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Enfezamentos avançam sobre lavouras e desafiam produção de milho no Paraná
Problema fitossanitário que reduziu em 12% a produtividade do milho safrinha no estado será tema central da 1ª Reunião Brasileira em Sanidade de Milho, durante o 18º Seminário Nacional, que acontece em setembro, na cidade de Londrina.

O complexo de enfezamentos causado por molicutes e viroses, maior problema fitossanitário que ataca a cultura do milho, apontado por pesquisadores e produtores como um dos fatores que reduziram a produtividade do cereal no estado do Paraná na segunda safra de 2024, será tema da 1° Reunião Brasileira em Sanidade de Milho durante o 18° Seminário Nacional de Milho Safrinha.
O evento acontece em Londrina (PR) de 09 a 11 de setembro e reunirá, entre outros temas, especialistas para debater ações de monitoramento da cigarrinha, pulgões, molicutes e viroses nas lavouras de milho. A cigarrinha-do-milho e os patógenos transmitidos por esse inseto causam enormes prejuízos. Conforme estudos do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e Universidade Federal de Viçosa (UFV), uma unidade na nota da severidade do problema reduz a produtividade em 1.015 kg/ha ou 12,4%. Em situações extremas, informações da Embrapa relatam perdas de até 100% da produção das lavouras.

Foto: Guilherme Viana
No Paraná, por exemplo, a produção de milho está concentrada no período da segunda safra, respondendo por 89% do cultivo desse cereal (dados da Conab de 2024). A produtividade neste ano foi reduzida em 12% em relação ao mesmo período agrícola de 2023: 12.515 milhões de toneladas contra 14.154 milhões de toneladas, resultando na diminuição da produtividade média por hectare de 5.964 kg em 2023 para 4.948 kg em 2024.
“Entre os fatores que influenciaram a redução da produtividade do milho, podemos destacar o complexo de enfezamento, constituído pelo enfezamento vermelho – fitoplasma, enfezamento pálido – espiroplasma – vírus-da-risca, além do vírus do mosaico estriado, transmitidos pela cigarrinha-do-milho Dalbulus maidis”, explica o pesquisador Ivan Bordin, da área de Fitotecnia do IDR-Paraná.
Bordin, que preside a comissão organizadora do 18° Seminário Nacional de Milho Safrinha, destaca que as estratégias para o manejo do complexo de enfezamento são: uso de híbridos com maior tolerância, sendo essa a estratégia mais eficiente; eliminação de plantas espontâneas (milho tiguera); sincronização do período de semeadura do milho ao nível de propriedade rural e regiões; e tratamento de sementes com inseticidas, controle com inseticidas sintéticos e biológicos via pulverizações nos estádios iniciais do desenvolvimento da planta.
Segundo ele, seguindo a estratégia mais eficiente de se optar por híbridos mais tolerantes para a diminuição do problema, “independentemente dos mecanismos que determinam essas respostas diferenciadas aos patógenos, o importante é ajustar a recomendação dos germoplasmas com melhor desempenho produtivo para cada localidade avaliada, respeitando as particularidades em relação a seu ciclo e zoneamento agrícola de risco climático do Paraná”, avalia.
Rede criada para combate ao problema
Especialistas de diversas empresas de pesquisa se reuniram no estado do Paraná para identificar alternativas de controle aos enfezamentos e viroses transmitidos pela cigarrinha-do-milho. Dessa forma, pesquisadores do IDR-Paraná, Embrapa Milho e Sorgo, universidades e cooperativas realizam trabalhos de monitoramento nas lavouras do Estado, produzindo e divulgando conhecimentos e tecnologias para prevenção e controle da cigarrinha-do-milho, além de avaliações das respostas dos híbridos à incidência do problema.
Rede Complexo de Enfezamento do Milho (CEM)

Foto: Divulgação/Arquivo OP Rural
A Rede Complexo de Enfezamento do Milho (Rede CEM) foi instituída em 2023 para atender a uma demanda do setor agrícola do estado, que vem registrando prejuízos causados pelos enfezamentos e viroses transmitidos pela cigarrinha-do-milho.
A rede, que contempla a iniciativa da Fundação Araucária sobre o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) foi organizada em três eixos prioritários, que compõem um esforço estadual na integração das informações e dados, de forma a permitir a sistematização dos resultados, para fundamentar a indicação dos critérios técnicos de manejo do complexo de enfezamentos do milho no Paraná.
Os pesquisadores envolvidos em cada eixo de pesquisa participam das atividades de forma integrada e seguem a metodologia (protocolos técnicos) estabelecida para a Rede.
Os três eixos temáticos que balizam os trabalhos da Rede são: monitoramento de cigarrinhas e patógenos do complexo de enfezamento do milho; avaliações das reações dos germoplasmas (híbridos e variedades); e avaliações da eficácia da aplicação de inseticidas sintéticos e biológicos no controle de Dalbulus maidis.

