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Enquanto dependência da China diminui, ciclo de abate de bovinos limita subida do preço do suíno
Suinocultor deve ficar atento ao fim da janela de melhor preço para compra de milho e observar os movimentos de demanda do mercado de carnes até o fim do ano, buscando valorizar ao máximo seu produto.

Depois de alguns anos de crescimento da produção e disponibilidade interna de carne suína, o ano de 2023, que já se encaminha para o fim, será marcado pela desaceleração da oferta e redução dos custos da alimentação dos animais. No mercado de exportação parece que também temos uma mudança importante em curso: a redução efetiva da dependência da China com uma maior pulverização dos embarques. No acumulado do ano (janeiro a setembro), o volume total exportado de carne suína in natura supera em quase 10% o ano passado (Tabela 1).

Tabela 1 – Volumes exportados totais e para a China de carne suína brasileira in natura de janeiro a setembro de 2021, 2022 e 2023 (em toneladas) e comparativo percentual de 2023 com o mesmo período do ano passado. Elaborado por Iuri P. Machado, com dados da Secex.
Quando se analisa o destino das exportações, nestes primeiros nove meses a China manteve praticamente o mesmo volume de compras de nossa carne suína do mesmo período do ano passado. Porém, ao se analisar os meses de agosto e setembro de 2023 é possível perceber uma forte redução absoluta e percentual do gigante asiático nas nossas vendas externas, bem como uma queda significativa no preço médio em dólar (Tabela 2).
No comparativo entre os bimestres dos dois anos é possível identificar, além da redução da participação chinesa, um aumento significativo de embarques para dois outros países asiáticos (Filipinas e Vietnã), e o aparecimento de um dos maiores importadores mundiais de carne suína na sexta colocação: o México (Tabela 2).

Tabela 2 – Ranking dos principais importadores da carne suína in natura brasileira nos meses de agosto e setembro de 2022 e 2023. Elaborado por Iuri P. Machado, com dados da Secex.
A China, que chegou a representar mais de 50% de nossas exportações, já vinha dando sinais de redução na participação percentual ao longo deste ano, entretanto, pela primeira vez desde que ela se tornou efetivamente o maior comprador do Brasil, por dois meses consecutivos representou menos de 1/3 dos embarques (Tabela 3).

Tabela 3 – Percentual de participação da China nas exportações mensais brasileiras de carne suína in natura desde 2020. Elaborado por Iuri P. Machado, com dados da Secex.
Ainda não foram publicados dados oficiais de abate do segundo semestre de 2023, mas estimativas extraoficiais (Gráfico 1) de abate de janeiro a agosto de 2023 indicam um aumento acumulado em relação ao ano passado de pouco mais de 1%. Com o aumento das exportações neste mesmo período, a disponibilidade interna estimada de carne suína praticamente se mantém nos patamares do ano passado.

Gráfico 1 – Diferença mês a mês, de janeiro a agosto/23, no abate de Suínos (cabeças) em relação a 2022. Elaborado por MBAgro, com dados do SIF e IBGE.
Entretanto, quando se faz a mesma análise para a carne bovina, a situação é bem diferente, com aumento considerável do abate de bovinos (Gráfico 2) e pequena redução das exportações (Tabela 4).

Gráfico 2 – Diferença mês a mês, de janeiro a agosto/23, no abate de BOVINOS (cabeças) em relação a 2022. Elaborado por MBAgro, com dados do SIF e IBGE.

