Suínos
Embrapa se instala no Paraná para fomentar tilapicultura com uso de genômica e inteligência territorial
O objetivo é trabalhar em conjunto para garantir a sustentabilidade da produção de proteína animal na região, com soluções inovadoras e adaptadas às necessidades locais

Com o objetivo de ampliar a pesquisa na área de proteína animal, com foco na produção de peixes, aves e suínos, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai instalar uma Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (Umipi) em Toledo, no Oeste do Paraná. O início das atividades deve ocorrer no segundo semestre deste ano.
Essa é a décima Umipi instalada no Brasil e a segunda no Paraná, tendo sua implantação oficializada em abril, durante a 2ª edição do Inovameat Toledo. Formada através de um modelo de cooperação entre instituições, a unidade permite a soma de conhecimentos a partir do compartilhamento de infraestrutura e recursos humanos. A estrutura da Umipi ficará nas dependências do Biopark e sua instalação é liderada pela Embrapa Suínos e Aves e pela Embrapa Pesca e Aquicultura. “A escolha de instalar a Umipi dentro do Biopark de Toledo foi em função da proximidade com universidades e para construir parcerias com empresas que estão instaladas neste ecossistema de inovação, as quais visam dar velocidade e eficiência do ponto de vista de custos para o desenvolvimento de soluções ao mercado”, ressalta o pesquisador e chefe geral da Embrapa Suínos e Aves, Everton Luís Krabbe, enfatizando: “A Umipi é uma nova formatação de parceria que a Embrapa estabelece com parceiros em locais estratégicos para que as soluções necessárias para resolver problemas das cadeias de produção do agro sejam desenvolvidas de forma ágil e customizada, o que é possível por haver junção de esforços e expertises de instituições de ciência e tecnologia, bem como de empresas privadas”.

