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Notícias Suinocultura

Encontro Técnico da Abraves/MG faz o elo entre teoria e prática

Com apoio da Assuvap, evento reuniu especialistas renomados do setor

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Pedro Carvalho/Assuvap

Ponte Nova recebeu o XXVII Encontro Técnico da Abraves, regional de Minas Gerais, para debater os principais assuntos da suinocultura brasileira e unificar teoria e prática. O Seminário foi realizado no espaço Vila Nobre, na última quarta-feira (04), pela Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves) com a colaboração da Associação dos Suinocultores do Vale do Piranga (Assuvap) e da Cooperativa dos Suinocultores de Ponte Nova e Região (Coosuiponte).

O Encontro Abraves, que contou com a presença de mais de cem pessoas, entre produtores, estudantes e profissionais do setor, foi realizado pela terceira vez em Ponte Nova, sendo a Assuvap, parceira em todas as edições na região. A associação se esforça para trazer o evento para perto dos suinocultores e profissionais do setor, entendendo que o seminário possui conteúdo de qualidade e proporciona um dia de muito aprendizado e troca de experiências.

Fernando Araújo, presidente da Assuvap, explica a motivação de se apoiar o evento. “O desenvolvimento do Vale do Piranga está diretamente relacionado com o incremento tecnológico incorporado pelos Médicos Veterinários. Apoiar o evento da Abraves é importante para desenvolver a formação de novas gerações deste profissional tão importante para o crescimento do setor, além de colaborar para troca de experiências e do aprendizado”, disse.

O presidente da Coosuiponte e da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), João Leite, avaliou que o momento foi propício para a capacitação, onde o público pôde aprimorar conhecimentos técnicos e aplica-los no dia a dia nas granjas. “Consideramos que este contato entre teoria e prática é fundamental para o nosso aprimoramento e desenvolvimento. E este é o nosso objetivo principal: atualizar os profissionais em todos os âmbitos da cadeia de produção, promovendo o desenvolvimento da suinocultura mineira”, comentou.

Já para o presidente da Abraves/MG, José Eustáquio, uma das motivações para retornar com o seminário a Ponte Nova foi o sucesso das edições realizadas anteriormente na região. “Resolvemos trazer a Abraves para os polos produtores de suínos de Minas Gerais, e o primeiro lugar foi Ponte Nova, em 2015. O evento foi um sucesso total, grande público, com palestras sensacionais tecnicamente. Ponte Nova realmente é um polo de suinocultura e tecnológico muito importante, por isso nossa determinação para trazer novamente o nosso evento”, completou.

Ao longo de todo o dia, a programação do seminário foi recheada de palestras relevantes, ministradas por renomados especialistas da Abraves. A primeira palestra foi da doutora Fernanda Almeida, que discutiu se peso ao nascimento seria um bom critério de seleção para machos reprodutores. Em seguida, a doutora Charli Ludtke apresentou ações de fomento ao bem-estar animal na cadeia produtiva de suínos, defendendo que adequado manejo reflete em produto de qualidade e resultados favoráveis. Os dois temas geraram grande participação do público durante o momento reservado para debate.

O doutor Dalton de Oliveira abriu a segunda parte do seminário, discorrendo sobre o uso prudente de antimicrobianos em promotores de crescimento na suinocultura. O professor fez um painel geral sobre o assunto e comentou a possibilidade de se eliminar, no futuro, os antimicrobianos para tal propósito, trazendo exemplos de países da União Europeia que já adotaram a prática. Segundo ele, é possível produzir sem antimicrobiano, mas vários ajustes precisam ser feitos, como por exemplo, diminuir a carga microbiana que povoa a granja. “Passa por um programa de biossegurança, manejo, densidade, idade do desmame e, além disso, medidas na área de nutrição, alternativas para ajudar no sucesso desse processo”, relatou.

Na sequência, o doutor Roberto Guedes explanou os aspectos práticos do diagnóstico e controle da salmonelose suína, com base em dados coletados em várias regiões. Segundo o professor, “a salmonela voltou a ser um problema na suinocultura”, portanto o uso de algumas ferramentas e medidas de limpeza e higiene são fundamentais para o controle da enfermidade. Por fim, o doutor Israel José da Silva apresentou, na última palestra, a situação da peste suína africana no mundo e a peste suína clássica no nordeste brasileiro. Somado a isso, o professor fez considerações sobre a biossegurança na granja como forma de evitar a entrada de vírus que ameaçam a estabilidade sanitária dentro de um plantel.

Fonte: Assessoria
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Notícias Pecuária

Exportação de carne bovina segue consistente, mas preocupação com China aumenta

Mercado físico voltou a se deparar com negócios acima da referência média em algumas regiões do país

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O mercado físico de boi gordo apresentou preços firmes nas principais regiões de produção e comercialização do país na terceira semana de junho. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado físico voltou a se deparar com negócios acima da referência média em algumas regiões do país. “Apesar dos frigoríficos operarem com uma condição melhor em suas escalas de abate, por enquanto não são evidenciadas condições para pressionar os pecuaristas, considerando que a oferta de animais terminados segue restrita neste momento”, disse ele.

Enquanto isso, o ritmo de embarques de carne bovina permanece em bom nível no decorrer do mês de junho, avaliando que a China ainda está atuante no mercado internacional. “No entanto a preocupação fica à cargo dos embarques do segundo semestre, com sinalização por parte do mercado chinês de maior volume de oferta de carne suína. Ou seja, haveria uma menor necessidade de importação”, apontou o analista.

