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Encerram hoje as inscrições para o 1º Workshop de Odor em Toledo (PR)
Fonte: IAP

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Paraná adere a subsídio do diesel para reduzir custos no campo
Programa prevê desconto de até R$ 1,20 por litro e busca amenizar impactos da alta do combustível.

A adesão do Governo do Paraná ao programa de redução da carga tributária sobre o óleo diesel foi recebida como uma conquista pelo Sistema Faep. A medida, publicada na terça-feira (31), atende a uma demanda da entidade, que vinha articulando, junto a órgãos públicos, alternativas para reduzir os impactos da alta do combustível no meio rural, intensificada após os reflexos da guerra no Oriente Médio.
Pelo programa, os governos federal e estadual vão subsidiar juntos até R$ 1,20 por litro de diesel importado, sendo R$ 0,60 de cada parte. Segundo a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), o impacto estimado é de cerca de R$ 77,5 milhões por mês aos cofres do Paraná, terceiro maior importador de diesel do país, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais.

Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep: “É fundamental unir esforços para reduzir os impactos desse cenário sobre a agropecuária, que já sofre com alto custo de produção e margens apertadas”
Para o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, a decisão ameniza os impactos da alta do diesel no meio rural, mas alerta que o cenário ainda exige atenção. “Conforme relatos de alguns sindicatos rurais, em algumas regiões, o litro do diesel chegou a R$ 7,80, bem acima dos R$ 5,50 praticados antes da guerra. É fundamental unir esforços para reduzir os impactos desse cenário sobre a agropecuária, que já sofre com alto custo de produção e margens apertadas”, afirma.
A alta do diesel afeta diretamente o setor agropecuário. Hoje, cerca de 73% da energia utilizada no campo têm origem nos combustíveis fósseis, essenciais para o funcionamento das máquinas dentro das propriedades. Fora da porteira, o peso também é significativo: o diesel responde por aproximadamente 40% do custo do frete para o escoamento da produção.
“Também estamos conversando com a Secretaria Estadual da Fazenda sobre a possibilidade de redução do ICMS do diesel. Essa seria outra medida importante para os nossos produtores rurais e também para a sociedade paranaense durante o conflito”, destaca Meneguette.
Diante desse contexto, o Sistema Faep também tem atuado em outras frentes. No dia 11 de março, a entidade assinou, junto a outras organizações do setor, o manifesto “Pela Elevação da Mistura de Biodiesel como Estratégia de Segurança Energética e Desenvolvimento Nacional”, elaborado pelo Instituto Pensar Agropecuária (IPA). A proposta prevê elevar de 15% para 17% a mistura de biodiesel no diesel.
De forma paralela, no dia 25 de março, a entidade encaminhou ofício a deputada estadual e segunda secretária da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Maria Victoria, solicitando a elevação do teor da mistura para 20%. Essa medida pode contribuir para reduzir custos, fortalecer a segurança energética e acelerar a transição para fontes renováveis no campo, diminuindo a dependência do diesel na agricultura e pecuária.
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Brasil recebe jornalistas de 22 países para imersão no agronegócio
Caravana reuniu 50 profissionais internacionais para conhecer, de perto, a produção e a tecnologia do agro brasileiro.

