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Embrapa se instala no Paraná para fomentar tilapicultura com uso de genômica e inteligência territorial

O objetivo é trabalhar em conjunto para garantir a sustentabilidade da produção de proteína animal na região, com soluções inovadoras e adaptadas às necessidades locais

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Foto: Jonathan Campos/AEN

Com o objetivo de ampliar a pesquisa na área de proteína animal, com foco na produção de peixes, aves e suínos, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai instalar uma Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (Umipi) em Toledo, no Oeste do Paraná. O início das atividades deve ocorrer no segundo semestre deste ano.

Essa é a décima Umipi instalada no Brasil e a segunda no Paraná, tendo sua implantação oficializada em abril, durante a 2ª edição do Inovameat Toledo. Formada através de um modelo de cooperação entre instituições, a unidade permite a soma de conhecimentos a partir do compartilhamento de infraestrutura e recursos humanos. A estrutura da Umipi ficará nas dependências do Biopark e sua instalação é liderada pela Embrapa Suínos e Aves e pela Embrapa Pesca e Aquicultura. “A escolha de instalar a Umipi dentro do Biopark de Toledo foi em função da proximidade com universidades e para construir parcerias com empresas que estão instaladas neste ecossistema de inovação, as quais visam dar velocidade e eficiência do ponto de vista de custos para o desenvolvimento de soluções ao mercado”, ressalta o pesquisador e chefe geral da Embrapa Suínos e Aves, Everton Luís Krabbe, enfatizando: “A Umipi é uma nova formatação de parceria que a Embrapa estabelece com parceiros em locais estratégicos para que as soluções necessárias para resolver problemas das cadeias de produção do agro sejam desenvolvidas de forma ágil e customizada, o que é possível por haver junção de esforços e expertises de instituições de ciência e tecnologia, bem como de empresas privadas”.

Pesquisador e chefe geral da Embrapa Suínos e Aves, Everton Luís Krabbe – Foto: Ricardo Morante

Conforme o profissional, as áreas de pesquisa e inovação estarão dedicadas ao ordenamento da produção, seleção e melhoramento genético na piscicultura, além da geração de indicadores de sustentabilidade, gestão eficiente da água, fontes alternativas de energia, entre elas solar e biogás, destinação de animais mortos e outros resíduos da produção (dejetos por exemplo), reuso de água em processos industriais, entre outros fatores nas cadeias produtivas. “A presença da Umipi vai possibilitar que a Embrapa trabalhe em parceria com universidades, ecossistemas de inovação e setor privado para atender às demandas locais de forma mais eficiente, garantindo maior sustentabilidade dessas atividades”, frisa Krabbe.

Contribuição à cadeia produtiva

O pesquisador destaca que a contribuição da Umipi para o desenvolvimento do setor agropecuário no Oeste do Paraná vai estar diretamente relacionada à receptividade e ao apoio que vai receber dos parceiros da região. “A estratégia da Embrapa é estabelecer um canal de diálogo com todos aqueles que têm interesse em contar com a Umipi para encontrar soluções para os problemas enfrentados, desde pequenos até os grandes produtores rurais, passando pela agroindústria e eventualmente chegando até o consumidor. Nosso objetivo é trabalhar em conjunto para garantir a sustentabilidade da produção de proteína animal na região, com soluções inovadoras e adaptadas às necessidades locais. A Embrapa está comprometida em contribuir com o desenvolvimento econômico e social do Oeste do Paraná, sempre em parceria com a comunidade e os demais agentes envolvidos na cadeia produtiva”, salienta.

Krabbe que diz que os trabalhos já tiverem início com reuniões com as agroindústrias locais para identificar as principais demandas, afim de desenvolver tecnologias que podem ser aplicadas não apenas no Oeste do Paraná, mas também em outras regiões do Brasil. “Também estamos em busca de trazer tecnologias já evoluídas em outras regiões para adaptá-las ao contexto local”, adianta Krabbe.

