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Avicultura

Empresa lança programa para aumentar produção de frango no Espírito Santo

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Uma iniciativa inédita no Espírito Santo promete ampliar a oferta de frangos destinados ao abate no Estado. É o Projeto de Integração Avícola, lançado no último sábado (6) pela Companhia de Alimentos Uniaves. O objetivo é aumentar a produção de 50 mil para 150 mil aves por dia.
A previsão com esta expansão é de gerar, aproximadamente, quatrocentos novos postos de trabalho diretos. Cada produtor integrado terá ao final de um ano uma margem bruta em torno de R$ 150 mil.
O lançamento do projeto aconteceu na sede da Uniaves, na localidade de Aracuí, em Castelo. Estiveram presentes o governador Renato Casagrande, o secretário da Agricultura, Enio Bergoli, o diretor-presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, o diretor-presidente do Bandes, Guerino Balestrassi, o prefeito de Castelo, Jair Ferraço e o diretor executivo da Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (AVES), Nélio Hand, além de outras autoridades.
“As pessoas só permanecem no campo se tiverem emprego e renda. Só investem em negócios no meio rural se tiverem condições para isso. O Governo do Espírito Santo colocou o interior capixaba na pauta de prioridades de atuação e traz investimentos para melhorar as condições de vida de quem mora na zona rural, por meio de diversos programas”, declarou o governador Renato Casagrande.
O projeto prevê a construção de 150 aviários, cada um com alojamento para 35 mil aves, até abril de 2015, localizados em Castelo e em municípios com até 70 quilômetros de distância da indústria, o que movimentará a economia local na região. A previsão é que o impacto financeiro do projeto, com a construção dos aviários, seja de, aproximadamente, R$ 75 milhões, gerando cerca de R$ 15 milhões de capital de giro.
“O Governo oferece incentivos fiscais para que o produto capixaba seja mais competitivo do que o que vem de fora. O primeiro objetivo é atender à nossa demanda interna de frango, que é maior do que nossa produção, e diminuir a necessidade de trazer a produção de outros estados”, afirmou o secretário da Agricultura, Enio Bergoli.
O Projeto de Integração funciona da seguinte forma: a empresa fornecerá ao produtor- pintinho, ração, assistência técnica, medicamentos, carregamento e transporte e ainda irá comprar as aves em fase de abate-. Em contrapartida o integrado (produtor), deverá arcar com a construção de galpão com infraestrutura adequada e mão de obra. Para isso os bancos disponibilizarão linhas de crédito adequadas com juros baixos, possibilitando ao produtor estar inserido no projeto.
De acordo com o diretor executivo da AVES, Nélio Hand, que participou do lançamento, a avicultura capixaba inicia um momento de crescimento planejado e com grandes perspectivas junto ao mercado em que atua. Ele destaca que a inciativa do governo do estado culmina exatamente com a necessidade da atividade apresentada nos últimos anos. “Temos um complexo industrial sendo formatado com muita competência e alta tecnologia, precisamos que mecanismos como estes possam ser ampliados a fim de fortificar esses projetos. A AVES vem apoiando e acompanhando todo essa desenvoltura e sempre acompanhará para que esse processo possa atender todas as demandas existentes”, esclarece
A integração contará com projetos com licenciamento ambiental; projeto modal de financiamento; recomendação das melhores propostas equalizadas de construtoras e equipamentos; projetos modulados, padronizados, dark horse com isopainel, atendendo todas as normativas do Ministério do Meio Ambiente. O projeto possibilitará à empresa atender melhor o mercado regional e nacional; ser referência em custos e tecnologia sustentável, entre outras ações.
“A integração é uma fórmula de sucesso. Uma oportunidade para produtores e empresa trabalharem juntos em prol do desenvolvimento mútuo. Com este sistema temos capacidade de ampliar a produção e, consequemente, gerar mais emprego e renda para milhares de famílias de toda a região Sul, em especial do município de Castelo”, destacou o diretor da Uniaves, Pedro Henrique Oliveira. 

Fonte: SEAG – ES, AVES e UNIAVES

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Avicultura

Frango perde competitividade para carne suína e ganha frente à bovina

Queda de preços das carnes em janeiro reflete a menor demanda interna típica do início do ano e o excesso de oferta no atacado.

