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Embrapa Suínos e Aves completa 50 anos de pesquisa nesta sexta-feira

Embrapa começou em 26 de abril de 1973, quando o governo federal criou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária como resposta às demandas de modernização do campo.

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Foto: Divulgação/Embrapa

A Embrapa Suínos e Aves de Concórdia completa, nesta sexta-feira (13), 50 anos de atividades. A história da Embrapa começou em 26 de abril de 1973, quando o governo federal criou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária como resposta às demandas de modernização do campo. Santa Catarina foi o berço do centro de pesquisa especializado em suinocultura, oficialmente instalado em Concórdia em 13 de junho de 1975. Em 18 de outubro de 1978, a unidade incorporou também a avicultura, passando a se chamar Embrapa Suínos e Aves.

Foto: Shutterstock

Para marcar as cinco décadas de pesquisa, a Embrapa realiza, solenidade especial de aniversário, no auditório do centro de pesquisa, localizado no distrito de Tamanduá, no interior de Concórdia.

Livro dos 50 anos

O livro Raízes, Ciência e Transformação resgata e aprofunda os últimos 15 anos da trajetória do centro de pesquisa. A obra complementa o livro Sonho, desafio e tecnologia, lançado na comemoração dos 35 anos, em 2010.

Em 509 páginas, Raízes, Ciência e Transformação apresenta uma narrativa renovada e inspiradora, repleta de resultados que seguem transformando as cadeias produtivas de aves e suínos no Brasil, reafirmando o compromisso com a pesquisa, a sustentabilidade e o progresso do setor.

Além de uma distribuição dirigida, o livro pode ser baixado gratuitamente, clicando aqui, onde também é possível acompanhar uma linha do tempo da Embrapa Suínos e Aves desde 1975, conhecer os dirigentes e os prêmios e homenagens recebidos pelo centro de pesquisa, e conferir uma lista com todos os atuais e ex-empregados.

https://opresenterural.com.br/embrapa-suinos-e-aves-comemora-50-anos-de-contribuicoes-a-agropecuaria-brasileira/

Software BiosSui

Produtores de suínos, gestores e técnicos de agroindústrias, além de representantes de órgãos de defesa sanitária de todo o Brasil, contam agora com uma importante novidade desenvolvida pela Embrapa Suínos e Aves: o software BiosSui.

O BiosSui avalia o nível de biosseguridade das granjas produtoras de suínos, ou seja, mede o quanto as granjas estão protegidas contra a introdução de patógenos e a ocorrência de doenças.

Essa ferramenta pode ser utilizada nos programas de gestão das agroindústrias e por órgãos oficiais responsáveis pela fiscalização, contribuindo para assegurar o status sanitário e fortalecer a competitividade da suinocultura brasileira.

Ainda, será apresentado o vídeo promocional dos 50 anos da Unidade.

Coquetel especial

Após a solenidade, será servido um coquetel especial preparado pelo curso de Gastronomia do Senac Concórdia. Os pratos foram pensados especialmente para o momento, considerando a história das duas cadeias produtivas em que a Embrapa atua, além de integrar ingredientes que se complementam, destacando as duas proteínas principais: a carne de suíno e a de frango.

O aperitivo terá torresmo com geleia de goiabada e cachaça, asinha de frango frita com molho de laranja e especiarias, e costela suína com molho de pimenta sweet chili. Como pratos quentes, serão servidos risoto de filé mignon suíno com laranja, penne com ragu de copa lombo e polenta cremosa com ragu de sobrecoxa. A sobremesa será panna cotta com geleia de frutas vermelhas.

O cardápio foi viabilizado pela Associação dos Empregados da Embrapa – AEE Suínos e Aves, Federação das Associações dos Empregados da Embrapa (FAEE), Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf – Seção Sindical Concórdia) e o Centro de Diagnóstico de Sanidade Animal (Cedisa).

A receita de cada prato está disponível no site especial dos 50 anos da Embrapa Suínos e Aves ou diretamente, clicando aqui.

