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Energia solar aumenta 70% em propriedades rurais do Paraná

Mais de 3,9 mil produtores rurais do Paraná já instalaram fontes renováveis em suas propriedades. Expectativa é de que número aumente ainda mais com a proximidade do fim dos subsídios tarifários voltados à energia elétrica.

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A adoção crescente da energia solar fotovoltaica na produção paranaense de aves foi o principal tema abordado na reunião da Comissão Técnica (CT) de Avicultura da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), na última sexta-feira (18), por videoconferência. Hoje, cerca de 3,9 mil produtores rurais mantêm usinas fotovoltaicas no Estado, aumento de 70% em relação a novembro do ano passado. Avicultores que participaram do encontro falaram da viabilidade econômica dos investimentos. A expectativa é de que ao longo de 2022 o número de projetos implantados aumente ainda mais.

Na reunião, Luiz Eliezer Ferreira, técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep/Senar-PR, apresentou o contexto que realça a importância de se investir na geração da própria energia. Ele elencou, por exemplo, o fim de subsídios tarifários previstos por decreto federal, o aumento constante da energia elétrica e o fim da Tarifa Rural Noturna (previsto para o fim deste ano).

Além disso, Ferreira mencionou o Projeto de Lei 14.300/22 – chamado de Marco Legal da Geração Distribuída – que, além de trazer previsibilidade e segurança jurídica aos investimentos, prevê isenções em alguns pontos tarifários para quem enviar seu projeto de instalação de usina de energia renovável até o fim deste ano. A legislação também prevê a possibilidade de os mini ou microgeradores venderem o excedente de energia produzido às concessionárias, por meio de chamadas públicas.

“Todo esse cenário deve provocar uma corrida pela instalação de usinas em propriedades rurais de todo o Estado. É um investimento que se paga em um período curto – de quatro a sete anos, dependendo do caso –, e que o produtor goza dos benefícios por mais de 25 anos, tempo de vida útil dos painéis”, disse Ferreira.

O técnico do DTE também abordou o Paraná Energia Renovável (Renova PR), programa do governo do Estado criado para estimular a implantação de usinas fotovoltaicas e de biogás. Ferreira também mencionou o exemplo do Sistema FAEP/SENAR-PR, que implantou um conjunto de 304 painéis em seu Centro de Treinamento Agropecuário (CTA) de Assis Chateaubriand, no Oeste do Paraná. A usina tem gerado uma economia na conta de energia da entidade de R$ 113 mil por ano.

Bons exemplos

Há ano e meio, o presidente da CT de Avicultura, Diener Gonçalves, instalou um conjunto de painéis fotovoltaicos em sua propriedade. Desde então, ele vem sentindo no bolso a economia na conta de luz propiciada pelo investimento. “É o melhor negócio que fiz na minha vida”, resumiu. “Temos relatos que produtores estão se desligando da atividade por causa dos custos. De outro lado, além de praticamente eliminar o custo com a energia, tem essa possibilidade de a Copel vir a adquirir a produção”, disse.

Produtores de outras regiões do Paraná, como João Wochner, do Oeste, e Nilton Wendler, dos Campos Gerais, também compartilharam suas experiências com a implantação de energias renováveis. “Estou com a usina há 14 meses. De lá para cá, baixou 90% o custo com a energia. É um investimento que te dá um retorno que não se compara a nenhum outro”, apontou Wochner. “É um benefício que atende a produtores de todos os tamanhos, de acordo com a necessidade. Não é um gasto, é um investimento que diminui os custos. No meu caso, é um conjunto de 40 placas, que nos dá uma economia de R$ 13 mil por ano”, disse Wendler.

Outros temas

A reunião da CT de Avicultura também abordou outros temas de interesse do setor, com a participação de Nicolle Wilsek e Mariani Benites, ambas do DTE, e de Ruan Schwertner, do Departamento Jurídico do Sistema FAEP/SENAR-PR. Em uma das apresentações, Mariani esmiuçou como é feito o levantamento dos custos de produção. Aferido pelo Sistema FAEP/SENAR-PR em oito regiões produtivas junto a avicultores, o estudo tem sido determinante para o setor, fornecendo dados consistentes para subsidiar produtores no gerenciamento da produção.

Fonte: FAEP

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Embrapa divulga recomendações para reduzir impactos do El Niño no Sul

Documento reúne orientações sobre drenagem, manejo, conservação do solo e monitoramento climático para produtores do Sul.

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Foto: Divulgação/Freepik

Sete unidades da Embrapa divulgaram uma nota técnica com recomendações para ajudar produtores rurais da Região Sul a reduzir os impactos do fenômeno climático El Niño, cuja permanência é estimada entre 97% e 99% até o início de 2027.

