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Emirados Árabes lideram compras e impulsionam exportações brasileiras de frango

País do Golfo ampliou importações em 14%, ajudando a elevar embarques nacionais ao recorde de 459 mil toneladas no mês.

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Os Emirados Árabes Unidos foram o principal destino das exportações de carne de frango processada e in natura do Brasil em janeiro. De acordo com os dados do período divulgados na último sexta-feira (06) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país do Golfo importou 44,3 mil toneladas no primeiro mês do ano, em alta de 14% sobre o mesmo período de 2025.

A África do Sul foi o segundo destino, ao importar 36,8 mil toneladas, em alta de 34%, e Arábia Saudita foi o terceiro, com compras que atingiram 33,5 mil toneladas (+5%). China, Japão, União Europeia, Filipinas, Coreia do Sul, Singapura e Chile completam o ranking dos dez maiores importadores de carne de frango em janeiro, período em que, no total, os embarques subiram 3,6% e atingiram 459 mil toneladas, recorde para o período.

Na nota da ABPA, o presidente da instituição, Ricardo Santin, observou que o desempenho recorde em um período de demanda reduzida, como é o caso de janeiro, indica perspectivas “otimistas” para as exportações no decorrer deste ano. “Isto indica crescimento sustentado em diversos mercados importadores, especialmente nos Emirados Árabes, na África do Sul, nos países da União Europeia e em determinados mercados da Ásia com expressiva demanda”, afirmou.

Os principais estados exportadores de carne de frango foram Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás.

Fonte: Assessoria ABPA

Avicultura

Frango de corte e ovos movimentam mais de R$ 140 bilhões e reforçam peso da avicultura no agro brasileiro

Dados do VBP mostram crescimento do setor em 2025, impulsionado por ganhos de eficiência produtiva, expansão do consumo interno e fortalecimento da competitividade nacional e internacional.

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A avicultura brasileira encerra 2025 reafirmando sua posição como uma das cadeias mais relevantes, estruturadas e capilarizadas do agronegócio nacional. Dados do Valor Bruto da Produção (VBP), atualizados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em 16 de janeiro de 2026, mostram que frango de corte e ovos somaram R$ 141,6 bilhões em faturamento no ano, consolidando a avicultura entre os principais motores econômicos do agro brasileiro.

Somente o frango de corte respondeu por R$ 112,4 bilhões em VBP em 2025, enquanto a produção de ovos alcançou R$ 29,2 bilhões. Na comparação com 2024, quando os valores haviam sido de R$ 106,6 bilhões e R$ 26,7 bilhões, respectivamente, o crescimento foi de 5,4% no frango de corte e de 9,3% nos ovos. Em termos absolutos, a avicultura adicionou cerca de R$ 8,2 bilhões ao VBP nacional em apenas um ano.

Mesmo com esse avanço, a participação relativa da avicultura no VBP total do agro apresentou leve recuo. O frango de corte passou de 8,40% do VBP nacional em 2024 para 7,92% em 2025, enquanto os ovos recuaram de 2,11% para 2,06%. O movimento, no entanto, não indica perda de relevância, mas reflete o crescimento mais acelerado de outras cadeias, especialmente soja, bovinocultura de corte e café, que ampliaram significativamente sua fatia no total nacional.

Frango de corte

O frango de corte manteve em 2025 a condição de segunda proteína animal do Brasil em termos de faturamento. O VBP de R$ 112,4 bilhões coloca a atividade à frente da bovinocultura de leite, da suinocultura e da produção de ovos, além de consolidar o frango entre as seis maiores atividades agropecuárias do país.

Na comparação anual, o crescimento de 5,4% reflete uma cadeia madura, com expansão mais moderada, porém consistente. Diferentemente de culturas sujeitas a oscilações climáticas mais severas, o frango de corte apresenta maior previsibilidade produtiva, sustentada por integração vertical, alto nível tecnológico e ciclos curtos de produção.

O desempenho também indica que o avanço do VBP do frango não decorre apenas de preços, mas de ganhos de eficiência produtiva, conversão alimentar, genética e escala industrial. Trata-se de uma cadeia que cresce “por dentro”, com incrementos graduais de produtividade e organização.