Moção de Aplauso

Os 50 anos de atividades da Embrapa Suínos e Aves em Concórdia foram homenageados durante a sessão da Câmara de Vereadores do município, na quarta-feira (11). A entrega de uma Moção de Aplauso à empresa de pesquisa foi proposta pelos vereadores André Holdefer (PRD), Rutineia Rossi (PL) e Closmar Zagonel (MDB). “Temos que reconhecer o empenho de cada pesquisador, analista, técnico, assistente, colaborador e parceiro que ajudou a criar esta história. O trabalho desenvolvido aqui em Concórdia tem impacto nacional e internacional, e é motivo de orgulho para nossa cidade, nosso estado e para o nosso país”, disse Holdefer.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A vereadora Rutineia Rossi destacou que o centro de pesquisa replica para o Brasil e para o mundo os bons resultados que são obtidos aqui no município, o que certamente nos orgulha demais.

Para Closmar Zagonel, a Embrapa tem um papel fundamental no desenvolvimento de Concórdia e do país, abrindo caminho para que nossa produção chegue a todo o mundo. O vereador também ressaltou a importância da Embrapa na pesquisa e orientação em casos de doenças, como no recente caso de gripe aviária em produção comercial confirmado no Brasil.

Por sua vez, o vereador Evandro Mocelin (PL), que é suinocultor, lembrou de atividades de experimentos feitos em sua propriedade, dizendo que o trabalho da Embrapa sempre foi muito importante, com a criação de tecnologias que muito ajudaram o desenvolvimento da cadeia produtiva de nosso município.

Já Evandro Pegoraro (PT) afirmou que a Embrapa é um orgulho para Concórdia, produzindo conhecimento para o mundo, ajudando os produtores a termos produtos de excelência e tornando o Brasil referência em proteína animal. O vereador também destacou a atuação do centro de pesquisa durante a pandemia de Covid-19. Entre os anos de 2020 e 2021, a Embrapa Suínos e Aves realizou 42,6 mil análises de diagnóstico da doença em um dos seus laboratórios de alta biossegurança do Complexo de Sanidade e Genética Animal, atendendo à demanda por testes rápidos de 118 municípios da região oeste de Santa Catarina, em apoio ao Ministério da Saúde e ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/SC).

A Embrapa Suínos e Aves foi representada na sessão pelos chefes-adjuntos de Administração, Darci Dambrós Junior; de Pesquisa e Desenvolvimento, Catia Klein; e de Transferência de Tecnologia, Franco Martins. Também estiveram presentes pesquisadores, analistas, técnicos e assistentes do seu quadro de empregados.

A entrega da Moção de Aplauso pode ser acompanhada no canal da Câmara de Concórdia no YouTube, acesse clicando aqui.

Fonte: Assessoria Embrapa Suínos e Aves

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Brasil vê no agro aliado estratégico para energia limpa e crescimento sustentável

Seminário na Câmara aponta ganhos de produtividade, tecnologias avançadas e políticas de incentivo como chave para competitividade.

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Foto: Divulgação/Agencia Gov

Em meio à instabilidade do cenário energético internacional e à pressão por metas de descarbonização, a Comissão Especial sobre Transição Energética e Produção de Hidrogênio Verde (CEENERGIA) promoveu, na quarta-feira (25), o seminário “Mapa do Caminho – Biocombustíveis: a Rota Mais Curta”, reunindo parlamentares, representantes do setor produtivo, pesquisadores e integrantes do governo.

O evento foi promovido em parceria com a Coalizão pelos Biocombustíveis e contou com o apoio da Frente Parlamentar Mista da Economia Verde, da Frente Parlamentar do Etanol, da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel, da Frente Parlamentar da Agropecuária e da Frente Parlamentar do Biogás e do Biometano.

Embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP 30 até novembro: “A ideia é atrair a confiança do mundo através de um esforço que une governo, sociedade civil e empresariado” – Fotos: Divulgação/FPPA

A iniciativa foi proposta pelos deputados Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) na Câmara, e Bacelar (PV-BA), com o objetivo de discutir o papel estratégico dos biocombustíveis na descarbonização da matriz de transporte e na consolidação de novas rotas tecnológicas, como o hidrogênio verde.

Presidente da comissão especial da Câmara e coordenador da Coalizão dos Biocombustíveis no Congresso Nacional, Arnaldo Jardim destacou que o Brasil reúne condições estruturais e tecnológicas para liderar a transição energética com base em uma matriz renovável já consolidada. “Nós queremos a transição e a afirmação do mapa do caminho: tem que ser feita em harmonia com aquilo que é uma realidade dos combustíveis fósseis”, disse.

