Notícias No Paraná
Embrapa Soja destaca racionalização de fertilizantes e diferentes usos da oleaginosa na Expo Londrina 2022
Feira será realizada de 1º e 10 de abril, no Parque de Exposições NeyBraga, em Londrina (PR).

A Embrapa Soja participa da 60ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina (Expo Londrina 2022), a ser realizada de 1º e 10 de abril, no Parque de Exposições NeyBraga, em Londrina (PR), promovendo um debate sobre o uso racional no uso de fertilizantes, realizando três sobre práticas sustentáveis para sojicultura, além de apresentar informações sobre a coleção de 55 mil tipos de soja conservados no banco de germoplasma da Embrapa e os diferentes usos dessa oleaginosa. Outro destaque será a participação da Embrapa no Hackathon Smart Agro 2022.
“A Embrapa Soja tradicionalmente participa da ExpoLondrina – por sua relevância para o Paraná – fomentando debates para os sistemas de produção em que a soja está inserida”, ressalta o chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno, acrescentando: “Também procuramos fortalecer nossas parcerias para que as ações de transferência de tecnologias que impactam o agronegócio,sejam adotadas de forma mais rápida pelos agricultores, a exemplo do trabalho desenvolvido em conjunto com o Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR (IDR-PR), cujos resultados serão demonstrados na Via Rural (Fazendinha). Além disso, procuramos apoiar diferentes ações promovidas pela Sociedade Rural do Paraná, estimulando a participação dos nossos pesquisadores como mentores do Hackathon Smart Agro, entre outras ações conjuntas”, destaca.
Painel sobre racionalização de fertilizantes
O uso racional de fertilizantes em tempos de crise será o tema central de um painel que a Embrapa Soja irá promover no dia 6 de abril, às 16h, no pavilhão SmartAgro, Expo Londrina2022. Só para citar um exemplo, quase 100% do potássio, um dos principais nutrientes utilizados para produzir soja, é importado pelo Brasil. Essa dependência externa impacta diretamente na produção de soja, uma vez que para cada tonelada de soja produzida são exportados ao redor de 18 kg de potássio. O debate tem gerado muitas discussões, especialmente, pela crise provocada pelo conflito entre Rússia e Ucrânia, que são exportadores de fertilizantes.
Oficinas na Via Rural – Fazendinh
A Embrapa Soja, em parceria com o IDR-PR irá demonstrar tecnologias para as culturas do girassol, feijão, braquiária, plantas de cobertura na Via Rural – Fazendinha. Na Fazendinha também serão promovidas três oficinas técnicas, dirigida a produtores e assistência técnica. A primeira oficina terá como tema o Manejo Integrado de Doenças – Uso do Coletor de Esporos, no dia 06 de abril, das 15 às 16 horas. Nesta oficina a proposta é apresentar os resultados obtidos nas Unidades de Referência conduzidas em lavouras de soja, que demostram a eficiência do manejo no combate a ferrugem-asiática da soja, a mais severa doença da cultura.
Outra oficina a ser promovida no dia 07 de abril, das 15 às 17 horas, na Fazendinha, será sobre Coinoculação na Cultura da Soja. A Coinoculação em soja consiste na combinação de duas bactérias – Azospirillum brasilense e Bradyrhizobium – para aumentar a produtividade da cultura.
As plantas de soja coinoculadas têm uma nodulação mais abundante e precoce e maiores taxas de Fixação Biológica do Nitrogênio, nutriente indispensável para produção de soja. Resultados da Embrapa mostram que a coinoculação promove um incremento médio de 16% no rendimento da soja, em relação às áreas inoculadas somente com Bradyrhizobium.
Também será promovida uma oficina sobre Manejo Integrado de Pragas (MIP) no sistema de produção soja-milho no dia 08 de abril, das 15 às 16 horas. O objetivo é demonstrar na prática como as ações monitoramento de pragas e aplicação racional de inseticidas têm reduzido em 50% o uso de inseticidas em lavouras de soja que adotam o MIP no Paraná.
Diferentes usos da soja
A cultura da soja é um dos alicerces do agronegócio. Na safra 2020/2021, o Brasil produziu 138 milhões de toneladas do grão. Em seu estande institucional, a Embrapa Soja pretende apresentar aos visitantes da ExpoLondrina 2022 os diferentes usos da soja.
A soja é a principal fonte de proteína, em nível mundial, sendo usada em produtos industrializados e também em ração animal e na produção de biocombustíveis, como o biodiesel. Além disso, a soja é matéria-prima na fabricação de diversos bens de consumo pelas indústrias de diferentes setores, como cosméticos, farmacêutica, veterinária, adesivos, revestimento, tintas e plásticos.
Também haverá demonstração da coleção de 55 mil tipos de sementes de soja armazenadas no Banco Ativo de Germoplasma (BAG Soja), cuja curadoria é da Embrapa Soja, em Londrina (PR). Criado em 1976, o BAG da Embrapa passou por diversas mudanças e ampliações e hoje é o terceiro maior Banco de sementes de soja do mundo.
No caso da Embrapa, o acesso a essas características foi determinante para modernizar completamente a genética do portfólio das cultivares BRS. O objetivo deste Banco é preservar a variabilidade genética da soja. Para manter essas sementes viáveis, a Embrapa Soja dispõe de uma em câmara fria a 5ºC, com 25% de umidade, o que garante a sobrevivência dessas sementes por longos períodos.
Hackathon Smart Agro
Os pesquisadores da Embrapa Soja também irão participar do Hackathon Smart Agro 2022, de 8 a 10 de abril, no pavilhão Smart Agro. Os pesquisadores atuarão como mentores das startups participantes do evento, para colaborar com o incremento das propostas das equipes participantes e que deverão gerar produtos e tecnologias e serviços para o agronegócio