O documento foi elaborado pelas unidades da Embrapa Clima Temperado (RS), Florestas (PR), Pecuária Sul (RS), Soja (PR), Suínos e Aves (SC), Trigo (RS) e Uva e Vinho (RS), que integram a Plataforma Colaborativa para Mitigação de Efeitos Climáticos Adversos na Agropecuária da Região Sul do Brasil.

Foto: Roberto Dziura Jr/AEN-PR

Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há ainda 63% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Para a Região Sul, a previsão é de aumento das chuvas, maior nebulosidade e temperaturas acima da média durante o inverno.

A nota técnica reúne orientações para que produtores planejem as atividades com antecedência, reduzam riscos e minimizem prejuízos provocados pelo excesso de chuvas, pela maior incidência de doenças nas lavouras e por outros impactos do fenômeno.

Entre as recomendações gerais estão o respeito ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), o acompanhamento das previsões meteorológicas oficiais, o planejamento dos investimentos e a contratação de seguro rural.

O material também apresenta orientações específicas para diferentes cadeias produtivas. Para trigo, cevada e aveia, as recomendações incluem prevenção de doenças, manejo da adubação e planejamento da colheita. Já para soja, milho e arroz irrigado, as medidas envolvem melhoria da drenagem das áreas, conservação do solo, controle da erosão e intensificação do monitoramento fitossanitário.

Foto: Divulgação

Na fruticultura, as recomendações contemplam culturas como videira, macieira, pessegueiro, oliveira e nogueira-pecã, com orientações voltadas à drenagem dos pomares, manejo fitossanitário, conservação do solo e planejamento das operações agrícolas. A publicação também reúne recomendações para silvicultura, horticultura, pastagens e plantas de cobertura.

Além das medidas para as propriedades rurais, a Embrapa defende ações de planejamento em escala de microbacias hidrográficas, conservação do solo e adoção de sistemas produtivos mais resilientes, como os Sistemas Agroflorestais (SAFs) e a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

A nota técnica também destaca a importância da transferência de tecnologia, com ações de capacitação de profissionais da assistência técnica e produção de conteúdos digitais e materiais informativos para ampliar o acesso dos produtores às recomendações. Segundo os pesquisadores da Embrapa, o planejamento antecipado e a adoção de boas práticas agrícolas podem reduzir os impactos do El Niño sobre os sistemas produtivos da Região Sul.

Fonte: Assessoria Embrapa Clima Temperado
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O cooperativismo como motor do desenvolvimento regional

Se hoje o Oeste Catarinense é reconhecido como uma das regiões mais fortes do agronegócio brasileiro, muito desse protagonismo foi construído pelo trabalho coletivo das cooperativas e de milhares de famílias que acreditam na força da cooperação

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Romeo Bet - Presidente Cooperalfa - Foto: Assessoria

Ao longo da história, o cooperativismo tem demonstrado que seu maior patrimônio são as pessoas. Mais do que um modelo de negócios, ele representa uma forma de construir desenvolvimento coletivo, gerar oportunidades e fortalecer quem produz alimentos. Na Cooperalfa, esse propósito orienta cada decisão e cada investimento realizado.

Nossa missão é gerar valor ao agronegócio em benefício do quadro social, criando condições para que os cooperados encontrem na cooperativa segurança, competitividade e perspectivas de crescimento. Afinal, o diferencial do cooperativismo está justamente em seu modelo de participação: o produtor não é apenas fornecedor ou cliente. Ele é dono da cooperativa e participa dos resultados que ajudou a construir.

Essa relação de pertencimento fortalece toda a cadeia produtiva. Cabe à cooperativa oferecer suporte técnico, informação, inovação e acesso às melhores tecnologias para que o produtor acompanhe a evolução do setor, aumente sua produtividade e entregue matérias-primas com elevado padrão de qualidade. Esse trabalho permanente reflete diretamente na competitividade do agronegócio catarinense e na confiança conquistada junto aos mercados consumidores.

O cooperativismo agropecuário também exerce uma função social indispensável. Ao garantir assistência técnica, comercialização, remuneração justa e participação nos resultados, oferece ao produtor condições para permanecer no campo com dignidade, rentabilidade e perspectivas para as próximas gerações. Quando o agricultor prospera, toda a comunidade cresce junto.

Os impactos positivos ultrapassam os limites das propriedades rurais. O fortalecimento da produção movimenta o comércio, impulsiona a indústria, gera empregos, amplia a arrecadação dos municípios e promove qualidade de vida para milhares de famílias. Um agro forte significa uma economia regional forte.

No Oeste Catarinense, essa realidade se fortalece por meio da integração entre as cooperativas. A parceria com a Aurora Coop é um exemplo bem-sucedido desse modelo, permitindo agregar valor à produção de grãos, leite e proteínas animais por meio da industrialização e da comercialização. O resultado é uma cadeia organizada, eficiente e preparada para atender às exigências dos mercados mais competitivos do Brasil e do exterior.