Áreas de atuação

Maior polo produtor de tilápia do Brasil, com uma produção de mais de 282 mil toneladas no último ano, a atividade será uma das grandes beneficiadas com a vinda da Umipi ao Oeste do Paraná. Com o objetivo de promover a sustentabilidade e a competitividade da produção, a Embrapa vai buscar aprimorar a cadeia por meio do uso de ferramentas genômicas para potencializar o programa avançado de melhoramento genético, além de realizar estudos de mercado interno e externo e melhorar a qualidade da carne para que a indústria de processamento possa aproveitar integralmente essa matéria-prima. “Em parceria com o Biopark, a Embrapa está desenvolvendo estudos de inteligência territorial para gerar dados que possam subsidiar o planejamento, tomada de decisão e formulação de políticas públicas para o ordenamento territorial, considerando aspectos ambientais e socioeconômicos, da piscicultura”, antecipa Krabbe.

Ele reforça que a expectativa é que a atuação da Umipi traga impactos marcantes para o Oeste do Paraná, por meio do desenvolvimento de tecnologias em parceria com os produtores locais. “Esperamos que as tecnologias desenvolvidas pela Umipi em Toledo beneficiem os produtores, desenvolvam sua qualidade de vida, aumentem sua renda e permitam que as futuras gerações continuem na atividade. Além disso, a atuação da Umipi deve gerar oportunidades para o crescimento de empresas da região e possibilitar o surgimento de novas empresas com especialidades necessárias para o desenvolvimento de tecnologias. Com a criação de empregos e aumento de receita, a região poderá se desenvolver cada vez mais de forma sustentável”, vislumbra Krabbe.

A fim de incentivar a adoção de técnicas inovadoras pelos produtores locais, a Embrapa pretende unir esforços colocando sua equipe de pesquisadores e analistas atuando sinergicamente com parceiros visando gerar soluções para os desafios.

Setor entusiasmado

Ao analisar o desenvolvimento e os preparativos até o momento da criação da Umipi, Krabbe afirma que a região recebeu esta iniciativa de forma entusiasmada e com grandes expectativas para as inovações a serem desenvolvidas. Ele imagina um futuro promissor em que a Umipi, em colaboração com produtores, agroindústrias, universidades, empresas de tecnologia e setor público possa se tornar uma entidade de vanguarda para a construção de soluções para as principais cadeias de produção de proteína animal.

Além disso, Krabbe acredita que essa iniciativa pode ser expandida para outras atividades, que podem se beneficiar da expertise técnica de todas as 43 unidades da Embrapa distribuídas pelo Brasil. “Acreditamos que o desenvolvimento tecnológico regional pode reduzir a dependência de tecnologias externas e, possivelmente, até fornecer tecnologia para outras regiões e países. A tecnologia gera empregos e receita. Se a Umipi conseguir corresponder aquilo a que se propõe, seguramente vai trazer impacto econômico e social para o Oeste paranaense”, afirma.

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Fonte: O Presente Rural

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Suinocultura de Mato Grosso mapeia 32 desafios para ampliar inovação no setor

Relatório do AgriHub ouviu 123 produtores e selecionou seis startups com soluções tecnológicas para a cadeia produtiva.

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Fotos: Shutterstock

O AgriHub apresentou, nesta sexta-feira (10), durante o 5º Simpósio de Suinocultura, realizado em Cuiabá (MT), a edição 2026 do relatório Sementes da Inovação – Suinocultura. A publicação reúne os resultados do programa voltado à conexão entre produtores rurais, startups e especialistas para o desenvolvimento de soluções tecnológicas para a cadeia suinícola de Mato Grosso.

O relatório apresenta um diagnóstico do setor, com os principais desafios apontados pelos produtores e as tecnologias desenvolvidas para atender demandas relacionadas à eficiência produtiva, redução de custos e competitividade da atividade.

