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Notícias Crédito agrícola

Empresas podem se inscrever para apresentar soluções no 4º Workshop de Inovação Financeira do Agronegócio

Objetivo do evento é aproximar os produtores rurais às instituições focadas no lançamento de soluções inovadoras para o meio rural.

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Foto: Arquivo/OP Rural

A Secretaria de Política Agrícola Adjunta (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com a Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro), realiza no próximo mês o 4º Workshop de Inovação Financeira do Agronegócio. As inscrições para as empresas interessadas em divulgar suas soluções durante o workshop podem ser feitas até o dia 22 de julho.

Podem se inscrever empresas que ofereçam soluções financeiras, de crédito, jurídica, de comercialização, marketplace, assistência técnica remota, monitoramento de safra/solo, seguro rural, gestão de risco, mensuração de carbono e de ativos ambientais, governança entre outros.

As interessadas devem mandar e-mail para spa@agro.gov.br com o nome da empresa, solução a ser apresentada, ponto focal, e-mail e telefone.

O objetivo do evento é reunir instituições focadas no lançamento de soluções inovadoras para o meio rural e aproximá-las dos produtores rurais e suas associações de classe, bem como dos investidores do agronegócio.

A Secretaria de Política Agrícola já realizou três edições do workshop em 2021, que contaram com a participação de 47 empresas. A quarta edição acontecerá nos dias 30 e 31 de agosto de 2022.

O workshop acontece no formato webinar e é transmitido ao vivo pelo canal da Enagro no YouTube.

Fonte: Mapa
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Colunistas Opinião

Intercooperação: qual sua importância no pós-pandemia?

Iniciativa permite melhorar a qualidade dos produtos e aumentar a rentabilidade para os cooperados, além de impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

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Foto: Divulgação/Unium

Nos últimos dois anos, o mundo enfrentou a maior crise sanitária dos últimos 100 anos. Refletindo em todos os setores, a pandemia trouxe muitas incertezas e desafios jamais vividos. Com isso, pensar em novas soluções e maneiras para “sair da caixa” se fez necessário. Em meio a tantas dúvidas e sequelas, a intercooperação obteve resultados positivos. O modelo é baseado em pessoas e na ajuda mútua, trabalhando sempre em torno dos interesses em comum.

Há séculos, sabemos que essa união era o caminho para o sucesso. A iniciativa permite melhorar a qualidade dos produtos e aumentar a rentabilidade para os cooperados, além de impulsionar o desenvolvimento econômico da região. Na prática, o modelo faz a diferença para o dia a dia dos produtores, pois o pequeno produtor não tem como concorrer com grandes nomes do mercado. Como cooperativa, é formada uma grande organização e toda a produção é vendida diretamente para a indústria. Sendo assim, há possibilidade de um produtor individual competir com os maiores players do mercado.

Comprar os insumos necessários na própria cooperativa e poder negociar sua produção localmente, sem perder no faturamento são mais alguns dos diferenciais. Com isso, o produto final sempre sai ganhando, principalmente na questão da qualidade. O estímulo à troca de informações técnicas e de mercado, o aprendizado proveniente da interação com os parceiros de negócio, os investimentos e a evolução nos modelos de gestão das cooperativas, são processos internos da intercooperação que impactam o resultado final. Além de conceitos como colaboração, crescimento sustentável e economia compartilhada serem reforçados no formato.

Hoje, é notória a importância desse modelo tanto para os produtores como para o faturamento de cada cooperativa. Mesmo independentes, os resultados foram expressivos após a intercooperação ter sido adotada. Durante a pandemia, o setor se fez presente e cresceu consideravelmente para o momento de crise que o mundo todo enfrentava, mostrando ser uma decisão acertada. É importante ressaltar que não se trata de uma fusão ou nova cooperativa, mas sim de uma marca “guarda-chuva”, que tem abaixo de si as marcas de produtos das cooperativas, que deixam de utilizar suas marcas de fabricantes. Incluindo também um complexo modelo de gestão de negócios, produção e logística.