Notícias
MBRF integra Índice Carbono Eficiente da B3
Empresa passa a integrar o ICO2 após fusão entre Marfrig e BRF, com reconhecimento à gestão das emissões de gases de efeito estufa.

A MBRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, integra a carteira 2026 do Índice Carbono Eficiente da B3 (ICO2 B3), que reconhece empresas com desempenho consistente na gestão e na transparência das emissões de gases de efeito estufa (GEE), contribuindo para o avanço da transição para uma economia de baixo carbono. No processo de avaliação, 94 companhias foram analisadas, das quais 65 foram selecionadas para compor a nova carteira.
Esta é a primeira avaliação da companhia como MBRF, após a fusão entre Marfrig e BRF, concluída em 2025. No ciclo anterior, a Marfrig integrou o ICO2 B3 pelo quinto ano consecutivo, enquanto a BRF participou da carteira pela 14ª vez.
“A inclusão da MBRF na carteira do ICO2 B3 evidencia a robustez das práticas para mitigação e adaptação climáticas da companhia e reflete a consolidação de uma trajetória construída por Marfrig e BRF, já reconhecidas individualmente pela eficiência na gestão das emissões. Agora, ampliamos esse legado, com uma atuação integrada, em maior escala e com compromisso permanente com a agenda climática”, afirma Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da MBRF.
Criado pela B3 em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o ICO2 avalia indicadores como metas de mudanças climáticas atreladas a remuneração variável dos executivos, reporte público de emissões de gases de efeito estufa, estudo de identificação de riscos e/ou oportunidades relacionados ao clima, plano de transição alinhado à ambição de limitar o aquecimento global a 1,5°C (conforme preconizado pelo Acordo de Paris), metas de descarbonização da cadeia de valor, entre outros.
Mudança do clima
Para mitigar os efeitos da mudança do clima e contribuir para o fortalecimento de uma economia de baixo carbono, a MBRF estabeleceu compromissos e metas de redução das emissões de gases de efeito estufa. Os desafios climáticos foram validados pela Science Based Targets initiative (SBTi) e estão alinhados com o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5º C, conforme estabelecido no Acordo de Paris. O plano de ação está baseado em quatro frentes de ação: cadeia livre de desmatamento, agropecuária de baixo carbono, transição energética e eficiência operacional.
Entre as ações, destacam-se a geração de créditos de carbono certificados, com rentabilidade compartilhada ao longo da cadeia; o desenvolvimento de sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF), certificados em parceria com a Embrapa; o uso de fontes renováveis, que já respondem por cerca de 50% da eletricidade consumida nas operações industriais, além da adoção de energia solar em aproximadamente 60% da criação de aves e suínos. A empresa também atua na intensificação e no manejo adequado de pastagens, evitando a supressão de vegetação nativa, investe no Programa de Produção Sustentável de Bezerros da IDH – The Sustainable Trade Initiative, e promove o melhoramento genético integrado que reduz o tempo de preparo dos animais para o abate, contribuindo para a diminuição das emissões.
Notícias
Florescimento da soja define potencial produtivo da lavoura
Fatores climáticos, nutrição equilibrada e manejo adequado são decisivos para o pegamento de flores e a formação de vagens.

O florescimento da soja marca uma das fases mais estratégicas do ciclo da cultura, pois é nesse período que se define grande parte dos componentes de produtividade. Aspectos fisiológicos, ambientais e de manejo atuam de forma integrada e podem favorecer ou limitar o pegamento de flores e a formação de vagens, refletindo no rendimento final da lavoura.
Entre os principais fatores que influenciam o florescimento estão o fotoperíodo, a temperatura, a disponibilidade hídrica e a nutrição da planta. Fotoperíodo e temperatura atuam conjuntamente sobre o desenvolvimento da soja, sendo que cada cultivar apresenta exigências específicas de soma térmica para completar seu ciclo.

