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Entidades do agro debatem prevenção à febre aftosa

Iniciativa da Secretaria de Estado da Agricultura contou com o apoio do Icasa, Sidicarne, Faesc e Ocesc.

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Foto: Solon Soares/Agência AL

Neste ano, Santa Catarina comemorou 16 anos do reconhecimento pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como área livre de febre aftosa sem vacinação. Para marcar a data, a Secretaria de Estado da Agricultura realizou, nesta terça-feira (30), o VI Fórum Catarinense de Prevenção à Febre Aftosa, que integrou programação de reunião da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa (Alesc). O encontro contou com o apoio das entidades Icasa, Sidicarne, Faesc e Ocesc.

O evento contou com três palestras: com a suinocultura e empreendedora rural Marcia Stuelp, o gerente executivo do Sindicarne e ACAV, Jorge Luiz de Lima e o médico veterinário e diretor de Defesa Agropecuária da Cidasc, Diego Torres Severo. Ao final das explanações, foi feita uma mesa redonda.

Jorge Luiz de Lima abordou o tema “O Agronegócio Catarinense, uma Visão da Importância da Sanidade Sobre o Aspecto Econômico”. Ele apresentou um panorama do agronegócio catarinense e os principais certificados sanitários internacionais que Santa Catarina têm e que são diferenciais para o Estado. O excelente status sanitário tornou Santa Catarina o maior produtor nacional de suínos, o segundo maior produtor de aves, com acesso aos mercados mais exigentes e competitivos do mundo, como Japão, Estados Unidos, Coreia do Sul, Canadá e México.

O diretor executivo do Sindicarne relatou também a importância do agro para a geração de empregos. São mais de 60 mil empregos diretos e 480 mil indiretos. No total, são abatidas no Estado mais de 4 milhões de aves por dia e mais de 34 mil suínos/dia. “Entre integrados e cooperados às agroindústrias, temos cerca de 19 mil famílias. O setor agroindustrial responde por mais de 70% do volume das exportações e é responsável por 31% do Produto Interno Bruto (PIB)”, analisa.

O movimento econômico gerado pelo setor é de mais de R$ 7 bilhões. “Os investimentos que as empresas fizeram no Estado em 2022 superaram os R$ 5 bilhões. SC é o segundo maior produtor de aves e o segundo maior exportador, já em suínos é primeiro produtor e primeiro exportador”, enfatizou Lima. O Estado mantém um número significativo de plantas produtivas de aves e suínos, além de fábricas de rações que abastecem os abatedouros. Estas plantas industriais geram movimento econômico ao Estado, injetando capital diretamente na economia catarinense, pois são responsáveis pela movimentação diária de contêineres, quilômetros rodados de veículos de extensionistas, viagens diárias de veículos de carga, energia elétrica nas fábricas, folha de pagamento, pagamento a integrados e cooperados, pagamento a transportadores, dentre outros”, exemplificou, o que corrobora o valor mencionado anteriormente, superior aos R$ 7 bilhões.

Para Jorge de Lima, só é possível chegar a esses números em decorrência dos Certificados Sanitários Internacionais – CSIs, visto que boa parte do que se produz no Estado é exportada, mas garantindo-se também ao produto catarinense consumido no mercado interno, a mesma qualidade daquilo que é enviado ao mercado externo. “Santa Catarina é responsável por 24% da exportação de aves do Brasil e 57% da exportação de suínos”, relatou, ao acrescentar que o status sanitário de excelência é resultado de um trabalho sério, resiliente e competente de toda a cadeia produtiva de aves e suínos, junto com os órgãos oficiais de governo e agências de gestão sanitária, destacando-se, em especial, a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, CIDASC, MAPA, ICASA, EMBRAPA, EPAGRI, IMA, dentre outros. “Essa atuação conjunta nos permitiu conseguir um grande patrimônio que é nosso status sanitário, mediante atuação de governo, de produtores, de agroindústrias e de cooperativas, da sociedade civil organizada e da população em geral, ou seja, muitas mãos trabalharam de maneira organizada e sinérgica para conquistar essa liderança de exportação, atendendo mais de 150 países e sendo relevante também na produção nacional”, reforçou.

O Fórum fez parte do Mês da Saúde Animal dos Animais de Produção. Santa Catarina foi pioneira ao instituir legalmente o mês de maio como o mês dedicado ao reconhecimento das ações de promoção da sanidade dos animais de produção, já que o trabalho é feito todos os dias de maneira incessante. A escolha se deve, em maior parte, ao marco da Certificação da OIE, atual OMSA, como Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação recebida pelo Estado. Ao longo do mês foram realizados diversos outros eventos educativos e comemorativos em prol de sensibilizar a sociedade catarinense sobre a responsabilidade compartilhada na manutenção do status sanitário em saúde animal conquistado pelo Estado.

