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Embrapa Suínos e Aves comemora 50 anos de contribuições à agropecuária brasileira

Começou em 26 de abril de 1973, quando o governo federal criou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária como resposta às demandas de modernização do campo. Santa Catarina foi o berço do centro de pesquisa especializado em suinocultura, oficialmente instalado em Concórdia em junho de 1975.

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Fotos: Divulgação/Embrapa Suínos e Aves

No dia 13 de junho de 2025, a Embrapa Suínos e Aves completa 50 anos de atuação, consolidando-se como uma das principais referências em pesquisa e inovação nas cadeias produtivas de suínos e aves no Brasil. Localizada em Concórdia, no oeste catarinense, a unidade tem sido protagonista em avanços tecnológicos, sustentabilidade e integração com o setor produtivo.

A história da Embrapa começou em 26 de abril de 1973, quando o governo federal criou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária como resposta às demandas de modernização do campo. Santa Catarina foi o berço do centro de pesquisa especializado em suinocultura, oficialmente instalado em Concórdia em junho de 1975. Três anos depois, a unidade incorporou também a avicultura, passando a se chamar Embrapa Suínos e Aves.

Desde então, as contribuições da Embrapa Suínos e Aves foram marcantes: desenvolvimento de vacinas, tabelas de composição de alimentos, testes diagnósticos e melhoramento genético estão entre os marcos. Segundo estudos, a unidade foi responsável por 40% do progresso técnico da suinocultura e 20% da avicultura entre 1975 e 2010. Nos últimos 15 anos, a Embrapa Suínos e Aves passou por um processo de modernização: ampliou laboratórios, reformulou estruturas, superou desafios como a pandemia de covid-19 e fortaleceu parcerias com universidades, empresas e instituições públicas. Programas como InovaPork e InovaAvi evidenciam o foco atual em inovação aberta e conexão com o ecossistema tecnológico. A sustentabilidade também tem ganhado protagonismo, com projetos de energia solar, reaproveitamento de água da chuva e reciclagem de resíduos. Tecnologias de ponta em biotecnologia e nanotecnologia reforçam o compromisso com um futuro mais eficiente e sustentável.

Para celebrar este meio século de história, a Embrapa promove uma série de ações comemorativas, com especial destaque para a solenidade de aniversário no próximo dia 13, nas suas dependências, no Distrito de Tamanduá, em Concórdia/SC. A solenidade será marcada pela apresentação da obra “Raízes, ciência e transformação: 50 anos de inovação da Embrapa Suínos e Aves”, que conta a história da Unidade e seus marcos de inovação ao longo das cinco décadas, e do lançamento do software BiosSui, que avalia de forma sistemática as condições de biosseguridade em granjas de produção de suínos baseado num protocolo multicritério. Os participantes da cerimônia poderão acompanhar as principais contribuições da Unidade por meio da exposição “50 Anos – No caminho da suinocultura e da avicultura”. Montada no hall do prédio administrativo, apresenta a trajetória da pesquisa na Unidade, baseada na linha do tempo, numa “divisão” de cinco décadas e a “abertura” de uma nova era (2025). Outras ações estão sendo preparadas para celebrar a data e ocorrerão ao longo do ano.

Para falar um pouco mais sobre o momento histórico, acompanhe uma entrevista especial com o chefe-geral da Unidade, o pesquisador Everton Luís Krabbe. Na conversa, ele comenta os principais marcos da instituição, os desafios enfrentados e as perspectivas para os próximos anos. A entrevista pode ser clicando aqui.

Como você se sente liderando a Embrapa Suínos e Aves neste marco tão significativo dos 50 anos?

Muito feliz pelos 50 anos da Embrapa Suínos e Aves, embora eu tenha participado só dos 15 últimos anos dessa história. Mas eu tenho conversado muito com colegas desde o primeiro dia que eu cheguei aqui nessa unidade. Eu sempre tive uma curiosidade muito grande de entender como que foi a trajetória da Embrapa e os relatos. Estou falando de 1975, quando começou a história, a trajetória da Embrapa, primeiro momento o trabalho com suínos e alguns anos mais tarde com aves. É surpreendente os relatos. Elas estão falando de uma cultura dos últimos 20, 30 anos e fica visível o quanto evoluiu. Então, muito feliz por estar participando desse momento dos 50 anos e ao mesmo tempo preocupado também.

