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Embrapa Soja celebra 50 anos de contribuições à sojicultura brasileira

Como parte das comemorações, está sendo organizada uma publicação que destacará a importância da soja, a contribuição da Embrapa e de seus parceiros para o setor, além de refletir sobre o futuro da pesquisa e os novos caminhos para a cultura.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

No dia 16 de abril de 2025, a Embrapa Soja – unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – completa 50 anos de atuação. A data será marcada por uma série de ações comemorativas que celebram a contribuição decisiva da instituição para o desenvolvimento da sojicultura no Brasil, hoje o maior produtor mundial de soja, com estimativa de 167 milhões de toneladas na safra 2024/25, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Foto: Danilo Estevão

Como parte das comemorações, a Embrapa Soja está preparando uma publicação especial que abordará a importância da cultura da soja, o papel da Embrapa e de seus parceiros na evolução da produção nacional, além de reflexões sobre os rumos da pesquisa e os desafios futuros.

A unidade também lançou um hotsite comemorativo, que reúne uma linha do tempo com os principais marcos da sua trajetória, as frentes atuais de pesquisa e a história da soja no Brasil. O portal ainda oferece uma seleção de publicações gratuitas para download, reforçando o compromisso com a disseminação de conhecimento técnico e científico.

Eventos comemorativos
No dia 26 de maio, na sede da Embrapa Soja, em Londrina (PR), às 13h30, será realizado o workshop Embrapa Soja 50 anos: histórico e perspectivas, cujo objetivo é debater o papel da Embrapa Soja na liderança brasileira na produção mundial de soja, assim o desenvolvimento tecnológico e inovação como base para manutenção da

Foto: Fernando Dias

sustentabilidade produtiva de soja brasileira. O evento é aberto ao público, mediante inscrição pelo site da Embrapa Soja.

Entre os dias 21 e 24 de julho de 2025, a Embrapa Soja realiza o 10º CBSoja e Mercosoja 2025 (CBSoja), em Campinas (SP). Com o tema “100 anos de soja no Brasil: pilares para o amanhã”. Em sua décima edição, o Congresso irá celebrar os 50 anos da Embrapa Soja e debater os principais pilares da cadeia produtiva, com foco na agregação de valor e no desenvolvimento de uma agricultura sustentável, com base tecnológica e inovação digital. A programação inicial e inscrições estão disponíveis aqui.

Contribuições históricas

Quando a Embrapa Soja foi criada, em 1975, o Brasil era importador de alimentos e a produção nacional de soja era de, aproximadamente, 10 milhões de toneladas. “O incremento da produção brasileira, ao longo de 50 anos, vem sendo baseado em ciência e inovação. O Brasil consegue, assim, produzir mais em menos espaço e com bastante eficiência e competitividade”, destaca o chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno.

Chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno: “A Embrapa Soja teve protagonismo no desenvolvimento da soja brasileira, tanto que, em 50 anos, a instituição desenvolveu cerca de 440 cultivares de soja” – Fotos: Divulgação/Embrapa Soja

Em 1975, a Embrapa Soja tinha o propósito de desenvolver tecnologias para produção de soja no Brasil, porém, a instituição tornou-se referência mundial em pesquisa para a cultura em regiões tropicais.  “Até 1970, os plantios comerciais de soja no mundo restringiam-se a regiões de climas temperados e subtropicais, cujas latitudes estavam próximas ou superiores aos 30º. Os pesquisadores da Embrapa Soja e seus parceiros romperam essa barreira, ao desenvolver variedades adaptadas às condições tropicais com baixas latitudes”, conta Nepomuceno. A Embrapa Soja teve protagonismo no desenvolvimento da soja brasileira, tanto que, em 50 anos, a instituição desenvolveu cerca de 440 cultivares de soja. Para apoiar os programas de melhoramento genético, a Embrapa Soja possui um dos maiores bancos ativos de germoplasma de soja do mundo – uma coleção de sementes com mais de 65 mil acessos de soja.