Paraná concentra mais de um terço do VBP

No recorte estadual, o Paraná segue como o grande motor da avicultura brasileira. Em 2025, o VBP do frango de corte no estado alcançou R$ 38,9 bilhões, frente a R$ 37,3 bilhões em 2024, crescimento de aproximadamente 4,5%. O valor representa cerca de 34,6% de todo o VBP nacional do frango, evidenciando a forte concentração produtiva.

Santa Catarina mantém a segunda posição, com R$ 15,1 bilhões em 2025, crescimento de 5,6% em relação aos R$ 14,3 bilhões de 2024. O estado reforça seu papel estratégico não apenas pela escala, mas pelo padrão sanitário e pela forte presença no mercado externo.

São Paulo aparece na sequência, com VBP de R$ 13,3 bilhões, crescimento de 5,4% sobre 2024. O Rio Grande do Sul registra um dos avanços percentuais mais expressivos entre os grandes produtores: de R$ 9,9 bilhões para R$ 10,8 bilhões, alta de quase 9%. Goiás fecha o grupo dos cinco maiores, com R$ 9,3 bilhões, crescimento também próximo de 5,4%.

Esse conjunto de estados responde pela maior parte do faturamento nacional da cadeia e reflete um modelo produtivo fortemente baseado em integração, logística estruturada, indústria frigorífica instalada e acesso a mercados.

Avanço fora do eixo tradicional

Além dos líderes históricos, a análise do VBP revela crescimento consistente em estados como Minas Gerais e Mato Grosso. Minas alcançou R$ 8,35 bilhões em 2025, frente a R$ 7,98 bilhões em 2024, enquanto Mato Grosso superou R$ 3,5 bilhões. Esses movimentos indicam a interiorização gradual da avicultura, especialmente em regiões com forte produção de grãos, que reduzem custos de ração e favorecem a competitividade.

Mesmo estados com participação menor no ranking nacional apresentaram crescimento, o que reforça o caráter disseminado da atividade no território brasileiro.

Ovos crescem acima da média

Se o frango de corte avança de forma mais moderada, o VBP da produção de ovos apresentou crescimento mais acelerado em 2025. O faturamento saltou de R$ 26,7 bilhões em 2024 para R$ 29,2 bilhões, alta de 9,3%, quase o dobro da taxa registrada pelo frango.

O desempenho reforça a importância crescente do ovo como proteína acessível, de alto valor nutricional e com consumo per capita em expansão no mercado interno. Diferentemente do frango, a cadeia de ovos é menos dependente do mercado externo e apresenta maior estabilidade de demanda, o que contribui para crescimento contínuo do faturamento.

Apesar do avanço em valor, a participação relativa dos ovos no VBP total do agro recuou levemente, acompanhando a dinâmica geral do setor. Ainda assim, trata-se de uma das atividades pecuárias de maior relevância econômica do país.

São Paulo lidera produção de ovos

O ranking estadual da produção de ovos permaneceu estável entre 2024 e 2025, sinalizando maturidade da cadeia. São Paulo lidera com ampla vantagem, alcançando R$ 6,48 bilhões em VBP em 2025, crescimento de cerca de 9,3% sobre os R$ 5,93 bilhões do ano anterior. O estado responde por aproximadamente 22% de todo o VBP nacional dos ovos.

Minas Gerais consolida a segunda posição, com R$ 2,74 bilhões, crescimento superior a 16% frente aos R$ 2,36 bilhões de 2024, um dos maiores avanços percentuais entre os grandes produtores. Paraná e Rio Grande do Sul aparecem praticamente empatados, com R$ 2,52 bilhões e R$ 2,50 bilhões, respectivamente, ambos com crescimento na casa de 6% a 7%. O Espírito Santo completa o grupo dos cinco maiores, com R$ 2,02 bilhões, reforçando a importância da atividade para a economia estadual.

Perfil complementar

A análise conjunta de frango de corte e ovos mostra cadeias com dinâmicas distintas, porém complementares. Enquanto o frango apresenta maior exposição ao mercado externo e ciclos mais sensíveis a custos e preços internacionais, os ovos se destacam pela estabilidade e forte ligação com o consumo doméstico.

Em diversas regiões, especialmente no Sul e Sudeste, as duas atividades coexistem em sistemas produtivos integrados, compartilhando infraestrutura, logística, mão de obra e conhecimento técnico. Essa complementaridade contribui para diluir riscos e ampliar a eficiência global da avicultura.

