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Notícias Sanidade Vegetal

Entender o ciclo do percevejo e monitorar a cultura da soja é essencial para um controle efetivo

Percevejos são insetos sugadores com enorme potencial de ocasionar prejuízos na cultura da soja

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Os percevejos são insetos sugadores com enorme potencial de ocasionar prejuízos na cultura da soja. Segundo o Engenheiro Agrônomo e supervisor agronômico da Copagril, Paulo Brunetto, para garantir que a soja expresse o máximo do seu potencial produtivo, é fundamental desde o início da cultura realizar o monitoramento, porém, a partir da segunda quinzena de dezembro, é necessário, principalmente nas lavouras semeadas em meados de outubro, controlar o primeiro fluxo de percevejo. “As lavouras nesse período estão iniciando o período reprodutivo (florescimento), momento em que os percevejos realizam a colonização para reprodução/ perpetuação da espécie”, destaca Paulo Brunetto.

Colonização

Conforme gráfico 1 abaixo, a colonização nas plantas da soja inicia no fim do período vegetativo, ou logo após e durante a floração (R1 a R2), época que estão saindo da diapausa ou de hospedeiros alternativos. Para alcançar um manejo assertivo esse período é o mais indicado para ações de controle, afinal, a soja ainda não está com suas linhas totalmente fechadas, facilitando atingir o alvo (percevejo), além deles estarem retornando da diapausa ficando mais susceptíveis ao manejo.

Período de alerta

A partir do início do aparecimento das vagens (R3) as populações aumentam, principalmente as ninfas, sendo esse período denominado como período de alerta.

Período crítico

A seguir, ao final do desenvolvimento das vagens (R4) e início de enchimento dos grãos (R 5.1) a população tende a aumentar mais e é quando a soja é mais suscetível ao ataque, sendo assim denominado como período crítico.

Pico populacional

A população cresce até o final do enchimento de grãos (R6), após a população tende a decrescer, com a soja atingindo a maturação fisiológica (R7).

Colheita

Na colheita(R8) os percevejos remanescentes completam a dispersão para as plantas hospedeiras alternativas e mais tarde para os nichos de diapausa, no caso do percevejo marrom. O percevejo verde e o verde-pequeno se abrigam em plantas hospedeiras onde permanecem até iniciar o próximo ciclo na safra seguinte.

Percevejos trazem prejuízos

Conforme Brunetto, os percevejos podem se alimentar de várias partes da planta, mas o alimento preferencial são as vagens e os grãos. Esses insetos danificam os tecidos dos grãos, o que faz com que eles fiquem “chochos” e enrugadas, diminuindo assim sua qualidade e produção, pois os percevejos ao se alimentarem injetam saliva contendo enzimas digestivas e sugam o conteúdo, resultando em injurias nos grãos. Além do problema na formação dos grãos, plantas que são atacadas pelos percevejos podem apresentar abortamento de vagens, diminuição de peso e teor de óleo nos grãos e, ainda, podem ter distúrbios fisiológicos que retardam a maturação das plantas. Tanto nas fases de ninfas, mas principalmente quando adultos ocasionam danos nas plantas de soja, com efeitos desde a formação das vagens até o final do desenvolvimento dos grãos (estádios R3 a R7), por isso, o monitoramento deve ser constante e o manejo deve sempre ser feito com o auxílio de um profissional da Copagril para se desenvolver a melhor estratégia de combate nos períodos mais indicados.

Fonte: Assessoria
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Notícias Economia

Economias regionais mantêm recuperação no quarto trimestre de 2020

BC destaca, porém, incerteza ante aumento dos casos de covid-19

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A evolução recente dos indicadores de atividade reforça o cenário de continuidade da recuperação da economia brasileira, após os fortes impactos da pandemia de covid-19. Entretanto, ainda há incertezas diante do aumento do número de casos da doença. A análise é do Banco Central (BC) e foi divulgada na sexta-feira (05) no Boletim Regional, publicação trimestral que apresenta as condições da economia por regiões e por alguns estados do país.

De acordo com o BC, as informações referentes ao último trimestre do ano passado evidenciam expansão, apesar da redução parcial dos programas governamentais de recomposição de renda. “Os dados, no entanto, não contemplam os possíveis impactos negativos do recente aumento no número de casos da Covid-19. Nesse sentido, a incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia permanece acima da usual, sobretudo para o primeiro trimestre deste ano, concomitantemente ao esperado arrefecimento dos efeitos dos benefícios emergenciais”, diz o documento.

