Conectado com

Notícias

Encontro Estadual de Empreendedores Rurais 2013

Publicado em

em

“Não dá para dissociar a produção agrícola da política brasileira. São decisões políticas que norteiam os produtores na escolha do que vão plantar e de como vão vender.” As palavras do presidente da Federação da Agricultura do Paraná (FAEP), Ágide Meneguette, no discurso de abertura do Encontro Estadual de Empreendedores Rurais, realizado nesta sexta-feira (29), resumem a importância de um suporte político adequado para o desenvolvimento da agricultura brasileira.
Nesta edição do evento, que reuniu mais de 5 mil produtores rurais de todas as regiões do Estado no Expotrade Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, quem proferiu a palestra magna foi o governador de Pernambuco e pré-candidato à presidência da república, Eduardo Campos, que destacou os desafios enfrentados pelo homem e pela mulher do campo na busca pelo empreendedorismo.
A infraestrutura logística deficiente, que abrange estradas ferrovias, portos, aeroportos e armazéns, foi apontada por vários dirigentes como o principal entrave do desenvolvimento econômico.
Para o governador Beto Richa “A falta de investimentos em infraestrutura é um gargalo crítico do nosso país”. Segundo ele, os produtores rurais têm feito a sua parte, se modernizando e obtendo níveis de produtividade cada vez maiores, mas acabam sendo penalizados quando precisam escoar a produção. “Da porteira para dentro eles têm cumprido sua missão, movimentando principalmente a economia das nossas pequenas cidades”, afirmou.
Na opinião do governador pernambucano, Eduardo Campos, nas últimas três décadas o Brasil deu passos importantes, “Mas deixou de fazer a lição de casa que deixaria o país mais forte”, disse referindo-se aos investimentos em infraestrutura. Segundo Campos, hoje 30% da produção agropecuária se perde por falta de logística. “Quem acorda cedo, trabalha duro e cumpre a legislação, às vezes é derrotado pelo poder público que não se capacita e não inova”, lamentou. Para o pernambucano, é preciso realizar um pacto para o desenvolvimento “Mas não tem como fazer isso sem antes ouvir o campo brasileiro”, destacou.
Também o senador Álvaro Dias apontou o descaso do governo federal com a produção agropecuária. “No Brasil, há um governo que promete muito, realiza pouco e desrespeita o produtor brasileiro. No campo, nosso agricultor é imbatível, mas na hora da exportação, da venda, ele é esmagado”, ponderou.
Empreendedorismo
Eduardo Campos também destacou a importância do trabalho da FAEP com o programa Empreendedor Rural. “É um exemplo de uma federação ativa que incentiva o acesso ao conhecimento e no final do ano destaca aqueles que cumpriram essa busca”.  Segundo ele, um dos grandes desafios do Brasil daqui para a frente é “Planejar o país valorizando o diálogo entre o campo e a cidade”.
Também o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep), Ademir Mueller, destacou em seu discurso a importância dos programas de aprendizagem e capacitação desenvolvidos pelo SENAR-PR e pela FAEP, como é o caso do Empreendedor Rural, que tem como parceiro a Fetaep. “A formação é um elemento estratégico, esse programa, ao longo dos seus dez anos de existência, tem se prestado ao desenvolvimento do empreendedorismo”, afirmou.
Opinião semelhante tem o presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, que na ocasião representou o Sebrae. Ele destacou a liderança da FAEP junto aos produtores rurais do Estado, fomentando o empreendedorismo e dando o suporte necessário para o desenvolvimento do agronegócio. “A pequena propriedade e a grande, são como uma empresa que trabalha com resultados”, disse. Segundo ele, “O que segurou o Brasil foi o campo. Foi o trabalho dos senhores que segurou a balança comercial”, disse dirigindo-se à plateia de produtores rurais.

Fonte: Ass. Imprensa da Faep/ O Presente Rural

Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias Para o produtor

Custos de produção de aves e suínos aumentaram em 2018

Apenas os custos com a nutrição subiram 11,65% nos 12 meses de 2018

Publicado em

em

Arquivo/OP Rural

Apesar de os custos de produção de frangos de corte calculados pela CIAS, a Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa terem se mantido estáveis em dezembro de 2018 (218,06 pontos, ante 218,05 em novembro), acumularam uma alta de 14,21% durante todo o ano passado.

 Apenas os custos com a nutrição subiram 11,65% nos 12 meses de 2018. O gasto com a alimentação das aves representa 69% do total dos custos de produção dos frangos. Em seguida, as maiores altas em 2018 ficaram com os itens pinto de um dia (2,18%), custo de capital (0,18%) e depreciação (0,16%).

O custo de produção do quilo do frango de corte vivo também se manteve estável em dezembro, encerrando o ano em R$ 2,82 no Paraná, valor calculado a partir dos resultados em aviário tipo climatizado em pressão positiva.

Já o ICPSuíno caiu pelo terceiro mês consecutivo, chegando aos 219,49 pontos em dezembro, -1,34% em relação a novembro de 2018 (222,47 pontos). No ano, os custos de produção de suínos subiram 9,85%, influenciados principalmente pela alimentação dos animais, que teve um aumento de 9,68%.

O custo por quilo vivo de suíno produzido em sistema de ciclo completo em Santa Catarina caiu para R$ 3,84 em dezembro (o menor valor desde março de 2018). 

Os índices de custos de produção foram criados em 2011 pela equipe de socioeconomia da Embrapa Suínos e Aves e Conab. Santa Catarina e Paraná são usados como estados referência nos cálculos por serem os maiores produtores nacionais de suínos e de frangos de corte, respectivamente.

Fonte: Embrapa Suínos e Aves
Continue Lendo

Notícias Mercado

Desaquecimento de negócios pressiona valores da carne de frango

Vendas da carne de frango estão desaquecidas, como é tipicamente observado em início de ano

Publicado em

em

Arquivo/OP Rural

Colaboradores do Cepea afirmam que as vendas da carne de frango estão desaquecidas, como é tipicamente observado em início de ano. Assim, as cotações do produto, especialmente do congelado, estão em queda na maior parte das regiões acompanhadas. Na Grande São Paulo, o preço do frango inteiro congelado recuou 0,6% frente a dezembro, com média de R$ 4,37/kg na parcial deste ano (até 17 de janeiro).

Quanto à carne resfriada, por outro lado, foram observadas variações distintas na primeira quinzena de janeiro dentre as regiões pesquisadas pelo Cepea. No comparativo com janeiro/18, porém, os preços atuais estão significativamente mais elevados, em termos nominais.

Fonte: Cepea
Continue Lendo

Notícias Ovos

Poder de compra do avicultor inicia 2019 em queda

Quantidade de cereal que o produtor consegue comprar com a venda dos ovos brancos é a menor desde 2013

Publicado em

em

Domicio Faustino

De acordo com pesquisadores do Cepea, a oferta elevada, que segue pressionando as cotações dos ovos, tem impactado negativamente o poder de compra do avicultor de postura paulista frente aos principais insumos utilizados na alimentação das poedeiras, o milho e o farelo de soja.

Na parcial deste mês, a quantidade de cereal que o produtor consegue comprar com a venda dos ovos brancos é a menor de toda a série do Cepea, iniciada em maio/13. Já sobre a quantidade do derivado da soja, é a menor desde dezembro/13.

Fonte: Cepea
Continue Lendo
Nucleovet 2
APA

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.