Peixes Em Belém (PA)
Encontro Mulheres das Águas reúne lideranças da pesca e aquicultura no IFC Amazônia
Encontro acontece no dia 24 de abril, às 15 horas, na Arena Fish, durante a Feira de Negócios.

O 6º Encontro Mulheres das Águas marca a segunda edição do IFC Amazônia, que será realizado de 23 a 25 de abril, no Hangar – Centro de Convenções da Amazônia, em Belém (PA). Mulheres pescadoras, piscicultoras, produtoras de ostras e ribeirinhas estarão reunidas para a troca de experiências sobre formação de lideranças e empreendedorismo. O encontro acontece no dia 24 de abril, às 15 horas, na Arena Fish, durante a Feira de Negócios.
O objetivo é debater os desafios e oportunidades do setor, além de fortalecer o papel da liderança feminina no desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva da pesca e aquicultura.
O evento, realizado pela segunda vez na região Norte, contará com a participação internacional de representantes do projeto Peixes pela Vida, uma iniciativa de mulheres bolivianas que surgiu com o propósito de ampliar a visibilidade e dar voz às mulheres que atuam na cadeia do pescado.
Participam do painel: Roxana Dulon, do projeto Peixes para a Vida (Bolívia); Amanda Hoch, conhecida como “Rainha do Couro de Peixe”; Suzy Rocha, piscicultora de Mãe do Rio; Taciara Galvão, da Associação de Aquicultores da Vila Lauro Sodré (AQUAVILA); Geise Laura, da Federação das Organizações Sociais da Amazônia; Ivani Palheta, ribeirinha de Salgado; e Cristina Malcher, presidente da Comissão Estadual das Mulheres do Agro do Sistema Faepa/Senar/Sindicatos/Núcleos/Fundepec. Cristina também é produtora rural, advogada e titular da Comissão de Relações Institucionais da CNA.
Mulheres além fronteiras
O projeto Peixes para a Vida – Empoderamento e Sustentabilidade está em sua terceira fase, que iniciou com a investigação do potencial da pesca e da piscicultura amazônica na Bolívia. A fase anterior concentrou-se na expansão do modelo de criação de peixes em pequena escala, destacando experiências positivas lideradas por mulheres, tanto no âmbito familiar quanto associativo.
Nesta terceira etapa, o foco está no empoderamento feminino e na sustentabilidade das atividades de piscicultura, que vêm apresentando um crescimento exponencial e reconhecimento internacional.
O projeto foi desenvolvido em 10 municípios tropicais da Bolívia, onde a participação das mulheres é significativa em toda a cadeia da piscicultura: plantio, criação, colheita, processamento e comercialização. O estudo de campo revelou a participação relevante nas atividades diárias, mas sem poder na tomada de decisões, na apropriação de suas organizações e na participação em processos de treinamento e informação. Um diagnóstico que pode ser compartilhado com várias regiões da Amazônia brasileira e sul-americana.
Mulheres em peso
O Encontro Mulheres das Águas é voltado para pescadoras, piscicultoras, produtoras rurais, catadoras de caranguejos, marisqueiras, ribeirinhas e profissionais de todos os elos da cadeia produtiva — como engenheiras de pesca, agrônomas, médicas veterinárias e zootecnistas — com o intuito de promover a troca de conhecimentos e experiências.
“A piscicultura e a pesca são segmentos com grande equidade de gênero, com números praticamente iguais de homens e mulheres trabalhando. Por isso, criamos um projeto de mobilização para ampliar a participação feminina na tomada de decisão, focando na formação de lideranças”, explicou Eliana Panty, diretora do IFC Amazônia.
“Na primeira edição em 2023 focamos no associativismo, na união. Agora queremos avançar no debate sobre economia sustentável e empreendedorismo feminino, fortalecendo a atuação das mulheres na cadeia produtiva”, destacou Panty.
As inscrições para a segunda edição do IFC Amazônia – congresso e feira – são gratuitas e devem ser realizadas no site do evento, acesse clicando aqui.
Realização, patrocínio e apoio
A 2ª edição do IFC Amazônia é realizada simultaneamente com o Conbep (Congresso Brasileiro de Engenharia de Pesca). A Fundep (Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-Graduação) é co-realizadora do evento.
O IFC Amazônia conta com o patrocínio do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Governo do Estado do Pará; Sedap (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca); Banco da Amazônia, Banpará (Banco do Estado do Pará), BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Caixa Econômica Federal, MPA (Ministério da Pesca e Aquicultura) e Governo Federal.
O evento é realizado ainda com o apoio institucional da Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados); Peixe BR (Associação Brasileira da Piscicultura); Sistema Faepa/Senar; Fepa (Federação dos Pescadores do Pará) e Sinpesca (Sindicato das Indústrias de Pesca dos Estados do Pará e Amapá).

Peixes
Setor de piscicultura se prepara para Aquishow Brasil 2026
Evento apresenta tecnologias, debates técnicos e premiações para impulsionar a produção de tilápia no Triângulo Mineiro.

