência hídrica no Paraná para alcançarmos a universalização do saneamento nos municípios que atendemos”, destaca Bley.
Para Risden, a Sanepar é uma empresa inovadora e a busca por parcerias estratégicas e iniciativas no que diz respeito ao meio ambiente é uma ação disruptiva. “A parceria profícua com a Itaipu Binacional e o Itaipu Parquetec, e a busca por alternativas adaptadas ao contexto regional como as soluções baseadas na natureza demonstram que a Sanepar está no caminho correto. Nunca esquecemos da inovação ou da inovabilidade, que une a sustentabilidade e a inovação”, afirma.
Carlos Carboni, diretor de Coordenação da Itaipu, afirma que a parceria com a Sanepar reflete a filosofia de trabalho da binacional, de atuar em rede e por meio de parcerias para amplificar o resultado dos projetos. “A água é matéria-prima para a geração de energia e para os usos múltiplos do reservatório. Para assegurar esse recurso no longo prazo, é essencial que cuidemos dos usos da água e do solo no território e isso passa pelo saneamento”, afirma.
Gustavo Possetti ressalta que o projeto é uma referência na busca por universalização dos serviços de saneamento ambiental, com benefícios

Foto: Edino Krug/Itaipu Binacional
socioambientais e para a saúde pública. Além dos ganhos operacionais tanto para a Sanepar quanto para a Itaipu Binacional. “Esse projeto é um exemplo e muito nos orgulha participar dele, não apenas pelos ganhos e pela geração de valor para a sociedade, mas principalmente ao sabermos que a comunhão de esforços faz com que, de fato, os resultados sejam apresentados respeitando as melhores práticas da ciência, da tecnologia e da engenharia”, acrescenta.
Finalistas ODS 6
Além da Sanepar, outras quatro empresas concorrem ao prêmio:
- Aguas Nuevas, do Chile: implementou um programa estratégico de redução de perdas de água.
- Bangalore Water Supply and Sewerage Board, da Índia: expandiu o acesso à água segura para 1,7 milhão de pessoas, com forte impacto social e urbano.
- Indah Water Konsortium, da Malásia: implementou soluções com energia solar em 16 ETEs, ampliando a sustentabilidade do sistema nacional de esgotamento sanitário.
- Sanasa, do Brasil: desenvolveu iniciativa inovadora de redução de perdas com financiamento da Microsoft baseado em créditos de água.

Foto: Divulgação/Sanepar
Global Water Intelligence
A GWI é a principal empresa de inteligência de mercado, análise de dados e eventos do setor internacional de água, sendo considerada uma fonte confiável para auxiliar a tomada de decisões estratégicas por empresas, governos e investidores no setor de água e saneamento.
É responsável pela organização do Global Water Summit, evento de entrega da premiação Global Water Awards, que reconhece projetos e iniciativas inovadoras de destaque mundial.
Global Water Leaders Group
O GWLG é um grupo internacional de elite formado por CEOs de empresas de saneamento e demais líderes do setor, com foco em inovação e desempenho para superar desafios globais da água, aprimorar a gestão de recursos e ampliar o acesso ao saneamento básico.