Nosso objetivo é apresentar esse modelo ao mercado, já que somos um exemplo e podemos fazê-lo crescer cada vez mais. As cooperativas fazem a “lição de casa” ao oferecer insumos, serviços e lojas agropecuárias para os associados. Já, a parte industrial é realizada em conjunto, sem que a identidade de cada cooperativa seja perdida ao longo do processo. O investimento em novas tecnologias, a preservação da qualidade e a produtividade também são fatores relevantes e vantajosos para a intercooperação, fazendo com que a qualidade, já reconhecida dos produtos, seja mantida.

Nas cooperativas, temos um grande número de pessoas comprometidas com o que acreditam. Apesar de desafiadora, a pandemia nos mostrou que a cooperação é importante para superar os obstáculos, identificamos a importância da cooperação para o bem-estar da população e do desenvolvimento em conjunto, valores que já faziam parte da rotina de instituições cooperativas há tempos e que, a partir de agora, devem manter-se na rotina de cada uma. Sendo assim, essencial no pós- pandemia, pois, dessa maneira, é possível transformar o trabalho realizado e a vida de cada cooperado, além de inovar e alcançar resultados significativos. Como dizem, a união faz a força, e, também, a diferença.

Fonte: Por Auke Dijkstra Neto, Gestor de Estratégia e Inovação da Unium.
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Notícias

Possibilidade de safra recorde pressiona valores do trigo no Brasil

As negociações do cereal seguem em ritmo lento no mercado interno, com moinhos comprando apenas para o curto prazo, aguardando a entrada da nova safra nacional. Já no mercado externo, os valores têm sido sustentados por dados apontando piora das condições das lavouras nos Estados Unidos e na Europa.

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Foto: Arquivo/OP Rural

A semeadura da safra deste ano foi praticamente encerrada, e estimativas indicam possibilidade de produção recorde no Brasil.

De acordo com a Conab, devem ser colhidas 9,16 milhões de toneladas nesta temporada, alta de 19,3% em comparação à safra 2021/22.

Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário vem pressionando as cotações domésticas do trigo.

As negociações do cereal seguem em ritmo lento no mercado interno, com moinhos comprando apenas para o curto prazo, aguardando a entrada da nova safra nacional.

Já no mercado externo, os valores têm sido sustentados por dados apontando piora das condições das lavouras nos Estados Unidos e na Europa e por preocupações com as exportações ucranianas.

Fonte: Cepea
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Notícias Edição Cooperativismo

ESG não é moda, é necessidade, aponta Lar

A Lar Cooperativa Agroindustrial tem o ESG em seu DNA, com o “S” de social muito forte em sua atuação junto à comunidade onde está inserida, viabilizando aproximadamente 80% dos mini e pequenos produtores rurais.

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Crianças participam de atividade de conscientização com plantio de árvores nativas nas margens de nascentes em alusão ao Dia Mundial da Água - Fotos: Arquivo Lar

O Brasil é um dos principais produtores do agronegócio mundial, liderando a produção e exportação de uma infinidade de produtos agropecuários. Conforme estimativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), até 2030 a produção agrícola do país deve crescer mais de 20%. Esta produção demandará um maior uso de recursos naturais – como da água e do solo -, e de insumos agrícolas, os quais precisarão ser cada vez mais manejados de modo eficiente a fim de não interferirem no meio ambiente e nas gerações futuras.

Do lado das empresas, aquelas que adotarem práticas e modelos alinhadas à Agenda ESG – um conjunto de condutas ambientais, sociais e de governança para guiar investimentos e escolhas de consumo – se diferenciarão no mercado e criarão as bases para um crescimento sustentável.

Diretor-presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineo da Costa Rodrigues: “A Lar monitora o atendimento aos padrões de qualidade do ar em 100% de suas unidades, com isso, somente em 2021 sequestrou 640 toneladas de carbono do ar”

A Lar Cooperativa Agroindustrial tem o ESG em seu DNA, com o “S” de social muito forte em sua atuação junto à comunidade onde está inserida, viabilizando aproximadamente 80% dos mini e pequenos produtores rurais. O respeito e a preservação ao meio ambiente também norteiam as ações da Lar, que tem atuado intensamente na preservação e na economia d’água, tratamento de efluentes, resíduos sólidos, qualidade do ar e em educação ambiental. “Temos ainda muitas oportunidades para melhorar nossas práticas, mas também temos muito o que capitalizar em nossos negócios com as ações que já realizamos”, pontua o diretor-presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineo da Costa Rodrigues.