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Foto: Jonathan Campos

A competitividade da carne de frango apresentou comportamentos distintos frente às principais proteínas concorrentes no início de 2026. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indica que, em janeiro, a proteína avícola perdeu espaço em relação à carne suína, mas ganhou competitividade frente à bovina no mercado atacadista da Grande São Paulo.

Foto: Shutterstock

De acordo com os pesquisadores do Cepea, o movimento foi resultado de uma desvalorização mais acentuada da carne suína quando comparada à avícola. Ambas as proteínas registraram queda de preços ao longo do mês, porém a retração mais intensa da suinocultura reduziu a vantagem relativa do frango na disputa pelo consumidor.

Na contramão desse cenário, a carne bovina apresentou leve valorização no período. As altas observadas até a metade de janeiro foram suficientes para elevar a média mensal dos preços no atacado, o que favoreceu a posição competitiva do frango frente à proteína de maior valor. Segundo o Cepea, o ritmo de negócios com carne bovina, no entanto, perdeu fôlego a partir da última semana do mês.

Os pesquisadores explicam que a pressão baixista sobre as carnes de frango e suína é característica do primeiro mês do ano, quando a demanda interna costuma estar mais enfraquecida. Esse comportamento sazonal tende a gerar uma situação de oferta elevada no atacado, dificultando a sustentação dos preços no curto prazo.

Fonte: O Presente Rural
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Ventania causa destruição em aviários no interior do Paraná

Rajadas de vento atingiram a Linha Felicidade, no interior do distrito de São Clemente, em Santa Helena, destelhando estruturas e provocando prejuízos materiais. Não houve registro de feridos.

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Foto: Reprodução

Uma ventania intensa e de curta duração provocou danos significativos em aviários na Linha Felicidade, no interior do distrito de São Clemente, em Santa Helena, no Oeste do Paraná, na tarde de quinta-feira (29). O fenômeno chamou a atenção pelo caráter repentino e  localizado: enquanto duas estruturas foram severamente atingidas, propriedades vizinhas, a cerca de 500 metros, não registraram qualquer dano.

Foto: Reprodução

Segundo relato do produtor, o vento surgiu de forma inesperada, mesmo com apenas alguns pingos de chuva no momento do ocorrido. Em questão de segundos, as rajadas ganharam força suficiente para arrancar telhas e comprometer partes importantes das construções, especialmente os aviários da propriedade. “O vento foi muito forte e aconteceu muito rápido. Só vi telhas voando para todos os lados e ouvi o barulho intenso. Fiquei paralisado e precisei orientar minha filha pequena a se proteger”, contou.

De acordo com o produtor, ao menos dois aviários foram atingidos. Um deles sofreu os danos mais severos, com destelhamento completo na parte central e destruição de estruturas laterais e do fundo.

O outro também teve prejuízos, embora em menor proporção. Apesar da proximidade, outros aviários da região, inclusive alinhados na mesma área, não foram afetados. “Não tem muita explicação, só vendo de perto para entender a força do vento”, comentou.

A avaliação reforça a percepção de que a ventania atingiu uma faixa específica, característica comum de

Foto: Reprodução

fenômenos meteorológicos localizados, como microexplosões ou rajadas descendentes, embora não haja, até o momento, confirmação técnica sobre a natureza do evento.

Não houve registro de feridos, apenas prejuízos materiais. O caso chama atenção pela violência do vento em um curto intervalo de tempo e pela ausência de outros danos relevantes em Santa Helena e região, contrastando com o impacto concentrado observado na propriedade atingida.

Fonte: O Presente Rural com Correio do Lago
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Cúpula Latino-Americana de Avicultura reforça papel estratégico da proteína avícola durante IPPE 2026

Evento reuniu líderes e especialistas para discutir segurança alimentar, sustentabilidade, inovação e os desafios da produção avícola na América Latina.