Avicultura cresce em valor, mesmo com perda relativa de participação

Embora a participação relativa da avicultura no VBP total do agro tenha recuado levemente em 2025, os números absolutos mostram crescimento robusto. O setor avança em faturamento, amplia presença territorial e mantém papel central na geração de renda, empregos e alimentos.

O comportamento do VBP indica que a avicultura cresce em um ambiente de maior competição entre cadeias, no qual culturas como soja e bovinos ampliaram fortemente sua participação. Ainda assim, frango de corte e ovos seguem entre as atividades mais relevantes do país.

Base sólida para os próximos ciclos

Os dados consolidados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária mostram que a avicultura entra em 2026 com bases estruturais sólidas. A manutenção da competitividade internacional do frango brasileiro, aliada ao crescimento do consumo interno de ovos, tende a sustentar o desempenho do VBP nos próximos ciclos.

Com investimentos contínuos em sanidade, genética, automação, bem-estar animal e sustentabilidade, a avicultura segue como uma das cadeias mais organizadas do agronegócio brasileiro, capaz de transformar eficiência produtiva em valor econômico e manter protagonismo no VBP nacional.

versão digital está disponível gratuitamente no site de O Presente Rural. A edição impressa já circula com distribuição dirigida a leitores e parceiros em 13 estados brasileiros.

Fonte: O Presente Rural
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Paraná inicia novo ciclo de vigilância para Influenza Aviária e Doença de Newcastle

Monitoramento deve abranger 482 propriedades comerciais e de subsistência, com coletas previstas até junho de 2026.

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Fotos: Adapar

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) iniciou o novo ciclo de Vigilância Ativa de Influenza Aviária e Doença de Newcastle (DNC). A iniciativa engloba a coleta de amostras biológicas, como soro sanguíneo e suabes de cloaca e traqueia, em aves de diferentes sistemas de criação. Ao todo, serão monitoradas 346 propriedades comerciais, incluindo estabelecimentos de corte, postura e reprodução, além de 136 propriedades de subsistência. A previsão é que os trabalhos continuem até junho de 2026.

Segundo a chefe da Divisão de Sanidade Avícola da Adapar, Pauline Sperka de Souza, a vigilância ativa é fundamental para a manutenção do status sanitário do Paraná. “As atividades de vigilância ativa têm o objetivo de comprovar a ausência destas enfermidades na avicultura industrial e de subsistência e, além disso, evidenciam a robustez do sistema de defesa sanitária, a capacidade de detecção precoce de casos suspeitos e a transparência do status sanitário do Paraná e do Brasil”, afirma a médica veterinária.

A presença das equipes técnicas nas propriedades também fortalece a orientação aos produtores quanto às boas práticas de biosseguridade, promovendo a prevenção de doenças, incentivando a participação ativa da comunidade e consolidando uma cultura de responsabilidade sanitária.

A Influenza Aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres, podendo gerar sérios impactos sanitários, econômicos e ambientais. A forma de alta patogenicidade caracteriza-se por elevada mortalidade, associada a sinais clínicos respiratórios, digestivos e nervosos, como dificuldade respiratória, diarreia, torcicolo e incoordenação motora.

Economia

A avicultura paranaense possui papel estratégico na econômica do Estado, sendo uma das principais cadeias produtivas do agronegócio estadual e nacional. O Paraná é destaque entre os maiores produtores e exportadores de carne de frango do Brasil. Até o terceiro trimestre de 2025, o Estado liderou frequentemente o ranking nacional de abates e exportações, sendo responsável por 34% da produção nacional.

A atividade apresenta forte capilaridade territorial, presente em grande parte dos municípios paranaenses, especialmente nas regiões Oeste, Sudoeste e Norte do Estado.

Histórico

Como parte do fortalecimento das ações de prevenção e resposta a emergências zoossanitárias, a Adapar realizou, em outubro e novembro de 2025, capacitação específica voltada à vigilância e ao atendimento de emergências avícolas. O treinamento contou com a participação de 261 servidores da Agência.

Atualmente, o Paraná mantém o status sanitário de livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade e de Doença de Newcastle, condição estratégica para a proteção da cadeia produtiva, do abastecimento interno e do comércio internacional.

Fonte: AEN-PR
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Perspectivas positivas para carnes e ovos pautam discussões do Kick-Off FACTA 2026

Setor avalia avanço do consumo, ambiente favorável para grãos e necessidade de ampliar industrialização para exportações.