Transição com segurança jurídica e coordenação institucional

O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP 30 até novembro, destacou que a conferência de Belém (PA) deve marcar a transição da fase de compromissos para a implementação prática das metas climáticas. “O mutirão vai mostrar o quanto esse processo já está conseguindo coisas importantes em várias regiões do mundo. A ideia é atrair a confiança do mundo através de um esforço que une governo, sociedade civil e empresariado”, declarou.

Presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel, o deputado Alceu Moreira: “Se nós tivermos segurança jurídica e previsibilidade, uma demanda acima da nossa capacidade produtiva nos permitirá fazer o planejamento de investimento de curto, médio e longo prazo”

Presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel, o deputado Alceu Moreira (MDB-RS) reforçou que os biocombustíveis são parte central da matriz que posiciona o Brasil como um país agroambiental com selo verde. “Se nós tivermos segurança jurídica e previsibilidade, uma demanda acima da nossa capacidade produtiva nos permitirá fazer o planejamento de investimento de curto, médio e longo prazo”, afirmou.

Já o deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da FPA, ressaltou que a integração entre produção de alimentos e energia é uma das principais vantagens competitivas do Brasil. “Direta ou indiretamente tudo vem do agro. Não é apenas o setor que alimenta o mundo, mas é o setor que vai fornecer a energia limpa que o mundo precisa”, ressaltou.

Alexandre Alonso, chefe-geral da Embrapa Agroenergia, defendeu que os biocombustíveis devem ser tratados como estratégia de desenvolvimento nacional. “O avanço do setor depende menos da expansão de área e mais de ganhos de produtividade, com uso intensivo de ciência para enfrentar desafios climáticos e aumentar eficiência”, expôs.

Painéis técnicos debatem regulação, tecnologia e financiamento

Deputado Pedro Lupion, presidente da FPA: “Direta ou indiretamente tudo vem do agro. Não é apenas o setor que alimenta o mundo, mas é o setor que vai fornecer a energia limpa que o mundo precisa”

Ao longo do seminário, os debates foram organizados em blocos temáticos sobre inovação tecnológica, sustentabilidade, financiamento e metas de expansão, consolidando uma visão integrada da transição energética brasileira.

O primeiro painel reuniu especialistas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Embrapa Agroenergia e da Associação Brasileira de Bioinovação para discutir os avanços tecnológicos na produção de biocombustíveis.

Na sequência, representantes da Universidade de São Paulo (USP) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sustentaram que o avanço dos biocombustíveis não compromete a segurança alimentar. Eles destacaram ganhos de produtividade, uso de áreas já consolidadas e evolução tecnológica como fatores que superam a antiga dicotomia entre alimentos e energia.

No eixo financeiro, técnicos da UNICA, do BNDES e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) analisaram CBIOs, fundos climáticos e garantias regulatórias. Luciano Rodrigues, da UNICA, afirmou que a bioenergia do agro já responde por quase um terço da energia consumida no país. Ele celebrou o avanço do etanol no pós-RenovaBio, mas alertou que o próximo ciclo exige investimentos estruturantes em infraestrutura e inovação.

Deputado Arnaldo Jardim, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) na Câmara: “Nós queremos a transição e a afirmação do mapa do caminho: tem que ser feita em harmonia com aquilo que é uma realidade dos combustíveis fósseis”

No painel final, representantes de entidades do biodiesel, etanol de milho, biogás, resíduos, hidrogênio verde e do setor de petróleo discutiram metas de expansão e o posicionamento estratégico do Brasil. “O Combustível do Futuro é um marco histórico, mas a gente precisa gerar escala. Ninguém tem biomassa como nós”, advertiu André Nassar, diretor-executivo da Abiove.

Já o presidente da UNEM, Guilherme Nolasco, defendeu a valorização da agricultura tropical. “Nosso desafio é levar competitividade a todo o país, sem conflito com a indústria fóssil”, apontou.

Tiago Santovito, da Associação Brasileira do Biogás, destacou o biometano como solução pronta para descarbonizar indústria e transporte pesado, com potencial de substituir o gás natural a partir do uso de resíduos.

