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Embrapa vai lançar morango e tecnologias para avanço genético da pecuária na Expointer

Além do lançamento de cinco tecnologias e três publicações, ainda haverá assinatura de parcerias com seis instituições públicas e privadas.

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A Embrapa marca presença na 46ª edição da Expointer com o lançamento de cinco tecnologias e três publicações, além da assinatura de parcerias com seis instituições públicas e privadas. Entre as inovações apresentadas, estão o morango BRS DC25 (Fênix), a calculadora de acasalamento, a seleção de Angus para eficiência alimentar, o Índice Real Carcaça Hereford e Braford e o catálogo de remates. A cerimônia, que deve contar com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, e da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, ocorre no dia 31 de agosto, às 16h, no estande da Embrapa.

Morango BRS DC25 (Fênix) 2 – Foto: Paulo Lanzetta

No mesmo local, durante os nove dias de Expointer, a Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS), a Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) e a Embrapa Pecuária Sul (Bagé, RS) apresentam diversos trabalhos relacionados a sistemas de produção de hortaliças, frutas e grãos; e tecnologias para pecuária de corte e leite, e para agricultura familiar, agroecologia e produção orgânica. Outros seis centros de pesquisa da Embrapa participam da feira com atividades técnicas: Agroenergia, Gado de Leite, Hortaliças, Pecuária Sudeste, Trigo e Uva e Vinho. O evento vai de 26 de agosto a 3 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

O estande institucional da Embrapa fica no Pavilhão Internacional, em conjunto com os Ministérios da Agricultura e Pecuária, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e da Pesca e Aquicultura, representados por suas superintendências estaduais (RS), Rede de Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária e Companhia Nacional de Abastecimento.

Tecnologias lançadas

Morango BRS DC25 (Fênix): a Embrapa Clima Temperado lança a cultivar de morango BRS DC25 (Fênix), que se destaca pela precocidade do início da produção e pelo equilíbrio entre açúcar e acidez, o que resulta em frutas de sabor mais doce. Os frutos apresentam boa firmeza, o que garante maior resistência ao transporte e durabilidade pós-colheita. Tem boa produtividade de frutas grandes e o potencial produtivo pode chegar a 1,2 quilo por planta.

Calculadora de Acasalamento: a Embrapa Pecuária Sul e a Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC) lançam a Calculadora de Acasalamento, ferramenta informatizada que ajuda o pecuarista a selecionar os melhores acasalamentos entre reprodutores e as vacas matrizes, de forma a gerar progênies com características específicas, de acordo com as DEPs (diferença esperada na progênie) disponíveis no programa de melhoramento genético da ANC, o Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo).

Fotos: Divulgação/Embrapa

Seleção de Angus para eficiência alimentar: a Embrapa Pecuária Sul, a Associação Brasileira de Angus, a ANC e a Biodata lançam uma nova avaliação genômica que prediz a capacidade de reprodutores transmitirem características relacionadas à eficiência alimentar aos seus descendentes. A tecnologia busca selecionar animais mais eficientes na conversão do alimento consumido em carne.

Índice Real Carcaça Hereford e Braford: a Embrapa Pecuária Sul, a ABHB e a Biodata lançam o Índice Real Carcaça Hereford e Braford (IRC). O indexador, inserido no programa de melhoramento genético das raças (PampaPlus), identifica os touros capazes de gerar descendentes que produzam carne de alta qualidade, com mais chance de receber as bonificações pagas pela indústria frigorífica pelos produtos de alto padrão.

Catálogo de Remates: a Embrapa Pecuária Sul e a ANC lançam a ferramenta web Catálogo de Remates. A novidade vai facilitar o planejamento dos pecuaristas durante o processo de seleção e organização das informações dos animais que irão ser ofertados em leilões. Com a plataforma, será possível levantar os dados de forma atualizada, padronizada, ágil e eficiente, através de acesso direto ao Promebo.

Publicações

Sumário Brangus+: oriundo de um projeto de pesquisa da Embrapa Pecuária Sul em parceria com a Associação Brasileira de Brangus, será lançado o Sumário Genômico do Brangus+, com mais de 66 mil animais avaliados de 62 criadores e mais de seis mil animais genotipados.

