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Engenheiro destaca as alternativas de tratamento de efluentes na produção de suínos a favor do Programa ABC

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O engenheiro agrícola e pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Paulo Armando de Oliveira, destacou a importância das alternativas de tratamento de efluentes na produção de suínos em relação à relação redução de emissões de carbono. Ele proferiu uma palestra sobre o assunto na Feira dos Cerrados – AgroBrasília, nesse mês, e ressaltou pontos relevantes sobre as novas tecnologias, a evolução da suinocultura e os benefícios em relação ao aproveitamento econômico dos resíduos da produção de suínos e ao Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão Carbono).  

O pesquisador falou para um público de cerca de 200 pessoas durante o workshop Suinocultura de Baixa Emissão de Carbono. Destacou as alternativas de tratamento dos efluentes da suinocultura e enfatizou que no estágio atual não é mais correto falar em “tratamento de dejetos” e sim nos potenciais econômicos dos dejetos. Quando não é possível mais aplicar tecnologias, fala-se em tratamento. “Falo isso por que tenho uma experiência do ano de 1992, quando fui à Alemanha eu tinha uma grande ideia sobre tratamento, saí do País decepcionado. Tratamento é a última coisa que nós vamos falar. Devemos usar a palavra manejo e utilização dos fertilizantes, não devemos mais falar de dejetos da suinocultura ou dejetos de suínos para adubar, dejetos não aduba. O fertilizante quando passa por um processo fermentativo transforma dejeto em fertilizante”, destacou. 

Evolução da suinocultura

Paulo Armando demonstrou pontos históricos e importantes da suinocultura no Brasil. De 1970 até hoje a produtividade (terminados por matriz/ano) passou de 11 para 20. Na questão da conversão alimentar do rebanho (Kg de ração convertidos em Kg de suíno vivo), houve uma redução de 4,1 quilos de ração necessários para fazer um quilo de carne na década de 70 para 3,0 na última década.
Já a carne magra na carcaça teve um aumento de 35% para 56%. Na evolução média de excreção de fósforo e nitrogênio por suíno produzido houve uma redução de 17,5 gramas por quilo na década de 80, para 7,5 gramas por quilo em 2005. “Esse avanço se deve à personalização da nutrição. Para se ter uma ideia, na fase de crescimento dos suínos existem atualmente nove formulações de rações diferentes”, comentou o pesquisador. 
“Quando eu aumento a eficiência de utilização das rações pelos animais eu reduzo violentamente a emissão de CO2. Na avicultura, por exemplo, em 1975 tínhamos um equivalente de 4,5 quilos CO2 emitidos para cada quilo da carcaça produzida. Atualmente, essa relação caiu para 1,60 quilo de CO2 para cada quilo de carne de frango produzida. Tudo isso foi devido à utilização adequada dos alimentos, que reduz a excreta e, consequentemente, diminui a emissão do carbono”, diz Paulo.
Segundo o engenheiro, os maiores consumidores de fertilizantes químicos no Brasil são os estados do Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás, Bahia e Mato Grosso do Sul, e muitos destes estados são grandes produtores de suínos. “O suíno não é uma máquina que tem uma eficiência de 100%, ele ingere a ração e excreta grande parte dos nutrientes, deixando à nossa disposição adubo orgânico de alta qualidade. O que temos nessas regiões? Excedentes de nutrientes que são possíveis para usar em substituição aos fertilizantes químicos. Hoje, com as tecnologias que temos, podemos substituir 100% do adubo químico pelo adubo orgânico, e nessas regiões que tem produção de suínos associados a grãos e pastagens podemos tranquilamente substituir totalmente o adubo químico pelo orgânico”. 

Para ele, o Plano ABC é interessante para discutir esses pontos, e destaca que o Plano deve pensar realmente numa suinocultura sustentável. Por fim, ressaltou que há um desconhecimento das tecnologias existentes, deve-se discutir qual tecnologia está mais adaptada para a realidade do produtor,  quais os sistemas utilizados mais eficientes para o Brasil, e qual o custo de cada tecnologia.

Buscar e mostrar as soluções para os produtores é um dos objetivos do Projeto Suinocultura de Baixa Emissão de Carbono, criado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC). Um dos focos do Projeto é o aproveitamento econômico dos resíduos da produção animal.
O Projeto Suinocultura de Baixa Emissão de Carbono, coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento com apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), tem o intuito de, ao longo de um ano, avaliar e disseminar alternativas economicamente viáveis para o tratamento de dejetos na suinocultura, tecnologia esta preconizada pelo Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC). Para tanto, serão realizados levantamentos no Brasil e no exterior de modelos de tratamento, seguidos da avaliação econômica de cada um deles. Os modelos viáveis serão difundidos pelo Projeto por meio de Workshops nas principais regiões produtoras do Brasil.

Fonte: Ass. Impr. MAPA

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Notícias Dia 23 de agosto

Ministro da Agricultura vai participar do 9º Congresso Brasileiro de Fertilizantes

Considerado o maior do segmento no Brasil, o evento será realizado no próximo dia 23 em São Paulo (SP).

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Foto: Divulgação/Mapa

A cerimônia de abertura do 9º Congresso Brasileiro de Fertilizantes (CBFer), promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), vai contar com a participação do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcos Montes. O evento, o maior do segmento no Brasil, será realizado no próximo dia 23, no Renaissance São Paulo Hotel, em São Paulo (SP).

