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Emendas parlamentares garantem R$ 154 milhões à agricultura familiar
Serão adquiridos equipamentos e veículos beneficiando em torno de 13.400 agricultores. Governo do Estado dará contrapartida de R$ 7,2 milhões.

A Secretaria da Agricultura e Abastecimento prepara para o início de 2020 a entrega de equipamentos e veículos adquiridos com recursos de quatro emendas parlamentares da bancada federal do Paraná. As emendas somam R$ 154,50 milhões – dos quais R$ 7,2 milhões em contrapartida do governo estadual.
Essas emendas vão beneficiar em torno de 13.400 agricultores familiares do Paraná. Equipe técnica do Departamento de Desenvolvimento Rural Sustentável (Deagro) da Secretaria da Agricultura e Abastecimento analisa os convênios e prepara as licitações para compra de equipamentos.
Outra emenda parlamentar da bancada federal, no valor de R$ 57,9 milhões, está prevista para ser executada em 2020. Ela permitirá a compra e repasse às prefeituras de mais tratores, máquinas, veículos e caminhões para obras de melhoria e manutenção de estradas rurais.
BOM ENTENDIMENTO – Para o secretário Norberto Ortigara, a canalização dessas emendas para o Paraná é fruto de um bom entendimento entre o governador Carlos Massa Ratinho Júnior e deputados e senadores do Paraná.
“Com o apoio das emendas vamos ajudar os municípios na tarefa difícil de conservar as estradas rurais e também poderemos fazer inserções em outras cadeias produtivas, como o leite por exemplo”, afirmou Ortigara.
“Isso demonstra maturidade política, demonstra entendimento de uma agenda comum entre o governo e a bancada federal, que traz recursos da União para execução aqui no Paraná”, disse o secretário.
Consta também na proposta orçamentária do governo federal que está no Congresso Nacional, mais uma emenda com essa mesma finalidade: prover os municípios de máquinas, implementos, equipamentos para manter, adequar, conservar e dar melhor trafegabilidade para as estradas rurais.
“Serão mais R$ 57 milhões com essa finalidade e, com certeza, faremos uma boa aquisição de equipamentos para ajudar os municípios. Aqui vai nossa mensagem de gratidão à bancada federal por essa visão estratégica, encontrando eco aqui no Paraná e a certeza de que juntos entregaremos os equipamentos aos nossos municípios”.
PECUÁRIA LEITEIRA – A primeira emenda, de autoria do deputado federal Felipe Francisquini, visa estimular a pecuária leiteira praticada pela agricultura familiar de oito municípios – Alto Piquiri, Piên, Andirá, Porecatu, Primeiro de Maio, Reserva, Salgado Filho e Terra Roxa. Serão investidos R$ 1,59 milhão na compra de oito conjuntos de equipamentos, que vão compor a Patrulha do Leite.
Os conjuntos serão compostos por uma ensiladeira, uma carreta agrícola e um trator, devendo beneficiar cerca de 400 produtores.
Esse projeto visa apoiar os agricultores familiares para que sejam incluídos no mercado formal. Para isso, os agricultores beneficiários podem se profissionalizar com foco em qualidade, volume de produção, competitividade e responsabilidade ambiental. Esse convênio está sendo ajustado para ser iniciado em janeiro de 2020. Serão R$ 1,44 milhão do governo federal e mais R$ 144 mil do governo estadual.
Os equipamentos serão repassados às associações de produtores da agricultura familiar dos municípios, via termo de cessão e uso. Segundo o Deagro, até junho todos os equipamentos deverão estar entregues.
CADEIAS PRODUTIVAS – Outra emenda visa o fortalecimento da agricultura familiar com a compra de 222 tratores agrícolas, com potência mínima de 100 cavalos de potência e equipado com cabine fechada.
O investimento está estimado em R$ 31 milhões, oriundos do Ministério do Desenvolvimento Regional – MDR, dos quais R$ 600 mil será contrapartida do governo do Estado. Os tratores serão destinados para uso coletivo e prestação continuada, devendo atender 150 municípios e beneficiar um total de 2.000 produtores. Serão atendidos os projetos de estruturação das cadeias produtivas potenciais.
ESTRADAS RURAIS – Outras duas emendas, que somam R$ 123 milhões, visam a aquisição de máquinas e equipamentos para serem utilizados em obras de melhorias das estradas rurais.
As obras vão beneficiar as famílias de agricultores e a comunidade em geral que terão acesso facilitado a escolas, postos de saúde, além de boas estradas para escoar a produção agrícola com mais facilidade rumo às cooperativas e às indústrias.
Uma das emendas, no valor de R$ 90 milhões (R$ 5,6 milhões em contrapartida do Governo do Paraná), vai atender cerca de 8 mil produtores em 211 municípios e mais um consórcio municipal do Estado.
Serão comprados 36 caminhões basculantes, três caminhões comboio, 109 tratores agrícolas com potência mínima de 100 cavalos, 20 escavadeiras hidráulicas, 14 motoniveladoras, 80 retroescavadeiras, 23 rolos compactadores. O Deagro já está fazendo a licitação de compra dos equipamentos, que começarão a ser entregues em fevereiro de 2020.
Outra emenda, no valor de R$ 33 milhões (sendo R$ 831,8 mil em contrapartida), também será utilizada na continuidade da adequação, manutenção e melhorias das estradas rurais e estruturação das cadeias produtivas potenciais.
Com os recursos dessa emenda, serão comprados 16 caminhões basculantes, 13 minicarregadeiras, oito escavadeiras hidráulicas, três motoniveladoras, 16 pás carregadeiras, 50 retroescavadeiras e 6 colos compactadores.
A emenda será um convênio com o pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que já aprovou o projeto, a ser executado em 108 municípios do Estado, devendo beneficiar mais de 3.000 agricultores familiares de associações de produtores e de assentamentos. Em janeiro de 2020, serão abertos os processos de licitação para compra dos equipamentos.
COOPERATIVAS – Estão previstas, ainda, uma emenda parlamentar do deputado federal Assis do Couto, no valor total de 780 mil, com R$ 15,6 mil em contrapartida) que visa fortalecer as cooperativas da agricultura familiar com interação solidária.
A emenda estabelece a compra de um caminhão Truck pesado, uma câmara fria frigorífica, um caminhão toco semipesado e um veículo. Os veículos serão destinados aos municípios atendidos pela Unicafes/PR.
Do deputado federal Enio Verri vem a emenda que aloca R$ 511 mil (R$ 11 mil em contrapartida). Ela prevê a compra de 2 tratores agrícolas com potência mínima de 100 cavalos e dois veículos novos.
Eles serão repassados para o município de Antonina, através da Associação de Pequenos Produtores Rurais para Sustentabilidade da Mata Atlântica, devendo beneficiar 50 famílias de produtores rurais da comunidade.