Tabela 4 – Exportação de carne bovina congelada e resfriada (em toneladas) de janeiro a setembro de 2022 e 2023 e diferença de um ano para o outro. Elaborado por Iuri P. Machado, com dados da Secex.
No balanço da carne bovina, a disponibilidade interna acumulada de janeiro a agosto de 2023 em relação ao mesmo período do ano passado aumentou em pouco mais de 455 mil toneladas (+8,7%). Esta diferença projetada para o consumo per capita, representa um incremento do consumo de carne bovina no ano da ordem de mais de 3,3 kg por habitante. Um valor bastante significativo para uma população que consome anualmente em torno de 90 kg das três proteínas somadas.
Reside justamente neste aumento de oferta de carne bovina, com o consequente barateamento desta proteína, um dos fatores mais importantes na limitação da reação dos preços do suíno. Basta analisar a competitividade da carcaça suína ao longo deste ano, cujo preço se aproximou muito da carcaça bovina (Tabela 5), sendo que o mês de setembro/23 foi o de menor diferença entre as duas proteínas. Cabe lembrar que quanto mais alta a relação percentual boi-suíno, mais competitiva é a carne suína.

Tabela 5 – Spread da carcaça suína especial (SP) em relação a carcaça bovina (Cepea/B3) e a carcaça do frango resfriado, nos primeiros dez meses de 2023 e média do ano de 2022. *Dados de outubro/23 até dia 09/10 **Quanto mais alta a relação percentual boi-suíno e quanto mais baixa a relação suíno-frango, mais competitiva é a carne suína em relação às duas outras. Elaborado por Iuri P. Machado, com dados do Cepea.
A pergunta é: “até quando a oferta de carne bovina estará em alta?”. A resposta não é simples, mas é preciso entender a importância do chamado “Ciclo Pecuário”, em que a retenção de fêmeas no passado determinou maior disponibilidade de animais para o abate no presente, e que este movimento está relacionado ao preço.
Conforme o Gráfico 3, este ciclo de alta de abate pode durar de 2 a 3 anos, como foi de 2017 a 2019, portanto, o recente crescimento de abate de bovinos que se observou em 2022 e que continua em 2023, pode estabilizar ou permanecer subindo em 2024, tendo as exportações como mais um fator determinante do preço das carcaças.

Gráfico 3 – Abate de bovinos (milhões de cabeças), desde 2010 até 2023 (projetado), com setas indicando ciclo de alta de abate de um ano para o outro. Elaborado por MBAgro, com dados do IBGE
Ao chegar no último trimestre do ano, período em que a demanda por proteína, principalmente a suína, aumenta para atender aos festejos natalinos, e analisando as cotações das três proteínas neste início de outubro, embora sejam poucos dias, já se percebe um viés de alta nas cotações do boi e do frango, mas o suíno ainda se encontra estável (Gráficos 4, 5 e 6).

Gráfico 4 – Preço do boi gordo (R$/@), nos últimos 12 meses em São Paulo. Média de outubro/23 até dia 09/10. Fonte: Cepea/B3

Gráfico 5 – Preço da carcaça resfriada de frango em São Paulo (SP), nos últimos 12 meses. Média de outubro/23 até dia 09/10. Fonte: Cepea

Gráfico 6 – Preço da carcaça suína especial em São Paulo (SP), nos últimos 12 meses. Média de outubro/23 até dia 09/10. Fonte: Cepea.
Depois de meses de baixa, mercado de milho mostra sinais de alta
A Conab divulgou dia 10 de outubro o primeiro levantamento da safra 2023/24 que traz, em relação à safra 2022/23, redução da área plantada de milho da ordem de – 6,7% na safra verão e de – 4,5% na segunda safra, com previsão de um total de 119,4 milhões de toneladas a serem colhidas, contra 131,9 milhões da safra 2022/23, ou seja, 12,5 milhões de toneladas a menos (Tabela 6).

Tabela 6 – Balanço de oferta e demanda de milho no Brasil (em mil toneladas). Dados da safra 2022/23 atualizados em 10/10/23, sendo estoque final estimado para 31/01. Destaques (em amarelo) para as exportações da safra 2022/23 (52 milhões de toneladas), no período compreendido entre 01/02/23 e 31/01/2024 e para a produção total de milho da safra 2023/24 (119,4 milhões de toneladas) * 2023/24 estimativa em 10/10/23. Fonte: Conab.
Nos Gráficos 7 e 8, a seguir, é possível visualizar o comportamento das cotações do milho nos últimos meses em Campinas (SP). Depois de despencar de um patamar de mais de R$ 80,00 por saca de 60kg no primeiro trimestre e se manter, entre junho e setembro ao redor de R$ 55,00 (Gráfico 7), nos últimos 30 dias úteis (Gráfico 8) apresenta forte tendência de alta, saindo de R$ 53,44 para R$ 59,96 a saca(até o dia 09 de outubro).