Segundo a gerente do AgriHub, Érika Segóvia, a escolha da suinocultura para esta edição do projeto está relacionada ao crescimento da atividade no estado. Atualmente, Mato Grosso ocupa a sexta posição entre os maiores produtores de suínos do país, respondendo por 4,78% da produção nacional.

Nas últimas três décadas, o estado ampliou o número de matrizes suínas de aproximadamente 5 mil para 135 mil animais, consolidando a cadeia como uma das atividades em expansão na agropecuária mato-grossense.

O levantamento do projeto Sementes da Inovação foi realizado nos principais polos produtores de Mato Grosso, envolvendo suinocultores das regiões de Sorriso, incluindo Lucas do Rio Verde, Sinop, Vera e Tapurah, além de Campo Verde, Primavera do Leste e Nova Brasilândia.

Ao todo, 123 produtores participaram da pesquisa, contribuindo com 66 apontamentos que resultaram na identificação de 32 desafios estratégicos para a cadeia produtiva.

Entre os participantes, 45,4% possuem propriedades de Ciclo Completo, 36,6% atuam em Unidades Produtoras de Leitões e 18,18% em Unidades de Terminação. O levantamento também apontou que 40% das granjas avaliadas possuem entre 1,5 mil e 3 mil animais, enquanto outros 40% trabalham com plantéis superiores a 12 mil cabeças.

Foto: O Presente Rural

De acordo com Érika Segóvia, o estudo mostrou que os produtores têm interesse na adoção de novas tecnologias, mas ainda enfrentam limitações relacionadas à infraestrutura.

“Enquanto metade das propriedades da região de Campo Verde possui conectividade em toda a área produtiva, nenhuma das propriedades avaliadas em Sorriso conta com cobertura total de internet e parte delas ainda opera sem qualquer tipo de conexão”.

Mesmo com os desafios de conectividade, o interesse por inovação foi identificado entre os produtores. Em Sorriso, todos os entrevistados afirmaram ter interesse em testar novas soluções tecnológicas para a atividade.

A partir do diagnóstico, o AgriHub definiu os principais temas considerados prioritários para a suinocultura de Mato Grosso. Entre eles estão a qualidade da matéria-prima utilizada nas rações, comercialização dos animais, capacitação e tecnologia para mão de obra rural, acesso a linhas de crédito específicas, gestão operacional das propriedades, incluindo pessoas, governança e resíduos, além de assistência técnica especializada e independente.

Os desafios levantados pelos produtores serviram de base para um edital de inovação lançado pelo AgriHub. Ao todo, 36 startups se inscreveram para apresentar tecnologias voltadas à cadeia suinícola. Após a avaliação das propostas, seis empresas foram selecionadas.

As soluções escolhidas envolvem áreas como capacitação profissional, acesso ao crédito, inteligência artificial, visão computacional, rastreabilidade animal, automação de processos produtivos e avaliação zootécnica por sensores tridimensionais.

Além do diagnóstico, o relatório apresenta recomendações para ampliar a inovação no setor, como o fortalecimento de parcerias com sindicatos rurais, programas de validação de tecnologias diretamente nas propriedades, capacitação contínua para produtores e startups, expansão do projeto para novos polos produtivos e criação de redes regionais de inovação.

Setor produtivo destaca importância do estudo

O lançamento do relatório recebeu apoio da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). Para o presidente da entidade, Frederico Tannure Filho, o estudo contribui para orientar decisões e aproximar produtores das tecnologias desenvolvidas para a cadeia.

Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho: “Nós ficamos muito entusiasmados com esse trabalho. Agora, recebendo a conclusão de tudo isso, percebemos a dimensão do projeto. É um trabalho muito importante, que vai trazer muita informação e esclarecer dúvidas que muitas vezes o produtor tem sobre as reais necessidades da cadeia”

Segundo ele, o levantamento surpreendeu pela abrangência e pela qualidade das informações coletadas junto aos produtores.

