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Entidades do setor suinícola alertam sobre risco de disseminação da PSC

ABCS, ABPA e ABEGS alertam a todos os envolvidos na cadeia para tomarem as corretas medidas e precauções para evitar a disseminação do vírus pelo país, especialmente nos Estados ZL

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- Arquivo/OP Rural

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) e Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (ABEGS) emitiram um comunicado nesta quarta-feira (05) alertando a todos sobre o risco de disseminação da Peste Suína Clássica no país. A preocupação vem pelo fato de o vírus poder atingir a zona livre da doença e comprometer a produção de suínos e as exportações de carne e animais de reprodução.

No comunicado, as entidades destacam que como é de conhecimento geral, o Ceará está passando por um surto de PSC, chegando a 11 focos em área não reconhecida como livre da enfermidade, oficialmente notificados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

“O Estado do Ceará está dentro da Zona Não-Livre (ZNL) de PSC, assim como os Estados de AL, PE, PB, RN, PI, MA, PA, AP, AM e RR”, diz a nota. As entidades informam que o Brasil possui duas áreas distintas, reconhecidas pela OIE, sendo que a ZL de PSC é responsável por toda exportação de carne suína. Os Estados que compõe a ZL são AC, RO, MT, TO, SE, BA, GO, DF, MG, ES, RJ, SP, MS, PR, SC e RS.

Ainda não houve nenhuma notificação oficial sobre focos em outros Estados do Nordeste, porém, de acordo com as entidades, todo e qualquer acesso de caminhões de suínos à ZNL, neste momento de reemergência da doença, representam risco de disseminação para a ZL.

“O trânsito de animais vivos, com a saída de suínos do Estado do CE está proibido pelo MAPA, devido serem de zona não livre para área livre. Porém, sabemos que o volume de entradas de suínos nesta região, assim como o retorno dos caminhões para o Sul, continua ocorrendo. Além disso, há também o risco dos caminhões das agroindústrias de ZL que realizam a distribuição de carnes e produtos cárneos a serem entregues na rede de varejo do CE, sendo uma grande preocupação esses veículos levarem o vetor (vírus da PSC) para as áreas livres”, alertam.

Para as entidades, é de responsabilidade de todos, empresas de genética, comercialização de animais para abate e de industrialização, buscar evitar ao máximo o trânsito para a ZNL e adotar medidas de biosseguridade para reduzir as chances de introdução desse agente em outros Estados. “Desta forma, recomendamos o não envio de caminhões de suínos à ZNL, e caso ocorra, devido à necessidade de reposição de plantel e abastecimento local de alimentos, que passe por procedimentos de lavagem e vazio sanitário antes de retornar à ZL”, afirmam no comunicado.

Entre os procedimentos citados que devem ser feitos estão: a lavagem completa do veículo (incluindo a cabine) e desinfecção, ainda na ZNL, após descarregar; o vazio sanitário de pelo menos 24h antes de retornar à ZL; as botas utilizadas pelos motoristas durante o descarregamento, devem ficar do lado de fora da cabine; e orientar os motoristas para lavar as botas junto com a lavagem do caminhão, assim como, as roupas utilizadas.

O alerta das entidades é, principalmente, pelo fato de que em caso de contaminação da ZL, haverá investigação sobre a ocorrência, e o país poderá perder o reconhecimento de ZL da OIE impactando negativamente toda a atividade.

Fonte: O Presente Rural

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Notícias Capacitação

Mapa e Cidasc promovem exercício simulado de atuação em ocorrência de febre aftosa

Participam do treinamento virtual cerca de 350 profissionais das Superintendências Federais de Agricultura e dos órgãos estaduais de sanidade agropecuária de todo o país

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Arquivo/OP Rural

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) realizam de forma virtual, até o dia 27 de novembro, um treinamento simulado de atuação em uma ocorrência de febre aftosa. O exercício faz parte das atividades previstas para organização e capacitação do Serviço Veterinário brasileiro para atuação em emergências zoossanitárias.

Além deste treinamento virtual, está previsto para 2021 o módulo de campo do exercício simulado em Santa Catarina, assim que a situação epidemiológica da pandemia da Covid-19 no Brasil permitir o retorno seguro das atividades presenciais.

“O objetivo do treinamento é a preparação para enfrentar uma eventual ocorrência de febre aftosa, minimizando seus impactos econômicos e sociais, mas as medidas demonstradas na teoria, e depois na prática, servem para todas as doenças emergenciais, como a peste suína clássica, peste suína africana, influenza aviária, entre outras. Os protocolos sanitários são semelhantes, e o caráter de emergência é o mesmo”, destaca o diretor do Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária, Geraldo Moraes.

