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Avicultura

Entender ação das micotoxinas é desafio estratégico para a avicultura

Processos de absorção e excreção ajudam a explicar impactos sanitários e perdas produtivas no setor.

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Artigo escrito por Equipe técnica Biónte

Um aspecto fundamental da exposição às micotoxinas é a sua toxicocinética, ou seja, a relação entre a dose de exposição e a concentração de compostos toxicologicamente ativos nos pontos de ação onde as toxinas exercem o seu efeito (por exemplo, órgãos-alvo).

De acordo com a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), a sigla Absorção, Distribuição, Metabolismo e Excreção (ADME) descreve o trânsito das toxinas no organismo. Compreender estes mecanismos permite prever o impacto das micotoxinas e avaliar a eficácia dos aditivos detoxificantes ou sequestrantes.

  • Absorção: processo pelo qual uma substância entra na circulação sistémica. Esta etapa define a velocidade de absorção (tmáx) e a sua biodisponibilidade (F) na corrente sanguínea.
  • Distribuição: define a velocidade e a intensidade com que uma substância passa do sangue para os tecidos. O volume aparente de distribuição (Vd) reflete esta distribuição no organismo e é calculado dividindo a quantidade total de toxina no organismo pela sua concentração plasmática.
  • Metabolismo: determina a velocidade e o grau de biotransformação química de uma substância em diferentes tipos de metabolitos.
  • Excreção: eliminação da toxina do organismo. Neste processo, a soma dos mecanismos de eliminação e a meia-vida plasmática (t½: tempo necessário para reduzir a concentração plasmática para metade) são parâmetros fundamentais.

Aflatoxinas

As aflatoxinas apresentam uma absorção gastrointestinal de 90%, destacando-se pela sua elevada carcinogenicidade no fígado e nos rins. O seu principal órgão-alvo é o fígado, onde induzem estresse oxidativo, alteram os ácidos graxos e aumentam a peroxidação lipídica, reduzindo as defesas antioxidantes. A biotransformação ocorre no fígado, nos rins e no trato gastrointestinal

Embora a maioria dos metabolitos da aflatoxina B1 (AFP1, AFM1, AFQ1, aflatoxicol) sejam menos tóxicos e se conjuguem com glucuronato ou sulfato, o AFB1-8,9-epóxido (AFBO), obtido através do citocromo P450, é altamente tóxico. Os perus e as aves jovens apresentam a maior sensibilidade.

A excreção ocorre pela via urinária e fecal, sendo esta última o resultado da excreção digestiva e biliar, com uma meia-vida de 36,5 minutos, sendo mais lenta em indivíduos jovens. Além disso, estas micotoxinas foram detectadas em ovos.

Deoxinivalenol

A absorção do deoxinivalenol (DON) em aves é rápida (Tmáx de 1 h). No entanto, foi relatado que a sua biodisponibilidade é baixa (5-20%). A sua distribuição tecidual é ampla e transitória em tecidos como: músculo, gordura abdominal, estômago, intestino, fígado, rins, coração, cérebro, pulmão, pele, baço, testículos, ovários e glândulas supra-renais.

A menor sensibilidade das aves em relação a outras espécies deve-se a uma eficiente deepoxidação intestinal para deeoxi-deoxinivalenol (DOM-1) e a vias de sulfatação no fígado e no intestino (predominando o 3-sulfato DON (DON-3S)) e conjugação, que geram metabolitos de toxicidade reduzida. Outros derivados incluem os sulfonatos DON-S1 e 2.

A sua eliminação é acelerada (t½ plasmática <1 h) pelas vias biliar e urinária, sendo também excretada uma fração mínima de DON inalterado pela via fecal.

Zearalenona

A zearalenona (ZEA) é rapidamente absorvida em frangos, galinhas poedeiras e perus (tmáx 5 min – 2 h), embora com baixa biodisponibilidade em animais jovens (6,8-10,2%). Distribui-se rapidamente, sendo detetada no fígado, rins e intestino delgado até 1 hora após a ingestão, enquanto os seus metabolitos α-zearalenol (α-ZEL) e β-zearalenol (β-ZEL) permanecem detetáveis no sangue, fígado, rins, músculos, intestino e fezes até 12 horas.

A biotransformação varia conforme a espécie: os frangos e as galinhas poedeiras produzem principalmente β-ZEL, enquanto os perus geram preferencialmente α-ZEL. Isto explica a maior sensibilidade estrogénica dos perus, dado que o α-ZEL é mais ativa. A sua excreção é principalmente biliar, com uma eliminação extremamente rápida (t½ ≈0,3 h).

