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Embrapa Suínos e Aves celebra 50 anos de inovação e protagonismo no agro brasileiro
José Zeferino Pedrozo, presidente da Faesc e do Senar/SC, destaca o papel estratégico da ciência e da pesquisa para a competitividade e sustentabilidade da produção nacional.

A agropecuária brasileira moderna, robusta, inovadora e reconhecida mundialmente, deve parte substancial de sua notável trajetória à excelência científica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Fundada em 26 de abril de 1973, esta instituição pública representa o ápice da capacidade nacional de produzir ciência aplicada ao desenvolvimento rural sustentável. Pavimentou o caminho para que o Brasil se tornasse uma potência na produção de alimentos, fibras e energia, aliando conhecimento técnico a uma visão estratégica que, ao longo de cinco décadas, revolucionou o campo brasileiro.
É motivo de especial orgulho para Santa Catarina ter sido escolhida como sede do centro de pesquisa que viria a se tornar a Embrapa Suínos e Aves, oficialmente instalada em Concórdia em junho de 1975. Três anos depois, a unidade incorporou também a avicultura, consolidando-se como referência nacional e internacional em pesquisa e inovação nas cadeias produtivas de suínos e aves. No último dia 13 de junho, comemoramos o cinquentenário dessa unidade de excelência, cuja atuação tem sido decisiva para o fortalecimento de um dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro.

José Zeferino Pedrozo Presidente da Federação da
Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional
de Aprendizagem Rural (Senar/SC) – Foto: Divulgação/Embrapa
A trajetória da Embrapa Suínos e Aves é marcada por realizações memoráveis: desenvolvimento de vacinas, de tabelas de composição de alimentos, de testes diagnósticos, de programas de melhoramento genético e de tecnologias que impulsionaram, de forma notável, os níveis de produtividade e sustentabilidade da suinocultura e da avicultura. Estimativas apontam que, entre 1975 e 2010, a unidade contribuiu com 40% do progresso técnico da suinocultura brasileira e 20% da avicultura. Mais recentemente, passou por um vigoroso processo de modernização, que envolveu a reestruturação de seus laboratórios, o fortalecimento de parcerias com universidades e instituições públicas, a superação de desafios como a pandemia da Covid-19, e o lançamento de programas como o InovaPork e o InovaAvi, voltados à inovação aberta e à conexão com ecossistemas tecnológicos.
A sustentabilidade tornou-se pilar estruturante de suas ações, refletida em iniciativas como a geração de energia solar, o reaproveitamento de água da chuva, a reciclagem de resíduos e a incorporação de tecnologias de ponta nas áreas de biotecnologia e nanotecnologia. A celebração dos 50 anos incluiu o lançamento da obra “Raízes, ciência e transformação: 50 anos de inovação da Embrapa Suínos e Aves”, o software BiosSui — voltado à avaliação da biosseguridade em granjas — e a exposição “50 Anos – No caminho da suinocultura e da avicultura”, que reafirma o compromisso institucional com o conhecimento e a memória científica.
Desde sua origem, a Embrapa demonstrou extraordinária capacidade de tropicalizar tecnologias, formando um corpo técnico altamente qualificado, com formação inclusive no exterior. As inovações transcendem a produtividade. O impacto econômico e social é vasto: segurança alimentar, redução da dependência externa, incremento das exportações, geração de renda e estímulo ao desenvolvimento regional.

Foto: Divulgação/Embrapa
O Sistema Faesc/Senar-SC rende sua mais profunda reverência à Embrapa, por sua história, por seu presente e por seu futuro. Acreditamos, com firmeza, na centralidade da ciência e da inovação para o sucesso do agro. Reafirmamos a necessidade de investimentos contínuos e crescentes em pesquisa agropecuária, como condição para preservar a competitividade nacional e a segurança alimentar da população. A Embrapa é, e deve continuar sendo, protagonista na formulação de respostas técnicas e estratégicas aos desafios que se apresentam.
Ao celebrarmos o cinquentenário da Embrapa Suínos e Aves, celebramos, também, os milhares de profissionais que — com ética, competência e visão de futuro — têm feito da instituição um verdadeiro patrimônio do povo brasileiro. Sua atuação nos campos, nos laboratórios e nas parcerias constrói um Brasil mais justo, próspero e sustentável. A eles, nossa sincera homenagem e gratidão.