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Custos de suínos e frangos encerraram ano de 2025 em crescimento
Levantamentos da CIAS mostram recuperação no segundo semestre com pressão da ração e impacto direto sobre os índices de produção em Santa Catarina e no Paraná.

Os custos de produção de suínos e de frangos de corte encerraram o ano de 2025 em crescimento, após acentuada queda no primeiro semestre, conforme os levantamentos mensais da Embrapa Suínos e Aves divulgados por meio da Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS), disponível clicando aqui.
Em Santa Catarina, o custo de produção do quilo do suíno vivo foi de R$ 6,48 em dezembro, alta de 0,99% em relação ao mês anterior, com o ICPSuíno chegando aos 370,68 pontos. O índice encerrou o ano registrando aumento de 4,39% em 2025. A ração, responsável por 71,67% do custo total de produção em dezembro, subiu 1,71% no mês e 1,82% no ano.
No Paraná, o custo de produção do quilo do frango de corte subiu 0,51% em dezembro frente a novembro, passando para R$ 4,65 e com o ICPFrango atingindo 360,21 pontos. Apesar disso, no acumulado de 2025, a variação foi negativa, de -2,81%. A ração, que representou 62,96% do custo total em dezembro, subiu 1,38% no mês, porém com queda acumulada de 8,92% no ano. Os custos com aquisição de pintos de 1 dia de vida (19,13% do total), caíram 1,90% no último mês do ano, mas com um aumento acumulado em 2025 de 14,82%.
Santa Catarina e Paraná são estados de referência nos cálculos dos Índices de Custo de Produção (ICPs) da CIAS, devido à sua relevância como maiores produtores nacionais de suínos e frangos de corte, respectivamente. A CIAS também disponibiliza estimativas de custos para os estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, fornecendo subsídios importantes para a gestão técnica e econômica dos sistemas produtivos de suínos e aves de corte.
Como apoio aos produtores, a Embrapa disponibiliza ferramentas gratuitas de gestão, como o aplicativo Custo Fácil, para dispositivos Android e com download pela Play Store, que gera relatórios personalizados e diferencia despesas com mão de obra familiar, além de uma planilha de custos voltada à gestão de granjas integradas de suínos e frangos de corte, disponível no site da CIAS.
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Adapar amplia prazo de plantio da soja para produtores de sementes no Paraná
Medida ajusta o calendário da safra 2025/26 por impactos climáticos mantém o Vazio Sanitário obrigatório e reforça a fiscalização fitossanitária no Estado.

O diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir César Martins, assinou nesta terça-feira (13) o documento que amplia o período de plantio da soja no Estado, ajustando o calendário de semeadura em razão dos impactos provocados por fatores climáticos na safra 2025/2026. A medida atende especificamente os produtores de sementes de soja que enfrentaram atrasos na liberação das áreas agrícolas por conta de condições adversas que comprometeram o ciclo de culturas antecessoras, como milho e feijão. “Como o Paraná é um dos maiores produtores de semente, neste momento está sendo realizado o cadastro das empresas. A partir daí será iniciado o processo de fiscalização com relação à questão da produção de sementes”, afirma Otamir Martins.
A ampliação do tempo de plantio está formalizada por meio da portaria N° 024, de janeiro de 2026, da Adapar, e é válida exclusivamente para áreas destinadas à produção de sementes de soja no Paraná. Mesmo com a mudança no calendário, o Vazio Sanitário da soja permanece obrigatório, sendo previsto pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio de uma portaria específica do governo federal. “Esse período – o Vazio Sanitário – não pode ser inferior a 90 dias consecutivos, e deve respeitar as datas já estabelecidas na safra em desenvolvimento”, observou o chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Adapar, Paulo Brandão.

