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Entidades de proteína animal debatem com BNDES medidas e viabilidade de recursos para o setor agroindustrial gaúcho
Presidente executivo da Asgav/Sipargs, José Eduardo dos Santos, afirma que as medidas apresentadas ainda não são totalmente efetivas, visto que alguns pleitos são inacessíveis para indústrias de grande porte.

A Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs) participou, na última semana, de um encontro com representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na sede do Conselho Regional de Contabilidade em Porto Alegre (RS), para tratar das necessidades de crédito e garantias para as empresas e cooperativas gaúchas e acompanhar as medidas emergenciais que o BNDES está desenvolvendo no Estado.
Durante a reunião, os representantes do BNDES apresentaram a operacionalização dos recursos governamentais para o apoio das indústrias e produtores atingidos e duramente impactados pela catástrofe climática que afetou o Rio Grande do Sul no último mês de maio.
Para o presidente executivo da Asgav/Sipargs, José Eduardo dos Santos, as medidas apresentadas ainda não são totalmente efetivas, visto que alguns pleitos são inacessíveis para indústrias de grande porte. “É imprescindível que o Fundo Garantidor de Crédito, por exemplo, também seja alcançável para as grandes empresas, não somente para as de pequeno e médio porte, pois caso contrário poderá trazer sérios entraves para a manutenção de atividades e da empregabilidade de indústrias afetadas com a catástrofe”, ressalta Santos.
Outro ponto que merece atenção por parte do Governo Federal, destacado por Santos, refere-se à flexibilização de CND’s, para Bancos e Agências de fomento de controle direto e/ou indireto da administração pública, incluindo o próprio BNDES. “Necessitamos que nessa situação, cada caso seja analisado individualmente, e também que possamos incluir nas garantias admitidas pelo BNDES o rebanho para o setor de proteínas, além da redução do spread bancário”, comenta o dirigente.
Além de Santos, participaram também da reunião o presidente do Conselho Diretivo da O.A/RS (Asgav /Sipargs) e diretor-presidente da Agrosul Alimentos, Nestor Freiberger; presidente e o diretor executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Suínos no Rio Grande do Sul (SIPS), José Roberto Fraga Goulart e Rogério Kerber; presidente do Sindicato da Indústria de Carnes de Derivados do Rio Grande do Sul (SICADERGS), Ladislau Boes; secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Sul, Ernani Polo; empresários e dirigentes de indústrias avícolas, de carne suína e da pecuária de corte do Rio Grande do Sul.

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China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros
Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.
Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.
O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.
No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.
Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil. Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.
As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.
Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.
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Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia
Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.

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Inscrições para prêmio de inovação em fertilizantes terminam nesta segunda-feira
Associação Nacional para Difusão de Adubos vai reconhecer pesquisas acadêmicas sobre fertilizantes, manejo do solo e tecnologias para o agronegócio, vencedor será anunciado em agosto, durante o Congresso Nacional de Fertilizantes.

Estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de agronomia e cursos correlatos têm até esta segunda-feira (27) para se inscrever na 5ª edição do Prêmio Carlos Florence, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). A iniciativa busca estimular a produção de pesquisas e trabalhos acadêmicos voltados à inovação e ao desenvolvimento do setor de fertilizantes.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
Podem concorrer artigos científicos, ensaios, monografias, dissertações e teses desenvolvidos em instituições de ensino superior brasileiras. Os trabalhos devem abordar temas relacionados ao tratamento e uso do solo, inovação e desenvolvimento de produtos, além de gestão e tecnologias de aplicação de fertilizantes.
Nesta edição, o regulamento também contempla pesquisas alinhadas ao movimento internacional Nutrientes para a Vida (Nutrientes for Life), que destaca a importância biológica, ambiental e econômica dos fertilizantes para a produção de alimentos e para a sustentabilidade da agricultura.
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora com base em quatro critérios. Inovação e viabilidade de aplicação terão peso 40 cada, enquanto objetividade e clareza receberão peso 20 cada na composição da nota final.
O vencedor será conhecido durante o 13º Congresso Nacional de Fertilizantes, marcado para 25 de agosto.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no site da ANDA, onde também estão disponíveis o edital e as orientações para envio dos trabalhos.
Criado para homenagear Carlos Florence, um dos principais especialistas brasileiros no setor de fertilizantes, o prêmio leva o nome do ex-diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA), falecido em 2021. Florence acompanhou as principais transformações da indústria de fertilizantes no país e também se destacou como cronista e escritor.





