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Notícias Operação Romanos

Entidades defendem setor quanto a 4ª fase da Operação Carne Fraca

ABPA, Anffa Sindical e o Mapa reiteraram importância das investigações e da transparência com o consumidor e mercado internacional

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Nesta terça-feira (01) a Polícia Federal deflagrou a quarta fase da Operação Carne Fraca. O inquérito tem como foco principal a apuração de crimes de corrupção passiva praticados por auditores fiscais agropecuários federais em nove Estados, em benefício da BRF, que passou a atuar em colaboração espontânea com as autoridades públicas na investigação. Há indicativos de que foram destinados R$ 19 milhões para os pagamentos indevidos.

Entidades representativas do setor de proteína animal e, inclusive, representantes dos auditores fiscais agropecuários estão apoiando a operação. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou uma nota reiterando a posição setorial pela correta investigação e esclarecimento dos fatos. “A operação ressalta a postura do setor, que passou a investir em vigorosos programas de compliance e conformidade. Com isto, a cadeia produtiva de proteína animal reforça seu compromisso com os consumidores e importadores do Brasil e do mundo pela transparência e pela preservação da qualidade dos produtos”, afirma a entidade.

Já o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) reiterou seu apoio e colaboração à Operação. Segundo o Anffa, a primeira fase da Operação Carne Fraca foi executada em razão das denúncias feitas por Auditores Fiscais Federais Agropecuários e pelo Anffa Sindical. “A entidade destaca que participou ativamente das discussões que resultaram nas modificações no sistema de fiscalização do Mapa logo após a Carne Fraca, ainda em 2017. Várias destas medidas, como a verticalização, o rodízio de auditores nas plantas de inspeção, o reforço de auditorias internas, a participação de Affas em corregedorias, a contratação de novos auditores e o treinamento constante, sempre foram bandeiras históricas do Anffa Sindical. As mudanças realizadas impedem que situações como as denunciadas se repitam”, afirma a nota.

De acordo com o Sindicato, a Romanos, nome da operação deflagrada, se refere a fatos ocorridos antes de 2017 e, dentre os 68 alvos da operação, 22 são affas e 46 são outros profissionais, sendo muitos deles pagos pelas indústrias. “Embora o número de servidores públicos envolvidos seja inaceitável, o Anffa Sindical aponta que é indispensável que o trabalho de fiscalização seja feito por servidores do próprio Mapa, o que também foi apontado pelo delegado da Polícia Federal que comandou a etapa de hoje”, diz a nota.

Já o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) afirmou “a plena confiança em sua área de fiscalização agropecuária, já reestruturada, e entende que essa situação é uma exceção à regra e não compromete a efetiva atuação de seus 2.500 fiscais”. Além do mais, reiterou que os servidores alvos dessa etapa da operação foram enviadas hoje ao Mapa, que já tomou e continuará tomando todas as providências e sanções legais cabíveis.

Fonte: O Presente Rural com informações das Assessorias
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1 Comentário

1 Comentário

  1. rodrigo

    1 de outubro de 2019 em 17:39

    Sobre a operação Romanos da PF. A complicação do mapa está no fato que 19 frigoríficos federais não possuem qualquer fiscalização, enquanto 262 turnos de abate não tem fiscalização. Pode consultar o relatório do auditor WEDER OLIVEIRA númeroTC 021.468/2018-4 no site https://pesquisa.apps.tcu.gov.br/#/pesquisa/integrada

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Notícias Mercado

China habilita novas plantas de aves, suínos e bovinos para exportação

Foram habilitadas cinco novas plantas produtoras e exportadoras de suínos, cinco de bovinos e três unidades de aves

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A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, anunciou nesta terça-feira (12) a habilitação de 13 novas unidades frigoríficas para exportações de carne de frango, suína e bovina para a China. A notícia foi comemorada por entidades do setor.

São cinco novas plantas produtoras e exportadoras de suínos, cinco de bovinos e três unidades de aves. De acordo com Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as novas plantas devem ampliar ainda mais a importância da China na pauta exportadora de proteína animal. Agora, o Brasil passa a contar com 16 plantas habilitadas para exportar carne suína para o mercado chinês, e 46 plantas para embarques de carne de frango.

“Nas prévias da realização do encontro dos BRICS, a notícia das novas habilitações dá o tom da parceria que China e Brasil estão construindo em prol da segurança alimentar e da ampliação da pauta comercial. Já consolidado como principal fornecedor externo de frango para a China, o Brasil agora deve expandir sua participação, também, nas vendas de carne suína”, ressalta Turra.