Ocratoxina A

A ocratoxina A (OTA) é rapidamente absorvida (Tmáx 0,3-1,9 h em galinhas, perus e patos; 1,43-4,63 h em frangos de engorda), por difusão passiva na região proximal do jejuno, atingindo uma concentração elevada nas aves. Desta forma, pode ser detectada no sangue durante um período de várias horas. Nos frangos, estima-se que a biodisponibilidade atinja 40%.

Distribui-se por todos os órgãos, com maior prevalência nos rins, fígado e músculos.

O seu metabolismo principal é a hidrólise a OTalfa (OTα) pela microbiota intestinal, seguida de conjugação com ácido glucurónico; o metabolismo oxidativo é secundário. A OTα é parcialmente absorvida no intestino e excretada rapidamente pela urina na forma de glucurónico.

A OTA é excretada lentamente devido à sua forte ligação às proteínas plasmáticas e a um processo de reabsorção tubular renal, o que favorece a sua acumulação nos rins e pode contribuir para a sua toxicidade. Apesar disso, a eliminação nas aves é mais rápida do que noutras espécies (t½ ≈3,3 h). Em doses elevadas (10 mg/kg), é transferida para o ovo.

Toxina T-2

Tal como outros tricotecenos, a toxina T-2 é rapidamente absorvida no trato intestinal (tmáx 15-90 min), embora com uma biodisponibilidade limitada (10,6% em frangos de engorda, após a administração de 0,5 mg/kg de peso vivo). A absorção máxima é observada 15-90 min após o consumo de alimentos contaminados

A sua distribuição é ampla e rápida, atingindo concentrações máximas no fígado e nos rins às 3 h, e no músculo entre as 4 e as 6 h após a ingestão. O metabolismo é complexo, gerando mais de 20 derivados por meio de hidrólise, hidroxilação, desepoxidação e conjugação, sendo o HT-2 o seu principal metabolito. A eliminação é extremamente eficiente, sendo excretado entre 80-90% em 48 h (mais de 50% nas primeiras 24 h), principalmente pela via fecal.

Fumonisinas

A absorção de fumonisinas nas aves é de apenas 2-3 % e ocorre nos primeiros 20 minutos após a ingestão, tornando o trato gastrointestinal o seu principal órgão-alvo. Os perus e os patos apresentam maior sensibilidade do que as galinhas poedeiras e reprodutoras.

Distribuem-se rapidamente no fígado, nos rins e nos músculos. O seu metabolismo inclui hidrólise (gerando hidroxifumonisina B1 (HFB1)), fosforilação (fumonisina B1 fosforilada (PFB1)), acilação e transaminação hepática. Devido à sua semelhança estrutural com os esfingolipídios, o desequilíbrio na relação esfinganina/esfingosina (Sa/So) é o biomarcador-chave da toxicidade. A excreção é predominantemente biliar (90%) sem biotransformação, sendo eliminada pelas fezes com uma meia-vida inferior a 4 h.

Micotoxinas emergentes

As micotoxinas emergentes são um grupo de micotoxinas quimicamente diversas que não são determinadas de forma rotineira e para as quais não existe regulamentação nem recomendação legislativa.

Eniatina e Beauvericina

Ao contrário de outras espécies, as micotoxinas emergentes apresentam uma baixa absorção em aves, com uma biodisponibilidade de 5% para a enniatina B1 e de 11% para a B. Apesar disso, a sua distribuição tecidual é elevada, com um volume de distribuição relatado de 25 L/kg em frangos de engorda.

O seu metabolismo baseia-se em reações de hidroxilação e carboxilação. As eniatinas são excretadas diretamente para o lúmen intestinal por meio de proteínas transportadoras ABC (P-gp, MRP 2, BCRP). Em frangos, esta eliminação é notavelmente superior a de outras espécies. Tendo em conta a baixa biodisponibilidade e a elevada eliminação, a toxicidade provocada por estas micotoxinas nestes animais é muito baixa.

MICOTOXINASABSORÇÃODISTRIBUIÇÃOMETABOLISMOEXCREÇÃO
Aflatoxinas90%, no TGI

As aves jovens são mais sensíveis

FígadoFígado, rins, trato intestinal

Metabolitos: AFBO (o mais tóxico), AFP1, AFM1, AFQ1, aflatoxicol

Biliar/urinárias

t1/2: 36,5 min

Transferência para os ovos

DON<1 h

F: 5-20%

Rápida e transitória

Nos principais tecidos

Sulfatação: DON-3S no fígado,

DON-S1, 2 e 3 no intestino

Desoxidação: DOM-1 e 3

Biliar/urinárias

t1/2: < 1 h

ZEA<1 h, no TGI

F: jovens < adultos (≈6-10%)

Fígado, rim, intestino

Ampla distribuição de metabolitos

α-ZEL e β-ZEL detetáveis até 12 horas

Biotransformação catalisada pela 3α- e 3β-hidroxiesteróide desidrogenase no plasma