Sumário PampaPlus: apresenta informações de seleção para os plantéis dos criatórios e ferramentas de avaliação genética para o melhoramento das raças Hereford e Braford, através de parceria entre a ABHB, Geneplus, Embrapa Pecuária Sul e Embrapa Gado de Corte.

Manejo da Água na Pecuária: a Embrapa Pecuária Sul lança o livro “Manejo da água na pecuária”, com a aplicação de conceitos, princípios e práticas para racionalizar o uso dos recursos hídricos pelos pecuaristas.

Assinaturas de parcerias

A Embrapa Clima Temperado renova a parceria da Clínica Fitossanitária com a Emater/RS-Ascar. Já a Embrapa Pecuária Sul firma quatro parcerias: com a Associação Brasileira de Brangus e com a Associação Brasileira de Angus, para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação; com a Fetag, para a criação da Rede de Pecuária Familiar Agroecológica do RS; e com o Senar/RS, para lançamento do novo programa BPA (Boas Práticas Agropecuárias). A Embrapa Uva e Vinho firma acordo de parceria para pesquisa, desenvolvimento e inovação com o Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul.

Arena Agro

Outra atração deste ano é a Arena Agro, um espaço dentro do estande da Embrapa e parceiros onde serão realizados diversos painéis sobre soluções tecnológicas, inovação, lançamentos de novas tecnologias, empreendedorismo e outros temas relacionados. A Embrapa participa da novidade com a apresentação de tecnologias para o arroz, leite, canola e batata-doce. No espaço ocorre, ainda, a celebração dos 10 anos de lançamento da cultivar de capim-sudão BRS Estribo, no dia 30 de agosto, às 17h. Diariamente, o morango BRS DC25 (Fênix) também estará disponível para degustação.

Vitrines na Emater/RS-Ascar

A Embrapa Clima Temperado realiza atendimento na área da Emater/RS-Ascar com a demonstração das seguintes tecnologias: morangueiro BRS DC25 (Fênix), capins-elefante BRS Kurumi e BRS Capiaçu, trevo BRS Resteveiro, azevém BRS Estações e BRS Integração, silagem de capim-elefante, forrageiras perenes tropicais e forrageiras leguminosas exóticas e Programa Leite Seguro. A Embrapa Uva e Vinho também mantém vitrine tecnológica no local, com a demonstração de cultivares de uva.

Fonte: Assessoria Embrapa

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Brasil abre mercados para miúdos suínos, genética animal e frango

Vietnã, Angola e El Salvador passam a importar novos produtos do agro brasileiro.

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Foto: Shutterstock

No Vietnã, a abertura do mercado de pé e miúdos suínos amplia oportunidades para exportadores brasileiros, ao permitir o aproveitamento integral dos produtos. O país importou mais de USD 3,5 bilhões em 2025, com destaque para milho, complexo soja, fibras e têxteis.

Em Angola, a autorização para exportação de oócitos ovinos e caprinos abre novas possibilidades no segmento da genética animal e deve contribuir para o melhoramento genético da pecuária local. O país importou mais de USD 380 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025.

Em El Salvador, a abertura para carne de frango termoprocessada reforça a presença nacional em mercado com o qual se busca maior aproximação comercial. Em 2025, o Brasil exportou mais de USD 103 milhões em produtos agropecuários àquele país.

Com os novos anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 578 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Tal resultado é fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Assessoria Mapa
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Inteligência artificial avança e transforma pesquisa no agro brasileiro

14 da Embrapa adotam IA generativa para análise de dados e simulação de cenários.

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Foto: Freepik

Quatorze unidades de pesquisa da Embrapa ampliam o uso de inteligência artificial (IA) generativa a fim de desenvolver e validar soluções tecnológicas para os sistemas agroalimentares e florestais no Brasil. Estratégica para apoiar a tomada de decisão, a tecnologia se incorpora à construção de modelos integrados nas bases de conhecimento da Empresa, com potencial de escalabilidade, replicação e geração de recomendações prescritivas adaptadas às demandas do setor agropecuário.

