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Suínos De 16 a 17 de março

Encontro da Abraves-PR vai abordar desafios profissionais e pessoais na suinocultura

Uma programação com o tema central sobre Senecavírus dará início ao pré-evento do Encontro nesta terça-feira (15), a partir das 13h30.

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Divulgação/Abraves-PR

A Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos – Regional Paraná (Abraves-PR) promove entre quarta (16) e quinta-feira (17) seu 16º Encontro Regional. Com o tema “Superando Desafios”, a associação novamente traz para discussão temas de relevância, não só para a suinocultura, mas também para as relações profissionais e pessoais. Uma programação com o tema central sobre Senecavírus dará início ao pré-evento do Encontro nesta terça-feira (15), a partir das 13h30.

A programação está dividida em dois dias de atividades intensas, nos quais os participantes, reunidos no Teatro Municipal de Toledo (PR), terão oportunidade para ouvir e debater com os palestrantes sobre temas que envolvem os desafios da atualidade. O primeiro dia, com ênfase na superação dos desafios técnicos, abordará problemas regionais, como o destino de animais mortos nas propriedades e desafios globais, como a peste suína africana, que pode trazer grandes prejuízos econômicos e sociais ao país.

O diretor técnico da Abraves-PR, Everson Zotti, comenta que a escolha desta abordagem tem objetivo de gerar informação para a tomada de decisão sobre temas tão importantes para a cadeia de produção de suínos. “O Brasil é o quarto maior produtor de suínos do mundo e nossa região Oeste tem uma dependência social e econômica muito grande da suinocultura. O Brasil é uma vitrine na produção agropecuária, está no radar do mundo todo e precisamos assumir nossa responsabilidade e tomar as rédeas nesse processo”. “Nosso objetivo com esse evento é gerar informações que sejam aplicáveis no sistema de produção e atuais para o momento em que vivemos”, amplia.

“No primeiro dia, teremos 14 apresentações com palestrantes que conhecem o assunto na teoria e na prática, e vamos debater dois temas muito importantes:  a destinação de animais mortos nas propriedades e o possível risco de entrada de enfermidades exóticas, como a peste suína africana”, comenta Zotti.

E continua: “na discussão desses dois temas, queremos desafiar os participantes a pensar em soluções que sejam ambientalmente corretas, economicamente viáveis e sanitariamente seguras. Não adianta gerarmos informações que não sejam aplicáveis à nossa realidade. Precisamos mudar nossa legislação para resolver um problema que existe e evitar que ele se agrave? É necessário investir e desenvolver novas tecnologias para melhorar o destino das carcaças dos animais mortos? Quais são os desafios legais, econômicos, ambientais e sanitários que precisamos estudar, compreender e aplicar para solução desse problema?”

Para as discussões propostas, o evento contará com a presença de autoridades da Embrapa Suínos e Aves, órgãos ambientais, de defesa sanitária, do Ministério da Agricultura, associações de produtores e representantes das principais entidades que representam o sistema agroindustrial brasileiro. Ao final do evento, tem-se o objetivo de elaborar uma agenda de compromissos para elaboração de um plano nacional para o destino das carcaças e enfrentamento de doenças.

Desafios pessoais

O segundo dia terá como tema a superação dos desafios pessoais. Ton Kramer, vice-presidente da Abraves-PR, explica os porquês desta abordagem: “há alguns anos promovemos um encontro focado nas pessoas. A repercussão foi muito positiva. Nossa equipe entendeu que, dado ao momento da pandemia, das mudanças nas relações profissionais e da necessidade do autoconhecimento para o crescimento e desenvolvimento pessoal e profissional que vivemos, era necessário retomar o assunto”.

Este dia incluirá palestrantes nacionais de renome, como Gustavo Cerbasi, referência em educação financeira do Brasil, consultor, professor, palestrante e autor de 16 livros com mais de três milhões de exemplares vendidos, entre eles o best-seller “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”, abordando o planejamento das finanças pessoais, e Jorge Coutinho, especialista em desenvolvimento humano e transformação pessoal, direto de Portugal, tratando da importância de ser resiliente e sair da zona de conforto.

O presidente da Abraves-PR, Gefferson Silva, reforça o convite para o evento. “A edição de 2022 reflete a preocupação e sensibilidade da Abraves-PR com setor suinícola e seus maiores ativos: as pessoas e a sanidade de nosso rebanho. Vivemos momentos desafiadores, porém de muito aprendizado e superação. Um evento que marca o calendário 2022, até o momento no modelo presencial, cumprindo todos os protocolos sanitários como distanciamento, uso de máscara e comprovante de vacinação. Contamos com a presença de todos”.

Mais informações sobre o evento, incluindo a programação completa e as inscrições, estão disponíveis no site abravespr.com.br. As inscrições são diferenciadas para profissionais e estudantes.