O seminário também contou com a participação dos professores Gonçalo Pereira (UNICAMP), Gláucia Souza (USP/Agência Internacional de Energia), Artur Yabe Milanez (BNDES), Newton Hamatsu (FINEP), Donizete Tokarski (UBRABIO), André Pedro Maranhão (ABREMA) e Camilo Adas (APROBIO).

Próximos passos

Ao final do seminário, Arnaldo Jardim apresentou um esboço de projeto de lei do “Mapa do Caminho”. O texto ficará aberto a sugestões da população na página da comissão na internet até a próxima terça-feira (03). O lançamento da proposta consolidada está previsto para o dia 09 de março, durante evento em São Paulo.

Paralelamente, a Casa Civil e os ministérios do Meio Ambiente, de Minas e Energia e da Fazenda preparam o “mapa do caminho nacional”, que deverá ser apresentado em breve no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Fonte: Assessoria FPA
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Virada de chave entre soja e milho exige precisão técnica e rapidez no campo

Transição para a segunda safra concentra decisões sobre nutrição, manejo fitossanitário e escolha de híbridos, com risco de ponte verde e janela de plantio curta determinando o potencial produtivo e a rentabilidade do sistema.

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Foto: Divulgação/Grupo Conceito

A transição da soja para o milho segunda safra marca um dos períodos mais relevantes da agricultura nacional. Conhecida como virada de chave, essa fase concentra decisões técnicas, desafios operacionais e impactos diretos na rentabilidade do sistema produtivo. “O sucesso dessa sucessão depende de uma leitura integrada do sistema, aliando nutrição, manejo fitossanitário, escolha tecnológica e agilidade operacional”, salienta o engenheiro agrônomo Marcos Boel Júnior.

Engenheiro agrônomo Marcos Boel Júnior: “O sucesso dessa sucessão depende de uma leitura integrada do sistema, aliando nutrição, manejo fitossanitário, escolha tecnológica e agilidade operacional” – Foto: Arquivo pessoal

A atenção ao sistema produtivo como um todo é fundamental, já que soja e milho apresentam exigências nutricionais distintas. Após a colheita, a soja contribui com parte do nitrogênio disponível no solo para a cultura seguinte, ainda que em volume insuficiente para sustentar altas produtividades do milho, o que demanda a complementação da adubação. Em contrapartida, o milho deixa uma palhada de boa qualidade, rica em potássio, que, ao se decompor, disponibiliza nutrientes para a soja na safra seguinte. Essa troca fortalece todo o sistema.

Outro ponto de atenção nessa transição é o risco da chamada ponte verde, caracterizada pela migração de pragas, doenças e plantas daninhas da soja para o milho recém-emergido. “Na virada de chave, o produtor tem, ao mesmo tempo, soja ainda em maturação, soja seca, áreas sendo colhidas, milho sendo plantado e milho emergindo. Nesse cenário, a praga vai buscar o alimento mais fácil, especialmente a migração de percevejos e do complexo de lagartas da soja para as novas plantas de milho”, alerta Boel Júnior.

Manejo bem conduzido na soja sustenta potencial produtivo do milho

Para mitigar esses riscos, o agrônomo reforça a importância de práticas bem executadas ainda na soja. Ele destaca que uma boa dessecação pré-colheita, por exemplo, facilita a mecanização, melhora a uniformidade da maturação e já permite entrar com o milho em uma área mais limpa. “Em alguns casos, a aplicação de inseticida nesse momento também é recomendada, pois ajuda a reduzir a população de percevejos e lagartas”, pontua.

Foto: Jaelson Lucas

A escassez hídrica, típica da segunda safra, reforça a corrida contra o tempo. “O que está sob nossa influência é plantar o máximo possível dentro da janela ideal. Em regiões tradicionais, o plantio até 25 de fevereiro aumenta muito as chances de o milho florescer com boa disponibilidade hídrica e aproveitar as últimas chuvas”, afirma, destacando que quanto mais o plantio avança fora dessa janela, maior é o risco produtivo.