Galinhas poedeiras e frangos:
↑ β-ZEL

Perus (mais sensíveis): ↑ α-ZEL

Atividade estrogénica: α-ZEL > β-ZEL

Biliar

t1/2: 0,3 h

OTA0,31-1,88 h

Frangos de engorda: 1,43-4,63 h

F = 40%

Em todos os tecidos

Elevada afinidade pelas proteínas plasmáticas → elevada meia-vida

Microbiota intestinal: OTα

Hidrólise de OTα + conjugação com ácido glucurónico

Metabolismo oxidativo

Urina/fezes

Reabsorção nos túbulos renais (acumulação)

t1/2: 3,3 h

Transferência para os ovos

T-2Rápida, no trato gastrointestinal

Frangos de engorda: 10%

Tmáx: 15-90 min

Rápida e ampla

Fígado, rins, barreira cutânea

Hidrólise: HT-2

Hidroxilação

Desoxidação

Conjugação

Fezes

Eliminação rápida (>50% em 24h)

Fumonisinas20 min

F <4%

Rápida distribuição tecidual

Fígado, rins, músculo

Biomarcador: rácio Sa/So

Hidrólise (HFB1 e PFB1)

Acilação

Transaminação

Biliar sem biotransformação

Fezes > urina

t1/2 < 4 h

ENN, BEABaixa

F = 5 e 11% (ENN B1 e ENN B)

Elevada de ENN B1

Vd=25 L/kg em frangos de engorda

Hidroxilação

Carboxilação

Proteínas transportadoras ABC no lúmen intestinal

Conclusões

O estudo dos processos toxicocinéticos é fundamental para compreender o impacto das micotoxinas nas diferentes espécies produtivas. As micotoxinas não só comprometem a saúde das aves, como também geram perdas económicas. Reconhecer a sua relevância é o primeiro passo para implementar estratégias de controlo eficazes.

As referência bibliográficas estão com os autores. Contato: [email protected].

Á edição também está disponível na versão digital, com acesso gratuito. Para ler a versão completa online, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

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Simpósio da Facta debate tecnologia e dados na produção de matrizes avícolas

Evento programado para os dias 16 e 17 de setembro reúne especialistas para discutir manejo, incubação, automação e uso de indicadores na avicultura.

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Foto: Divulgação/Arquivo OP Rural

A integração entre tecnologia, análise de dados e práticas de manejo tem redefinido a produção de matrizes avícolas no Brasil. O tema estará no centro das discussões do Simpósio de Incubação e Matrizes, marcado para os dias 16 e 17 de setembro, em Chapecó (SC), promovido pela Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Animal (Facta).

O encontro reunirá técnicos, pesquisadores, especialistas e profissionais da cadeia avícola para atualização sobre fatores que influenciam o desempenho de matrizes pesadas e incubatórios, com foco em eficiência produtiva e qualidade da progênie.

A programação inclui debates sobre manejo de recria, fertilidade, nutrição, programas de iluminação, controle ambiental, sanidade, vacinação e automação. Também entram na pauta o uso de indicadores de desempenho e ferramentas de análise de dados para apoiar a tomada de decisão e aprimorar resultados.

No segmento de incubatórios, os debates vão abordar manejo de ovos, ventilação, embriodiagnóstico, monitoramento de incubação e controle de qualidade, além de estratégias de gestão operacional.

Questões como gestão de pessoas, retorno sobre investimento em tecnologias e uso de dados na rotina produtiva também fazem parte da programação.

Para o presidente da Facta, Ariel Mendes, o simpósio busca aproximar conhecimento técnico e aplicação prática no campo. “A produção de matrizes e a incubação são etapas fundamentais para a eficiência de toda a cadeia avícola. O simpósio reúne especialistas e profissionais do setor para discutir tecnologias, práticas de manejo e ferramentas de gestão capazes de contribuir para ganhos consistentes de produtividade, qualidade e sustentabilidade na produção”, afirmou.

A programação completa está disponível aqui.

Fonte: Assessoria Facta
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Avicultura

Exportações de carne de frango crescem 40,6% em junho

Brasil embarcou 482,8 mil toneladas no mês e registrou alta também na receita, que chegou a US$ 985,5 milhões.

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Fotos: Shutterstock

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 482,8 mil toneladas em junho, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume supera em 40,6% o registrado no mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 343,4 mil toneladas.

A receita obtida com as exportações alcançou US$ 985,5 milhões, resultado 54,7% superior ao registrado em junho do ano passado, quando foram contabilizados US$ 637 milhões.