Além do desenvolvimento de cultivares, criou-se um sistema para produção de soja tropical. “Isso inclui recuperação/manutenção da fertilidade do solo, técnicas de manejo da cultura, controle de plantas daninhas e pragas e doenças, melhoria da qualidade das sementes, entre outras. Esse conjunto de tecnologias tem permitido a sustentabilidade agrícola da cultura da soja no Brasil”, reforça Nepomuceno.

A adoção do Manejo Integrado de Insetos (MIP-Soja), por exemplo, permite reduzir o uso de inseticidas na lavoura em 50%, garantindo maior lucratividade ao sojicultor, além de maior preservação ambiental, explica Nepomuceno. Outra contribuição ao sistema produtivo da soja foi a inoculação com bactérias fixadoras de N (rizóbios).

Somente em 2023, essa solução propiciou uma economia estimada de 25 bilhões de dólares, ao dispensar o uso de

Foto: Marcos Carolino de Sá

adubos nitrogenados. A Embrapa Soja estima esse valor considerando a área de soja, a produção de soja, o valor do fertilizante (ureia), e a eficiência de uso do fertilizante nitrogenado. Em 2014, a Embrapa Soja identificou outra bactéria benéfica que estimula o crescimento da soja (Azospirillum). A associação dessas bactérias resulta em ganhos de produtividade da ordem de 16%, por ano. A fixação biológica de nitrogênio utilizada na cultura da soja também permite redução de emissão de gases de efeito estufa. “A preocupação com a sustentabilidade dos sistemas produtivos sempre foi uma prioridade que norteia as ações da cadeia produtiva da soja”, reforça Nepomuceno. “Além disso, nossas pesquisas estão direcionadas para o aumento da produtividade com racionalização de custos, permitindo a obtenção de renda adequada ao produtor, segurança alimentar e benefícios sociais”, avalia.

A Embrapa Soja também tem forte contribuição para a implementação de políticas públicas, a exemplo do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC-Soja), do vazio sanitário da soja, de normativas na área qualidade de sementes e grãos e de regulamentação de misturas em tanque de agrotóxicos, entre outras ações.

Embrapa Soja do século XXI

Para colaborar com sustentabilidade produtiva da soja, atualmente, a Embrapa vem fortalecendo suas ações em quatro eixos de pesquisa: Genética Avançada, Bioinsumos, Soja Baixo Carbono e Agricultura Digital. Pesquisas vêm sendo direcionadas para aumentar a participação de insumos biológicos no controle de insetos-praga e doenças e na promoção do crescimento de plantas, bem como a substituição de fertilizantes de origem não renovável por insumos de base biológica.

Nestas primeiras décadas do século atual, a biologia molecular e a engenharia genética têm produzido mudanças no desenvolvimento de novas cultivares de soja. Os pesquisadores da Embrapa Soja vem utilizando seleção assistida por marcadores moleculares no melhoramento vegetal para desenvolver cultivares, o que traz maior máxima eficiência, rapidez e com baixo custo. “A utilização da edição gênica permite avanços rápidos no melhoramento genético para uma grande amplitude de características, como, por exemplo, melhoramento da qualidade do óleo e da proteína, assim como resistência a doenças, cultivares de soja mais tolerantes às adversidades climáticas”, explica Nepomuceno.

Aliado a isso, diferentes tecnologias pretendem contribuir para a conservação dos recursos ambientais e a mitigação da emissão de gases causadores do efeito estufa. O Programa Soja Baixo Carbono, por exemplo, está criando

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

diretrizes e protocolos para certificar a sustentabilidade da produção de soja brasileira, tornando tangíveis aspectos qualitativos e quantitativos das emissões e do sequestro de carbono no processo de produção do grão. Está sendo pautado na mensuração dos benefícios e na certificação das práticas de produção que comprovadamente reduzam a emissão de Gases de Efeito Estufa.

A transformação digital é outra vertente de pesquisa que vem trazendo mudanças no campo, por meio de soluções de conectividade, sensoriamento remoto, sensores, drones, entre outras. “A agricultura digital potencializa o planejamento e o monitoramento das lavouras, a racionalização no uso de insumos facilitando e aumentando a eficiência do produtor em suas decisões, permitindo o incremento da produtividade e da rentabilidade”, defende Nepomuceno.