Já no mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios sugere por menor espaço para reajustes no curto prazo, em linha com o menor apelo ao consumo no decorrer da segunda quinzena do mês. “Importante mencionar que o consumidor médio ainda opta por proteínas mais acessíveis, com ênfase a carne de frango, algo bastante compreensível no atual ambiente macroeconômico”, assinalou Iglesias.

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 17 de junho:

  • São Paulo (Capital) – R$ 322,00 a arroba, contra R$ 320,00 a arroba em 10 de junho, subindo 0,63%.
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 312,00 a arroba, contra R$ 310,00 (+0,65%).
  • Goiânia (Goiás) – R$ 305,00 a arroba, ante R$ 302,00 (+0,99%).
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 312,00 a arroba, contra R$ 310,00 a arroba (+0,65%)
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 310,00 a arroba, estável.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado Interno

Consumo aquecido de frango no Brasil garante suporte aos preços

Consumo aquecido no Brasil, garantindo uma boa reposição entre o atacado e o varejo, contribuiu para um novo movimento de alta nos preços

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Divulgação/AENPr

O mercado brasileiro de carne de frango registrou uma semana de preços mais altos para o quilo vivo, com o recuo nos preços do milho trazendo um pouco de alívio ao setor no que tange aos custos.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, o consumo aquecido no Brasil, garantindo uma boa reposição entre o atacado e o varejo, contribuiu para um novo movimento de alta nos preços.

De acordo com levantamento semanal de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços tiveram algumas alterações para os cortes congelados de frango. No atacado, o preço do quilo do peito seguiu em R$ 7,70, o quilo da coxa subiu de R$ 7,25 para R$ 7,30 e o quilo da asa de R$ 9,80 para R$ 9,90. Na distribuição, o preço do quilo do peito continuou em R$ 7,90, o quilo da coxa passou de R$ 7,45 para R$ 7,50 e o quilo da asa de R$ 9,90 para R$ 10,00.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de modificações em alguns preços durante a semana. No atacado, o preço do quilo do peito continuou em R$ 7,80 e o quilo da coxa aumentou de R$ 7,35 para R$ 7,40 e o quilo da asa de R$ 9,90 para R$ 10,00. Na distribuição, o preço do quilo do peito permaneceu em R$ 8,00 e o quilo da coxa avançou de R$ 7,55 para R$ 7,60 e o quilo da asa de R$ 10,00 para R$ 10,10.

As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 216,964 milhões em junho (8 dias úteis), com média diária de US$ 27,120 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 136,605 mil toneladas, com média diária de 17,075 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.588,20.

Na comparação com junho de 2020, houve alta de 40,10% no valor médio diário, ganho de 12,26% na quantidade média diária e avanço de 24,80% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

O levantamento semanal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo subiu de R$ 5,00 para R$ 5,30. Em São Paulo o quilo aumentou de R$ 5,10 para R$ 5,50.

Na integração catarinense a cotação do frango passou de R$ 3,60 para R$ 3,90. No oeste do Paraná o preço mudou de R$ 5,00 para R$ 5,25. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo avançou de R$ 4,80 para R$ 5,00.

No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango subiu de R$ 4,90 para R$ 5,20. Em Goiás o quilo vivo aumentou de R$ 4,90 para R$ 5,20. No Distrito Federal o quilo vivo passou de R$ 5,00 para R$ 5,25.

Em Pernambuco, o quilo vivo passou de R$ 5,70 para R$ 5,75. No Ceará a cotação do quilo subiu de R$ 5,70 para R$ 5,75 e, no Pará, o quilo vivo permaneceu em R$ 5,80.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

Cotações do milho caem forte no Brasil com tombo em Chicago e “pré-colheita”

As baixas foram quase gerais, iniciando pelos portos e atingindo também o interior

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O mercado brasileiro de milho apresentou quedas significativas nesta semana. As baixas foram quase gerais, iniciando pelos portos e atingindo também o interior. A combinação de queda na Bolsa de Chicago, dólar mais fraco e a “pré-colheita” da safrinha, que deve trazer aumento da oferta adiante, pesou sobre os preços. Os compradores se afastaram das negociações e as bases de cotações do milho foram aos poucos caindo nos últimos dias.

Na Bolsa de Chicago, somente nesta quinta-feira o contrato setembro caiu quase 7%. O mercado foi pressionado por uma combinação de fatores, como a fraca demanda para o cereal norte-americano e a expectativa de clima úmido e favorável às lavouras no cinturão produtor.

O cereal também foi impactado pela postura do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que surpreendeu os investidores ao dizer que poderia aumentar as taxas de juros em um ritmo muito mais rápido do que o esperado. Isso pode pressionar adiante o dólar para cima e levar a quedas das commodities.

Com isso, os preços baixaram nos portos para exportação e houve declínios também ao produtor. A oferta cresceu sem o interesse do comprador.

No balanço dos últimos sete dias, entre a quinta-feira (10 de junho) e esta quinta-feira (17 de junho), o milho no Porto de Santos na base de compra caiu de R$ 86,00 para R$ 75,00 a saca, baixa de 12,8%.

O preço do milho em Campinas/CIF no mesmo comparativo caiu na venda de R$ 99,00 para R$ 91,00 a saca, queda de 8,1%. Na região Mogiana paulista, o cereal recuou na venda de R$ 99,00 para R$ 88,00 a saca, perda de 11,1%.

Em Cascavel, no Paraná, no comparativo semanal, o preço caiu de R$ 95,00 para R$ 90,00 a saca, baixa de 5,3%. Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação recuou de 83,00 a saca para R$ 77,00 (-7,2%). Já em Erechim, Rio Grande do Sul, o valor caiu de R$ 97,00 para R$ 93,00 a saca, baixa de 4,1%.

Fonte: Agência SAFRAS
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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