Desde janeiro deste ano, a China assumiu a liderança entre os principais destinos das exportações da avicultura e da suinocultura do Brasil. Entre janeiro e outubro, o país asiático importou 183,1 mil toneladas de carne suína (+40% em relação ao mesmo período do ano passado), gerando receita de US$ 429,8 milhões (+66%). De carne de frango, foram 444,7 mil toneladas (+22%), com resultado cambial de US$ 931,7 milhões (+38%).

Ao todo, 31,4% da carne suína e 13,3% da carne de frango exportadas pelo Brasil em 2019 foram embarcadas com destino à China.

Os frigoríficos

Os cinco frigoríficos de carne suína estão no Rio Grande do Sul, além de uma unidade de carne bovina. São Paulo e Mato Grosso tiveram, cada um, duas unidades habilitadas pelos chineses. Os demais frigoríficos que podem exportar para a China ficam em Goiás, no Mato Grosso do Sul e no Paraná.

As plantas de bovinos habilitadas pela China são: Marfrig Global Foods, em São Gabriel (RS); Frigorífico Sul, em Aparecida do Taboado (MS); Naturafrig Alimentos, em Pirapozinho (SP); Marfrig Global Foods, em Pontes e Lacerda (MT) e JBS, em Senador Canedo (GO).

Os frigoríficos de carne suína são: BRF, em Lajeado (RS); Cooperativa Central Aurora Alimentos, em Sarandi (RS); JBS Aves, em Caxias do Sul (RS); Seara Alimentos, em Três Passos (RS) e em Seberi (RS).

Foram habilitadas as plantas de aves de Zanchetta Alimentos, em Boituva (SP); União Avícola Agroindustrial, em Nova Marilândia (MT) e Unita Cooperativa Central, em Ubiratã (PR).

Fonte: O Presente Rural com informações da ABPA e Mapa
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Notícias Segundo IBGE

Abate de bovinos passa de oito milhões de cabeças no terceiro trimestre

Na comparação com o terceiro trimestre de 2018, houve uma variação positiva de 0,5%

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Arquivo/OP Rural

O abate de bovinos chegou a 8,33 milhões de cabeças no terceiro trimestre deste ano, um aumento de 4% em relação ao trimestre anterior, quando foram abatidos 8,08 milhões de animais para consumo. Na comparação com o terceiro trimestre de 2018, houve uma variação positiva de 0,5%, segundo os primeiros resultados da Estatística da Produção Pecuária, que o IBGE divulga nesta terça-feira (12).

A pesquisa indica também alta no abate de suínos e frangos. No trimestre encerrado em setembro, foram abatidas 11,67 milhões de cabeças de suínos, um aumento de 2,4% frente ao segundo trimestre do ano. Em relação ao mesmo trimestre de 2018, o aumento foi de 0,8%. Já o abate de frangos subiu 3,3% na comparação com o segundo trimestre deste ano. Foram abatidas 1,47 bilhão de aves. Esse número é 3,1% maior do que o registrado no terceiro trimestre do ano passado.

A aquisição de leite cru e a produção de ovos de galinha encerraram o terceiro trimestre deste ano com aumento. Os estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal) adquiriram 6,29 bilhões de litros de leite, valor que corresponde a um aumento de 6,9% em comparação ao volume registrado no segundo trimestre deste ano. Em relação ao terceiro trimestre de 2018, a alta de foi de 0,5%.

A produção de ovos de galinha foi de 956,62 milhões de dúzias no terceiro trimestre de 2019. O resultado representou aumento de 1,5% em comparação ao trimestre anterior e de 3,4% em relação ao mesmo trimestre de 2018.

Fonte: IBGE
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Notícias Safra de inverno

Clima no Sul prejudica produtividade e qualidade do trigo

Dados da Emater indicam que parte do trigo já colhido no RS tem apresentado perda de qualidade

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Arquivo/OP Rural

Colaboradores do Cepea no Rio Grande do Sul estão preocupados, visto que as chuvas em excesso prejudicaram a produtividade e a qualidade da safra – inclusive, parte da produção não deve ser classificada sequer como trigo. Assim, esses agentes estão afastados do mercado spot brasileiro, de modo geral. Dados da Emater indicam que parte do trigo já colhido no RS tem apresentado perda de qualidade, com lavouras com PH abaixo de 75.

Ainda segundo a Emater, triticultores da região de Ijuí estariam preocupados também com o lento avanço da colheita, devido à alta umidade. A Emater aponta que, na região de Santa Rosa, a qualidade e a produtividade, em geral, são boas. Entretanto, as lavouras que ainda não foram colhidas podem ser prejudicadas pelas chuvas, o que deve deixar a qualidade do cereal abaixo do PH 74.

Fonte: Cepea
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