Impulsionados pelo desempenho de junho, os embarques brasileiros encerraram o primeiro semestre de 2026 com o melhor resultado da história das exportações brasileiras de carne de frango, tanto em volume quanto em receita. Entre janeiro e junho, os embarques alcançaram 2,936 milhões de toneladas, número 12,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram exportadas 2,600 milhões de toneladas.

Em receita, o crescimento acumulado alcança 17%, com US$ 5,700 bilhões entre janeiro e junho deste ano, frente aos US$ 4,871 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

Entre os principais destinos das exportações brasileiras em junho, a China manteve a liderança, com 50,1 mil toneladas embarcadas (+12.248,8% em relação ao mesmo período do ano anterior). Na sequência aparecem Japão, com 46,6 mil toneladas (-0,9%), Emirados Árabes Unidos, com 46,2 mil toneladas (-5,1%), Arábia Saudita, com 33,1 mil toneladas (-1,0%), União Europeia, com 28 mil toneladas (+250,7%), África do Sul, com 26,3 mil toneladas (+946,3%), México, com 25,4 mil toneladas (+728,8%), Coreia do Sul, com 18,5 mil toneladas (+7.819,7%), Filipinas, com 12,5 mil toneladas (+330,2%) e Singapura, com 12 mil toneladas (-19,4%). Vale lembrar que parte das elevadas variações percentuais registradas em alguns mercados decorre da baixa base de comparação de junho de 2025, período impactado pelas restrições temporárias decorrentes do único caso, já superado, de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial no Brasil.

Foto: Jonathan Campos

No desempenho por estados exportadores, o Paraná manteve a liderança nacional, com 199,3 mil toneladas embarcadas em junho (+48,2%), seguido por Santa Catarina, com 103,3 mil toneladas (+35,2%), Rio Grande do Sul, com 56,7 mil toneladas (+40,1%), São Paulo, com 29,9 mil toneladas (+40,0%) e Goiás, com 29,4 mil toneladas (+55,4%).

“Os resultados do primeiro semestre foram conquistados em um ambiente marcado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelos desafios logísticos decorrentes desse contexto, especialmente nas rotas marítimas associadas ao Estreito de Ormuz. Mesmo diante desse cenário, o Brasil ampliou significativamente sua presença em mercados estratégicos e de valor agregado, como Japão, União Europeia, Coreia do Sul e China, ao mesmo tempo em que manteve forte presença no Oriente Médio e expandiu oportunidades em mercados emergentes. O desempenho de junho, embora influenciado por uma base comparativa menor frente à ocorrência já superada de IAAP no Brasil, reforça a diversificação da pauta exportadora brasileira, a competitividade da nossa cadeia produtiva e consolida bases sólidas para mais um ano de resultados históricos nas exportações de carne de frango”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Fonte: Assessoria ABPA
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Avicultura

Preço do frango cai 0,83% no início de julho

Frango congelado e resfriado são negociados a R$ 7,20/kg no atacado paulista. Desaceleração das vendas pressionou as cotações, mas pagamento de salários pode estimular a demanda.

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Foto: Divulgação/Freepik

Após dois meses consecutivos de alta, os preços da carne de frango recuaram em junho, refletindo o enfraquecimento das vendas, sobretudo na segunda quinzena do mês. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), embora o volume negociado tenha permanecido satisfatório, ficou abaixo do registrado nos meses anteriores, levando vendedores a flexibilizar os preços para manter a liquidez e evitar a formação de estoques.

Foto: Divulgação

O movimento de baixa se estendeu para os primeiros dias de julho. Levantamento do Cepea/Esalq mostra que, na sexta-feira (03), tanto o frango congelado quanto o resfriado foram comercializados a R$ 7,20 por quilo no atacado do Estado de São Paulo, valor estável em relação aos dois dias anteriores, mas 0,83% inferior ao registrado no encerramento de junho.

No último dia útil de junho, o frango congelado era negociado a R$ 7,26/kg, acumulando valorização mensal de 3,27%. Já o frango resfriado fechou o mês a R$ 7,26/kg, com alta acumulada de 2,98% em junho. Na última segunda-feira (29), ambos os produtos chegaram a R$ 7,29/kg, antes do ajuste observado nos dias seguintes.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a perda de ritmo das vendas na segunda metade de junho levou frigoríficos e distribuidores a reduzirem os preços para facilitar o escoamento da produção. A estratégia buscou evitar o aumento dos estoques em um período de menor demanda.

Apesar do cenário de queda nas médias recentes, a expectativa para o início de julho é mais favorável. Conforme o Cepea, o pagamento de salários nos próximos dias tende a elevar o consumo de proteínas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da carne de frango no atacado.

Os preços se referem à média da carne de frango negociada no atacado nas regiões da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado, em reais por quilo.

Fonte: O Presente Rural
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