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Notícias Ampliação da competitividade

Encadeamento Produtivo apresenta resultados com foco em genética e gestão de qualidade

Análise do trabalho feito durante o ano de 2022 foi demonstrado no encerramento das atividades.

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Os resultados do maior programa de estímulo ao desenvolvimento das pequenas e médias empresas ligadas ao agronegócio (aves, suínos e leite), o Encadeamento Produtivo, foram apresentadas em evento de encerramento das atividades de 2022. O encontro ocorreu nessa semana em Chapecó (SC) e reuniu profissionais envolvidos em todas as etapas do programa.

As ações ao longo do ano foram desenvolvidas com foco no aprimoramento da gestão, da qualidade e da genética nas empresas rurais. A iniciativa é desenvolvida pela Aurora Coop, pelo Sebrae/SC e outros parceiros. O objetivo é ampliar a competitividade, incentivar a cooperação, promover a competência tecnológica e de gestão das empresas rurais, por meio de relacionamentos cooperativos.

No evento foram avaliados os resultados observando aspectos técnicos, de articulação entre as cooperativas e adequação de ferramentas e soluções que são aplicadas no decorrer do programa com foco no fortalecimento da cooperação e do processo produtivo.

Fotos: Divulgação/Aurora Coop

O gestor Agro no Sebrae/SC, Enio Albérto Parmeggiani, destaca que o ano de 2022 foi de ajustes em decorrência das consequências da covid-19. Com isso, houve a flexibilização das entregas das soluções de acordo com a realidade de cada uma das cooperativas.

“Nesse processo, fica visível a importância da busca de eficiência pelo produtor rural e o quanto isso auxilia no acesso aos mercados internacionais, fortalecendo Santa Catarina e os Estados do sul na linha de produção de proteína animal, com profissionais conscientes e responsáveis no processo de produção de suínos, aves e leite, tudo o que complementa a atividade até chegar na plataforma industrial, que é o foco”, comenta.

Inovação que gera resultados

O Encadeamento Produtivo está estruturado de maneira a priorizar o empreendedor rural, ou seja, auxiliá-lo a aprimorar a gestão das propriedades. O programa oportuniza conhecimentos e técnicas para melhorar a organização do empreendimento, na avaliação de oportunidades e na inserção de inovações. Também oferece informações necessárias para o produtor realizar as análises, avaliar os problemas e identificar as soluções.

A gerente da regional norte do Sebrae no Rio Grande do Sul, Silvia Berguemmaier, observa que no ano de 2022 foram retomadas as atividades presenciais após o período de pandemia. No Rio Grande do Sul, o programa existe há cerca de quatro anos.

“Trabalhamos soluções voltadas a Qualidade Total Rural, ao De Olho, a eficiência energética, às questões da sucessão familiar e em 2022 iniciamos o mapeamento genético, que foi um diferencial em que realizamos a análise de 135 animais. O maior ganho é ver os resultados que todas essas intervenções, em termos de gestão, qualidade, de organização da propriedade, uso eficiente da energia, têm nas propriedades atendidas pelo programa”, complementa.

A analista de relacionamento do Sebrae no Mato Grosso do Sul, Priscila Proença, explica que a execução do programa no MS é diferente em relação aos demais Estados. Isso porque, segundo ela, a região é formada por grandes fazendas.

“É possível identificar avanços diante dos aprendizados que o produtor tem acesso. Isso é demonstrado através de relatos dos empresários rurais de como era antes e como está atualmente. Renovamos esses atendimentos, trazendo eles para mais perto”, cita.

Priscila observa que o Sebrae Nacional pretende estender os atendimentos e expandir o Encadeamento Produtivo aos produtores de grãos, uma vez que ele faz parte da cadeia produtiva. “O Sebrae/MS se coloca à disposição para ampliar esse leque de atendimentos, pensando em atender o que envolve a cadeia produtiva como um todo”.

O Encadeamento Produtivo é realizado no MS em fazendas que produzem suínos. “Somente em 2022 fizeram parte do programa 40 empresas rurais, nas quais foram capacitados inúmeros funcionários e empresários rurais”, salienta.

Retomada pós-pandemia

Coordenador do programa Encadeamento Produtivo na Aurora Coop, Joel José Pinto: “O programa oportuniza para que os empresários rurais entendam o conceito de qualidade, cuidem da questão ambiental, sanitária e social”

O coordenador do programa Encadeamento Produtivo na Aurora Coop, Joel José Pinto, ressalta que com a retomada pós-pandemia, as 11 cooperativas conseguiram participar de forma plena. “Para nós, da Aurora Coop, o Encadeamento Produtivo é um projeto que não tem fim. É necessário trabalhar a qualidade constantemente. O resultado no campo reflete na indústria e faz com que tenhamos melhores produtos. O programa oportuniza para que os empresários rurais entendam o conceito de qualidade, cuidem da questão ambiental, sanitária e social”.

Além disso, Joel frisa que o programa aumenta a qualidade de vida dos produtores o que, consequentemente, traz melhores resultados e maior qualidade no que é produzido. “Desde o início do projeto, há mais de 20 anos, o programa já atendeu 50 mil produtores rurais, mas sabemos que temos um longo caminho pela frente trabalhando com a sucessão familiar para preparar os futuros empreendedores do campo”, conclui.

Parceiros

O “Encadeamento Produtivo Aurora Coop: Suínos, Aves e Leite” é desenvolvido em Santa Catarina com as parcerias do Sebrae, do Senar, do Sescoop, do Sicoob, da Cooperalfa, da Itaipu, da Auriverde, da Coolacer, da Copérdia, da Caslo, da Cooper A1 e da Coopervil. No Rio Grande do Sul, conta com a parceria do Sebrae, do Sicredi, da Cooperalfa, da Cooper A1 e da Copérdia. No Paraná participam o Sebrae, a Cooperalfa, a Copérdia e a Cocari e, no Mato Grosso do Sul, Sebrae, Cooasgo e Cooperalfa.

Fonte: Ascom

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões

Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

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Foto: Divulgação

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.

Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.

Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.

Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”

O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.

A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.

Fonte: Assessoria Copercampos
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea

Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

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Foto: Shutterstock

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.

O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).

Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.

No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.

Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.

 

Fonte: Assessoria Cepea
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina

Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

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Fotos: Bruna Leticia/MB Comunicação

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan

Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.

Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.

Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.

O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.

Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.

Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.

O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.

Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação

“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.

A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.

Fonte: Assessoria Sebrae
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