Por que estou preocupado? É pela dinâmica dessas cadeias de produção de aves suínos. Nós somos referência mundial hoje na avicultura, na suinocultura. Ninguém tem os resultados que nós temos. E isso significa que nós precisamos buscar ganhos cada dia maiores. E a ciência tem que fazer parte disso. A Embrapa, uma Casa da Ciência, não a única do país. Ela está conectada com outras casas de ciência, tecnologia, universidades, enfim, outros centros. E é preocupante porque nós temos que buscar os pequenos detalhes. De áreas de atuação que tínhamos anteriormente com o que temos agora, a gente vai ter que fazer uma adaptação cada vez maior para estar com um pé na sua suinocultura e na avicultura de pequena e média escala, que precisa ser atendido, e outro na fronteira da ciência com coisas absolutamente disruptivas. Então é essa é a leitura. Mas chegar nos 50 anos é, sem sombra de dúvidas, algo fantástico. Nunca imaginei que eu estaria nesta posição nesse momento, mas eu vejo que muitos colegas também estão muito felizes com esse momento. Então acho que vai ser um ano muito especial.

Como a Embrapa evoluiu ao longo dessas cinco últimas décadas?

Essa é uma de uma pergunta que demanda tempo. E, como eu mencionei lá na década de 1970, as coisas eram bem diferentes do que são hoje. Então, vejo que essa evolução acontece em função de alguns drivers e da necessidade de cada momento. A necessidade inicialmente era para termos uma melhor eficiência produtiva e podermos produzir alimentos em quantidade, porque nós começamos na década de 1970 sendo um país importador de alimentos e carne. Considerando a realidade de hoje, então a necessidade daquele momento era produzir de uma maneira eficiente. Depois, por uma questão de competitividade e sustentabilidade, houve um crescimento e um adensamento das raças, das produções com vinda dos frigoríficos mais dignificados. Então houve, ali, uma diferença da organização da produção, veio a integração de culturas da agricultura, que padronizou os processos. Então, aí nós estamos falando da década de 1980, 1990, onde veio muito forte esse movimento da integração. E mais recentemente, a gente vem na onda da sustentabilidade, que é uma exigência. Faz todo o sentido.

Não dá para a gente pensar em não produzir de uma maneira sustentável, em todas as dimensões, não só na questão ambiental. E foi inicialmente uma das grandes preocupações, especialmente no setor da agricultura, que era a questão das tecnologias de tratamento de dejetos e o uso agronômico desses dejetos. Mas sempre também vem junto os desafios sanitários, que sempre pautaram muito fortemente a nossa agenda de trabalho e a competitividade. Nós temos que ter a clareza de que nós precisamos hoje continuar buscando coisas que a gente nunca sonhou, como por exemplo, você ter cada dia mais leitões desmamados por cada ano. Cada dia é uma ave mais competitiva. Eu costumo dizer que nós temos um frango de corte que nasce com 42 gramas, em 42 dias ele multiplica 84 vezes o seu peso de nascimento. Olha que loucura! Nasceu com 42 gramas, vive 42 dias e multiplica 84 vezes o seu peso de nascimento. Então isso a sociedade não entende. E nós temos a grande missão de explicar para o consumidor o que de fato faz a agricultura tão bem-sucedida, que é ter um conjunto de tecnologias. E assim, nunca se imaginou que chegasse onde chegou. E eu sou muito otimista. Eu acredito. Nós vamos muito além daquilo que nós já conseguimos alcançar até hoje. Então, resumindo, são momentos diversos com drivers diferentes e é claro, sempre muito forte e pautado por necessidades.

Qual a contribuição da Embrapa para a sociedade nos últimos 50 anos?

Quando a gente pensa muito sobre o que a Embrapa entregou para a sociedade ao longo dos 50 anos percebemos que nem sempre são produtos. A Embrapa entregou produtos, como os materiais genéticos, em diferentes momentos, com diferentes características, tanto de aves quanto de suínos. Nós entregamos metodologias de análise. Nós ajudamos na solução de vários problemas sanitários nesse país. Mas a Embrapa entregou uma coisa para a sociedade – e em todos os centros da Embrapa fazem isso – que são políticas públicas.