Nesse contexto, tecnologias e inovações que tragam flexibilidade de manejo se tornam aliadas do produtor. “Toda inovação e boa prática que permita maior eficiência é bem-vinda, porque você não tem tempo para corrigir erros. A escolha correta do híbrido, uma boa biotecnologia que suprime determinadas pragas e um tratamento de sementes profissional trazem mais tranquilidade para o produtor focar em outras operações”, ressalta Boel Júnior.

Além dos aspectos técnicos, a virada de chave é marcada por elevada complexidade operacional e forte impacto econômico, uma vez que o milho segunda safra tem assumido papel decisivo na rentabilidade das propriedades. Neste cenário, a sucessão soja-milho se mostra como um modelo amplamente adotado no País por maximizar o uso da área e promover equilíbrio técnico e econômico no longo prazo, contribuindo para a construção de sistemas produtivos mais resilientes e sustentáveis.

Fonte: Assessoria Grupo Conceito
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Degradação do solo compromete produtividade e amplia custo no campo

Áreas com perda de matéria orgânica e avanço da erosão desafiam modelo baseado em insumos químicos, enquanto bioinsumos ganham espaço como estratégia de reconstrução biológica e redução da dependência externa.

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Foto: Divulgação

O solo agrícola brasileiro dá sinais claros de esgotamento. A perda de matéria orgânica, o desequilíbrio biológico e a redução da fertilidade natural já impactam a produtividade das lavouras e elevam o custo de produção em diferentes regiões do país, colocando em xeque a eficiência do atual modelo produtivo. Esse processo, que muitas vezes avança silenciosamente, já é sentido diretamente no campo e no bolso do produtor.

Na prática, a degradação se traduz em menor disponibilidade de nutrientes, queda da atividade microbiana e aumento da suscetibilidade à erosão. “Estamos vendo solos que produzem menos, exigem mais investimento e entregam menor retorno ao produtor. Esse desequilíbrio pressiona a rentabilidade e compromete a sustentabilidade do sistema produtivo”, afirma administradora, que atua no mercado de bioinsumos e fertilizantes especiais, Sheilla Albuquerque.

Administradora, que atua no mercado de bioinsumos e fertilizantes especiais, Sheilla Albuquerque: “Estamos vendo solos que produzem menos, exigem mais investimento e entregam menor retorno ao produtor”

Estudos conduzidos pela Embrapa apontam que os solos brasileiros apresentam, em média, erodibilidade moderada, com áreas de maior risco concentradas principalmente no Nordeste, onde já se observam processos de desertificação. O levantamento reforça a necessidade de ações prioritárias de conservação e manejo para evitar a perda de terras produtivas.

O desafio é ainda mais evidente nas pastagens. Levantamentos recentes indicam que cerca de 109 milhões de hectares apresentam algum nível de degradação, demandando investimentos elevados em recuperação e manejo adequado para manter a atividade pecuária viável no longo prazo.

Para Sheilla, esse cenário expõe os limites do modelo baseado na intensificação química, com uso crescente de fertilizantes e corretivos para compensar a perda da qualidade do solo. “A dependência de insumos importados torna o produtor mais vulnerável à volatilidade cambial e a choques geopolíticos. Ao mesmo tempo, a degradação física e biológica reduz a eficiência desses insumos, criando um ciclo de mais gasto e menor resposta agronômica”, avalia.

Diante desse contexto, ganha espaço a discussão sobre a reconstrução biológica do solo. O Programa Nacional de Bioinsumos, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, busca ampliar o uso de insumos de base biológica como estratégia para reduzir a dependência externa, fortalecer a sustentabilidade e elevar a eficiência produtiva da agropecuária brasileira. O programa prevê estímulos à pesquisa, apoio a biofábricas e disseminação dessas tecnologias em diferentes regiões do país.

Os bioinsumos incluem microrganismos benéficos, biofertilizantes e soluções voltadas à nutrição do solo e ao controle biológico, com foco na recuperação da microbiota, na melhoria da estrutura física do solo e no fortalecimento dos ciclos naturais de nutrientes. “Essas tecnologias contribuem para maior resiliência das lavouras, especialmente em cenários de estresse hídrico e climático”, explica Sheilla.

Nesse movimento, o solo deixa de ser visto apenas como suporte físico da planta e passa a ser tratado como um organismo vivo: condição considerada essencial para a competitividade do agronegócio brasileiro no longo prazo.

Fonte: Assessoria Vitalforce
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