Na quinta-feira (04), o BC também divulgou análises específicas no âmbito do Boletim Regional, sobre o desempenho da atividade econômica nas regiões do país e as exportações de produtos básicos impulsionadas pela evolução da economia chinesa. Por outro lado, com a contração econômica ocorrida em janeiro deste ano no Amazonas em razão da segunda onda de casos de covid-19, o BC alertou sobre os possíveis impactos de um agravamento severo da pandemia em outras regiões.

Região Norte

O Norte do país, apesar do menor crescimento (0,7%) no quarto trimestre do ano passado, apresentou desempenho superior ao das demais regiões no ano, com o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) da região em alta de 0,4%. Em12 meses, a atividade econômica no Pará expandiu 1,7%, enquanto no Amazonas retraiu 2,8%.

De acordo com o BC, a acomodação da economia da região refletiu, especialmente, a retração das vendas do comércio varejista, em ambiente de queda da renda da população, com redução dos benefícios emergenciais e aumento dos preços acima do esperado.

“A continuidade do processo de retomada, no curto prazo, dependerá, fundamentalmente, dos efeitos da pandemia, que apresentou recrudescimento no início do ano no Norte. No médio prazo, a região tende a ser beneficiada pela recuperação dos preços das commodities metálicas [como minério de ferro], importante segmento da economia local”, diz o boletim.

Região Nordeste

Na Região Nordeste, o índice de atividade econômica avançou 1,8% no quarto trimestre de 2020, mas no ano recuou 2,1%. Segundo o BC, o crescimento da economia no quarto trimestre foi favorecido pela recuperação da mobilidade e pela reabertura de atividades econômicas, o que permitiu ampliação expressiva dos serviços e da indústria, em contexto de dinamismo do crédito.

“Apesar da expansão no trimestre, a economia da região apresentou, comparativamente ao período pré-pandemia, a maior retração e foi a única a registrar recuo das vendas do comércio varejista em 2020, influenciada pela elevada ociosidade do mercado de trabalho. No curto prazo, houve aumento da incerteza quanto à continuidade da retomada, em cenário de aumento dos casos de covid-19 e do fim dos benefícios emergenciais”, explicou o BC.

Paralelamente ao aumento da mobilidade, os indicadores econômicos do último trimestre de 2020 mostraram a atividade nordestina mantendo a tendência de recuperação observada no trimestre anterior, de julho a setembro, quando crescera 4,5%. “Dados iniciais de janeiro sinalizam acomodação do nível de atividade, sugerindo cenário de incertezas quanto ao processo de recuperação econômica”, destaca o documento.

Região Centro-Oeste

No Centro-Oeste, as variações trimestrais da atividade econômica ao longo do ano passado foram relativamente mais suaves, refletindo as especificidades de sua estrutura produtiva, ligada a atividades agrícolas que não sofreram restrição ao funcionamento durante a pandemia. No quarto trimestre, o ritmo de atividade registrou aceleração de 2,1%, em sentido oposto ao desempenho das demais regiões, fechando o ano com alta de 0,2%.

“Esse movimento repercutiu o crescimento em serviços prestados a empresas e famílias, em ambiente de maior mobilidade. No ano, o desempenho relativamente positivo da economia foi favorecido pela safra recorde de grãos e pelas cotações das commodities [produtos primários comercializados em mercados internacionais], em especial de soja e carnes, que impulsionaram as vendas externas”, explica o BC.

Além disso, o serviço de transportes, no modal rodoviário, fortemente correlacionado à atividade agrícola, também contribuiu para o resultado no Centro-Oeste.

Região Sudeste

Na Região Sudeste, os indicadores analisados pelo Banco Central mostram a manutenção do processo de recuperação no último trimestre do ano passado, embora em ritmo mais moderado. O Índice de Atividade Econômica Regional do Sudeste cresceu 2,6%. Ainda assim, no ano, houve retração de 1,3%.

“Houve desaceleração na indústria, no comércio e no setor de serviços, causada pela base desfavorável de comparação, mas também pelos efeitos esperados da redução dos benefícios emergenciais. No ano, a estrutura produtiva mais diversificada permitiu que as atividades severamente impactadas pela crise tivessem seus resultados compensados, em parte, pela evolução favorável de outras [como os serviços financeiros]”, diz o estudo.

Região Sul

No Sul, o conjunto de informações disponíveis sugere continuidade do processo de recuperação, que segue, a exemplo das demais economias, dependente da evolução na pandemia de covid-19. Após forte expansão na maioria dos indicadores econômicos no terceiro trimestre de 2020, o quarto trimestre apresentou recomposição mais gradativa da atividade, com crescimento de 2,5%. No ano, o índice caiu 2,1%.

