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Embrapa Suínos e Aves oferece bolsas para pesquisa, desenvolvimento e inovação

Seleção prevê a contratação de profissionais nas atividades de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação aprovados pelo Sistema Embrapa de Gestão (SEG).

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Foto: Divulgação

A Embrapa Suínos e Aves está com vagas disponíveis no programa de bolsas Embrapa-CNPq. Esta seleção prevê a contratação de profissionais nas atividades de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação aprovados pelo Sistema Embrapa de Gestão (SEG).

Há vagas em três modalidades, entre elas Desenvolvimento Tecnológico e Industrial (DTI), que tem como objetivo possibilitar o fortalecimento da equipe responsável pelo desenvolvimento de projeto de pesquisa, desenvolvimento ou inovação por meio da incorporação de profissional de nível superior para a execução de uma atividade específica de pesquisa e inovação, com experiência comprovada pelo currículo Lattes. Dentre os requisitos exigidos os interessados devem ser de nível superior com, no mínimo, seis anos de efetiva experiência em atividades de pesquisa, desenvolvimento ou inovação (DTI-Nível A); profissional de nível superior com, no mínimo, dois anos de efetiva experiência em atividades de pesquisa, desenvolvimento ou inovação (DTI-Nível B)ou profissional de nível superior (DTI-Nível C).

Na modalidade Especialista Visitante (EV), a especialização visa complementar a competência da equipe de execução do projeto de PD&I, extensão inovadora ou na implementação de processos de produção e atividades gerenciais, com experiência comprovada pelo currículo Lattes. Para se candidatar é necessário ser um profissional de nível superior com experiência efetiva mínima de oito anos em projetos de P&D, extensão inovadora ou na implantação de processos de produção e atividades gerenciais (EV-Nível 1).

E a área de Desenvolvimento Tecnológico para programas de Tecnologia de Informação e Comunicação (TICS) é voltada para profissionais de qualquer área do conhecimento, doutor, mestre, graduado ou profissional com nível equivalente ao de técnico, com experiência profissional mínima comprovada com períodos de experiência de acordo com o exigido na bolsa, em atividades de desenvolvimento de software e sistemas informáticos ou em atividades ligadas ao processo de inovação à que se propõe o projeto submetido ao CNPq. Podem se candidatar profissionais de qualquer área do conhecimento, graduado ou profissional com nível equivalente ao de técnico, com experiência profissional mínima comprovada de dois e quatro anos respectivamente, em atividades de desenvolvimento de software e sistemas informáticos (TICs – DTC-Nível E).

São elegíveis candidatos que atendam aos requisitos descritos anteriormente para aplicação das seguintes modalidades, prazo e valores de bolsas:

  • Acompanhamento e coleta de amostras a campo

Cota e bolsa: 2 cotas – ITI (Nível A)

Responsável: Rodrigo Nicoloso

E-mail para seleção: rodrigo.nicoloso@embrapa.br

Meses: 12

Valor mensal: R$ 400

Valor total: R$ 4.8 mil

  • Desenvolvimento de funcionalidade para o SGAS baseada em webgis (mapa interativo para navegador de internet) a fim de identificar com base em imagens de satélite os talhões e áreas agrícolas

Cota e bolsa: 1 cota – DTC E

Responsável: Geordano Dalmédico

E-mail para seleção: geordano.dalmedico@embrapa.br

Meses: 12

Valor mensal: R$ 3 mil

Valor total: R$ 36 mil

  • Testes de viabilidade, preparo de estoques, manutenção e armazenamento de amostras na CMISEA

Cota e bolsa: 1 cota – DTI (Nível B)

Responsável: Catia Klein

E-mail para seleção: catia.klein@embrapa.br

Meses: 10

Valor mensal: R$ 3 mil

Valor total: R$ 30 mil

  • Realizar atividades no laboratório de bacteriologia incluindo técnicas moleculares e realização de experimentos

Cota e bolsa: 1 cota – DTI (Nível B)

Responsável: Jalusa Kich

E-mail para seleção: jalusa.kich@embrapa.br

Meses: 12

Valor mensal: R$ 3 mil

Valor total: R$ 36 mil

  • Avaliação seminal (motilidade pelo sistema CASA e citometria). Preparo de meios e apoio para outras atividades do laboratório de reprodução, incluindo produção de embriões in vitro e criopreservação de sêmen

Cota e bolsa: 1 cota – DTI (Nível C)

Responsável: Mariana Marques

E-mail para seleção: mariana.marques@embrapa.br

Meses: 12

Valor mensal: R$ 1,1 mil

Valor total: R$ 13,2 mil

  • Experimento a campo, coleta de amostras, ensaio ELISA, cultivo celular

Cota e bolsa: 1 cota – DTI (Nível C)

Responsável: Ana Paula Bastos

E-mail para seleção: ana.bastos@embrapa.br

Meses: 12

Valor mensal: R$ 1,1 mil

Valor total: R$ 13,2 mil

As propostas devem ser submetidas para os e-mails dos responsáveis, que farão a seleção dos candidatos.