A capacitação conta com apresentações de representantes do Serviço Veterinário Oficial brasileiro, da Defesa Civil de Santa Catarina, da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e do Centro Panamericano de Febre Aftosa (Panaftosa).

Entre os assuntos discutidos estão os procedimentos relacionados à situação da febre aftosa no mundo, a atuação da OIE, a preparação para emergências, epidemiologia e diagnóstico da doença, a investigação epidemiológica, o registro de dados e sistemas de informação, as medidas de biossegurança e procedimentos de contenção e eliminação de focos de febre aftosa, entre outros, conforme diretrizes do Plano de Contingência para Febre Aftosa. 

No último dia (27), está previsto um estudo de caso sobre as principais ações a serem desencadeadas nas primeiras 72 horas após a confirmação de um foco fictício de febre aftosa em Santa Catarina.

Participam do treinamento virtual cerca de 350 profissionais das Superintendências Federais de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e dos órgãos estaduais de Sanidade Agropecuária de todo o país, além de representantes do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária, da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, da Defesa Civil, entre outros.

Capacitação em emergências zoossanitárias 

Em 2019, em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o Mapa organizou um exercício simulado em São José dos Pinhais (PR), que contou com a participação de 178 profissionais, incluindo integrantes do Serviço Veterinário Oficial de 25 unidades da Federação e da Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai.

O simulado é uma oportunidade para reforçar a cooperação e a capacidade de resposta em um território com status de livre de febre aftosa.

Fonte: MAPA
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Notícias Comércio Exterior

MRE e Mapa concluem acordo de cooperação financeira entre Brasil e Alemanha

Objetivo do projeto é expandir e fortalecer práticas produtivas sustentáveis nas cadeias da carne, soja e madeira em estados da Amazônia Legal

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Divulgação/MAPA

Os Ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento concluíram na terça-feira (24) o acordo que prevê a doação, pelo banco estatal alemão “Kreditanstalt für Wiederaufbau” (KfW), de até 25,5 milhões de Euros ao projeto “Inovação nas Cadeias Produtivas da Agropecuária para a Conservação Florestal na Amazônia Legal”. O objetivo do projeto é o de expandir e fortalecer práticas produtivas sustentáveis nas cadeias da carne, soja e madeira em estados da Amazônia Legal.

Segundo nota assinada pelos dois ministérios, no âmbito de sua competência, o Ministério das Relações Exteriores tem coordenado uma proveitosa cooperação técnica e financeira entre Brasil e Alemanha, voltada ao desenvolvimento sustentável, com foco no fomento a projetos nas áreas de proteção ambiental e eficiência energética.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por sua vez, será o encarregado de executar o projeto, em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). A iniciativa complementa outros projetos, inclusive de cooperação técnica, executados pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Itamaraty, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e por outros órgãos do governo federal.

Fonte: O Presente Rural com informações do Mapa
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Notícias Cooperativismo

Copagril confirma venda da Unidade Industrial de Aves e Fábrica de Rações à Lar

Informação foi repassada em nota conjunta das duas cooperativas

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Divulgação

A Lar Cooperativa Agroindustrial adquiriu a Unidade Industrial de Abate de Aves e a Unidade Industrial de Rações pertencentes a Cooperativa Copagril, localizadas nos municípios de Marechal Cândido Rondon e Entre Rios do Oeste, respectivamente. Em nota conjunta, as duas cooperativas informaram que a ação iniciará no dia dois de janeiro de 2021 e o processo de aquisição será concluído após a aprovação dos órgãos responsáveis.

De acordo com a nota, as cooperativas ainda estabeleceram uma aliança estratégica de intercooperação com o objetivo de aperfeiçoar os processos, gestão e desempenho da atividade avícola das duas cooperativas. Na segunda-feira (23) já havia sido divulgado que em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) os cooperados da Lar haviam aprovado o projeto de intercooperação.

Entre os pontos acordados estão a manutenção da atividade avícola por parte dos associados da Copagril; a atuação conjunta no fomento e originação de aves nas áreas de ação de fronteira ou mesmo em demandas de crescimento das duas cooperativas; sinergia logística através do melhor aproveitamento das distâncias para a distribuição de rações e para o abate de aves nas unidades frigoríficas; agregação de valor à produção agropecuária nas duas cooperativas, através da transformação da produção da Lar e da Copagril em carne de frango; manutenção e inalteração dos quadros sociais das cooperativas; permanência da atividade de originação de grãos e vendas de insumos pela Copagril; e sinergia na aquisição de insumos agrícolas e pecuários.

Fonte: O Presente Rural
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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