Tivemos uma participação muito importante em vários momentos ao longo dessa trajetória de 50 anos, no sentido de ajudar o Brasil a definir políticas públicas para problemas que estavam conectados com a avicultura e a suinocultura. Recentemente, e como um bom destaque, está a questão da inspeção com base em riscos. Lá atrás tivemos forte contribuição com a questão ambiental da suinocultura. Então, ao longo de todas essas cinco décadas, a Embrapa Suínos e Aves trouxe muitas políticas públicas importantes. Temos, em média, contribuição por ano em dez políticas públicas. Isso é bem expressivo e difícil de quantificar e monetizar o que representa uma contribuição, uma política pública. Mas eu não tenho dúvida de que isso ajudou muito o país a se estabelecer.

Como a sustentabilidade é incorporada nas pesquisas e soluções oferecidas pela Embrapa?

Chefe-geral da Unidade, o pesquisador Everton Luís Krabbe, Everton Krabbe

A sustentabilidade não é um termo novo. Todo mundo escuta falar de sustentabilidade há bastante tempo, talvez mais de duas décadas. Mas recentemente as empresas começaram muito fortemente a trazer a tríade ESG. A sustentabilidade hoje, para nós aqui no Centro Nacional de Pesquisa de Suínos e Aves, passa a ocupar uma outra lógica na nossa agenda. Não olhamos mais aspectos isolados da sustentabilidade de como conseguiu ser mais eficiente na transformação do alimento em ganho de peso e sustentabilidade. Precisamos agora, e estamos trabalhando nisso, olhar para a integração de todas as tecnologias, para que a gente consiga fazer a geração de métricas de sustentabilidade. É a nossa meta trabalhar isso inicialmente com suínos e, já na sequência, entrar na avicultura também para gerar as métricas de sustentabilidade. Porque o que se observa é que todo mundo fala em sustentabilidade, mas nem todo mundo está falando da mesma coisa.

Então, o que nós queremos é estabelecer os critérios e começar a medir as diferentes realidades do país e poder mostrar o que é a sustentabilidade brasileira na dimensão social, ambiental, econômica e na dimensão dos animais também. Então é isso que a gente está trabalhando nesse momento. De fato, a sustentabilidade tem que vir de todas as áreas, da ambiência, da sanidade, enfim, da genética. Tudo junto é que faz com que a gente consiga ser sustentável.

Como a Embrapa trabalha com o desafio constante da inovação?

Esse é um outro desafio que a Embrapa tem tratado com bastante atenção nos últimos anos. Acredito que na última década isso veio muito fortemente, que percebemos que o mundo começou a ser fortemente movido por inovação e tecnologias disruptivas, e assim por diante. Não poderia ser diferente na Embrapa. Aqui temos um programa, o Inova que fomos aprendendo, evoluindo e começamos de maneira mais instituída e já organizada ainda em 2019. Estamos sempre trabalhando sobre o prisma da inovação e, basicamente, para a Embrapa, inovar não é fazer isso só dentro de casa.

A nossa inovação tem que ser feita com o setor produtivo, com o setor privado. Então temos trabalhado muito numa lógica de prospecção sobre quais são os temas importantes, onde cabe a inovação, onde precisa de tecnologia. E a partir disso lançamos editais e buscamos parceiros que tenham interesse em usar a tecnologia e também parceiros que tenham interesse em desenvolver essa tecnologia junto com a gente. É assim que olhamos. A inovação hoje é algo ainda recente, mas na minha leitura evoluiu bastante e é um processo de aprendizado. Você vai fazendo sistematicamente e você vai melhorando em relação ao ano anterior. Mas começamos bem, estamos andando bem.

Como a Embrapa lida com as mudanças e as exigências dos mercados nacional e internacional?