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Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
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China muda regras, impõe cota à carne bovina e ameaça fluxo comercial do Brasil
Tarifa extra de 55% sobre volumes excedentes pode provocar forte ajuste na produção e nos investimentos da cadeia pecuária.

A China decidiu estabelecer uma cota anual de importação de carne bovina para seus fornecedores internacionais, incluindo o Brasil, como parte de uma política de proteção aos produtores locais. Pelo modelo anunciado, volumes que ultrapassarem o limite definido estarão sujeitos a uma tarifa adicional de 55%, medida que deverá vigorar por um período inicial de três anos. Trata-se de uma mudança relevante nas regras do comércio internacional de carnes, com impactos diretos sobre os principais exportadores.
Dentro desse novo desenho, o que mais preocupa o setor brasileiro é a forma como a China pretende contabilizar essa cota. As autoridades chinesas deixaram claro que o volume será apurado com base nas entradas efetivas no país a partir de 1º de janeiro de 2026, independentemente de contratos firmados anteriormente, cargas em trânsito ou produtos já embarcados.

Artigo escrito por Paulo Bellicanta, presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo).
Se essa interpretação se confirmar sem qualquer revisão, o Brasil terá de descontar da cota aproximadamente 350 mil toneladas que hoje já estão comprometidas, seja em cargas paradas em portos chineses aguardando desembaraço, em navios em trânsito ou em estoques formados nos portos brasileiros. Na prática, isso reduz de forma significativa o espaço disponível para novas produções ao longo de 2026.
Feitas as contas, restariam cerca de 750 mil toneladas disponíveis para produção destinada ao mercado chinês durante todo o ano. Dividido pelos 12 meses, esse volume se traduz em aproximadamente 62,5 mil toneladas mensais, um patamar totalmente desconectado da realidade atual do setor.
Para efeito de comparação, o Brasil vinha exportando, nos últimos meses, volumes superiores a 160 mil toneladas mensais para a China. A discrepância entre esses números evidencia, por si só, a urgência de uma ação diplomática coordenada, baseada em diálogo direto entre governos, para buscar um entendimento que leve em consideração os fluxos comerciais já estabelecidos.
O impacto dessa restrição é difícil de dimensionar com precisão, mas certamente será profundo. Considerando uma projeção anual próxima de 1,7 milhão de toneladas, a redução potencial, que inicialmente se estimava em torno de 35%, torna-se extraordinariamente preocupante quando aplicadas as novas regras de contabilização.
A pecuária brasileira avançou de forma consistente nos últimos anos, com investimentos expressivos em genética, manejo, processos produtivos e ganhos de eficiência. A indústria, por sua vez, modernizou plantas, ampliou capacidade e se estruturou para atender uma demanda crescente e estável. Uma mudança abrupta dessa magnitude obriga toda a cadeia a revisar expectativas, projeções e investimentos, tanto no curto quanto no médio prazo.
Não há culpados evidentes nem soluções simples. O único caminho possível é o diálogo institucional com as autoridades chinesas, em busca de um entendimento equilibrado, construído de governo para governo.
É preciso reconhecer que o governo brasileiro tem feito sua parte na ampliação e diversificação de mercados, com um trabalho consistente conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pelo ministro Carlos Fávaro. Ainda assim, é fundamental ter clareza: os novos mercados não possuem, ao menos por ora, o mesmo potencial de absorção do mercado chinês e, além disso, já contam com fornecedores consolidados, o que demanda tempo e estratégia para sua efetiva ocupação.
Enquanto isso, a eventual redução de volumes incide sobre o setor com rapidez extrema, como uma guilhotina afiada. Não se trata do fim da atividade, mas de mais um momento em que será necessário acomodar-se, adaptar-se e reinventar-se.
Os volumes excedentes são grandes demais para uma absorção imediata. O desafio está posto e a solução não virá de uma lâmpada mágica esquecida em alguma caverna, mas de negociação, realismo e construção conjunta.
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Eleições de 2026 exigem atenção especial ao papel do Legislativo
Em um cenário de incertezas e transformações sociais, o texto destaca a importância das eleições proporcionais e da escolha de parlamentares preparados para representar a sociedade, fiscalizar o Executivo e impulsionar mudanças estruturais no país.