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Foto: Divulgação/Arquivo OP Rural

Lideranças do setor agropecuário, especialistas e representantes da cadeia produtiva participaram, na manhã da última quarta-feira (04), em São Paulo (SP), da segunda edição do Kick-Off da Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Animal (FACTA). O encontro discutiu o cenário político e as perspectivas de mercado para o setor ao longo de 2026.

A abertura do evento contou com a presença do secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho; do presidente da FACTA, Ariel Mendes; do presidente do Conselho Curador da FACTA e presidente da Aviagen América Latina, Ivan Pupo Lauandos; do presidente do Sindirações, Roberto Betancourt; da diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Sula Alves; e do diretor técnico do Sebrae-SP, Marco Vinholo.

Durante a abertura, Melo Filho destacou a importância do setor para a economia paulista e reforçou o compromisso do governo estadual com o diálogo com a cadeia produtiva. Segundo ele, quatro das principais cadeias produtivas do Estado estão ligadas à proteína animal, o que evidencia a relevância estratégica do segmento.

Na sequência, Ariel Mendes apresentou ao secretário uma demanda da Associação Paulista de Avicultura (APA) e da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS) relacionada ao déficit de galpões no Estado. Conforme o dirigente, o crescimento da avicultura e da suinocultura enfrenta limitações estruturais, como o alto custo de produção e a expansão dos frigoríficos. Ele informou que o déficit atual é estimado em cerca de 320 galpões e pode chegar a 700 até 2028. Mendes também destacou que a taxa Selic elevada dificulta o acesso ao crédito, limitando investimentos e podendo deslocar a produção para outros estados. Como alternativa, sugeriu a criação de um mecanismo de juros subsidiados com recursos estaduais, semelhante ao modelo adotado no Paraná.

O secretário acolheu as demandas e afirmou que o governo avaliará mecanismos de apoio ao setor, destacando o papel da ciência e da tecnologia no desenvolvimento do agronegócio.

O primeiro painel técnico abordou o cenário político e econômico global para 2026. Participaram a diretora-executiva da Valya Agro, Larissa Wachholz, e o diretor-executivo da Lohbauer Consultoria Internacional, Christian Lohbauer. Larissa apresentou uma análise do ambiente internacional e ressaltou a necessidade de atuação estratégica do Brasil diante das tensões entre Estados Unidos e China. Ela defendeu a ampliação da diversificação comercial, com atenção a mercados asiáticos além da China, e a manutenção de postura neutra em disputas geopolíticas.

Christian Lohbauer avaliou os desafios econômicos e institucionais enfrentados pelo país e afirmou que o atual contexto global é marcado pela formação de áreas de influência e pelo fortalecimento das relações entre países não ocidentais. O especialista também alertou para pressões fiscais e aumento de recuperações judiciais, inclusive no agronegócio, mas destacou que o Brasil mantém elevada capacidade produtiva.

O segundo painel tratou das perspectivas para o mercado de carnes e ovos. O executivo da Pluma Agroavícola, Jairo Arenázio, analisou o desempenho dos segmentos e apontou ambiente favorável para os grãos. Segundo ele, a avicultura brasileira está consolidada, enquanto a suinocultura apresenta crescimento gradual. Arenázio também destacou a expansão do consumo de ovos e a necessidade de investimentos em industrialização para ampliar o acesso ao mercado externo.

Já o presidente do Sindirações e vice-presidente da Federação Internacional da Indústria de Alimentação Animal (IFIF), Roberto Betancourt, ressaltou que o cenário global favorece a produção brasileira de proteína animal. Ele citou a competitividade da ração nacional, a disponibilidade de matérias-primas e a credibilidade sanitária do país como fatores que fortalecem o setor.

Encerrando o painel, a diretora técnica da ABPA, Sula Alves, reforçou a importância de manter a competitividade internacional, especialmente diante do avanço de outros grandes produtores. Segundo ela, o momento é positivo, mas exige coordenação entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

Ao final do evento, Ivan Pupo Lauandos avaliou que o Kick-Off FACTA 2026 apresentou resultados positivos, com análises conjunturais, debates sobre o setor e palestras técnicas. Ele destacou que o encontro se consolida como espaço de troca de conhecimento e articulação entre os integrantes da cadeia de proteína animal.

Fonte: Assessoria FACTA
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