Com clientes em diversas regiões do Brasil e do mundo, Rodrigues ressalta que a questão ambiental tem sido bastante valorizada no fechamento de novos negócios, principalmente após a COP26, realizada ano passado na Escócia. “Além disso, as instituições financeiras há algum tempo já estão considerando as ações ambientais, sociais e de governança como itens de avaliação das organizações para a concessão de crédito. Não se consegue conceder um empréstimo ou fazer negociações com empresas que poluem o meio ambiente, desmatam de forma ilegal, discriminam seus funcionários ou mesmo não praticam ações de governança, como a participação nas decisões e a transparência nas informações”, evidencia.

Compromisso

Conforme Rodrigues, a Agenda ESG é, em primeiro lugar, um compromisso da diretoria e do Conselho de Administração da Lar, instâncias onde são definidas as prioridades e as estratégias de atuação da cooperativa. Dentro da Lar, o tema está ligado à Superintendência Administrativa e Financeira na Gerência de Qualidade, Meio Ambiente e Inovação. “Não existe um departamento criado exclusivamente para essa finalidade, uma vez que o tema permeia em toda a cooperativa, em suas diferentes áreas. A evolução econômica, do conhecimento, cultural e social é notável na família associada e no quadro de funcionários”, expõe Rodrigues.

Governança

Vista aérea da Unidade Industrial de Aves em Matelândia, PR, em que mostra as florestas de eucalipto que recebem o efluente tratado da indústria

No que diz respeito à governança, foi criado na Lar o Conselho Consultivo, que trouxe o associado ainda mais perto da cooperativa, participando e opinando sobre os rumos da companhia; a Universidade Corporativa, que conta com um número enorme de programas de treinamento e preparação de pessoas, tanto para associados quanto para os funcionários; além dos comitês por atividades, que são fóruns técnicos de discussão, onde os associados podem aprender mais sobre o segmento que atuam, visando a evolução de suas atividades.

“A Lar atua e continuará atuando fortemente na preparação de lideranças, além de trabalhar junto à comunidade, através da conscientização da necessidade da cooperação como forma de melhoria da qualidade de vida das pessoas, assim como também atuará junto aos stakeholders na conscientização sobre a importância da preservação do meio ambiente para garantia da sustentabilidade, ou seja, que as gerações futuras também possam aproveitar dos recursos naturais do nosso planeta”, salienta o diretor-presidente da Lar.

Entre as principais ações de governança realizadas pela Lar estão a formalização em estatuto do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal, auditoria interna, auditoria externa com reconhecimento internacional, planejamento estratégico, divulgação das demonstrações financeiras, criação do Conselho Consultivo e de Comitês por atividades, decisões colegiadas na alta administração, que envolve diretores e as superintendências, bem como da inserção de mulheres e jovens no ambiente empresarial do Sistema Lar.

Para reduzir ao mínimo as chances de erros contábeis, Rodrigues reforça que boa parte das informações são geradas por softwares específicos e interligados para cada atividade ou processo, porém, ainda assim, podem haver riscos de alguns erros por algum lançamento errôneo. “Utilizamos diversos mecanismos internos de checagem, como as conciliações diárias e mensais, auditorias internas e externas profundas, e o próprio conhecimento dos profissionais das áreas que, conhecendo detalhadamente os negócios, conseguem identificar quando algum número passa a não corresponder à realidade. Esses desvios são fáceis e rapidamente identificados, tratados e os sistemas melhorados para que não voltem a acontecer”, enfatiza.

Agenda ambiental

Através do Programa Prioridade Ambiental, a cooperativa desenvolve um rigoroso monitoramento em todas as atividades de forma a manter a qualidade do ar, do controle e gerenciamento dos parâmetros da água, resíduos e efluentes, além de trabalhar de forma a melhorar a eficiência energética, com o uso de fontes alternativas e de atuação junto à comunidade com temas voltados à educação ambiental.