Suínos

Preços do suíno na China atingem menor nível em 16 anos e aceleram descarte de plantéis

Perdas de até US$ 55 por animal pressionam produtores enquanto o país reduz dependência de soja dos EUA e amplia uso de ração fermentada.

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Foto: Shutterstock

Os produtores de suínos na China atravessam o período mais adverso desde 2010. O preço do animal vivo caiu ao menor patamar em 16 anos, em torno de 9,17 yuans por quilo, equivalente a cerca de US$ 0,62 por libra-peso, insuficiente para cobrir os custos de produção. A conta não fecha: estima-se prejuízo entre US$ 50 e US$ 55 por cabeça, o que tem provocado descarte acelerado de matrizes e redução forçada dos plantéis.

Foto: Shutterstock

A crise combina oferta elevada, demanda doméstica enfraquecida e um ambiente econômico pressionado. Em setembro do ano passado, autoridades chinesas reuniram os maiores produtores do país para discutir cortes coordenados na produção. Desde então, as cotações continuaram em queda, ampliando o período de perdas consecutivas na suinocultura do país.

O cenário ocorre em paralelo a uma mudança estrutural na estratégia de abastecimento de insumos para ração. A China reduziu de forma expressiva a participação dos Estados Unidos nas suas compras de soja. Em 2024, os chineses responderam por 47% das exportações norte-americanas do grão. Em 2025, essa fatia caiu para 19%. A diferença passou a ser suprida principalmente pelo Brasil, que ampliou espaço como fornecedor prioritário.

A alteração no fluxo comercial não se limita à origem da soja. O governo chinês passou a estimular práticas alimentares que diminuem a dependência do farelo de soja importado. A diretriz ganhou força após o acirramento das tensões comerciais com os EUA e foi incorporada como prioridade na política de segurança alimentar do país.

Principal mudança

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A principal mudança ocorre dentro das granjas. Parte dos produtores substitui a ração seca tradicional, rica em soja, por ração líquida fermentada. O processo utiliza insumos locais, como farelos diversos, restos vegetais e subprodutos agroindustriais, que passam por fermentação em tanques, em um método comparável ao da produção de iogurte. A fermentação quebra proteínas complexas, facilita a digestão e permite reduzir em até 50% o uso de farelo de soja em algumas operações.

A adoção desse sistema cresce. A ração fermentada representava 3% do volume industrial em 2022. Hoje alcança 8% e a projeção é atingir 15% até 2030. A mudança ocorre em um momento em que a alimentação responde por cerca de 70% do custo de produção do suíno, tornando qualquer redução no uso de ingredientes importados um fator relevante para tentar conter prejuízos.

A combinação entre preços historicamente baixos, ajuste forçado de oferta e reconfiguração das dietas animais indica que a atual crise da suinocultura chinesa ultrapassa um ciclo típico de mercado. Trata-se de um movimento que envolve política comercial, estratégia de segurança alimentar e reestruturação produtiva com efeitos diretos sobre o comércio global de soja, milho e carne suína.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

Paraná se mantém como principal fornecedor de carne suína no Brasil

Dados do IBGE e Agrostat mostram domínio no mercado interno, à frente de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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Fotos: Shutterstock

Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado na quinta-feira (9), destaca que em 2025 o Paraná destacou-se como principal fornecedor de carne suína para o mercado interno brasileiro pelo oitavo ano consecutivo, segundo dados da Pesquisa Trimestral de Abate do IBGE e do Agrostat/Mapa.

Do total de 1,23 milhão de toneladas (t) produzidas no Estado, aproximadamente 990,48 mil t foram destinadas ao consumo interno. Esse montante representa 23,7% do comércio interno de carne suína no Brasil, que alcançou 4,18 milhões de t.

Santa Catarina manteve-se na segunda colocação, com 851,91 mil t comercializadas internamente, equivalentes a 20,4% do total. Na sequência vieram Rio Grande do Sul, com 676,96 mil t (16,2%), Minas Gerais, com 642,31 mil t (15,3%), e Mato Grosso do Sul, com 263,59 mil t (6,3%).

O desempenho do Paraná como principal fornecedor pode ser atribuído a um conjunto de fatores. Entre eles, destaca-se o fato de o Estado ser o segundo maior produtor de carne suína do País e o terceiro maior exportador, tendo destinado apenas 19,2% de sua produção ao mercado externo no último ano. Em comparação, Santa Catarina, líder em produção e exportação, direcionou 46,8% de sua produção às exportações, enquanto o Rio Grande do Sul, terceiro maior produtor e segundo maior exportador, destinou 33,5% ao mercado externo.

Bovinos

Na pecuária de corte, o cenário para os bovinos é de cotações firmes no atacado, ao longo de março, impulsionadas pela oferta restrita de animais prontos e pela demanda externa aquecida. Dados do Deral apontam valorização de 4% e 4,3% no dianteiro e traseiro, respectivamente, no atacado. Vale ressaltar que, mesmo durante a Quaresma, quando o consumo tende a enfraquecer, não houve pressão relevante de queda nas cotações.