Perfil da Embrapa Soja

A Embrapa Soja é uma das 43 unidades de pesquisa da Embrapa. Fundada em 16 de abril de 1975, em Londrina (PR), a Embrapa Soja tem seu histórico pautado no desenvolvimento de soluções tecnológicas para a cultura da soja. A Embrapa Soja defende e orienta sobre práticas de manejo responsável que vão desde a semeadura até a pós-colheita da soja.

As tecnologias são colocadas a serviço da sustentabilidade dos sistemas de produção e atendem diferentes perfis e tamanhos de propriedades agrícolas, contribuindo para a rentabilidade do produtor, gerando assim benefícios para toda a sociedade. A Embrapa Soja também estimula o desenvolvimento do trigo no Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul e teve uma contribuição importante para o estabelecimento da cultura de girassol no Brasil.

Sua sede, no distrito de Warta, dispõe de 22.390 m2 de área construída, divididos em 34 casas de vegetação, 34 laboratórios, auditório com salas de apoio, biblioteca, restaurante, garagem para veículos e máquinas agrícolas, galpões de apoio, cozinha experimental e prédios administrativos.

A Embrapa Soja possui ainda dois campos experimentais: a Fazenda Maravilha (Londrina-PR), onde são feitas pesquisas na área de Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF) e de manejo de solo e a Fazenda Modelo, localizada em Ponta Grossa (PR), onde são conduzidas atividades de melhoramento genético e de produção de sementes. Atualmente, a Embrapa Soja conta com 252 empregados, sendo 61 pesquisadores, a maioria com doutorado e pós-doutorado em diversas áreas do conhecimento.

Fonte: O Presente Rural com assessoria da Embrapa Soja

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NOAA vê risco de super El Niño e mercado acompanha impactos sobre as safras

Fenômeno climático pode elevar temperaturas e alterar o regime de chuvas em diversas regiões produtoras do mundo, com reflexos sobre culturas tropicais e preços das commodities agrícolas.

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Foto: Divulgação

A possibilidade de um novo e intenso episódio de El Niño voltou ao radar dos produtores rurais e dos mercados agrícolas internacionais. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou a formação do fenômeno e indicou que há 63% de probabilidade de ele atingir forte intensidade, no chamado “super El Niño”, até 2027.

Foto: Divulgação

Caso a projeção se confirme, o fenômeno poderá alterar o regime de chuvas e elevar as temperaturas em importantes regiões produtoras do mundo, influenciando a oferta global de alimentos e o comportamento dos preços agrícolas.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial Oriental, provocado pelo enfraquecimento dos ventos alísios. O fenômeno ocorre naturalmente a cada dois a sete anos e costuma durar entre nove e 12 meses.

Mudanças no clima afetam produção agrícola

Os efeitos do El Niño não se distribuem de forma uniforme pelo planeta. Historicamente, o fenômeno está associado a períodos de seca em regiões do Sul e Sudeste da Ásia, Austrália e África Austral, ao mesmo tempo em que favorece chuvas acima da média em áreas do sul da América do Sul e dos Estados Unidos.

Essas alterações climáticas têm impacto direto sobre a agricultura, especialmente em culturas tropicais, conhecidas

Foto: Jose Fernando

no mercado internacional como “soft commodities”. Nesse grupo estão produtos como café, açúcar, cacau, algodão e suco de laranja, cujas produtividades são altamente sensíveis a mudanças de temperatura e disponibilidade de água.

Secas prolongadas, ondas de calor ou excesso de chuvas podem comprometer a produtividade, atrasar colheitas e alterar a qualidade dos produtos, reduzindo a oferta global.

Mercado acompanha riscos para as commodities

Além dos efeitos sobre a produção, episódios anteriores de El Niño costumam influenciar os preços agrícolas.

Foto: Divulgação

Historicamente, os mercados registraram valorização de diversas commodities em períodos marcados pelo fenômeno, especialmente quando eventos climáticos extremos afetaram grandes países produtores.