Com aplicações que vão da organização e análise de grandes volumes de dados à simulação de cenários produtivos, a tecnologia contribui para agilizar a pesquisa, orientar decisões, qualificar recomendações no campo, impulsionar a inovação em sistemas agropecuários e ampliar o acesso ao conhecimento, em integração com ferramentas da agricultura digital.

tecnologia

Fotos: Shutterstock

O uso de IA na pesquisa agropecuária é uma evolução do que já é feito há décadas na Embrapa na análise de dados históricos para reduzir incertezas sobre a atividade agropecuária pela via da agricultura digital e de precisão.

Segundo Kleber Sampaio, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital (SP), o domínio desse conhecimento é também um avanço em relação à IA preditiva, já utilizada no contexto científico da Empresa. “Enquanto a primeira antecipa cenários a partir de dados históricos, a generativa utiliza esses mesmos dados para produzir conteúdos, simulações e recomendações inéditas. É uma inovação no uso de informações geradas pela pesquisa agropecuária”, diz.

Exemplos do uso da IA generativa na agropecuária incluem a aceleração da pesquisa científica ao  gerar relatórios técnicos e apoiar a revisão de literatura, além da organização de grandes volumes de dados experimentais. A tecnologia também contribui para a tomada de decisão no campo, por meio da simulação de cenários de clima, produtividade e manejo, da geração de recomendações personalizadas e da integração de dados de solo, clima e genética.

Outros destaques são o desenvolvimento de soluções inovadoras, como a simulação do crescimento de culturas, o apoio ao melhoramento genético e a criação de novos modelos preditivos. E, ainda, a pesquisa que desenvolveu método que usa laser e inteligência artificial para estimar, em uma única análise, a densidade do solo e o teor de carbono.

Inovação nas ferramentas digitais

O pesquisador Kleber Sampaio, que é o líder do projeto Soluções recomendativas e generativas baseadas em IA para aumento da eficiência, qualidade e resiliência produtiva  (SORaIA), vê na IA uma aliada cada vez mais estratégica no apoio a decisões.

O projeto prevê o estímulo à produção de artigos científicos e a consolidação de acervos de dados estruturados para treinamento de modelos e reuso. O desenvolvimento de ferramentas digitais acessíveis, associado à qualificação de equipes técnicas e institucionais no uso dessas tecnologias, também é alvo da iniciativa.

“É improvável que alcancemos a fronteira do conhecimento utilizando um instrumental metodológico ou técnico já superado”, avalia Inamasu. Segundo ele, é importante que tanto  as ferramentas de softwares e de hardwares quanto os especialistas estejam constantemente atualizados.

Vale destacar que as pesquisas nessa área na Embrapa asseguram que os algoritmos sigam padrões éticos em âmbito nacional e internacional em questões como a privacidade de dados sensíveis, prevista na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Patrimônio intelectual

A expansão planejada por meio de iniciativas como os projetos SORaIA e Semear Digital encontra respaldo nas análises do grupo de trabalho que apresentou recomendações para o avanço da IA generativa na instituição, como pontua Viviane Cavalcanti, que liderou o grupo de trabalho no âmbito da GCI.

De acordo com Cavalcanti, aliar inovação tecnológica à segurança jurídico-institucional, implantar governança permanente, além de investir em um processo dinâmico de curadoria e validação de dados também foram recomendados. “Essa visão estratégica inclui a proposta de um marketplace de contexto para proteger o patrimônio intelectual da Embrapa de forma soberana.”, argumenta.

O digital na agricultura familiar

Explorar a transformação digital em seu potencial de reduzir assimetrias de mercado é o propósito do projeto de inclusão socioprodutiva e digital da Embrapa e parceiros, o Semear Digital, criado em 2023 e idealizado pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá. A iniciativa apoia a chegada de tecnologias emergentes a dez municípios brasileiros, denominados Distritos Agrotecnológicos (DATs).