De 15 a 20 de março, o Brasil recebeu uma caravana da imprensa internacional especializada em agronegócio: 50 jornalistas* experientes que vieram de 22 países para conhecer e vivenciar a agropecuária brasileira. A programação permitiu o diálogo com lideranças do setor, empresários e pesquisadores, somando conhecimento técnico, científico, tecnológico, sustentável e produtivo de alguns dos principais cultivos como café, cana-de-açúcar, grãos, soja, citrus e pecuária, além de conhecimentos sobre agricultura familiar, preservação ambiental, bioinsumos, agricultura de precisão e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).
O encontro, promovido pela IFAJ – Federação Internacional dos Jornalistas Agrícolas e com organização da Rede Agrojor – Associação Brasileira dos Jornalistas de Agronegócio, foi preparado durante 10 meses por um comitê de trabalho voluntário composto por 16 jornalistas brasileiros, associados Agrojor, e baseados em várias regiões do país. A equipe foi comandada pela presidente da entidade, a jornalista Vera Ondei. “Não estamos sozinhos no mundo e o que queremos para o futuro é que todos estes colegas olhem para nós como parceiros na busca por informações sobre o Brasil, principalmente, fontes oficiais, sejam elas empresas, entidades, governo e ONGs”, ressaltou Vera em sua fala de encerramento.
A imersão foi realizada durante o Mid Term Executive Meeting, reunião que ocorre anualmente, a cada edição, em um país diferente. Em 2026, o Brasil sediou o evento pela primeira vez. O principal objetivo foi demonstrar aos profissionais internacionais, de forma completa e abrangente em um curto espaço de tempo como é o agronegócio brasileiro – do lado de dentro da porteira.
Durante os cinco dias, o grupo passou por 10 cidades do interior paulista: Guarulhos (onde foi realizado o coquetel de abertura), São Carlos (local da hospedagem e de onde partiam diariamente), Araraquara, Campinas, Charqueada, Descalvado, Holambra, Mogi-Guaçu, Pirassununga e Piracicaba. Nessas cidades estão centros de pesquisa, institutos, empresas e propriedades rurais que demonstraram inovações e esforços em prol do desenvolvimento tecnológico e sustentável do agro.
Além do conteúdo técnico, durante a experiência, os jornalistas também tiveram a oportunidade de experimentar parte da culinária típica brasileira como um jantar em uma churrascaria no sistema self-service/rodízio. Muitos desconheciam este formato de serviço. Teve também noite com comidas de boteco e a tradicional feijoada. “Foi uma experiência fabulosa, aprendi muito e conheci pessoas maravilhosas”, ressaltou o jornalista Patrick Dupuis, da Canadian Farm Writers Federation (CFWF). “Tanto na Suíça como na Alemanha há muita discussão sobre o Mercosul e os insights que recebemos foram bastante esclarecedores. Aprendi muito. Senti que estava exatamente no lugar e na hora certa”, destacou Kirsten Müller, da Schweizer Agrarjournalisten (VDAJ). “Aprendi muito sobre o Brasil e seu trabalho com o segmento agrícola: minha mente está repleta de ideias de comunicação no agro para acrescentar ao meu trabalho nos EUA”, disse Katie Knapp, da Agricultural Communicators Network (EUA) em acordo com seu colega de redação, Gregory David Horstmeier: “Devo dizer que tudo que vi nesta semana alimentou minha alma e iluminou meu coração. Ficar fora dos EUA uma semana, aprendendo tanto com vocês no Brasil foi incrível”. Steve Werblow, presidente da IFAJ, finalizou: “Vocês transformaram cada problema em aprendizado. Até quando o ônibus ficou atolado, aquilo virou uma oportunidade de entender a logística. Passamos a enxergar as dificuldades e as possibilidades”.
A realização do Executive Meeting IFAJ-Agrojor no Brasil foi possível por causa de empresas e marcas que acreditam na comunicação agro. O evento teve como patrocinador Ouro as empresas Bayer, John Deere e Yara Fertilizantes; a Basf como patrocinador Prata e Corteva como Bronze. A iniciativa teve o apoio da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Cachaça Cabaré, Ford, Legga, Ludu e Toledo do Brasil.
Os locais visitados foram: Embrapa Pecuária Sudeste, Embrapa Instrumentação, Embrapa Territorial, Coplacana, Esalq/Sparcbio, CTC – Centro de Tecnologia Canavieira, Café DelGraan, Sítio São João, Joost Kalanchoé, Koppert, Agrindus/LettiA, Fazenda Estância e Fazenda Cachoeira.
Países representados por seus jornalistas: África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Canadá, Chile, Dinamarca, Escócia, Eslováquia, Eslovênia, Estados Unidos, Finlândia, Geórgia, Irlanda, Nigéria, Noruega, Países Baixos, Quirguistão, Reino Unido, Sérvia e Suíça.
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Alta nas exportações de soja impulsiona aumento dos fretes
Análise da Companhia Nacional de Abastecimento mostra impacto do avanço da colheita, chuvas e cenário externo no transporte de grãos.