A preocupação atual é ampliada pelo ambiente já desafiador enfrentado pelos agricultores em várias regiões do mundo. Custos elevados de produção, oscilações nos preços dos fertilizantes e do diesel e as tensões geopolíticas recentes aumentam a sensibilidade do mercado a qualquer risco climático adicional.

Especialistas observam que ainda é cedo para estimar a intensidade dos impactos sobre cada cultura. No entanto, a confirmação do fenômeno pela NOAA e a possibilidade de um episódio mais intenso colocam novamente o clima entre os principais fatores de atenção para produtores, tradings e investidores.

Se o El Niño ganhar força nos próximos meses, as consequências poderão ir além das lavouras, influenciando preços de alimentos, fluxos de comércio internacional e a rentabilidade de diversas cadeias do agronegócio.

Fonte: O Presente Rural
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Cooperativas passam a ter acesso a fundos regionais e ganham reconhecimento como patrimônio cultural do Brasil

Novas leis ampliam as fontes de financiamento para projetos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste e reconhecem oficialmente a contribuição histórica do cooperativismo para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

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Foto: Shutterstock

O cooperativismo brasileiro ganhou duas novas legislações a partir desta quarta-feira (17). Publicadas no Diário Oficial da União, a Lei Complementar nº 231 e a Lei nº 15.433 ampliam o acesso das cooperativas a recursos de fundos regionais de desenvolvimento e reconhecem oficialmente o cooperativismo como manifestação da cultura nacional.

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A Lei Complementar nº 231 inclui as cooperativas entre os beneficiários do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Já a Lei nº 15.433 estabelece que o cooperativismo integra o patrimônio cultural brasileiro e determina que o Estado garanta a livre atividade das cooperativas e apoie seu desenvolvimento, conforme previsto na Constituição Federal.

As duas medidas têm potencial para ampliar investimentos em setores estratégicos, especialmente no agronegócio, agroindústria e infraestrutura, além de reforçar o papel econômico e social desempenhado pelas cooperativas em diferentes regiões do país.

Acesso a recursos

A principal mudança econômica vem com a Lei Complementar nº 231. Com a nova regra, as cooperativas organizadas de acordo com a legislação específica do setor passam a poder acessar recursos dos fundos regionais para financiar projetos produtivos.

Na prática, a medida amplia as fontes de financiamento para investimentos em agroindústria, armazenagem,

Foto: Shutterstock

infraestrutura, logística e outras iniciativas com potencial de gerar emprego e renda.

Os fundos regionais têm justamente a função de estimular atividades produtivas e reduzir desigualdades econômicas, com foco nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Para o cooperativismo agropecuário, a mudança abre novas possibilidades de investimentos em cadeias produtivas que já têm forte presença nessas regiões.

Foto: Divulgação

Reconhecimento cultural

A segunda medida publicada é a Lei nº 15.433, que reconhece oficialmente o cooperativismo como manifestação da cultura nacional.

O texto destaca a contribuição histórica do modelo para a formação econômica e social do país e associa o cooperativismo a valores como colaboração, ajuda mútua, participação democrática e gestão coletiva.

Além do reconhecimento simbólico, a lei determina que o Estado assegure a livre atuação das cooperativas e incentive seu desenvolvimento, em consonância com os princípios previstos na Constituição Federal.

Importância econômica

O reconhecimento institucional ocorre em um momento de expansão do cooperativismo brasileiro.

Foto: Shutterstock

No agronegócio, as cooperativas respondem por parcela expressiva da produção e exportação de grãos, carnes, leite e diversos outros produtos. Também desempenham papel relevante na assistência técnica aos produtores, no fornecimento de insumos e no acesso ao crédito.

Com maior acesso a recursos e respaldo legal ampliado, o setor ganha novos instrumentos para investir e ampliar sua participação no desenvolvimento econômico regional e nacional.

Fonte: O Presente Rural
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Chuvas reduzem áreas de seca e favorecem milho e trigo no Paraná

Monitor de Secas mostra recuo da estiagem em regiões produtoras do Estado. Com maior umidade do solo, milho alcança área recorde de 2,9 milhões de hectares e trigo já foi semeado em 67% da área prevista.