Essa é uma pergunta importante e complemento: o que a avicultura suinocultura brasileira tem de diferente em relação ao resto do mundo. E eu diria que é a agilidade. O Brasil tem uma característica de fazer as coisas muito rapidamente e se ajusta a necessidades de mercado, especialmente aquelas que vêm de fora. Por isso que o Brasil tem hoje acesso há mais de 150 mercados para proteína de aves e mais de 100 mercados para a proteína de suínos. E seguimos crescendo ao longo dos anos. Nesse aspecto, então, qual é o desafio? Num centro como o nosso em relação à essa característica brasileira, que é a adaptação e a agilidade, o nosso desafio é fazer parte desse processo com a agilidade que o setor demanda. E não é algo muito simples. E por quê? Porque, como eu mencionei, fazemos parte de desenvolvimento de tecnologia, mas também muitas vezes trabalhando numa lógica de política pública. E para embasar uma política pública precisa de um conjunto robusto de informações. Não é um experimento isolado que resolve ou responde ou subsidia uma política pública.

O grande desafio é fazer uma máquina pesada como a Embrapa, que está preocupada com o bem-estar, com a biosseguridade, com as pessoas, ser ágil também no sentido de atendimento da necessidade imediata das cadeias. Então, é isso que a gente tem tentado fazer sistematicamente. Na minha leitura também acredito que a gente conseguiu evoluir. Isso é uma cultura que precisa ser trabalhada. Mas eu vejo que ao longo dos últimos anos, nós nos tornamos mais ágeis no sentido de acompanhar um pouco mais rapidamente esse movimento. Agora, falando de ciência, a gente não consegue fazer o que o setor privado faz. A ciência leva seu tempo. Então a gente está tentando trazer cronogramas de anos, cinco anos para três anos e três anos para dois anos. Mas ainda assim, ciência requer tempo. Então, esse é um dos grandes desafios que a gente está tentando enfrentar nesse novo mundo acelerado.

Como a Embrapa pretende se manter relevante diante da revolução digital e de novas demandas da sociedade?

Esse é um ponto crucial: manter-se relevante para a sociedade. Todos os dias penso nisso: o que temos que fazer para nos mantermos relevantes para a sociedade? A nossa história é rica, é muito exitosa. Agora, daqui para frente, o mais importante de tudo é, primeiro entender o que é que a sociedade precisa. Para isso a prospecção dentro da rotina de um centro como o nosso precisa estar muito ativa. E isso a gente faz pelas áreas de transferência de tecnologia, participando de feiras, temos canais de comunicação com o setor, recebemos pessoas aqui e atuamos à campo verificando diretamente com parceiros e usuários de tecnologias como está nossa inserção. Enfim, a prospecção do que precisa ser feito é fundamental. Não adianta criar coisas e soluções para problemas que não existem.

A segunda questão são as pessoas. Nós temos que trabalhar o capital humano, porque quem faz a pesquisa, quem pensa a pesquisa são as pessoas. Precisamos fazer um investimento sistemático na atualização das pessoas. É um desafio grande, porque o mundo está acelerado e como fazer uma pessoa dividir seu tempo entre o seu projeto ou os seus projetos? Nós temos muitos colegas que trabalham com vários projetos simultaneamente. Essa pessoa precisa ter força e tempo e condição de espírito para poder se atualizar. Então esse é o grande desafio: investir em pessoas, saber o que tem que ser feito e termos uma infraestrutura atualizada. E a gente está sendo e está tendo um momento importante aqui no nosso centro, que é o Plano de Aceleração de Crescimento – PAC da Embrapa. Em 2024 fizemos uma série de aquisições de equipamentos para modernizar os nossos laboratórios e temos a meta de fazer obras de ampliações, modernizações e obras. Esse é o momento em que a gente se encontra agora, investir em infraestrutura e equipamentos. Estamos trabalhando nisso. As pessoas estarem motivadas e capacitadas é um desafio. Temos isso muito claro, que precisamos fazer sistematicamente e, por fim, saber o que tem que ser feito. Então eu acho que é isso e essa tríade aí, que é o que faz com que a gente consiga estar participativo do desenvolvimento das cadeias.

Quais os planos estratégicos da Embrapa Suínos e Aves para os próximos anos?