Fonte: Ascom

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IAT amplia lista e dispensa 27 atividades agropecuárias de licenciamento ambiental no Paraná

Nova regulamentação reconhece baixo potencial poluidor de empreendimentos rurais e busca dar mais agilidade aos processos no campo.

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Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

O Instituto Água e Terra (IAT) publicou nesta semana uma nova regulamentação que classifica alguns tipos de empreendimentos agrícolas como inexigíveis de licenciamento ambiental no Paraná. Entre os itens da Instrução Normativa IAT Nº 01/2026, está uma lista de 27 tipos de atividades agropecuárias de insignificante potencial poluidor e degradador do meio ambiente, que passam agora a ser isentas da necessidade do processo licenciatório. Os responsáveis por essas atividades podem agora solicitar ao órgão ambiental a Declaração de Inexigibilidade de Licença Ambiental (DILA), caso exista a necessidade comprovar a categorização.

Para entrar nessa classificação, os empreendimentos devem atender a um conjunto de exigências. Elas incluem não necessitar de acompanhamento de aspectos de controle ambiental pelo Instituto; não estar localizada em uma área ambientalmente frágil ou protegida; e não necessitar da supressão de vegetação nativa. Além disso, devem ser respeitadas condições estabelecidas pelas legislações municipais vigentes.

Entre as atividades englobadas destacam-se benfeitorias e equipamentos necessários ao manejo da apicultura fixa e migratória; cultivo de flores e plantas ornamentais; aquisição de equipamentos e instalações de estrutura de apoio para plantio em ambiente protegido (casas de vegetação/estufas); aquisição de máquinas, motores, reversores, guinchos, sistemas de refrigeração e armazenagem de pescado;  implantação de viveiros de mudas florestais; adequação do solo para o plantio; e pecuária extensiva, exceto bovinocultura.

Segundo a diretora de Licenciamento e Outorga do IAT, Ivonete Coelho da Silva Chaves, essa classificação de inexigibilidade de licenciamento vem para agilizar o processo para os agricultores. Como são atividades de baixo impacto ambiental, eles não precisam passar pelo processo licenciatório simplificado ou trifásico, que é aplicado em empreendimentos com médio e alto potencial poluidor. “Também não existe a obrigatoriedade da emissão da DILA, que pode ser solicitada apenas se for requisitada para o proprietário por um órgão que exige uma comprovação da inexigibilidade, como um banco por exemplo”, explica.

Licenciamento

O Licenciamento Ambiental é um procedimento administrativo emitido pelo IAT que autoriza a localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso.

Para mais informações sobre o processo de licenciamento ambiental no Estado do Paraná, é possível consultar o site do Instituto Água e Terra.

Fonte: AEN-PR
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Biológicos impulsionam produtividade de soja a 126,7 sc/ha em lavoura de São Paulo

Campeão do Desafio Nacional do CESB, consultor destaca manejo integrado com produtos biológicos, monitoramento em tempo real e estratégias para enfrentar a variabilidade climática.

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Foto: Jaelson Lucas/AEN

Imagine uma produtividade de 126,71sc/ha em uma lavoura de soja, com a utilização estratégica de produtos biológicos. Foi o que aconteceu na Fazenda Santana, de Itapeva (SP).

O consultor Adriano Oliveira, campeão da Categoria Irrigado/Nacional no último Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), destaca que a utilização de produtos biológicos no sulco e em cobertura para controle de nematoides e doenças de solo contribuiu para a elevada produtividade. “Também realizamos tratamento de sementes com fungicidas, inseticidas e bioestimulantes, e incluímos inoculantes com rizóbios e promotores de crescimento”, acrescenta.