Notícias IPPE 2026
O Presente Rural fará cobertura da maior vitrine mundial da proteína animal
Veículo marca presença no IPPE 2026 com cobertura in loco e reforça compromisso de conectar o agro brasileiro às principais tendências internacionais.

O jornal O Presente Rural participa, mais uma vez, da International Production & Processing Expo (IPPE), uma das maiores e mais relevantes feiras globais voltadas à produção e ao processamento de proteínas animais. O evento ocorre de 27 a 29 de janeiro, em Atlanta, nos Estados Unidos, e reunirá líderes, empresas e especialistas de toda a cadeia produtiva mundial. A cobertura será realizada pelo diretor Selmar Frank Marquesin e pela jornalista Eliana Panty, que acompanharão de perto as principais discussões, tecnologias e movimentos estratégicos apresentados durante a feira.

Fotos: Divulgação/Arquivo OPR
Reconhecida como um dos principais pontos de encontro da indústria global de carnes, aves, ovos e rações, a IPPE se consolidou como vitrine de inovação e termômetro das transformações que impactam o setor. Em 2026, o evento alcança um novo patamar ao ocupar o maior espaço de exposição de sua história, com mais de 62 mil metros quadrados e a participação de mais de 1.380 expositores.
Para Marquesin, a presença do jornal em Atlanta reforça o papel estratégico da imprensa especializada no agronegócio. “A IPPE é onde as grandes decisões e tendências globais da proteína animal se encontram. Estar no IPPE 2026 é fundamental para entender o que vem pela frente e traduzir essas informações para o produtor, a indústria e toda a cadeia no Brasil”, afirma o diretor.
Segundo ele, a cobertura internacional amplia a capacidade do jornal de oferecer análises qualificadas e alinhadas com a dinâmica global do setor. “Nosso compromisso é levar ao leitor informações que ajudem na tomada de decisão e na compreensão do cenário internacional, que hoje influencia diretamente o mercado brasileiro”, completa.
Um dos destaques da programação da IPPE são as TECHTalks, apresentações técnicas gratuitas de 20 minutos realizadas diariamente ao
longo do evento. Na edição de 2026, serão 90 apresentações distribuídas em três auditórios, localizados nos pavilhões A, B e C. Os temas abrangem áreas estratégicas como segurança alimentar, inteligência artificial, bem-estar animal, sustentabilidade e produção de rações, refletindo os principais desafios e oportunidades enfrentados pela indústria de proteínas.
As TECHTalks ocorrem das 10h30 às 16h20 no dia 27 de janeiro, das 9h30 às 16h20 no dia 28 e das 9h30 às 12h50 no dia 29. Cada sessão é conduzida por expositores da feira, que compartilham experiências práticas, soluções tecnológicas e perspectivas de mercado, fortalecendo o caráter técnico e educativo do evento.
A IPPE é resultado da integração de três grandes feiras internacionais – International Feed Expo, International Poultry Expo e International Meat Expo – e representa toda a cadeia de produção e processamento de proteínas. Essa convergência torna o evento um espaço estratégico para networking, negócios e formulação de estratégias de médio e longo prazos.
Ao acompanhar de perto esse ambiente, O Presente Rural reafirma sua atuação como elo entre o agro brasileiro e os principais polos internacionais de inovação. “A presença do jornal na IPPE não é apenas institucional. É uma forma de garantir que o produtor e o setor tenham acesso direto ao que há de mais atual em tecnologia, gestão e mercado”, destaca Selmar Marquesin.
Durante os três dias de evento, a equipe do jornal fará a cobertura dos principais painéis, lançamentos e debates, trazendo análises, entrevistas e conteúdos exclusivos para os leitores. A proposta é oferecer uma leitura qualificada sobre como as tendências globais discutidas em Atlanta podem impactar a competitividade, a sustentabilidade e o futuro da produção de proteínas no Brasil.
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Primato reforça diálogo com cooperados em nova edição das Reuniões de Campo
Encontros percorrerão municípios da área de atuação da cooperativa para apresentar resultados, debater desafios e alinhar perspectivas do agronegócio com os associados.

