Notícias Avicultura
Encerra hoje a primeira etapa de inscrições para o SBSA 2020
Simpósio Brasil Sul de Avicultura vai reunir a avicultura latino-americana de 7 a 9 de abril de 2020 em Chapecó,SC

A primeira etapa de inscrições encerra hoje, dia 28 de fevereiro, na programação do 21º Simpósio Brasil Sul de Avicultura, evento referência da avicultura latino-americana, temas de mercado como “Produtos avícolas – novas tendências de consumo mundial” com José Antonio Ribas Junior- Diretor na Seara Alimentos S/A (JBS FOODS) e presidente da ACAV – Associação Catarinense de Avicultura e outros temas instigadores como o uso de “A inteligência artificial e o big data – a nova forma de trabalhar na avicultura”. Atentos ao momento mundial de enfermidades transfronteiriças e risco sanitário iminente o evento vai abordar ainda inovações tecnológicas, imunidade e temas sanitários que garantam a biosseguridade do rebanho brasileiro e mundial. O evento terá tradução simultânea para o espanhol e as vagas são limitadas.
As vagas para o evento podem ser garantidas pelo site do Nucleovet a um valor de R$ 400 para profissionais e R$ 300 para estudantes. A partir desta data os valores passam a R$ 440 e R$ 340 respectivamente até o dia 31 de março. As inscrições poderão ser feitas ainda durante o evento a R$ 500 para profissionais e R$ 400 para estudantes. São oferecidos ainda preços diferenciados para agroindústrias com pacotes a partir de 10 inscrições, com valores iniciais de R$ 300. Para universidades os pacotes a partir de 10 inscrições os valores são de R$ 270, R$ 300 e R$ 350, respectivamente.
O presidente do Nucleovet, o médico veterinário Luiz Carlos Giongo destaca o desafio de realizar a 21ª edição do SBSA. “O desafio é oferecer aos participantes o que tem de mais atual e inovador na área científica, aperfeiçoamento pessoal e profissional, comportamento do mercado global e normativas e procedimentos legais. Precisamos surpreender positivamente, por isso, é de suma importância termos o apoio de toda cadeia produtiva” comenta.
Membro da comissão científica do 21º Simpósio Brasil Sul de Avicultura, o Prof. Dr. Tiago Goulart Petrolli dos Cursos de Medicina Veterinária e Zootecnia – UNOESC Xanxerê, responsável pelo Programa de Mestrado em Sanidade e Produção Animal – UNOESC destaca a importância de discutir esses temas e reunir especialistas.
“Nunca foi tão imperativo como nos dias de hoje a necessidade de capacitação dos profissionais ligados à avicultura. Em dias de grandes epidemias mundiais, associados à grande dificuldade no controle de certos problemas emergentes no cenário da biosseguridade mundial, torna-se fundamental que os profissionais ligados à atividade avícola brasileira estejam cada vez mais capacitados para enfrentar estas adversidades”.
Petrolli alerta ainda para necessidade de uma nova visão global, e a preocupação com uma saúde única “ Estamos hoje no advento da elaboração de programas de biosseguridade englobando aspectos de saúde única, que nos obrigam a pensar tecnicamente e cientificamente sobre a saúde das aves e a saúde humana em conjunto. Em um mundo dinâmico e altamente transformador, o evento possui papel decisivo ao reunir os profissionais da área para discutir os caminhos e as ferramentas de decisão a serem tomadas para enfrentar as situações discutidas”.
Programação atualizada
O 21º Simpósio Brasil Sul de Avicultura abordará ainda assuntos como a “Produção mundial de Proteína Animal” com a presença de especialistas no assunto. Um painel na manhã do dia 08 de abril, quarta feira vai tratar de “Atualizações no sistema de inspeção brasileira: Oportunidades e desafios”; “Qualidade óssea – métricas e melhorias para diminuir quebras no abatedouro” e “Efeito do manejo pré-abate sobre os níveis de condenação na indústria Européia”, dando uma visão brasileira e europeia para o Bloco Abatedouro de palestras e debates. O SBSA 2020 vai abordar ainda temas como “Efeito do manejo pré-abate sobre os níveis de condenação na indústria Brasileira”.
No Bloco Sanidade serão apresentadas as ultimas atualizações sobre “Avicultura sem antibiótico, já é uma realidade?”;“Multiresistência bacteriana e as estratégias de mitigação por parte da indústria” e “Alternativas aos antibióticos e promotores de crescimento para a saúde das aves”.
Tema que aparece no centro das discussões praticamente desde a primeira edição, a salmonelose, será abordada na palestra “Estruturação e implementação de um programa pra redução de salmonela na cadeia avícola”, seguido de debate.
No último dia do evento, os hot spots ficam por conta do Bloco Manejo que vai discutir “Proventriculite transmissível em frangos de corte. Causas e consequências”; “Atualizações/novidades em ambiência para melhor desempenho do frango de corte atual” e “Imunidade intestinal e sua importância dentro de um programa de controle da Salmonella”. O tema “Inovações Tecnológicas em vacinas de frangos de corte”, encerra a programação que vai reunir especialistas brasileiros e internacionais.
Petrolli finaliza falando do encontro técnico que se transformou no principal fórum de idéias e práticas do país “O simpósio Brasil Sul de Avicultura já é tradicional e possui papel marcante na difusão de conhecimento na avicultura brasileira. Como desafios, listamos a necessidade de atender à altura a expectativa de todos referentes aos temas propostos, elencando os maiores desafios da atualidade, com a indicação de palestrantes renomados e com gabarito técnico para nos atualizar sobre cada tema em questão. Temos a missão de propor um evento atrativo, com inovações a cada ano, reunindo toda a cadeia produtiva em nossa cidade. Em abril, todos os olhos da Avicultura estarão voltados para Chapecó!”.
Paralelo ao simpósio técnico a feira de negócios Poultry Fair vai reunir mais de 70 empresas de tecnologia, sanidade, nutrição e equipamentos para avicultura em três dias de muito networking.

Notícias
Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo
Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação
A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.
“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.
Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.
Como acessar
O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.
“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.
Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.
“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.
A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo
Notícias
Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras
Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.
“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.
“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.
Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay.
Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.
“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.
Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.
O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.
Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.
Notícias
EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil
Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação
A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.
Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.
Brasil entre os países com maior alíquota proposta
Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.
A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação
dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.
Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.
Instrumento de pressão comercial
A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.
A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.
Consulta pública antes da decisão final
As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.
As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.
Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.