Também está prevista a presença das seguintes autoridades: o secretário especial de Assuntos Estratégicos do Governo Federal, almirante Flávio Rocha; o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Francisco Matturro; o diretor-presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (IRICE), embaixador Rubens Barbosa; o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Raul Jungmann; o diretor de Gestão e Modernização Portuária do Ministério da Infraestrutura, Otto Luiz Burlier; o ex-ministro da Agricultura e coordenador do Departamento de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV Agro), Roberto Rodrigues; e o sócio-diretor da Agroconsult, André Pessoa.

A programação contará com especialistas, empresários e formadores de opinião, que abordarão as melhores práticas de ESG (sigla em inglês para Meio Ambiente, Social e Governança Corporativa), inovação e a importância da diplomacia brasileira para a área dos fertilizantes.

O evento contará com os painéis: “Fertilizantes e segurança alimentar”; “Reflexos da crise internacional para o mercado brasileiro”; “Logística e infraestrutura: desafios para o agro Brasileiro”; “Investimentos e produção nacional de fertilizantes”; e a apresentação “Nutrientes para a vida”.

Na ocasião, também será anunciado o vencedor do prêmio “Carlos Florence”, iniciativa da Anda para condecorar acadêmicos e pesquisas inovadoras com olhar para o setor de fertilizantes no país.

Para conferir a programação completa e realizar a inscrição no modo presencial ou on-line clique aqui.

Fonte: Ascom
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Notícias Em Campos Novos

Aumento da eficiência no uso de fertilizantes entra na pauta do Caravana Embrapa

Voltado para lideranças, produtores rurais, técnicos e consultores, evento acontece no próximo dia 24, em Campos Novos (SC). Inscrição é gratuita.

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Foto: Arquivo/OP Rural

Estão abertas as inscrições para a Caravana Embrapa em Campos Novos (SC), que acontece no próximo dia 24, com a Epagri como uma das correalizadoras. O evento inicia às 08h15, com término previsto para as 12 horas, no auditório da Unoesc de Campos Novos. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas clicando aqui.

A edição 2022 da Caravana tem foco no aumento da eficiência no uso de fertilizantes e de insumos para a nutrição de plantas, visando incremento de produtividade e uma economia potencial de até 20% na safra 2022/23. O público-alvo é formado por lideranças e produtores rurais da região, técnicos e consultores.

A Caravana Embrapa é realizada desde 2014 com objetivo de levar ao setor produtivo soluções para problemas que afetam a agropecuária nacional. O tema para 2022 tem origem nas restrições de importações de fertilizantes e o aumento do consumo no Brasil em mais de 10% nos últimos dois anos, que provoca elevação expressiva de preços (mais de 100% em 6 meses) e possível escassez de oferta. Mais de 80% dos fertilizantes utilizados no País são importados.

Com base nesse contexto, a programação da Caravana contempla palestras ministradas por especialistas da Embrapa para tratar dos temas: planejando onde e quando plantar, boas práticas, novos fertilizantes e insumos, manejo e sustentabilidade, soluções digitais.

Fonte: Ascom
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Notícias Vigilância Agropecuária

Missão americana destaca avanço e transparência de informações sobre sanidade avícola brasileira

Serviço Veterinário Oficial dos Estados Unidos prepara relatório com resultado final da avaliação feita presencialmente em sete estados brasileiros.

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Reunião final da missão americana aconteceu na Superintendência em São Paulo - Foto: Ana Maio/SFA/SP

A missão do Serviço Veterinário Oficial dos Estados Unidos (APHIS/USDA) que veio ao Brasil para auditar protocolos e conhecer a estrutura do sistema de defesa e vigilância agropecuária no setor avícola do país terminou na última sexta-feira (12), em São Paulo. O grupo se disse impressionado com a transparência de informações, as condições de rastreabilidade e com o avanço do sistema de controle integrado em relação à última visita, realizada em 2012. Os Estados Unidos ainda não importam carne de frango ou ovos do Brasil.

O foco da missão era o mercado de aves vivas. Já existe uma negociação para a certificação de pintinhos de um dia e ovos férteis, exigência legal para que o Brasil possa exportar esses produtos aos americanos. O grupo levantou informações, especialmente, sobre a vigilância da doença de Newcastle. O último caso no Brasil ocorreu em 2006.

O coordenador-geral de Sanidade Animal do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Jorge Caetano Junior, lembrou que o Brasil representa também um diferencial para a genética de aves. “Aqui não temos a Influenza Aviária, doença que ocorre em todos os continentes, menos na América do Sul. O país é um local seguro para as multinacionais desse ramo se instalarem”, explicou. Só em 2022, quase 38 milhões de aves foram abatidas nos Estados Unidos por causa da doença.

Durante duas semanas, os representantes do governo americano, após reunião inicial em Brasília, visitaram São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás. Eles visitaram granjas, associações de produtores, serviços veterinários estaduais e superintendências federais de Agricultura. A última foi a SFA-SP, onde ocorreu a reunião final na tarde de sexta-feira, dia 12.

Os auditores destacaram a facilidade de acesso aos dados, a integração entre instituições estaduais e federais, a capacidade de resposta da Vigilância Agropecuária em eventuais casos de surtos, a biossegurança nos estabelecimentos avícolas, o controle de trânsito animal e as campanhas de comunicação e educação sanitária feitas no país.

O resultado do trabalho será apresentado no relatório final, que será entregue ao Mapa nos próximos meses. Jorge Caetano afirmou que os elogios e críticas de missões estrangeiras ajudam o Brasil a fortalecer o agro nacional.

Fonte: Ascom
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