A Primato Cooperativa Agroindustrial dá início, em janeiro, a mais uma edição das tradicionais Reuniões de Campo, encontros que fortalecem o relacionamento com os cooperados, promovem a transparência e ampliam o diálogo sobre resultados, desafios e perspectivas do agronegócio. A programação percorre diferentes municípios da área de atuação da cooperativa, reunindo associados, lideranças e equipes técnicas. Todas as reuniões terão início às 19h30.
Para o presidente da Primato, Anderson Léo Sabadin, as Reuniões de Campo são momentos estratégicos para a construção coletiva. “Esses encontros são fundamentais para estarmos próximos dos cooperados, ouvindo suas demandas, compartilhando resultados e alinhando expectativas. A cooperativa cresce quando há participação, diálogo e confiança mútua”, destaca.
A agenda das Reuniões de Campo seguirá nas seguintes datas:
16 de janeiro – Toledo, na Associação da Primato, Rodovia 163 – KM 252,3, s/n
19 de janeiro – Capitão Leônidas Marques, na Unidade Cerealista, Rodovia BR 163, Lote Rural 125 B, Unificado 2
20 de janeiro – Vera Cruz do Oeste, na Unidade Cerealista, Rodovia PR-488, KM 13 – S/N
21 de janeiro – Santa Tereza do Oeste, na Unidade Cerealista, BR 163/PR182, Lote Rural 1-C, Gleba 2 – Distrito de Santa Maria
22 de janeiro – Novo Sarandi, na Unidade Cerealista, Rodovia PR 589, Lotes rurais 12-A-3 S/N
23 de janeiro – Guaraniaçu e Laranjeiras do Sul (encontro em Guaraniaçu), Casa do Produtor, Av. Ivan Ferreira Do Amaral, 507, Centro
26 de janeiro – Verê, Casa do Produtor, Rodovia PR 475, KM 57, s/n, Zona Rural
27 de janeiro – Vitorino, Rodovia PRC 158, KM 151, S/N – Bairro Industrial
28 de janeiro – Nova Esperança do Sudoeste, Rodovia PR-281 KM 537 – Estrada Linha Barra Bonita, Zona Rural
Em cada local, os cooperados terão a oportunidade de acompanhar informações sobre o desempenho da cooperativa, conhecer ações desenvolvidas ao longo do último período e contribuir com sugestões e avaliações.
O presidente também reforça o convite para a participação dos associados. “Convidamos nossos cooperados a estarem presentes nas reuniões em suas regiões, pois esse é um espaço de troca, aprendizado e fortalecimento do cooperativismo”, conclui.
Notícias
Peru habilita 36 novas unidades brasileiras para exportação de material genético animal
Autorização inclui genética avícola e bovina e renova licenças até 2028, ampliando a presença do Brasil no mercado peruano.

O Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa) oficializou a habilitação de 36 novas unidades brasileiras para a exportação de material genético animal. Do total, 31 são voltadas à genética de aves e cinco ao material genético bovino. Além das novas inclusões, a autoridade peruana renovou as licenças de exportação de todos os estabelecimentos do segmento que já operavam com o mercado peruano, com validade estendida até dezembro de 2028.
Com as novas habilitações, o setor avícola dobra o número de estabelecimentos autorizados a exportar para o Peru. No segmento de material genético bovino, a inclusão de cinco unidades representa um aumento de 83% na lista de estabelecimentos aptos, com foco no atendimento à pecuária de corte e de leite.
A extensão do prazo das autorizações até dezembro de 2028 busca conferir maior previsibilidade às operações comerciais entre os dois países.
A decisão do Senasa foi tomada com base em critérios técnicos e reforça o reconhecimento do controle sanitário e das medidas de biosseguridade adotadas pelo Brasil na produção e exportação de material genético animal.
No último ano, o vizinho latino-americano importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para produtos florestais, carnes, cereais, farinhas e preparações.