As exportações de soja cresceram no mês de fevereiro, contribuindo para o aumento no preço dos fretes. Além da colheita, o período chuvoso é outro fator que influencia na alta dos preços do serviço de transporte de grãos. A análise está na edição de fevereiro do Boletim Logístico, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O monitoramento dos corredores logísticos evidencia o Arco Norte e o porto de Santos (SP) como principais canais de exportação de soja e milho no início de 2026. Pelo Arco Norte, houve o escoamento de 40,8% da produção de milho e 38,4% da produção de soja. Já pelo Porto de Santos foram exportados 33,5% da safra de milho e 36,8% da de soja.

Foto: Freepik
Com a previsão de safra recorde divulgada pela Conab no último levantamento da safra de grãos, os próximos meses devem ser marcados pelo aumento dos fretes rodoviários. “No mercado externo, oscilações cambiais, incertezas geopolíticas e o valor do petróleo devem continuar influenciando o preço dos fretes. Já no mercado interno, os produtores devem lidar com o avanço da colheita das culturas de primeira safra, o que também mantém a pressão de alta nas cotações para a remoção dos grãos”, analisa o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth.
De acordo com o Boletim, no estado de Mato Grosso, principal estado produtor de grãos no país, o alto volume de soja manteve a logística aquecida e os fretes com tendência crescente, com valores até 19% mais elevados que no mês anterior. Apesar das chuvas, melhorias recentes em infraestrutura asseguraram o fluxo, mantendo a proeminência do estado mato-grossense no fornecimento de commodities. O Mato Grosso do Sul também seguiu a tendência de aumento percentual dos fretes, com o registro de rotas que ultrapassaram os 30% em paralelo ao mês de janeiro.
Em Goiás, o excesso de chuvas impactou o plantio e a colheita. Mesmo com a dificuldade encontrada para o avanço das máquinas na colheita e gargalos logísticos, o estado apresentou alta nos fretes, com crescimento percentual acima de 50% em alguns locais. A primeira quinzena de fevereiro foi sintomática quanto à instabilidade climática, com registros de frota retida em virtude da impossibilidade de carregamento e descarga. Com a entrada da nova safra de soja e retenção do milho, a demanda por infraestrutura logística e armazenagem foi ampliada.
No Distrito Federal, os fretes rodoviários apresentaram aumento máximo de 6% em relação ao mês anterior, em conformidade com o esperado para o período de escoamento da safra de grãos. O Boletim assinala a influência do custo local do diesel, do reajuste superior a 3% no piso mínimo do frete em janeiro e de fatores macroeconômicos, além da entrada da safra. O documento prevê ainda que o mês de março deve se caracterizar pelo pico de incremento das cotações de fretes, em função do ápice do escoamento da soja e do milho.

Foto: Claudio Neves
Na Bahia, os fretes cresceram em proporção à alta da demanda por serviços na região Centro-Oeste, que redirecionou os prestadores. Em relação a janeiro, os valores não ultrapassaram o percentual de 10%. O milho apresentou pequena valorização no mercado local. Com a intensificação da colheita da primeira safra nas próximas semanas, o preço do frete tende a crescer.
Em comparação com o mesmo período do ano passado, a colheita de soja no sul do Maranhão levou ao aumento médio de 5% dos fretes em algumas rotas. No vizinho Piauí, o início do escoamento da soja também aqueceu a logística, com fretes em média 11% superiores aos valores do mês de janeiro.
Em Minas Gerais, enquanto os fretes tiveram crescimento geral quando comparados ao mês anterior, o valor do transporte do café registrou queda nas rotas com destino ao sul do estado. As exportações seguem em expansão no estado mineiro, com destaque para produtos de maior valor agregado e para o café.
No Paraná, houve oscilação na demanda e nos preços de acordo com as particularidades das rotas regionais e a disponibilidade de cargas de retorno. Já em São Paulo, os fretes mantiveram estabilidade e tendência à queda em comparativo mensal, com expectativa de que a colheita de soja melhore as cotações.
Adubos e fertilizantes
As importações aumentaram em relação ao mesmo período do ano passado. Em fevereiro, o Brasil importou 2,38 milhões de toneladas de fertilizantes, o que oferece margem de segurança para o plantio das próximas safras.
A pesquisa analisou as principais rotas de escoamento do país, abrangendo dez estados. O Boletim considera aspectos logísticos do setor agropecuário, posição das exportações, análise do fluxo de cargas e movimentação de estoques da Conab. As análises completas estão no Boletim Logístico – Março/2026.