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Foto: Divulgação/IPPE

A Cúpula Latino-Americana de Avicultura de 2026 reforçou durante a International Production & Processing Expo (IPPE) o papel estratégico da proteína avícola como um dos principais pilares da segurança alimentar, da sustentabilidade e da inovação na região. Com o lema “Proteína de aves: não podemos viver sem ela”, o encontro reuniu na terça-feira (27) líderes empresariais, especialistas técnicos e representantes da indústria para discutir os caminhos da produção avícola diante de desafios econômicos, sociais e tecnológicos cada vez mais complexos.

Foto: Divulgação/IPPE

Logo na abertura, uma mesa redonda com CEOs deu o tom das discussões. Participaram Lorenzo Martín, do grupo mexicano El Gran Chaparral, e Juan Felipe Montoya, da colombiana Huevos Kikes, com moderação de Mauricio Sanabria, da Hy-Line International, da Colômbia. Representando empresas familiares multigeracionais, os executivos compartilharam experiências sobre temas sensíveis ao setor, como o enfrentamento de doenças, a concorrência com mercados informais, gargalos na infraestrutura de transporte, sucessão geracional e a necessidade urgente de aprimorar a comunicação com os consumidores.

Segundo os participantes, aproximar o campo dos centros urbanos e ampliar a transparência da cadeia produtiva é fundamental para gerar confiança e fortalecer a imagem da avicultura perante a sociedade.

Ao longo da programação, o manejo das aves foi apontado tanto como um risco crítico quanto como uma oportunidade de avanço. Exemplos práticos ilustraram esse contraste, como a disseminação da gripe aviária associada ao manejo inadequado de dejetos no México e, em sentido oposto, o uso de biodigestores na Colômbia para a produção de metano destinado ao transporte, agregando valor ambiental e econômico à atividade.

A sustentabilidade esteve no centro das discussões, assim como o desenvolvimento de produtos à base de ovos voltados à exportação. Os

Foto: Jonathan Campos 

números de consumo per capita reforçaram a relevância da proteína avícola na América Latina: cerca de 400 ovos por habitante ao ano no México, 375 na Colômbia e 287 no Brasil, com expectativa de o país superar a marca de 300 ovos ainda neste ano. Os palestrantes destacaram que o ovo permanece como a proteína mais acessível para todas as faixas socioeconômicas.

Desafios técnicos na produção avícola

Questões técnicas também tiveram espaço de destaque na Cúpula. Bianca Martins, da Alltech México, apresentou um panorama sobre a presença de micotoxinas na América Latina, ressaltando os impactos diretos na conversão alimentar. De acordo com a especialista, a vomitoxina é atualmente a micotoxina mais prevalente no milho em todo o México e em partes da América Central e do Sul.

Carlos Martínez, da DCL México, abordou a importância da integridade intestinal das aves, explicando como desequilíbrios na microbiota comprometem a produtividade. Já José Ramírez, da Anitox, tratou do controle da Salmonella em fábricas de ração, chamando atenção para os pontos críticos de contaminação e para o uso de tecnologias modernas de monitoramento e testes.

Foto: Shutterstock

Gestão ambiental e comunicação com o consumidor

A gestão ambiental e o bem-estar animal também foram debatidos. Cristabel Huerta, da Hato Lighting, explicou como o espectro de luz e o fotoperíodo influenciam diretamente o comportamento e o desempenho das aves, apresentando exemplos práticos de aplicação em granjas comerciais.

O encerramento ficou a cargo de Mauricio Simental, da Bachoco, do México, que destacou as estratégias de comunicação e branding adotadas pela empresa para fortalecer o engajamento do consumidor e valorizar a proteína avícola no mercado.

Cobertura do O Presente Rural

O Jornal O Presente Rural participa mais uma vez da IPPE, considerada o maior evento anual do mundo dedicado às indústrias de aves,

Foto: O Presente Rural

ovos, carnes e alimentos de origem animal, que segue com programação até quinta-feira (29), em Atlanta, nos Estados Unidos. O diretor Selmar Frank Marquesin e a jornalista Eliana Panty acompanham de perto os debates e as principais tendências do setor.

A cobertura completa do evento pode ser acompanhada nas redes sociais do jornal, com informações em tempo real, bastidores e análises sobre os temas que impactam a avicultura latino-americana.

Fonte: O Presente Rural com IPPE
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