A sociedade em geral e o sistema cooperativista em particular devem prestar atenção às eleições de 2026. Embora a imprensa e os cidadãos, por motivos óbvios, visualizam prioritariamente as eleições majoritárias – presidente, governador e senador – as eleições proporcionais são essenciais. A missão de exercer a representação popular nas Casas Legislativas é particularmente importante para a vida democrática brasileira e de Santa Catarina.
Ainda vivemos uma era de incertezas, com problemas crônicos de um país em crescimento com fortes contrastes regionais, lutando para reduzir desigualdades, criar uma infraestrutura de crescimento econômico de Norte a Sul e de Leste a Oeste, assistir aos fragilizados, amparar a velhice e pavimentar um futuro para as gerações que estão chegando.
Somos ora protagonistas, ora coadjuvantes de um cenário globalizado, onde as decisões, os fluxos e os influxos de qualquer parte do planeta impactam de imediato nossa realidade interna, fazendo com que decisões tomadas em Tóquio ou Washington afetem diretamente empresários, produtores ou consumidores do Brasil.
Essa realidade que nos envolve inexoravelmente e a cada dia com maior celeridade emoldura com tons de dramaticidade o papel do administrador público e do legislador. Todas as demandas sociais decorrentes do pulsar desse processo globalizante deságuam nas barras do Poder Público, exigindo ações e reações ágeis e acertadas. Não há mais espaço para titubeios.
O parlamentar, na esfera federal ou estadual, deve fazer a leitura permanente dos processos sociais em curso para que a ação parlamentar seja a grande impulsionadora das mudanças e transformações reclamadas pela sociedade. Análise da história recente da República revela que a sociedade brasileira vem reconhecendo gradativa importância e indisfarçável essencialidade ao legislador.
Ali, onde todas as ebulições e toda a efervescência desse nervoso século explodem, envoltas pelas cores do pluralismo político-partidário, é crucial defender os superiores interesses de nossa gente, fiscalizando o Poder Executivo, propondo leis, projetos e programas fulcrados em intervenções sociais capazes de levar um pouco de justiça e apoio a segmentos da multifacetada sociedade brasileira.
Diligente e aplicado, o parlamentar deve tentar compreender toda a complexidade do nosso mundo por meio da sincera disposição para o diálogo, para o estudo e para a pesquisa. Por isso, é recomendável humildade para buscar, ouvir e aceitar – sempre que a prudência indicar – uma compreensão mais profunda que permita refocalizar uma visão sobre a sociedade. Por isso, é preciso não se deixar fascinar demasiadamente por gráficos, por relatos burocratizantes, por informações pasteurizadas. É recomendável deixar os gabinetes para uma convivência irmanal com as comunidades que representa para nunca perder a sensibilidade para interpretação dos eventos sociais que eclodem cotidianamente.
A reforma do Estado para pô-lo totalmente a serviço do cidadão ainda exige muito esforço legislativo. Daí a necessidade de elegermos mandatários e parlamentares estaduais e federais que cumpram com coragem e abnegação o sagrado dever que a sociedade delegou para construir um Estado democrático de direito, fundado na cidadania, na dignidade da pessoa humana, nos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e no pluralismo político.