Pesquisador e chefe geral da Embrapa Suínos e Aves, Everton Luís Krabbe – Foto: Ricardo Morante
Conforme o profissional, as áreas de pesquisa e inovação estarão dedicadas ao ordenamento da produção, seleção e melhoramento genético na piscicultura, além da geração de indicadores de sustentabilidade, gestão eficiente da água, fontes alternativas de energia, entre elas solar e biogás, destinação de animais mortos e outros resíduos da produção (dejetos por exemplo), reuso de água em processos industriais, entre outros fatores nas cadeias produtivas. “A presença da Umipi vai possibilitar que a Embrapa trabalhe em parceria com universidades, ecossistemas de inovação e setor privado para atender às demandas locais de forma mais eficiente, garantindo maior sustentabilidade dessas atividades”, frisa Krabbe.
Contribuição à cadeia produtiva
O pesquisador destaca que a contribuição da Umipi para o desenvolvimento do setor agropecuário no Oeste do Paraná vai estar diretamente relacionada à receptividade e ao apoio que vai receber dos parceiros da região. “A estratégia da Embrapa é estabelecer um canal de diálogo com todos aqueles que têm interesse em contar com a Umipi para encontrar soluções para os problemas enfrentados, desde pequenos até os grandes produtores rurais, passando pela agroindústria e eventualmente chegando até o consumidor. Nosso objetivo é trabalhar em conjunto para garantir a sustentabilidade da produção de proteína animal na região, com soluções inovadoras e adaptadas às necessidades locais. A Embrapa está comprometida em contribuir com o desenvolvimento econômico e social do Oeste do Paraná, sempre em parceria com a comunidade e os demais agentes envolvidos na cadeia produtiva”, salienta.
Krabbe que diz que os trabalhos já tiverem início com reuniões com as agroindústrias locais para identificar as principais demandas, afim de desenvolver tecnologias que podem ser aplicadas não apenas no Oeste do Paraná, mas também em outras regiões do Brasil. “Também estamos em busca de trazer tecnologias já evoluídas em outras regiões para adaptá-las ao contexto local”, adianta Krabbe.
Áreas de atuação
Maior polo produtor de tilápia do Brasil, com uma produção de mais de 282 mil toneladas no último ano, a atividade será uma das grandes beneficiadas com a vinda da Umipi ao Oeste do Paraná. Com o objetivo de promover a sustentabilidade e a competitividade da produção, a Embrapa vai buscar aprimorar a cadeia por meio do uso de ferramentas genômicas para potencializar o programa avançado de melhoramento genético, além de realizar estudos de mercado interno e externo e melhorar a qualidade da carne para que a indústria de processamento possa aproveitar integralmente essa matéria-prima. “Em parceria com o Biopark, a Embrapa está desenvolvendo estudos de inteligência territorial para gerar dados que possam subsidiar o planejamento, tomada de decisão e formulação de políticas públicas para o ordenamento territorial, considerando aspectos ambientais e socioeconômicos, da piscicultura”, antecipa Krabbe.
Ele reforça que a expectativa é que a atuação da Umipi traga impactos marcantes para o Oeste do Paraná, por meio do desenvolvimento de tecnologias em parceria com os produtores locais. “Esperamos que as tecnologias desenvolvidas pela Umipi em Toledo beneficiem os produtores, desenvolvam sua qualidade de vida, aumentem sua renda e permitam que as futuras gerações continuem na atividade. Além disso, a atuação da Umipi deve gerar oportunidades para o crescimento de empresas da região e possibilitar o surgimento de novas empresas com especialidades necessárias para o desenvolvimento de tecnologias. Com a criação de empregos e aumento de receita, a região poderá se desenvolver cada vez mais de forma sustentável”, vislumbra Krabbe.
A fim de incentivar a adoção de técnicas inovadoras pelos produtores locais, a Embrapa pretende unir esforços colocando sua equipe de pesquisadores e analistas atuando sinergicamente com parceiros visando gerar soluções para os desafios.
Setor entusiasmado
Ao analisar o desenvolvimento e os preparativos até o momento da criação da Umipi, Krabbe afirma que a região recebeu esta iniciativa de forma entusiasmada e com grandes expectativas para as inovações a serem desenvolvidas. Ele imagina um futuro promissor em que a Umipi, em colaboração com produtores, agroindústrias, universidades, empresas de tecnologia e setor público possa se tornar uma entidade de vanguarda para a construção de soluções para as principais cadeias de produção de proteína animal.
Além disso, Krabbe acredita que essa iniciativa pode ser expandida para outras atividades, que podem se beneficiar da expertise técnica de todas as 43 unidades da Embrapa distribuídas pelo Brasil. “Acreditamos que o desenvolvimento tecnológico regional pode reduzir a dependência de tecnologias externas e, possivelmente, até fornecer tecnologia para outras regiões e países. A tecnologia gera empregos e receita. Se a Umipi conseguir corresponder aquilo a que se propõe, seguramente vai trazer impacto econômico e social para o Oeste paranaense”, afirma.
Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor aquícola acesse gratuitamente a edição digital de Aquicultura. Boa leitura!

Suínos
Suinocultura deve fechar 2025 com preços firmes e bom desempenho
Retrospectiva do Cepea aponta equilíbrio entre oferta e demanda baixa volatilidade no mercado interno expansão das exportações e cenário favorável para 2026 mesmo com menor compra da China.

A suinocultura brasileira fechou 2025 com um dos melhores desempenhos de sua história recente, segundo a Retrospectiva Cepea. Os preços do suíno vivo, em termos reais, deflacionados pelo IGP-DI de novembro de 2025, apresentaram firmeza e baixa volatilidade ao longo do ano no mercado spot da praça SP-5, que engloba Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba.
O cenário positivo foi resultado direto da expansão controlada da produção, que se manteve alinhada às demandas interna e externa aquecidas. Esse equilíbrio entre oferta e consumo garantiu margens elevadas aos produtores e consolidou um ambiente de rentabilidade histórica para a atividade.
No mercado internacional, o desempenho das exportações brasileiras foi sustentado pela ampliação e diversificação da base de importadores. Mesmo com a forte retração de quase 40% nas compras da China, tradicionalmente o principal destino da carne suína nacional, o Brasil conseguiu alcançar marcas recordes nos embarques, apoiado na elevada capilaridade dos mercados compradores.
Entre os destaques esteve o avanço da demanda de países asiáticos, como as Filipinas. O país, que combina crescimento econômico e populacional, enfrenta problemas recorrentes com a Peste Suína Africana (PSA), responsável por sucessivas quebras na produção doméstica. Esse contexto aumentou a dependência de importações e abriu espaço para uma demanda mais intensa pela carne suína brasileira.
Após os resultados expressivos de 2025, as perspectivas para 2026 seguem favoráveis. A expectativa é de manutenção de preços firmes, produção ajustada e continuidade da boa rentabilidade. A tendência de redução das compras chinesas deve persistir, ampliando oportunidades para outros mercados da Ásia, como Japão e Filipinas, além de países das Américas, a exemplo de México e Chile.
Suínos
Santa Catarina foi berço da inseminação artificial que transformou a suinocultura brasileira
Implantada em Concórdia nos anos 1970, a técnica revolucionou a genética, impulsionou a produtividade e se tornou base da suinocultura moderna no país.