Todos os anos fazemos um planejamento para o ano seguinte, mas também o que orienta muito nossas ações é o Plano Diretor da Embrapa. O documento, de tempos em tempos, é revisitado e atualizado de acordo com o que precisa ser feito. Temos muito claramente quais são os nossos objetivos estratégicos e são vários: de economia, sustentabilidade, saudabilidade, etc. Alguns objetivos são internos, como o de modernização, que é importantíssimo para a gente se manter atualizado. Isso que orienta esse nosso planejamento para cinco, dez anos. Agora, é muito difícil de antever algumas coisas. Por exemplo, problemas sanitários. Eles surgem eventualmente do nada e temos que estar sempre preparados. Então faz parte do nosso planejamento estratégico ter pessoas e infraestrutura cada vez mais preparados. Por exemplo, para podermos desenvolver vacinas é importantíssimo termos um laboratório estruturado e adequado, modernizado para podermos trabalhar com agentes causadores de doenças importantes.

A Embrapa teve uma contribuição extremamente importante em nosso centro na época da covid-19. Gosto de salientar isso pois na época contribuímos muito e ficamos como uma estrutura de retaguarda, de apoio para o sistema de saúde humana. E agora estamos trabalhando na influenza aviária, em influenza suína e em outras doenças importantes da saúde animal. Isso é o DNA da Unidade. Então é por aí.

Precisamos estar preparados e com uma agenda estratégica, que pode mudar a qualquer minuto, dependendo do que eventualmente surja e que não estava previsto. Na questão de estratégica não posso deixar de mencionar que estamos também focados nas questões das mudanças do clima, dos extremos climáticos. Entendemos que a suinocultura e a avicultura estão inseridas nesse contexto. Faz parte da nossa visão para o futuro termos tecnologias que amenizem um pouco esses extremos e que permitam que a nossa avicultura e suinocultura continuem eficientes, produzindo alimentos de qualidade para a sociedade.

Qual a mensagem para os empregados, parceiros e produtores que fazem parte dos 50 anos da Embrapa Suínos e Aves?

Começando por agradecimento. Acredito que a Embrapa, o nosso centro, não fez, não chegou e não caminhou sozinho. Nós só chegamos onde chegamos porque tivemos sempre muito respaldo junto ao setor produtivo, muito respaldo junto às instituições de ciência e tecnologia. Assim, enfim, às entidades governamentais, seja ela municipal, estadual ou federal. Sempre tivemos uma boa conexão com as empresas de assistência técnica, institutos de meio ambiente e assim por diante. Então, primeiro agradecer a todos de fora da Unidade, nossos parceiros, e a todos de dentro da Unidade, porque nós tivemos aqui pessoas que contribuíram muito e que outras seguem contribuindo ainda até hoje na nossa rotina e na nossa trajetória.

E assim dizer que internamente precisamos estar sempre de prontidão e abertos aos desafios que sequer imaginamos que existam ou que poderão vir a existir. Temos que estar sempre com a nossa cabeça aberta e dispostos a ajudar. Acredito que é por aí e tenho a plena convicção de que nós ainda teremos muitos desafios, mas também tenho a certeza de que nós temos condições no enfrentamento desses desafios futuros. E isso se faz através de pessoas. Procedimentos vieram daqueles produtos que precisam ser gerados para solucionar esses problemas.

Fonte: Assessoria Embrapa Suínos e Aves

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MBRF integra Índice Carbono Eficiente da B3

Empresa passa a integrar o ICO2 após fusão entre Marfrig e BRF, com reconhecimento à gestão das emissões de gases de efeito estufa.

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Foto: MBRF

A MBRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, integra a carteira 2026 do Índice Carbono Eficiente da B3 (ICO2 B3), que reconhece empresas com desempenho consistente na gestão e na transparência das emissões de gases de efeito estufa (GEE), contribuindo para o avanço da transição para uma economia de baixo carbono. No processo de avaliação, 94 companhias foram analisadas, das quais 65 foram selecionadas para compor a nova carteira.

Esta é a primeira avaliação da companhia como MBRF, após a fusão entre Marfrig e BRF, concluída em 2025. No ciclo anterior, a Marfrig integrou o ICO2 B3 pelo quinto ano consecutivo, enquanto a BRF participou da carteira pela 14ª vez.