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Foto: Fernando Dias

As chuvas registradas nos últimos meses no Paraná reduziram as áreas afetadas pela seca e melhoraram as condições para importantes culturas agrícolas do Estado. O cenário mais favorável já se reflete no campo: o milho de segunda safra ocupa área recorde de 2,9 milhões de hectares e o plantio do trigo alcançou 67% da área prevista, impulsionado pela maior disponibilidade de umidade no solo.

Foto: Divulgação/Pixabay

Os dados constam no Boletim Agroclimático do Simeagro e no Monitor de Secas, divulgado nesta quarta-feira (17) pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) em parceria com instituições estaduais, entre elas o Simepar.

Segundo o levantamento, o extremo Noroeste, Norte, Norte Novo e a região Central do Paraná deixaram de registrar qualquer nível de seca relativa. Também houve redução das áreas classificadas com seca moderada no Norte Pioneiro, Noroeste, Campos Gerais, norte da Região Metropolitana de Curitiba e em municípios do Sul próximos à divisa com Santa Catarina.

Foto: Jaelson Lucas/AEN

Por outro lado, a estiagem ganhou intensidade em parte do Oeste e do Sudoeste, especialmente nas áreas de fronteira com Paraguai e Argentina. “A chuva foi acima da média no último bimestre em algumas regiões, o que motivou o recuo da seca. Já na área de fronteira a chuva ficou abaixo da média nos últimos meses, o que levou ao avanço da área com registro de seca moderada”, explica o meteorologista do Simepar Reinaldo Kneib, que participa da elaboração do Monitor de Secas.

Milho e trigo são beneficiados

A melhora das condições climáticas ocorre em um momento decisivo para duas das principais culturas do inverno paranaense.

De acordo com o Simeagro, o milho segunda safra se aproxima da colheita ocupando uma área estimada em 2,9

Foto: Aires Mariga

milhões de hectares, a maior já registrada para a cultura no Estado.

O trigo também apresenta bom ritmo de implantação. Favorecida pela umidade do solo, a semeadura já alcançou 67% da área prevista para a safra 2026.

Apesar do cenário mais favorável, os impactos da seca ainda exigem atenção em algumas regiões. Segundo o Monitor de Secas, os efeitos são de curto e longo prazo no Centro-Leste e Nordeste do Paraná, podendo influenciar a produtividade agrícola. Nas demais áreas afetadas, os impactos são considerados de curto prazo.

Maio teve chuva acima da média

Os dados meteorológicos reforçam a mudança de cenário observada no campo.

Entre as 45 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação, apenas nove registraram volumes de chuva abaixo da média histórica em maio. Em 18 delas, o acumulado médio esperado para todo o mês foi atingido já nos primeiros dez dias.

Foto: Divulgação/Freepik

Com mais chuva, as temperaturas ficaram dentro ou abaixo da média histórica em todas as regiões do Paraná.

As menores temperaturas do ano até agora ocorreram entre os dias 11 e 13 de maio, período em que também houve registro de geadas em municípios da metade Sul do Estado e chuva congelada em General Carneiro.

A menor temperatura foi registrada em Guarapuava. No distrito de Entre Rios, os termômetros marcaram -2,4°C às 7 horas do dia 11. Em General Carneiro, a sensação térmica chegou a -7°C devido à intensidade dos ventos.

Situação no Brasil

O Monitor de Secas mostra que o Paraná segue em situação menos crítica do que a observada em anos anteriores e

Foto: Marco Favero

também em comparação com outros estados.

No mapa divulgado em junho, referente às condições de maio, não há registro de seca extrema ou excepcional em nenhuma unidade da federação.

A seca grave aparece apenas em uma pequena área do Estado de São Paulo. Já a seca moderada atinge, além do Oeste e Sudoeste paranaense, regiões de Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Tocantins e diversos pontos do Nordeste.

A seca fraca está presente em praticamente todas as regiões brasileiras. Apenas Roraima, Amapá e Mato Grosso aparecem sem qualquer registro de seca relativa no levantamento mais recente.

Fonte: O Presente Rural
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