Foto: Shutterstock
Já o déficit hídrico reduz a divisão e o alongamento celular, diminui a área foliar e o porte das plantas, resultando em menor formação de nós. Como consequência, ocorre redução no número de flores, vagens e grãos, afetando diretamente os componentes de produção.
A nutrição equilibrada também é determinante nessa fase. Todos os macro e micronutrientes são importantes, mas alguns se destacam durante o florescimento da soja, como fósforo, potássio, cálcio, boro, magnésio, cobalto e molibdênio. Esses nutrientes estão diretamente ligados à formação das flores, à polinização, ao transporte de carboidratos, à nodulação e ao enchimento de grãos. Deficiências nutricionais, especialmente de cálcio e boro, podem provocar baixa formação de flores e vagens.
Segundo o PhD em Agronomia em Ciência do Solo, Roni Fernandes Guareschi, além dos fatores abióticos, questões de manejo também interferem no florescimento e, por isso, requerem planejamento e correta execução das práticas agrícolas neste momento. “As análises de solo e foliar permitem identificar e corrigir desequilíbrios nutricionais que comprometem o desenvolvimento da planta e aumentam o risco de abortamento. A escolha de sementes de alta qualidade, de variedades adaptadas à região, o respeito à janela de plantio e um manejo eficiente de pragas e doenças são fundamentais para garantir um florescimento uniforme e dentro do potencial de cada cultivar”, afirma.
Florescimento e o início do verão
A qualidade da semente utilizada na implantação da lavoura exerce forte influência no florescimento. Sementes com alto vigor, boa germinação e sanidade favorecem um estabelecimento mais rápido e uniforme, com sistema radicular mais desenvolvido e maior eficiência na absorção de água e nutrientes, resultando em maior número de flores, vagens e grãos.

Foto: Gilson Abreu
Nesse contexto, o suporte técnico especializado contribui para decisões mais assertivas ao longo do ciclo. “Além de auxiliar na escolha da variedade mais adequada para cada região e condição climática, o time de campo orienta o produtor durante toda a safra com análises de solo e foliar e na seleção correta dos insumos para promover estandes mais uniformes e maior segurança na floração e formação de vagens”, destaca Guareschi.
Com a lavoura em fase reprodutiva e sob condições típicas do início do verão, o produtor deve ter ainda mais atenção ao manejo. “Monitorar a nodulação da soja, acompanhar pragas e doenças de forma contínua e adotar estratégias para estimular o máximo potencial fisiológico da planta são cuidados essenciais para minimizar os efeitos dos estresses abióticos e preservar o desempenho da cultura”, reforça.
Notícias
Dia de Campo da Copacol apresenta pesquisas e tecnologias para elevar a produtividade
Evento reúne cooperados no CPA, em Cafelândia (PR), e destaca manejo, cultivares e cenário do mercado de commodities.

Com o objetivo de potencializar a produção e preparar cada vez mais os cooperados, o 35° Dia de Campo de Verão Copacol apresentou estudos exclusivos realizados pelo Centro de Pesquisa Agrícola (CPA). “É muito bom receber nossos cooperados para compartilhar novidades e apresentar tecnologias que, se aplicadas nas propriedades, trarão uma melhor produtividade. Além de preparar nossos cooperados para bons resultados no campo, aqui também queremos trazer uma visão comercial, afinal, essas duas coisas precisam estar alinhadas na busca de melhores resultados”, afirma o diretor-presidente, Valter Pitol.
- Valter Pitol fez a abertura do Dia de Campo de Verão da Copacol
- O secretário Márcio Nunes foi recebido por Valter Pitol

Cooperado Lucas visitou o CPA com o filho Gustavo: “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras”
Entre os temas abordados estiveram os resultados de pesquisa referente a compactação do solo e seus feitos sobre o sistema de produção; plantas daninhas: o custo oculto no sistema de produção; milho safrinha: os desafios para altas produtividades; manejo de doenças da soja: estratégias de aplicação para preservar o potencial produtivo e um painel de cultivares de soja recomendadas pelo CPA. A abertura do evento também contou com uma palestra especial sobre tendências do mercado de commodities com o palestrante Étore Baroni, da Stone-X Brasil.
Para o cooperado Lucas Antunes Jasper, de Cafelândia, essa é uma oportunidade imperdível para quem produz no campo. “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras. Conseguimos ver lado a lado todos os testes e tudo fica bem claro para nós. O CPA consegue nos orientar sobre os melhores manejos e isso faz com a que ganhemos tempo e estejamos sempre a frente com a nossa produtividade”, comenta o produtor que participou do evento no primeiro dia.
Além da presença dos cooperados e cooperadas, colaboradores e pesquisadores do CPA, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, também prestigiou o evento. “A Copacol é uma das cooperativas mais importantes do mundo com produtos exportados para muitos países. E ela faz um trabalho sensacional com os produtores, um exemplo é esse Dia de Campo. A Copacol treina, adapta e coloca o produtor em situações de competitividade, tudo isso visando a melhoria da qualidade de vida através do aumento da renda do produtor, estimulando que as famílias fiquem no campo”, completa o secretário.
Nesta sexta-feira (09) um novo grupo de produtores participa do Dia de Campo de Verão da Copacol. As atividades começam a partir das 08 horas no CPA, em Cafelândia (PR).
- Cooperados puderam tirar dúvidas sobre os resultados das pesquisas
- A equipe técnica da Copacol recebeu os cooperados em cada etapa
- O secretário de Agricultura e do Abastecimento do Paraná conheceu as áreas de pesquisa do CPA