“A inclusão da MBRF na carteira do ICO2 B3 evidencia a robustez das práticas para mitigação e adaptação climáticas da companhia e reflete a consolidação de uma trajetória construída por Marfrig e BRF, já reconhecidas individualmente pela eficiência na gestão das emissões. Agora, ampliamos esse legado, com uma atuação integrada, em maior escala e com compromisso permanente com a agenda climática”, afirma Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da MBRF.

Criado pela B3 em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o ICO2 avalia indicadores como metas de mudanças climáticas  atreladas a remuneração variável dos executivos, reporte público de emissões de gases de efeito estufa, estudo de identificação de riscos e/ou oportunidades relacionados ao clima, plano de transição alinhado à ambição de limitar o aquecimento global a 1,5°C (conforme preconizado pelo Acordo de Paris), metas de descarbonização da cadeia de valor, entre outros.

Mudança do clima

Para mitigar os efeitos da mudança do clima e contribuir para o fortalecimento de uma economia de baixo carbono, a MBRF estabeleceu compromissos e metas de redução das emissões de gases de efeito estufa. Os desafios climáticos foram validados pela Science Based Targets initiative (SBTi) e estão alinhados com o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5º C, conforme estabelecido no Acordo de Paris. O plano de ação está baseado em quatro frentes de ação: cadeia livre de desmatamento, agropecuária de baixo carbono, transição energética e eficiência operacional.

Entre as ações, destacam-se a geração de créditos de carbono certificados, com rentabilidade compartilhada ao longo da cadeia; o desenvolvimento de sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF), certificados em parceria com a Embrapa; o uso de fontes renováveis, que já respondem por cerca de 50% da eletricidade consumida nas operações industriais, além da adoção de energia solar em aproximadamente 60% da criação de aves e suínos. A empresa também atua na intensificação e no manejo adequado de pastagens, evitando a supressão de vegetação nativa, investe no Programa de Produção Sustentável de Bezerros da IDH – The Sustainable Trade Initiative, e promove o melhoramento genético integrado que reduz o tempo de preparo dos animais para o abate, contribuindo para a diminuição das emissões.

Fonte: Assessoria MBRF
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Florescimento da soja define potencial produtivo da lavoura

Fatores climáticos, nutrição equilibrada e manejo adequado são decisivos para o pegamento de flores e a formação de vagens.

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Foto: Divulgação

O florescimento da soja marca uma das fases mais estratégicas do ciclo da cultura, pois é nesse período que se define grande parte dos componentes de produtividade. Aspectos fisiológicos, ambientais e de manejo atuam de forma integrada e podem favorecer ou limitar o pegamento de flores e a formação de vagens, refletindo no rendimento final da lavoura.

Entre os principais fatores que influenciam o florescimento estão o fotoperíodo, a temperatura, a disponibilidade hídrica e a nutrição da planta. Fotoperíodo e temperatura atuam conjuntamente sobre o desenvolvimento da soja, sendo que cada cultivar apresenta exigências específicas de soma térmica para completar seu ciclo.

Foto: Shutterstock

Já o déficit hídrico reduz a divisão e o alongamento celular, diminui a área foliar e o porte das plantas, resultando em menor formação de nós. Como consequência, ocorre redução no número de flores, vagens e grãos, afetando diretamente os componentes de produção.

A nutrição equilibrada também é determinante nessa fase. Todos os macro e micronutrientes são importantes, mas alguns se destacam durante o florescimento da soja, como fósforo, potássio, cálcio, boro, magnésio, cobalto e molibdênio. Esses nutrientes estão diretamente ligados à formação das flores, à polinização, ao transporte de carboidratos, à nodulação e ao enchimento de grãos. Deficiências nutricionais, especialmente de cálcio e boro, podem provocar baixa formação de flores e vagens.

Segundo o PhD em Agronomia em Ciência do Solo, Roni Fernandes Guareschi, além dos fatores abióticos, questões de manejo também interferem no florescimento e, por isso, requerem planejamento e correta execução das práticas agrícolas neste momento. “As análises de solo e foliar permitem identificar e corrigir desequilíbrios nutricionais que comprometem o desenvolvimento da planta e aumentam o risco de abortamento. A escolha de sementes de alta qualidade, de variedades adaptadas à região, o respeito à janela de plantio e um manejo eficiente de pragas e doenças são fundamentais para garantir um florescimento uniforme e dentro do potencial de cada cultivar”, afirma.