O Vazio Sanitário é uma das principais ferramentas no combate à ferrugem asiática da soja, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que pode provocar perdas severas na safra. Durante esse período, é proibida a presença de plantas vivas de soja no campo, incluindo plantas voluntárias, com o objetivo de reduzir o patógeno no ambiente e retardar sua ocorrência na safra seguinte.
Segundo Brandão, a ferrugem asiática da soja é comum no campo e faz parte do manejo fitossanitário. “O Vazio Sanitário da cultura deve ser adotado sempre por todos os agricultores, em benefício dos mesmos, e é implementado de acordo com critérios técnicos”, afirmou.
Ele destacou que as ações de fiscalização e monitoramento “serão realizadas de modo aleatório, com o acompanhamento por parte dos fiscais de defesa agropecuária da Adapar, com os dados recebidos e acompanhados pelos responsáveis técnicos das cooperativas e casas agropecuárias”.
Pelas normas da Adapar, os produtores aptos a plantar soja devem cumprir os seguintes critérios: atender às exigências quanto à produção de sementes previstas pelo Mapa; comunicar o local de cultivo à Adapar com antecedência de cinco dias da data de semeadura; garantir a colheita ou interrupção do ciclo antes do início do Vazio Sanitário em sua região; e preencher o formulário oficial obrigatório.
Além de atender a uma demanda concreta do setor produtivo, a medida que permite ampliar o plantio de soja está alinhada ao Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja e às estratégias de racionalização do uso de fungicidas, contribuindo para a sustentabilidade da produção agrícola paranaense.
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Agro de Rondônia atinge R$ 30 bilhões em 2025 com liderança da pecuária
Com crescimento acima da média nacional, o estado consolida a pecuária como principal motor do VBP.

O agronegócio de Rondônia encerra o ciclo de 2025 com um crescimento expressivo em seu Valor Bruto da Produção (VBP). Segundo dados divulgados em 21 de novembro pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o estado atingiu o montante de R$ 30.832,09 milhões, uma alta nominal de 20,2% em relação aos R$ 25.647,00 milhões registrados em 2024.
O desempenho rondoniense ganha destaque ao ser comparado com a dinâmica nacional. Enquanto o VBP do Brasil cresceu cerca de 14,5% no período (passando de R$ 1,23 trilhão para R$ 1,41 trilhão), Rondônia acelerou acima do índice federal, demonstrando um fôlego produtivo que descola da média do país, apesar de sua participação ainda representar 2,18% do bolo total brasileiro.
A estrutura produtiva do estado mantém uma forte inclinação para a pecuária, que responde por 57% (R$ 17.631 milhões) do VBP estadual, enquanto as lavouras detêm os 43% (R$ 13.201 milhões) restantes.
No ranking de produtos, cinco atividades concentram a maior parte da receita:
Bovinos: Liderança absoluta com R$ 15.904,0 milhões.
Soja: Principal commodity agrícola, atingindo R$ 4.761,0 milhões.
Café: Setor tradicional com faturamento de R$ 4.269,8 milhões.
Milho: Importante componente da raça animal, somando R$ 2.707,7 milhões.
Leite: Fechando o “top 5” com R$ 1.211,0 milhões.
Crescimento Estrutural
O gráfico histórico revela que o avanço de 2025 não é um evento isolado. Desde 2018, quando o VBP era de R$ 15.720 milhões, o estado iniciou uma trajetória ascendente consistente. Em sete anos, Rondônia praticamente dobrou seu valor de produção (+96%).
Este movimento sugere um crescimento estrutural, possivelmente ancorado na expansão da área plantada de grãos e na melhoria da produtividade do rebanho bovino, saindo do patamar de R$ 20-21 bilhões entre 2021/2022 para romper a barreira dos R$ 30 bilhões em 2025.
Apesar do salto de 20% no último ano, Rondônia ocupa a 12ª posição no ranking nacional (conforme a tabela de Estados). O principal desafio técnico reside na concentração produtiva.

A dependência da pecuária de corte e da soja torna o VBP estadual altamente sensível às oscilações de preços internacionais (commodities) e a crises sanitárias. A baixa participação de produtos como Suínos e Cana-de-açúcar aponta para um agro que, embora robusto em suas áreas de domínio, ainda carece de maior diversificação industrial e de valor agregado em cadeias menores. A manutenção do crescimento dependerá da capacidade do estado em manter os ganhos de produtividade em grãos e assegurar o status sanitário de seu rebanho bovino, o pilar de sua economia rural.
A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.



