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Endividamento agrava crise de produtores gaúchos e eleva pressão por respostas
FPA cobra ações urgentes do governo federal para apoiar setor ao tempo em que celebra aprovação da Lei Geral do Licenciamento como avanço para o desenvolvimento sustentável.

A Comissão de Agricultura (CRA) do Senado Federal debateu, na última terça-feira (27), em audiência pública, o endividamento rural dos produtores do Rio Grande do Sul e as possíveis saídas para amenizar as questões vivenciadas pelos agricultores gaúchos. Também foi alvo da discussão a aprovação da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, como ferramenta essencial para o desenvolvimento do Brasil. Os senadores da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) questionaram o ministro da Agricultura, convidado da audiência, sobre os temas.

Senador Luís Carlos Heinze: “Nós precisamos vencer esse impasse e não podemos, de forma alguma, desamparar quem carrega o país nas costas” – Foto: Roque de Sá
Para o senador Luís Carlos Heinze (PP-RS), o trabalhador rural do Rio Grande do Sul “não aguenta mais esperar” e aguarda ansiosamente uma decisão do governo favorável aos produtores. O parlamentar destacou ainda que os bancos têm feito pressão diária para que a quitação das dívidas aconteçam o mais rápido possível.
“Nós precisamos vencer esse impasse e não podemos, de forma alguma, desamparar quem carrega o país nas costas. Algumas contas já venceram no mês de abril, mas temos relatos de que as maiores contas vencem no final do mês de maio. A pressão dos bancos é intensa e o orçamento precisa ser direcionado para auxiliar os produtores”, enfatizou Heinze.
O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) reforçou a necessidade de uma resposta do Executivo e pediu ao ministro uma mensagem de otimismo à população rural. “Os nossos agricultores estão em um cipoal de dívidas. Nós estamos fazendo nossa parte no Congresso, mas ainda há um caminho a percorrer. Os produtores estão atolados em dívidas e precisam ouvir do ministro que esse assunto será resolvido e que as dívidas serão equacionadas”, afirmou. Mourão lembrou que a CRA já aprovou o projeto de securitização das dívidas e destacou os limites de atuação do Parlamento diante da crise.
Licenciamento Ambiental

Senador Hamilton Mourão: “Os nossos agricultores estão em um cipoal de dívidas. Nós estamos fazendo nossa parte no Congresso, mas ainda há um caminho a percorrer” – Foto: Divulgação
Durante a audiência, os senadores também abordaram a aprovação da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, considerada uma medida importante para destravar investimentos e modernizar o setor produtivo. O senador Jayme Campos (União-MT) defendeu a iniciativa como um marco para o desenvolvimento sustentável do país. De acordo com ele, o licenciamento é um exemplo a ser seguido em outros projetos, com atenção permanente na preservação do meio ambiente, mas sem perder o ímpeto pela produção e competitividade.
“Foi uma grande conquista que já tramitava no Congresso há mais de 20 anos. O Brasil está avançando e temos que elogiar a força do setor agropecuário. Só vamos para frente dessa forma, produzindo sem fazer qualquer desmatamento ou derrubando árvores. Continuaremos fortes em todos os segmentos e precisamos avançar cada vez mais”, afirmou.

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