“Nós ficamos muito entusiasmados com esse trabalho. Agora, recebendo a conclusão de tudo isso, percebemos a dimensão do projeto. É um trabalho muito importante, que vai trazer muita informação e esclarecer dúvidas que muitas vezes o produtor tem sobre as reais necessidades da cadeia. No início, não tínhamos noção do tamanho do projeto e fomos surpreendidos positivamente. Estamos muito felizes porque esse material vai ajudar muito o setor como um todo”.

Para Tannure, a iniciativa pode servir de referência para outras cadeias produtivas do estado.

“Esse é um projeto que todas as atividades produtivas de Mato Grosso precisam aproveitar. Temos muito a aprender. Novas tecnologias surgem o tempo todo e, muitas vezes, elas ainda não chegam até o produtor. O trabalho desenvolvido pelo AgriHub é fundamental para estreitar essa relação entre o campo e a inovação”.

Suinocultura de Mato Grosso amplia produção

A apresentação do relatório ocorre em um cenário de crescimento da suinocultura mato-grossense. Segundo o superintendente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e do AgriHub, Cleiton Gauer, a atividade passa por um período de crescimento do rebanho e fortalecimento da produção.

De acordo com Gauer, a criação de suínos em Mato Grosso cresceu 17,1% em 2026 na comparação com o ano anterior. O estado também registra a terceira alta consecutiva no número de matrizes, que atualmente está 31,94% acima da média histórica.

Apesar do avanço produtivo, o setor acompanha o cenário de preços e busca ampliar a eficiência para manter a competitividade da atividade.

“Nos últimos anos, a suinocultura de Mato Grosso passou por um processo de recuperação, com aumento do rebanho, dos abates e da produção. Agora, o desafio é equilibrar esse crescimento da oferta com a rentabilidade do produtor. O setor é profissionalizado, investe em tecnologia e segue trabalhando para fortalecer a atividade e garantir sua sustentabilidade no longo prazo”, destacou Gauer.

Fonte: Assessoria AgriHub
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Preço do suíno vivo varia de R$ 4,86 a R$ 5,88/kg no mercado brasileiro

Levantamento do Cepea mostra estabilidade na maior parte das regiões acompanhadas na sexta-feira (10).

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Foto: Shutterstock

O mercado de suíno vivo apresentou pouca movimentação nos preços na sexta-feira (10), conforme o Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq. A maior parte das praças acompanhadas registrou estabilidade na variação diária.

Em Minas Gerais, o suíno vivo foi negociado a R$ 5,88/kg, com variação diária de 0,00% e alta de 0,17% no acumulado do mês. No Paraná, o preço ficou em R$ 4,86/kg, sem alteração no dia, mas com valorização de 4,97% no mês.

No Rio Grande do Sul, o indicador registrou R$ 5,00/kg, com estabilidade diária e queda de 0,99% no mês. Em Santa Catarina, o valor foi de R$ 4,98/kg, também sem variação no dia, enquanto no acumulado mensal a retração foi de 1,39%.

Em São Paulo, o suíno vivo foi cotado a R$ 5,28/kg, com recuo diário de 0,75% e estabilidade no acumulado do mês.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Suínos

Defesa sanitária da suinocultura amplia ações contra a Peste Suína Clássica

Plano nacional, reforço da biosseguridade e controle de suínos asselvajados estiveram entre os principais temas debatidos por MAPA, CNA e representantes do setor.

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Foto: Divulgação/Faep

Representantes da cadeia produtiva participaram da reunião da Câmara Nacional de Aves e Suínos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), realizada de forma remota. Na pauta, estiveram as ações conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para a erradicação da Peste Suína Clássica (PSC), além de medidas de biosseguridade, vigilância sanitária e estratégias para o controle de suínos asselvajados no país.

Para o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, a erradicação da Peste Suína Clássica e o fortalecimento da biosseguridade são prioridades para a suinocultura brasileira. “O trabalho integrado entre governo, setor produtivo e entidades representativas é essencial para proteger nosso patrimônio sanitário e ampliar a competitividade da cadeia, tanto no mercado interno quanto nas exportações”, destacou.