Um belo exemplo é da família Colombari que, com uma pequena propriedade em São Miguel do Iguaçu, PR, diversifica sua produção de grãos com a criação de suínos e de gado de corte. Os dejetos dos animais são removidos para um biogestor para gerar energia elétrica para as instalações do sítio. Já são quatro gerações da família que trabalham no campo.

Em 2021, a cooperativa reduziu 867 mil m³ de água no processo de abate de aves, volume considerado o bastante para atender o consumo de 3.942 residências durante um ano. Outro projeto de extrema relevância para a sustentabilidade, elencado por Rodrigues, é a recuperação de nascentes degradadas das propriedades dos associados e da própria cooperativa, onde já foram recuperadas mais de 150 nascentes, devolvendo água pura e abundante à natureza e ao consumo nas propriedades.

São mais de 150 minas já revitalizadas pela Lar para aumentar e garantir a disponibilidade hídrica no Oeste do Paraná

Em relação ao tratamento de resíduos, após o processo de filtração da água de abate e sua adequação aos parâmetros legais, a cooperativa realiza a sua disposição em solo por meio da fertirrigação em uma área de 331 hectares. Além do aproveitamento da água que retorna à natureza, a Lar também sequestra carbono com o plantio e manejo de florestas de eucalipto.

“A Lar possui áreas de reflorestamento com 1.830,26 hectares e mais 1.369,77 hectares de vegetação nativa. Além disso, monitora o atendimento aos padrões de qualidade do ar em 100% de suas unidades. Somente em 2021, sequestrou 640 mil toneladas de carbono do ar”, relatou Rodrigues.

Os gases de efeito estufa, principalmente o metano, são os mais prejudiciais ao meio ambiente e a Lar tem adotado formas de evitar a sua emissão para a atmosfera, entre elas com a implantação de biodigestores nas unidades de produção de leitões e a canalização do gás para transformar em energia elétrica, alimentando geradores e abastecendo as unidades as quais estão instalados. Em 2021, a cooperativa estima que foram evitados a emissão de 740 mil m³ de metano na atmosfera.

“Também trabalhamos fortemente com a gestão dos resíduos sólidos. Em nossas unidades de aves, de rações e de produção de ovos realizamos a logística reversa de embalagens. E nas unidades de produção de pintainhos e leitões, além das propriedades dos associados, fizemos a recolha dos resíduos de serviço de saúde animal, desta forma conseguimos no ano passado destinar adequadamente 62 toneladas destes resíduos”, pontua Rodrigues.

No último ano, a Lar também destinou de forma correta 293 toneladas de embalagens de agrotóxicos, material gerado por 15 municípios do Oeste paranaense.

Com vistas à conscientização ambiental, a Lar realiza eventos de valorização de datas comemorativas, como o Dia Mundial do Meio Ambiente, Dia da Água, Dia da Terra, Dia da Árvore, envolvendo a comunidade estudantil de forma a contribuir para uma sociedade mais integrada com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Ações futuras

Com forte atuação na preservação de recursos naturais, entre as ações previstas para os próximos estão a implantação de um projeto de reuso de água em uma das plantas de abate de aves. Em funcionamento, o sistema reduzirá em 30% o consumo de água. Outra iniciativa que está em andamento é o Prêmio Lar de Sustentabilidade, que irá premiar os associados que praticam as Boas Práticas de Sustentabilidade na propriedade. “Nosso objetivo é disseminar e estimular a cultura de sustentabilidade junto aos associados e à comunidade, a partir de critérios ESG. As inscrições encerraram no fim de junho, agora serão feitas as avaliações nas propriedades e os vencedores serão conhecidos no mês de novembro”, declara o diretor-presidente da Lar.

Conforme Rodrigues, a Agenda ESG para a Lar não é mais uma prática de gestão que está na moda, mas uma necessidade para as empresas que anseiam atuar no mercado mundial. “As empresas de classe mundial que adotam medidas ESG serão as preferidas em negociações comerciais e financeiras”, encerra.

Para saber um pouco mais de como a agenda ESG está movimentando o cooperativismo brasileiro acesse a versão digital da edição Especial de Cooperativismo clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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