Gráfico 7 – Preço do milho (R$/SC 60kg) em Campinas-SP, nos últimos 12 meses (outubro/23 até dia 09/10/23). Fonte: Cepea

Gráfico 8 – Preço do milho (R$/SC 60kg) em Campinas-SP, nos últimos 30 dias, até dia 09/10/23. Fonte: Cepea.
Parte desta pressão de alta se deve às exportações de milho, rumando para novo recorde. Enquanto a Conab projeta encerrar este ciclo de embarques em 52 milhões de toneladas (Tabela 6), os números acumulados do ano indicam que este número poderá ser ultrapassado conforme a Tabela 7, que demonstra nos últimos meses, embarques bastante volumosos de milho, bem superiores ao mesmo período do ano passado.
Se nos próximos meses (de outubro/23 a janeiro/24) forem embarcados volumes iguais aos dos mesmos meses anteriores, o volume exportado chegará em quase 53 milhões de toneladas, porém, na primeira semana de outubro a Secex registrou um embarque de 2.347.943 toneladas, o que representa 469,6 mil toneladas por dia útil (31% a mais que outubro de 2022). Ou seja, pode ser que as exportações do período ultrapassem a marca das 55 milhões de toneladas, colocando ainda mais pressão nos preços e reduzindo consideravelmente o estoque de passagem.

Tabela 7 – Volumes exportados de milho brasileiro em 2022 e 2023, em toneladas. Em destaque (amarelo) os dados projetados de exportação para os próximos meses, considerando os mesmos volumes do ano anterior. Elaborado por Iuri P. Machado, com dados da Secex.
Na Tabela 8, são apresentados os valores do milho brasileiro exportado em reais, mês a mês, indicando o preço de exportação (R$/saca de 60kg) em relação às cotações do mercado interno (spread).

Tabela 8 – Preço do milho brasileiro exportado em 2022 e 2023, em R$/saca de 60kg, e comparativo com o preço em Campinas (SP)Em destaque (amarelo) os dados projetados de exportação para os próximos meses, considerando os mesmos volumes do ano anterior. Elaborado por Iuri P. Machado, com dados da Secex e Cepea.
É preciso ficar atento aos volumes exportados de milho pois, embora exista um estoque robusto deste cereal em função da supersafra colhida este ano, a próxima safra (verão) ainda está em período de plantio para ser colhida a partir de fevereiro/24, e uma redução no estoque de passagem pode pressionar bastante as cotações, visto que a segunda safra que é a mais volumosa ainda está muito longe.
O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, explica que a oferta elevada de carne bovina no mercado doméstico foi um dos grandes empecilhos para o aumento dos preços pagos ao suinocultor, visto que a disponibilidade interna de carne suína este ano tem sido praticamente a mesma do ano passado. “Para os próximos meses é esperada uma maior demanda por carne suína, visando os festejos de final de ano. Isto pode trazer preços melhores no último trimestre. Por outro lado, os custos que vinham em baixa desde o segundo trimestre, com a supersafra brasileira de milho, tendem a começar a sofrer pressão de alta, motivada pela exportação recorde deste cereal e pelo intervalo até a colheita da safra verão”, expõe Lopes.
Para ele, o suinocultor deve ficar atento ao fim da janela de melhor preço para compra de milho e observar os movimentos de demanda do mercado de carnes até o fim do ano, buscando valorizar ao máximo seu produto.