Não por acaso, Santa Catarina consolidou-se como uma das maiores referências nacionais em produção e exportação de alimentos. Esse desempenho é fruto da confiança construída entre cooperados e cooperativas, da assistência técnica permanente, do compromisso com a qualidade e da capacidade de inovação desenvolvida ao longo de décadas.

Mas a força do cooperativismo não está apenas nos números. Ela está na união entre produtores, colaboradores, dirigentes e equipes técnicas que trabalham diariamente com um objetivo comum: fortalecer o campo e gerar prosperidade para toda a sociedade.

As cooperativas também cumprem um papel fundamental na formação das pessoas. Investem continuamente em programas sociais, educacionais e de capacitação, levando conhecimento, estimulando a sucessão familiar e preparando os produtores para acompanhar as transformações tecnológicas que moldam o futuro da agricultura.

É essa combinação entre desenvolvimento econômico, responsabilidade social e visão de longo prazo que faz do cooperativismo um dos principais pilares do agronegócio catarinense. Mais do que produzir alimentos, produzimos oportunidades, renda, inovação e desenvolvimento regional.

Se hoje o Oeste Catarinense é reconhecido como uma das regiões mais fortes do agronegócio brasileiro, muito desse protagonismo foi construído pelo trabalho coletivo das cooperativas e de milhares de famílias que acreditam na força da cooperação.

Na Cooperalfa, continuaremos trabalhando para fortalecer esse modelo, porque temos convicção de que, quando crescemos juntos, os benefícios alcançam não apenas os cooperados, mas toda a sociedade.

 

Romeo Bet – Presidente Cooperalfa

Fonte: Romeo Bet - Presidente Cooperalfa - Via Assessoria
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Lar reúne cooperados para celebrar o Dia do Cooperativismo

Programação contou com palestra da presidente executiva do Sistema OCB, apresentação cultural e ação solidária.

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Fotos: Divulgação/Lar Cooperativa

A Lar Cooperativa promoveu, na última sexta-feira (10), um encontro em comemoração ao Dia do Cooperativismo. Realizado no Lar Centro de Eventos, em Medianeira (PR), o evento reuniu lideranças da cooperativa, integrantes do Comitê Feminino, do Comitê Jovem, além de mulheres, jovens associados e filhos de cooperados.

Diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues: “Além da celebração, esse encontro foi importante para avaliarmos o que precisamos fazer para seguir em evolução, pois sempre podemos melhorar em algum aspecto”

Segundo o diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, a programação teve como objetivo celebrar a data e discutir os desafios e as oportunidades para o fortalecimento do cooperativismo. “Além da celebração, esse encontro foi importante para avaliarmos o que precisamos fazer para seguir em evolução, pois sempre podemos melhorar em algum aspecto. O evento reuniu lideranças da Cooperativa, incluindo o Comitê Feminino e o Comitê Jovem da Lar, com o objetivo de juntos, encontrarmos as soluções necessárias para os desafios. Esses dois grupos são fundamentais na missão fortalecer e transmitir a mensagem do cooperativismo impactando ainda mais pessoas”, destacou o diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues.

Presidente executiva do Sistema OCB, Tânia Zanella: “Somos 12% da população brasileira, ou seja, 28 milhões de cooperados distribuídos nas mais de 4.300 cooperativas do país”

A abertura contou com palestra da presidente executiva do Sistema OCB, Tânia Zanella, que apresentou dados sobre o cooperativismo brasileiro e destacou a participação das mulheres e dos jovens na continuidade e inovação do setor. “Somos 12% da população brasileira, ou seja, 28 milhões de cooperados distribuídos nas mais de 4.300 cooperativas do país. Quando olhamos para a grandiosidade desses números estamos falando da família, porque o cooperativismo é pensar e agir de forma coletiva. Então esse momento é muito importante para fortalecer o nosso sistema e seguirmos em evolução e para isso precisamos de pessoas engajadas”, comentou Tânia Zanella.

Na sequência, o violinista Simão Wolf apresentou um espetáculo que reuniu clássicos da música nacional e internacional, intercalados com mensagens de reflexão sobre trabalho, conquistas e cooperação.

O evento também teve uma ação solidária em alusão ao Dia C (Dia de Cooperar). Por meio de doações voluntárias dos participantes, foram arrecadados 796 itens, entre alimentos e produtos de higiene pessoal, como sabonetes, fraldas e aparelhos de barbear.

As doações serão destinadas ao Lar dos Idosos. A iniciativa integra as ações desenvolvidas pelo Lar Instituto em parceria com a Assessoria de Ação Educativa da Lar Cooperativa e reforça o princípio cooperativista de interesse pela comunidade.

Fonte: Assessoria Lar Cooperativa
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