A Aquishow Brasil, o maior evento da aquicultura nacional, será realizada mais uma vez em Uberlândia (MG), entre 9 e 11 de junho de 2026, no Castelli Master. O objetivo é avançar nas conquistas já realizadas e contribuir ainda mais para o crescimento da piscicultura em Minas Gerais, que já é uma das mais fortes do Brasil.
Para isso, o evento está maior, com discussões técnicas e completas e conta com a presença de mais de 100 empresas dos vários segmentos da cadeia da produção de peixes de cultivo – especialmente de tilápia.
“A Aquishow Brasil é o maior evento do setor e tem uma missão estratégica: contribuir para o fortalecimento da atividade no país, especialmente em regiões de alto potencial. O Triângulo Mineiro pode se tornar ainda mais relevante na produção de tilápia e estar em Uberlândia pelo segundo ano nos possibilita ajudar nesse processo”, diz Marilsa Patrício, diretora da Aquishow Brasil e secretária executiva da Peixe SP – Associação de Piscicultores em Águas Paulistas e da União.
A expectativa da Aquishow Brasil 2026 é receber 7 mil visitantes de todas as partes do país e do exterior. A edição de 2025 atraiu participantes mais de 20 países – especialmente da América Latina. No ano passado, o evento movimentou R$ 115 milhões e o objetivo para 2026 é crescer pelo menos 10%.
A Aquishow reúne todos os elos da cadeia produtiva da aquicultura brasileira e apresenta as mais modernas tecnologias em genética, insumos, equipamentos, serviços e produtos. Uma completa agenda de apresentações técnicas contribui para atualizar os produtores e apresentar novas tecnologias.
Destaque também às premiações especiais para reconhecer quem contribui para o contínuo crescimento da aquicultura, como o Prêmio Inovação Aquícola e o Prêmio Personalidades Brasileiras da Aquicultura – Aline Brun e Geraldo Bernardino.
Mais informações clique aqui e e-mail peixesp@peixesp.com.br. Organização (17 99616-6638 e 17 98137-8657), Departamento Comercial (Eder Benício, 11 97146-9797)
Peixes
Com tilápia à frente, setor de pescado projeta crescimento de 30% na Semana Santa
Setor projeta aumento da demanda sem pressão sobre preços, com estoques reforçados e logística organizada.

As vendas de pescado no Brasil devem crescer cerca de 30% durante a Semana Santa de 2026, segundo estimativas do setor. A expectativa é de aumento na procura sem impacto relevante nos preços ao consumidor, diante de estoques reforçados e organização antecipada da distribuição.

Foto: Divulgação/OPR
De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros, as empresas iniciaram o ano com contratos já firmados e ajustes operacionais que garantem maior eficiência. A previsão é de manutenção dos preços e, em alguns segmentos, possibilidade de leve redução em comparação com anos anteriores.
A tilápia segue como principal espécie da piscicultura nacional, respondendo por mais de 65% da produção de cultivo no país. Em 2024, o volume produzido chegou a 662.230 toneladas, alta de 14,36% em relação ao ano anterior. O consumo médio no Brasil é de 4 quilos por habitante ao ano, com crescimento médio de 10,3% ao ano na última década.
No comércio exterior, o Brasil registrou aumento de 2% nas exportações em 2025, mesmo diante de barreiras tarifárias nos Estados Unidos e da concorrência do Vietnã. O Canadá passou a figurar como novo destino para o pescado brasileiro.
Peixes
Programa amplia bolsas e incentiva formação científica na pesca artesanal
Iniciativa do Ministério da Pesca e Aquicultura vai beneficiar mais de 700 estudantes de comunidades pesqueiras em todo o país.

O Ministério da Pesca e Aquicultura lançou uma chamada pública que prevê a ampliação do Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal, com a oferta de mais de 700 bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ) para estudantes do ensino médio ligados a comunidades pesqueiras artesanais em todo o país. A iniciativa é realizada em parceria com o CNPq.
As inscrições para o programa estão abertas entre 10 de fevereiro e 17 de março de 2026. O investimento total previsto é de R$ 2,5 milhões, com bolsas mensais no valor de R$ 300, pagas durante 12 meses. O início das atividades está previsto para maio deste ano.
O programa tem como objetivo incentivar a formação científica e estimular a permanência de jovens nas comunidades pesqueiras, contribuindo para a qualificação da mão de obra e para o fortalecimento da cadeia produtiva da pesca artesanal. Podem participar estudantes filhos, netos ou dependentes de pescadores com Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) ativo.
Segundo o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, a iniciativa busca ampliar oportunidades educacionais e sociais para jovens que vivem em territórios pesqueiros. De acordo com ele, o programa também contribui para reduzir a evasão escolar e fortalecer a formação profissional nas comunidades tradicionais.
O presidente do CNPq, Olival Freire Junior, destacou que a ação amplia a integração entre o conhecimento científico e os saberes tradicionais. A proposta envolve a participação de universidades e grupos de pesquisa que atuarão diretamente com os estudantes e suas comunidades.
A iniciativa também integra políticas estruturadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, ampliando o acesso de jovens à pesquisa e inovação em setores estratégicos da produção nacional.
Como participar
Para participar da chamada pública, as propostas devem ser apresentadas por Instituições de Ensino Superior (IES) ou Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), públicas ou privadas sem fins lucrativos.
As instituições devem possuir cadastro ativo no Diretório do CNPq, manter programas institucionais de iniciação científica voltados ao ensino médio e comprovar experiência prévia em projetos relacionados à pesca artesanal. Também será necessário indicar as escolas parceiras que participarão do desenvolvimento das atividades.
O programa priorizará escolas localizadas em comunidades pesqueiras, regiões costeiras e áreas ribeirinhas tradicionais.
Formação e fortalecimento da cadeia produtiva
O Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal integra o Programa Povos da Pesca Artesanal e busca estimular pesquisas voltadas à realidade das comunidades produtoras. Atualmente, a iniciativa já contempla mais de 450 bolsas distribuídas em nove estados brasileiros.
Além da formação científica, o programa está inserido em um conjunto de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da atividade pesqueira, incluindo ações de extensão produtiva, capacitação profissional, valorização cultural e fortalecimento da sustentabilidade econômica das comunidades artesanais.