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Paraná atualiza regras para licenciamento de poços e agiliza processos
Nova norma dispensa a outorga prévia em parte dos casos, integra etapas do licenciamento e muda o fluxo para captação de água subterrânea no Estado.

O Instituto Água e Terra (IAT) atualizou o procedimento de licenciamento ambiental para a captação de água subterrânea por meio de poços no Paraná. A Instrução Normativa nº 09/2026 aprimora o processo, integrando-o de forma mais eficiente com a emissão de outorgas, documentos obrigatórios para o uso de recursos hídricos no Estado.
Além de tornar mais claro o fluxo de documentos que devem ser requisitados, a medida estabelece algumas mudanças no procedimento, como a remoção da necessidade da Outorga Prévia (OP) para algumas modalidades de licenciamento, agilizando os trâmites. “É mais um passo que damos para agilizar, de maneira segura e eficaz, esse processo tanto importante para o desenvolvimento sustentável do Paraná”, diz a diretora de Licenciamento e Outorga do IAT, Ivonete Coelho da Silva Chaves.
Para os empreendimentos monofásicos, que requerem apenas a emissão de uma licença por possuírem um potencial poluidor ou degradador menor, a norma determina que a Outorga Prévia não é mais necessária para os processos que envolvem poços ainda não perfurados, necessitando apenas da obtenção de uma anuência prévia pelo órgão responsável por iniciar o licenciamento. No entanto, o documento ainda é imprescindível para o uso de poços já perfurados.
Após essa etapa inicial, deve ser solicitada a licença apropriada ao empreendimento (seja ela Declaração de Dispensa de Licenciamento Ambiental, Licença Ambiental por Adesão e Compromisso, ou Licença Ambiental Simplificada), e em seguida a Outorga de Direito, que autoriza o uso da água no poço.
O gerente de Outorga do IAT, Tiago Bacovis, acrescenta que com esse novo fluxograma os produtores rurais podem obter o licenciamento ambiental apenas com a apresentação da anuência prévia ou da outorga prévia, trazendo uma série de benefícios. “Isso permitirá um acesso mais rápido ao financiamento e aos recursos necessários para a implantação do empreendimento e do poço. Na sequência, poderá ser realizada a perfuração, bem como os testes de bombeamento e a análise da qualidade da água, para, então, solicitar a outorga de direito de uso”, explica.
“Também é muito importante que os proprietários levem em conta a demanda de água do empreendimento antes de solicitar a outorga. Caso o poço não consiga atender a necessidade, será preciso procurar outras fontes de abastecimento”, acrescenta a chefe da Divisão de Demanda e Disponibilidade Hídrica do IAT, Gláucia Tavares Paes de Assis
A Outorga Prévia também deixou de ser exigida em processos de empreendimentos com alto potencial poluidor e degradador. Nesses casos, o processo funciona de forma trifásica, com a emissão de três licenças, seguindo a seguinte sequência de requisições: Anuência Prévia, Licença Prévia, Outorga de Direito, Licença de Instalação, e por fim a Licença de Operação.
Já nos casos em que o responsável estiver com a portaria de outorga em processo de renovação, poderá requisitar a prorrogação da licença ambiental com condicionante, o que reduz o tempo necessário para a solicitação.
Outorga
A outorga é um documento essencial para delimitar o uso da água em ações comerciais e de geração de energia. Assim, qualquer pessoa ou empreendimento com interesse em aproveitar recursos hídricos superficiais ou subterrâneos deve solicitar uma Portaria de Outorga ou uma Declaração de Uso Independente de Outorga, quando aplicável. Passar por esse procedimento é o que assegura que a alocação da água foi feita conforme as orientações estabelecidas pelo IAT.
Para solicitar o documento, o requerente deve acessar a página do SIGARH no site do IAT. Lá, o usuário deve fazer tanto o registro pessoal do usuário quanto o cadastro completo do empreendimento. Feito isso, o proprietário deve enviar os documentos e as informações necessárias para a formulação do requerimento seguindo as orientações expostas no site.
Licenciamento
O Licenciamento Ambiental é um procedimento administrativo emitido pelo IAT que autoriza a localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso.
Para mais informações sobre o processo de licenciamento ambiental no Estado do Paraná, é possível consultar o site do Instituto Água e Terra.
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Cooperja firma acordo com cinco países e amplia presença no comércio global
Negociação inclui exportação de grãos e ração com foco em qualidade e logística eficiente.