Os bovinos e bubalinos existentes em Santa Catarina não recebem vacina contra a febre aftosa desde o ano 2000, mas o trabalho de erradicação da febre aftosa se iniciou pelo menos 20 anos antes. O Estado foi certificado como zona livre sem vacinação pela OMSA em 2007, ou seja, os animais não são vacinados há mais de 20 anos.

Fonte: Assessoria

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Crédito rural da agricultura empresarial soma R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026

CPR liderou as modalidades de financiamento, enquanto a Região Sul concentrou o maior volume de recursos contratados.

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Foto: Gilson Abreu/AEN

O crédito rural destinado à agricultura empresarial totalizou R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026, encerrada em junho deste ano. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e consideram as operações realizadas entre julho de 2025 e junho de 2026, excluindo os financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

A Cédula de Produto Rural (CPR) foi a principal modalidade de financiamento utilizada pelos produtores, respondendo por R$ 205,2 bilhões, o equivalente a 43% do total contratado. Na sequência aparecem as operações de custeio, com R$ 150,3 bilhões (31,5%), investimento, com R$ 50,5 bilhões (10,6%), comercialização, com R$ 37,9 bilhões (7,9%), e industrialização, que movimentou R$ 33,3 bilhões (7%). Somadas, as operações de CPR e custeio alcançaram R$ 355,5 bilhões, representando 74,5% de todo o crédito concedido na safra.

Na divisão por segmentos, os médios e grandes produtores enquadrados na categoria “Demais Empresarial” concentraram R$ 210,9 bilhões em financiamentos, correspondentes a 44,1% do total. Já o Pronamp respondeu por R$ 61,5 bilhões, ou 12,9% das concessões.

Ao longo da safra foram registrados 534.828 contratos de crédito rural para a agricultura empresarial. Desse total, 161.968 correspondem a operações por meio de CPR. As operações de custeio responderam por 263.896 contratos, enquanto os financiamentos para investimento somaram 97.105 contratos.

Nos programas de investimento, as aplicações chegaram a R$ 50,5 bilhões. O RenovAgro e o Pronamp lideraram os desembolsos, ambos com cerca de R$ 5,2 bilhões, seguidos pelo Moderfrota, com R$ 4,2 bilhões, e pelo Inovagro/Moderagro, com R$ 3,9 bilhões.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Entre as fontes de recursos, os Recursos Obrigatórios responderam por R$ 53,9 bilhões dentro das fontes controladas. Já entre as fontes não controladas, destacaram-se a LCA Livre, com R$ 67,1 bilhões, e a Poupança Rural Livre, com R$ 63,2 bilhões.

Regionalmente, a Região Sul concentrou o maior volume de crédito, com R$ 81,2 bilhões distribuídos em 146.956 contratos. O Sudeste aparece na sequência, com R$ 75,9 bilhões, praticamente empatado com o Centro-Oeste, que registrou R$ 75,8 bilhões. Apesar disso, o Centro-Oeste apresentou o maior valor médio por operação, de R$ 1,19 milhão. No Sul, o tíquete médio foi de R$ 552,2 mil.

O boletim também mostra que os recursos equalizáveis somaram R$ 53,6 bilhões na safra, o equivalente a 58,6% da programação prevista para o período, de R$ 91,4 bilhões. Desse total, R$ 28,4 bilhões foram destinados ao custeio, R$ 24,5 bilhões aos investimentos e R$ 663 milhões à comercialização.

Conforme o Mapa, os dados divulgados são provisórios e não apresentam comparações com safras anteriores em razão das restrições previstas para o período de defeso eleitoral.

Acesse os dados clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural com Mapa
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Curitiba recebe 22ª Reunião da Relare sobre inoculantes microbianos para a agricultura

Evento promovido pela Embrapa vai reunir cerca de 300 especialistas e recebe resumos científicos até 10 de agosto.

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Foto: Antonio Neto/Embrapa

A cidade de Curitiba (PR) vai sediar, nos dias 19 e 20 de agosto, a 22ª Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare). O encontro será realizado no Centro de Eventos Sistema Fiep e deve reunir aproximadamente 300 participantes, entre pesquisadores, estudantes, representantes da indústria, consultores e órgãos de fiscalização.

Promovida pela Embrapa, em parceria com a CropLife Brasil e a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPiiBio), a reunião conta ainda com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Microrganismos Promotores de Crescimento de Plantas para Sustentabilidade Agrícola e Ambiental (INCT Microagro) e da Fundação Araucária.

A programação será dedicada às discussões técnicas sobre o uso de microrganismos benéficos na agricultura, com foco em protocolos para análise da qualidade de inoculantes, padronização de metodologias e validação de novos produtos biológicos. O objetivo é promover o intercâmbio de informações técnico-científicas relacionadas ao desenvolvimento e à adoção de tecnologias que contribuam para a sustentabilidade da produção agropecuária.