O projeto é coordenado pela Embrapa Agricultura Digital com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). As equipes são constituídas por especialistas de 13 centros de pesquisa da Embrapa e de sete instituições fundadoras, além de 24 parceiros, somando 90 pesquisadores, incluindo 43 bolsistas. O trabalho já resultou em 160 publicações técnico-científicas que envolvem 15 cadeias produtivas.

Arte: Alexandre Adas

Entre os eixos de atuação estão: conectividade; IA e sensoriamento remoto; automação e agricultura de precisão; rastreabilidade e certificação digital. Também inclui parcerias e comunicação para constituir o ecossistema local necessário para a continuidade das ações.

O robô SEEmear (foto), baseado em imageamento georreferenciado para a contagem automatizada de frutos em pomares, é um exemplo. A automação de etapas da colheita é a expectativa de pequenos produtores de maçã em Vacaria (RS), para reduzir os impactos da escassez da mão de obra e da penosidade da atividade.

“As pessoas têm a percepção de que os produtores são muito refratários. Isso não é verdade. Se a tecnologia, de fato, trouxer benefícios, eles ficarão muito felizes por adotá-la,” avalia Barbedo. O pesquisador instalou experimento com antenas de monitoramento climático para detectar doenças do trigo no DAT de São Miguel Arcanjo.

Em 2025, a metodologia de atuação do Semear Digital começou a ser replicada na Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai em iniciativa com duração de três anos, no âmbito do Programa de Cooperação Internacional para a Agricultura do Cone Sul (Procisur).

A agricultura digital também apoiará a retomada econômica da área rural na bacia do Rio Doce, junto a comunidades rurais atingidas pelo rompimento da Barragem de Fundão, ocorrido em 2015 em Mariana (MG). A ação compõe o  Rio Doce Semear Digital, um dos braços do principal projeto. Nesse caso, a atuação da Embrapa está vinculada à Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), que executa quatro eixos do Novo Acordo do Rio Doce.

Fonte: Assessoria Embrapa Agricultura Digital
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Produtor rural terá aumento na contribuição ao Funrural

Contribuinte Individual passa a pagar 1,63%, enquanto Segurado Especial mantém percentual menor.

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Foto: Sistema Faep

Desde o dia 1º de abril, produtores rurais enquadrados como Contribuinte Individual estão pagando mais na contribuição previdenciária do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). A alteração da alíquota consta na Lei Complementar 224/2025, do governo federal. Mesmo com o aumento do percentual geral, a alíquota destinada ao Senar não teve alteração.

Agora, o Contribuinte Individual (empregador rural) precisa destinar 1,63% ao Funrural, sendo 1,32% para a Previdência Social, 0,11% de RAT e 0,2% para o Senar.

Já o agricultor enquadrado como Segurado Especial (pequeno produtor em regime familiar) segue contribuindo com 1,5%, sendo 1,2% para a Previdência Social, 0,1% para o RAT e 0,2% para o Senar. Porém, o Segurado Especial precisa informar sua condição por meio de declaração (formulário aqui), para garantir o enquadramento e evitar cobranças indevidas.

Contribuinte Individual X Segurado Especial

Para estar enquadrado como Segurado Especial, o produtor rural precisa trabalhar em área igual ou inferior a quatro módulos fiscais, em regime de economia familiar e sem empregado.

Já o Contribuinte Individual é caracterizado por trabalhar em área superior a quatro módulos fiscais ou com empregados.

Calculadora

O produtor rural enquadrado como Contribuinte Individual tem a opção de recolher o Funrural sobre a folha de pagamento ou na comercialização.

Para auxiliar os agricultores e pecuaristas do Paraná, desde 2019, o Sistema Faep disponibiliza um simulador do Funrural. A ferramenta colabora com o produtor rural que tem empregados a escolher a melhor forma de recolher a contribuição previdenciária.

O simulador do Sistema Faep está disponível gratuitamente nos sindicatos rurais do Paraná. Basta o produtor rural procurar a entidade mais próxima, para fazer a análise da condição de recolhimento mais vantajosa, de acordo com a sua situação.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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