Desafios na lavoura

Adriano aponta que um dos principais desafios foi lidar com a variabilidade climática, especialmente no período de florescimento e enchimento de grãos. “Tivemos veranico no início da formação de vagens e chuvas excessivas na maturação. Para superar isso, apostamos em cultivares com bom teto produtivo e estabilidade, fizemos o escalonamento do plantio dentro da janela ideal e utilizamos tecnologias de monitoramento em tempo real para antecipar manejos e proteger o potencial produtivo”, observa.

Em relação ao controle de pragas e doenças, o consultor sinalizou que priorizou a ferrugem asiática, mancha-alvo e percevejo-marrom, por serem recorrentes na região. “Atuamos com fungicidas protetores desde o V4-V5 e intensificamos o manejo com alternância de mecanismos de ação. Para pragas, adotamos controle antecipado com aplicações programadas e monitoramento semanal. A adoção de produtos com efeito fisiológico e residual ajudou a manter o estande e o enchimento de grãos”, lembra.

Importância do desafio

O consultor considera o Desafio do CESB um termômetro técnico. “Ele nos tira da zona de conforto e exige um nível de excelência em cada detalhe”, expõe, acrescentando: “Durante o ciclo, tivemos momentos de preocupação com o clima, mas mantivemos o foco com base nos dados e no planejamento técnico bem feito. Cada decisão foi tomada com respaldo em monitoramento e histórico da área”.

Fonte: Assessoria CESB
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Suínos e frangos representam 54% do faturamento do agro catarinense

VBP estadual cresce em valores correntes e alcança nível histórico, com impactos diretos sobre renda, indústria e exportações.

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Fotos: Shutterstock

Santa Catarina encerra 2025 com um Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) estimado em R$ 57,8 bilhões, crescimento nominal de 8,5% em relação aos R$ 53,29 bilhões computados em 2024. O avanço ocorre em valores correntes, ou seja, sem descontar a inflação acumulada no período, o que significa que parte da elevação pode estar associada a variações de preços, e não exclusivamente a aumento físico de produção.

A composição interna do VBP catarinense segue marcada pela forte presença das cadeias animais. Suínos (R$ 16,37 bilhões) e frangos (R$ 15,01 bilhões) lideram com folga o ranking estadual e, somados, respondem por 54,3% de todo o faturamento do agro do estado em 2025. Trata-se de uma participação estruturalmente elevada, coerente com o perfil agroindustrial catarinense e com a especialização histórica do território na produção de proteína animal.

O leite ocupa a terceira posição, alcançando R$ 8,49 bilhões em 2025, também com alta nominal frente aos R$ 8,79 bilhões de 2024. Neste caso, porém, observa-se estabilidade, já que a variação é pequena e pode refletir ajustes de mercado e custos, além das condições climáticas que impactaram algumas bacias leiteiras.

A soja, que historicamente figura entre os principais produtos de Santa Catarina, apresentou recuperação em 2025: salta de R$ 5,75 bilhões para R$ 6,42 bilhões, equivalente a 11,7% de aumento nominal. Embora o valor absoluto seja inferior ao das cadeias animais, a oleaginosa mantém papel relevante na composição do VBP catarinense, especialmente em regiões como o Oeste e o Planalto Norte.

Entre os demais produtos, bovinos (R$ 3,09 bilhões), milho (R$ 2,53 bilhões) e arroz (R$ 1,79 bilhão) formam um segundo bloco de importância econômica. No caso do milho, mesmo com produção robusta, o valor permanece abaixo do registrado na soja e nas proteínas animais, reflexo direto da destinação majoritária do grão para consumo interno, especialmente na alimentação de aves e suínos, setores que movimentam a indústria local.

O mapa de variações também mostra movimentos relevantes entre 2024 e 2025. O VBP de suínos registra a maior expansão nominal do estado, avançando 27% em relação ao ano anterior (R$ 12,87 bi → R$ 16,37 bi). Já frangos crescem aproximadamente 5,2% (R$ 14,27 bi → R$ 15,01 bi). Esses dois segmentos foram os que mais contribuíram para o aumento do faturamento agropecuário catarinense no período. Outros produtos, como banana, ovos, uva e batata-inglesa, também apresentam crescimento, mas com impacto geral menor na composição total.

No conjunto, os números reforçam a característica mais marcante do agro catarinense: um setor fortemente impulsionado pela produção de proteína animal, complementado por culturas relevantes como soja, leite e arroz, além de nichos frutícolas e hortícolas que agregam diversidade ao portfólio estadual.

A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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