A comissão organizadora também está recebendo trabalhos científicos na modalidade de resumo. O prazo para submissão termina em 10 de agosto, por meio do sistema de inscrição do evento. Os trabalhos aprovados serão apresentados em sessão de pôsteres e publicados nos anais da 22º Relare.

Para submeter o resumo, o participante deve realizar previamente a inscrição no evento, clicando aqui.

Fonte: Assessoria Embrapa
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Expansão dos insumos orgânicos pauta simpósio inédito no Rio Grande do Sul

Evento vai reunir pesquisadores, autoridades e representantes da indústria para discutir mercado, regulação e o aproveitamento de resíduos na produção agrícola.

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1º Simpósio Assiferto RS de Insumos Agrícolas com Base Orgânica acontece em 6 de agosto, em Bento Gonçalves - Foto: Divulgação/Freepik

O crescimento do mercado de insumos agrícolas de base orgânica e os desafios para ampliar o uso desses produtos no campo estarão no centro dos debates do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas com Base Orgânica, marcado para 06 de agosto, em Bento Gonçalves (RS). Promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (Assiferto RS), o encontro reunirá pesquisadores, representantes do poder público e empresas para discutir aspectos técnicos, regulatórios e econômicos do setor.

Presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari: “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio” – Foto: Divulgação/Assiferto

Segundo a entidade, a expansão da demanda por alimentos produzidos com práticas sustentáveis, aliada ao avanço das exigências ambientais e das políticas de sustentabilidade no agronegócio, tem impulsionado o mercado de fertilizantes e condicionadores de solo produzidos a partir de resíduos orgânicos.

De acordo com o presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari, o simpósio foi criado para ampliar o debate sobre o papel desses insumos na agricultura brasileira. “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio. O objetivo é mostrarmos à sociedade, às entidades, ao setor público e ao setor agrícola que, no Rio Grande do Sul, existem empresas organizadas e com tecnologia capazes de converter subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de qualidade, solucionando problemas ambientais e mitigando a dependência de nutrientes importados para uso na agricultura”, afirma.

Economia circular e aproveitamento de resíduos

As empresas associadas à Assiferto RS reciclam mais de um milhão de toneladas de subprodutos orgânicos por ano. Após o processamento, esses materiais retornam à cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos e líquidos, condicionadores de solo e outros insumos utilizados na agricultura.

Segundo Ferrari, o reaproveitamento desses resíduos contribui para reduzir o desperdício de nutrientes e fortalecer modelos de economia circular. “A conexão do setor de insumos agrícolas com base orgânica com a sociedade se dá principalmente no entendimento de que o nosso planeta tem limites de recursos e que, para produzir alimentos, precisamos de nutrientes finitos. A recuperação destes nutrientes por meio do aproveitamento dos subprodutos é de fundamental importância para as futuras gerações”, diz.

Programação

A programação técnica prevê palestras e painéis sobre o mercado de insumos orgânicos, regulação ambiental, inovação tecnológica e perspectivas para o setor. O evento será realizado no Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves, das 08 horas às 17h30, com inscrições gratuitas.

O simpósio também vai reunir representantes de órgãos públicos, pesquisadores e profissionais ligados à produção de insumos agrícolas de base orgânica para discutir os desafios e oportunidades da atividade no Brasil.

Manhã

08h – Credenciamento/Recepção

08h30  Abertura: Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Abertura oficial, com homenagem aos 100 anos de nascimento de José Antonio Lutzenberger

09h – Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Associação, Valdecir Ferrari – Presidente da Assiferto RS

09h30 – A importância dos insumos de matriz orgânica, para a sustentabilidade do agro moderno – com Clorialdo Roberto Levrero, presidente da Abisolo

10h15 – Políticas Públicas Ambientais e Legislação Estadual, com Marjorie Kauffmann – Secretária do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul/Fepam

11h – Mesa Redonda

12h – Almoço (por adesão)

Tarde

13h30 – Legislação sobre Insumos Agrícolas – MAPA RS, com Henrique Bley

14h15 – Eficiência no uso de Fertilizantes de Matriz Orgânica, com Fabiano Daniel de Bona – Pesquisador da Embrapa Trigo

15h – Aspectos de Fisiologia Vegetal no uso de Insumos com Base Orgânica – UFPR, com Átila Francisco Mógor

15h45 – Intervalo

16h – O Papel dos Insumos com base Orgânica no Desenvolvimento da Agricultura no RS, com Marcelo Biassusi da Emater

16h45 – Mesa Redonda

17h30 – Encerramento

Fonte: Assessoria Assiferto
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