Chuvas no campo

A resiliência do setor agropecuário paranaense diante dos desafios ocasionados pela falta de chuvas em algumas regiões do Estado também é destaque do boletim. No Paraná, as lavouras de milho e feijão da segunda safra enfrentam um período de atenção devido à irregularidade das chuvas e ondas de calor.

Mas, segundo o Deral, o retorno recente das precipitações em algumas regiões trouxe um alívio momentâneo ao estresse hídrico, mantendo a perspectiva de recuperação produtiva caso o clima se estabilize. “No campo do feijão, por exemplo, os produtores viram uma valorização expressiva do tipo carioca, que acumulou alta de 48% em 12 meses, incentivando um aumento de 3% na área deste cultivar”, explica o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho.

Fonte: AEN-PR
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Primeiro clone suíno da América Latina nasce em São Paulo

Avanço inédito combina ciência da USP com estrutura do Instituto de Zootecnia e reforça papel da pesquisa paulista na geração de soluções para a saúde e o agro.

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Primeiro clone da América Latina nasceu na unidade de Tanquinho do Instituto de Zootecnia - Foto: Divulgação/IZ/APTA

O primeiro clone suíno da América Latina nasceu na unidade do Instituto de Zootecnia, em Piracicaba (SP), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O feito inédito é resultado de pesquisa conduzida pela Universidade de São Paulo, com apoio da Agência Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), responsável pela estrutura, manejo e cuidado dos animais por meio do Instituto de Zootecnia.

O nascimento ocorreu no dia 24 de março, na unidade experimental do IZ em Tanquinho, onde as instalações foram readequadas conforme a legislação para a produção desses animais, com rigor em biossegurança, bem-estar e controle sanitário.

A iniciativa integra um projeto voltado à produção de suínos com potencial para doação de órgãos e tecidos para humanos, dentro do campo do xenotransplante, técnica que busca reduzir a fila por transplantes e ampliar as possibilidades de compatibilidade entre doadores e receptores.

A pesquisa mobiliza uma equipe multidisciplinar, envolvendo especialistas em zootecnia, medicina veterinária e biotecnologia. No Instituto de Zootecnia, foram desenvolvidos protocolos específicos de manejo produtivo, sanitário, nutricional e ambiental, além de técnicas reprodutivas e cirúrgicas para implantação dos embriões, incluindo sincronização de cio e procedimentos de alta complexidade.

De acordo com a equipe envolvida, os manejos são minuciosamente acompanhados para garantir o sucesso da gestação e o desenvolvimento dos animais. A próxima etapa do projeto prevê o monitoramento dos clones até a maturidade sexual, com geração de dados para subsidiar futuras aplicações científicas e tecnológicas. “O trabalho conduzido pelo Instituto de Zootecnia e pela Universidade de São Paulo marca um avanço decisivo para a ciência paulista e reforça o papel da pesquisa em gerar soluções concretas. O trabalho das nossas instituições abre novas fronteiras para a saúde humana, a produção animal e a bioeconomia. É esse investimento em ciência que sustenta a liderança de São Paulo e prepara o Estado para o futuro”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho.

O manejo dos animais nas baias do Instituto de Zootecnia segue protocolos técnicos rigorosos, especialmente por se tratar de uma pesquisa sensível, voltada à produção de suínos com finalidade biomédica – Foto: Divulgação/IZ/APTA

O coordenador do Instituto de Zootecnia destaca o papel da instituição no projeto. “A estrutura e a expertise do IZ são fundamentais para garantir o manejo adequado dos animais, com foco em biossegurança e bem-estar. É essa base que permite que a ciência avance com segurança e responsabilidade”, afirma.

As pesquisas voltadas ao xenotransplante têm como objetivo enfrentar um dos principais desafios da saúde pública: a escassez de órgãos para transplante. Segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes, pacientes morrem diariamente à espera de um órgão compatível, cenário que reforça a relevância de iniciativas científicas dessa natureza.

Além do impacto na saúde humana, o avanço posiciona São Paulo na vanguarda da biotecnologia aplicada ao agro, consolidando o papel das instituições públicas de pesquisa como ativos estratégicos para o desenvolvimento do Estado.

O projeto segue em desenvolvimento, com novas etapas já em andamento, incluindo a gestação de outros clones, ampliando o potencial de aplicação da tecnologia e reforçando a integração entre ciência, produção e inovação no Estado de São Paulo.

De acordo com a pesquisadora do Instituto de Zooctenia, Simone Raymundo de Oliveira, os manejos produtivos – sanitário, nutricional e ambiental – são minuciosamente estudados pela equipe para garantir o sucesso da gestação. “Nosso objetivo agora é acompanhar o crescimento dos clones até a maturidade sexual, fornecendo dados sobre este animal para futura tomadas de decisões”, enaltece. 

Fonte: Assessoria
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