Florescimento e o início do verão

A qualidade da semente utilizada na implantação da lavoura exerce forte influência no florescimento. Sementes com alto vigor, boa germinação e sanidade favorecem um estabelecimento mais rápido e uniforme, com sistema radicular mais desenvolvido e maior eficiência na absorção de água e nutrientes, resultando em maior número de flores, vagens e grãos.

Foto: Gilson Abreu

Nesse contexto, o suporte técnico especializado contribui para decisões mais assertivas ao longo do ciclo. “Além de auxiliar na escolha da variedade mais adequada para cada região e condição climática, o time de campo orienta o produtor durante toda a safra com análises de solo e foliar e na seleção correta dos insumos para promover estandes mais uniformes e maior segurança na floração e formação de vagens”, destaca Guareschi.

Com a lavoura em fase reprodutiva e sob condições típicas do início do verão, o produtor deve ter ainda mais atenção ao manejo. “Monitorar a nodulação da soja, acompanhar pragas e doenças de forma contínua e adotar estratégias para estimular o máximo potencial fisiológico da planta são cuidados essenciais para minimizar os efeitos dos estresses abióticos e preservar o desempenho da cultura”, reforça.

Fonte: Assessoria Grupo Conceito
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Dia de Campo da Copacol apresenta pesquisas e tecnologias para elevar a produtividade

Evento reúne cooperados no CPA, em Cafelândia (PR), e destaca manejo, cultivares e cenário do mercado de commodities.

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Cooperados de diversos municípios prestigiaram o primeiro dia do evento - Fotos: Divulgação/Copacol

Com o objetivo de potencializar a produção e preparar cada vez mais os cooperados, o 35° Dia de Campo de Verão Copacol apresentou estudos exclusivos realizados pelo Centro de Pesquisa Agrícola (CPA). “É muito bom receber nossos cooperados para compartilhar novidades e apresentar tecnologias que, se aplicadas nas propriedades, trarão uma melhor produtividade. Além de preparar nossos cooperados para bons resultados no campo, aqui também queremos trazer uma visão comercial, afinal, essas duas coisas precisam estar alinhadas na busca de melhores resultados”, afirma o diretor-presidente, Valter Pitol.

Cooperado Lucas visitou o CPA com o filho Gustavo: “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras”

Entre os temas abordados estiveram os resultados de pesquisa referente a compactação do solo e seus feitos sobre o sistema de produção; plantas daninhas: o custo oculto no sistema de produção; milho safrinha: os desafios para altas produtividades; manejo de doenças da soja: estratégias de aplicação para preservar o potencial produtivo e um painel de cultivares de soja recomendadas pelo CPA. A abertura do evento também contou com uma palestra especial sobre tendências do mercado de commodities com o palestrante Étore Baroni, da Stone-X Brasil.

Para o cooperado Lucas Antunes Jasper, de Cafelândia, essa é uma oportunidade imperdível para quem produz no campo. “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras. Conseguimos ver lado a lado todos os testes e tudo fica bem claro para nós. O CPA consegue nos orientar sobre os melhores manejos e isso faz com a que ganhemos tempo e estejamos sempre a frente com a nossa produtividade”, comenta o produtor que participou do evento no primeiro dia.

Além da presença dos cooperados e cooperadas, colaboradores e pesquisadores do CPA, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, também prestigiou o evento. “A Copacol é uma das cooperativas mais importantes do mundo com produtos exportados para muitos países. E ela faz um trabalho sensacional com os produtores, um exemplo é esse Dia de Campo. A Copacol treina, adapta e coloca o produtor em situações de competitividade, tudo isso visando a melhoria da qualidade de vida através do aumento da renda do produtor, estimulando que as famílias fiquem no campo”, completa o secretário.

Nesta sexta-feira (09) um novo grupo de produtores participa do Dia de Campo de Verão da Copacol. As atividades começam a partir das 08 horas no CPA, em Cafelândia (PR).

Fonte: Assessoria Copacol
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