“Além disso, a redução dos programas de manutenção da renda e a ampliação da taxa de desemprego concorreram para arrefecer o processo de retomada. Essa trajetória pode ser impactada pela ampliação do número de casos de covid-19, a partir do final de 2020, que reduziu a previsibilidade associada à evolução da pandemia e consequente aumento da incerteza sobre a atividade”, explica o BC no boletim.

A expansão no quarto trimestre ocorreu em praticamente todas as atividades da região, com maior magnitude na indústria de transformação – destaque para veículos, metalurgia, máquinas e equipamentos, calçados e confecções – e nos serviços de alojamento e alimentação.

De acordo com o BC, relativamente ao período pré-crise (janeiro e fevereiro de 2020), a alta de 1,6% refletiu, em boa parte, a recuperação da produção industrial, mesmo em cenário de falta de insumos e matérias-primas. Por outro lado, as atividades de serviços mais afetadas pelo distanciamento social, como hotelaria, bares e restaurantes, não retornaram ao nível anterior.

Fonte: Agência Brasil
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Notícias Cães de detecção

Mapa conclui a última etapa do processo seletivo para operadores de cães

Processo seletivo vai formar novas equipes K-9 para atuar na fiscalização com cães de detecção nos estados de SP, RJ e DF e em pontos estratégicos do país

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Divulgação/MAPA

O Centro Nacional de Cães de Detecção (CeNCD) e a Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro) realizaram, nesta semana, a última etapa do processo Seletivo para o 1º Curso de Formação de Operadores de Cães de Detecção no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Servidores públicos efetivos selecionados, pertencentes às carreiras de fiscalização do Mapa, participaram do Teste de Aptidão Preliminar (TAP) nas dependências operacionais do Aeroporto Internacional de Brasília e do CeNCD. Na ocasião, foram realizadas atividades práticas e avaliativas supervisionadas com os cães, compreendendo tarefas básicas relacionadas ao manejo e operação desses animais em futuras ações de fiscalização.

“O TAP é a última fase das etapas do processo seletivo que irá formar novas equipes K-9 para atuar na fiscalização com cães de detecção nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal e em pontos estratégicos do país”, explica o auditor fiscal federal agropecuário, Ângelo Queiroz.

Os candidatos aprovados no processo seletivo, conforme a disponibilidade de vagas por localidade, participarão do Curso de Formação de Operadores de Cães de Detecção entre os meses de abril e maio de 2021, e posteriormente poderão atuar com seus respectivos parceiros caninos em seus locais de atuação.

Fonte: MAPA
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Notícias Mercado

Demanda na exportação sustenta preços do boi gordo no mercado físico

Mercado físico do boi gordo apresentou preços em elevação nesta semana

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Arquivo/OP Rural

O mercado físico do boi gordo apresentou preços em elevação na semana. O dólar comercial valorizado frente ao real motivou os frigoríficos habilitados a exportar a atuar de maneira mais agressiva na compra de gado, garantindo a sustentação dos referenciais.

De qualquer maneira, as máximas não foram renovadas no mercado paulista, com negócios atingindo o limite de R$ 310 a arroba. “A oferta de animais terminados permanece restrita, com expectativa de alguma melhora a partir da segunda quinzena do mês”, informa o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, a demanda segue como um relevante contraponto, avaliando a dificuldade de repasse do adicional de custos ao restante da cadeia pecuária, com o consumidor médio migrando para a carne de frango, proteína mais acessível dentro do setor carnes.

A arroba em São Paulo vai encerrando a semana na casa de R$ 307,00. Em Goiás, preços em torno de R$ 295,00. Em Minas Gerais, a cotação chegou a R$ 303,00. No Mato Grosso do Sul, a arroba foi negociada a R$ 290,00. No Mato Grosso, preço chegando a R$ 296,00.

O mercado atacadista voltou a apresentar acomodação nos preços. “O ambiente de negócios sugere pouco espaço para reajustes, mesmo com a entrada dos salários na economia. Basicamente a carne bovina segue em patamar proibitivo. Nesse tipo de ambiente é evidenciado um movimento bastante agressivo de migração para uma proteína mais acessível, caso da carne de frango”, explica o analista, acrescentando que essa dinâmica tende a se manter em todo o ano de 2021, que deve ser pautado por um lento processo de retomada da atividade econômica.

Corte traseiro ainda é precificado a R$ 19,30 por quilo. Corte dianteiro ainda é cotado a R$ 15,40 por quilo. Ponta de agulha também permanece precificada a R$ 15,40, por quilo.

Fonte: Agência SAFRAS
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CONBRASUL/ASGAV

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