Avanços no plano de erradicação da PSC

Presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes: “O trabalho integrado entre governo, setor produtivo e entidades representativas é essencial para proteger nosso patrimônio sanitário e ampliar a competitividade da cadeia, tanto no mercado interno quanto nas exportações”

Durante a reunião, o MAPA apresentou os avanços do Plano Nacional de Erradicação da Peste Suína Clássica. Entre os principais destaques, foram apresentados os resultados da primeira etapa do inquérito soroepidemiológico, realizada entre maio e junho nos estados do Amazonas, Pará e Roraima. Essa fase é considerada fundamental para subsidiar o pleito de reconhecimento internacional de uma nova zona livre da doença.

A expectativa é que, até 2027, o pleito seja encaminhado à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), com o objetivo de obter o reconhecimento oficial da região como nova zona livre de PSC em maio de 2028.

O Ministério também informou que a vigilância clínica nas Regiões I e II avançará para a segunda fase, com o acompanhamento dos rebanhos, a atualização dos cadastros de produtores e propriedades rurais e o fortalecimento das ações de vigilância sanitária.

Outro tema abordado foi a estratégia de vacinação contra a PSC nas áreas onde ainda há circulação do vírus, com prioridade para os estados do Piauí e Ceará. A ação dá continuidade ao projeto-piloto iniciado em 2020 no estado de Alagoas e representa mais um avanço rumo à erradicação da doença em todo o território nacional.

Biosseguridade ganha reforço

Na área de biosseguridade, o Ministério reforçou que está em vigor a Portaria SDA/MAPA nº 1.358, que estabelece novos critérios para a certificação das Granjas de Reprodutores Suínos Certificadas (GRSC), baseados em requisitos de biosseguridade. Também foi informado que está em elaboração uma norma federal destinada às granjas comerciais, definindo padrões mínimos de biosseguridade para todo o país.

Suínos asselvajados entram na pauta sanitária

Foto: Giuliano De Luca/O Presente Rural/ChatGPT

O monitoramento dos suínos asselvajados também esteve entre os principais temas da reunião. O MAPA apresentou os avanços do Programa Nacional de Sanidade Suídea, que reúne informações por meio de questionários respondidos por produtores rurais, serviços veterinários oficiais e controladores populacionais. No entanto, o Ministério alertou para a baixa adesão dos produtores ao levantamento e solicitou o apoio das entidades representativas para ampliar a participação, uma vez que os dados obtidos servirão de base científica para a formulação de políticas públicas voltadas ao controle dessas populações.

Durante o encontro, foi informado que o IBAMA passou recentemente por uma reestruturação institucional e conta agora com uma equipe dedicada à questão dos javalis. De acordo com representantes do MAPA, o órgão elabora, em conjunto com o Ministério e a CNA, um plano nacional para o controle populacional dos suínos asselvajados, cujas primeiras propostas deverão ser apresentadas ainda em 2026.

Os participantes ressaltaram que a principal preocupação sanitária está relacionada ao risco de introdução da Peste Suína Africana (PSA) por meio desses animais. Embora os suínos asselvajados presentes no Brasil sejam, em sua maioria, híbridos e não javalis puros, característica que facilita seu controle, foi reforçada a necessidade de intensificar as medidas de biosseguridade nas granjas comerciais, especialmente por meio do cercamento adequado das propriedades.

Atuação integrada fortalece a defesa sanitária

Ao longo da reunião, representantes das federações estaduais também defenderam o fortalecimento da assistência técnica aos produtores, a ampliação do cadastramento das propriedades, melhorias na gestão ambiental dos resíduos da produção e o reforço das ações de conscientização sobre biosseguridade. O MAPA destacou que a atuação conjunta entre os serviços oficiais e as entidades representativas será fundamental para consolidar a erradicação da Peste Suína Clássica e fortalecer a defesa sanitária da suinocultura brasileira.

Fonte: Assessoria ABCS
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