A Cooperja deu um importante passo rumo à internacionalização ao firmar um contrato de marco integrado de fornecimento com El Salvador, Nicarágua, Guatemala, Costa Rica e Honduras na América Central. O acordo prevê a exportação de arroz, milho e ração.
A cerimônia de assinatura aconteceu na manhã de terça-feira (14), no auditório da Unidade de Santo Antônio da Patrulha/RS, com a presença do presidente Vanir Zanatta, do vice-presidente Antonio Moacir Denoni, diretor Carlos Roberto Wilk e do Conselho Administrativo da cooperativa. Também participaram Omar Salazar Castro, representante da empresa Cemersa, que atua como compradora internacional, importadora, distribuidora regional e operadora comercial para a América Central e Panamá.

O evento contou ainda com a presença de Rodrigo Veiga, representante da Origrains, empresa responsável pela integração e estruturação das operações internacionais, conectando produção, logística e mercado global com eficiência e segurança.
A parceria estabelece uma relação comercial de longo prazo, garantindo condições estruturadas de fornecimento, com foco na qualidade dos produtos e na eficiência logística. O contrato fortalece a presença da Cooperja no mercado internacional e evidencia a competitividade do agronegócio brasileiro.
Para El Salvador, o acordo representa acesso a produtos de alto padrão, contribuindo diretamente com a qualidade ofertada a população e o desenvolvimento da economia daquele país.
Durante a solenidade, Omar Salazar Castro destacou a relevância da parceria e o papel dos agricultores. “A Cooperja é mais do que um negócio, é uma parceira estratégica, comprometida com o desenvolvimento a longo prazo. É uma cooperativa que acredita em construir, dia após dia, resultados sólidos e duradouros. Valorizamos cada conquista e, principalmente, cada pessoa que faz parte dessa história”, ressaltou.
Além de ampliar mercados, a iniciativa reforça o papel das cooperativas brasileiras como agentes estratégicos no cenário global, promovendo geração de renda, inovação e desenvolvimento sustentável no campo.
Para o presidente Vanir Zanatta, o momento representa um marco na trajetória da cooperativa. “Estamos levando a qualidade da produção dos nossos cooperados para além das fronteiras, abrindo novas oportunidades e agregando valor ao que produzimos. A internacionalização é um caminho estratégico que fortalece a Cooperja e gera desenvolvimento para todos”, destacou.
A Cooperja segue avançando, conectando o produtor rural às oportunidades do mercado internacional e consolidando sua atuação como protagonista no agronegócio.
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Economia brasileira cresce 0,6% em fevereiro, aponta Banco Central
Alta é puxada pela indústria, enquanto serviços e agro registram avanço moderado.

A atividade econômica brasileira teve crescimento em fevereiro deste ano, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,6% em fevereiro em relação ao mês anterior, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período).

As altas foram de 0,2% na agropecuária, 1,2% na indústria e 0,3% em serviços.
Já na comparação com fevereiro de 2025, houve recuo de 0,3%, sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais. Em 12 meses acumulados até fevereiro deste ano, o índice acumula uma alta de 1,9%.
O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução o ritmo da economia do país e incorpora informações sobre o nível de atividade na indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.
O índice ajuda o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a tomar decisões sobre os juros básicos da economia, a Taxa Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano. A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação.
Produto Interno Bruto

Divulgado mensalmente, o IBC-Br emprega metodologia diferente da utilizada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia brasileira divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o BC, o índice “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária” do país, mas “não é exatamente uma prévia do PIB.”
O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.