A história da inseminação artificial em suínos começou em Santa Catarina, em 1975, com a criação da Central Regional de Disseminação Artificial de Suínos (Criasc), hoje Central de Coleta e Difusão Genética, em Concórdia. A iniciativa colocou o estado na vanguarda da técnica no Brasil, ao lado do Rio Grande do Sul.
A ideia de introduzir a inseminação artificial em suínos no estado catarinense surgiu de articulações entre a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), a Associação Catarinense (ACCS), Embrapa Aves e Suínos e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O então presidente da ABCS, Hélio Miguel de Rose, e o dirigente da ACCS, Paulo Tramontini, foram figuras decisivas para trazer a técnica para o Brasil. O mestre em Patologia da Reprodução e doutor em Produção Animal, Paulo Silveira, único médico-veterinário na ACCS na época, foi designado para liderar a implantação da ferramenta. “Era algo totalmente novo para nós. O desafio era aprender com quem já fazia e adaptar ao nosso sistema produtivo”, relata.

Médico-veterinário, mestre em Patologia da Reprodução e doutor em Produção Animal e um dos precursores da inseminação artificial em Santa Catarina, Paulo Silveira: “Ninguém faz história sozinho. O sucesso da inseminação é mérito de uma geração inteira de profissionais que acreditou na ciência” – Foto: Arquivo Pessoal
Uma comitiva formada por Silveira, Santo Zacarias Gomes, da Secretaria de Agricultura de Santa Catarina, e Inocêncio Warmbly, do Mapa, viajou à Alemanha para conhecer o uso de sêmen resfriado e o funcionamento das centrais europeias. Na Universidade de Hanôver, o grupo conheceu o pesquisador Hein Troi, que mais tarde enviaria ao Brasil um botijão de nitrogênio líquido com sêmen suíno congelado – o ponto de partida para os primeiros experimentos em solo catarinense. “Recebemos o sêmen com enorme expectativa. Realizamos as primeiras inseminações em porcas sincronizadas e obtivemos resultados muito acima do esperado”, menciona Silveira, salientando: “Os leitões que nasceram desses experimentos tinham qualidade genética muito superior e alguns se tornaram reprodutores da própria central”.
Os equipamentos, em sua maioria, foram improvisados. “O manequim de coleta, por exemplo, nós mesmos reproduzimos com base no que vimos na Alemanha, usando o que tínhamos à disposição”, conta o médico-veterinário.
As primeiras doses de sêmen resfriado passaram a atender granjas da região, numa época em que a comunicação era precária e o transporte feito em estradas de chão. “O telefone era luxo, e a identificação do cio dependia muito do olho do técnico. Ainda assim, alcançamos taxas de prenhez acima de 80%. Para os anos 70, era uma conquista enorme”, menciona o doutor em Produção Animal.
O projeto marcou o início de uma nova era na reprodução animal e abriu caminho para o que viria a se tornar uma das cadeias produtivas mais tecnificadas do agronegócio brasileiro. De uma estrutura modesta e experimental em Concórdia, a inseminação artificial se expandiu e se tornou o alicerce da suinocultura nacional. Hoje, mais de duas milhões de matrizes suínas são inseminadas no país, praticamente 100% do plantel tecnificado. “Foi um tempo de descobertas, improviso e muita vontade de fazer acontecer”, relembra Silveira, ressaltando: “Na época, não tínhamos tecnologia, mas tínhamos o propósito de levar a genética de ponta até o produtor catarinense e o resultado superou todas as expectativas.”
Resistência e superação
A novidade enfrentou resistência inicial entre os produtores, acostumados à monta natural. “Muitos achavam que não daria certo fora do laboratório. Mas quando viram os resultados, o ceticismo virou curiosidade e, logo depois, adesão”, recorda.
Entre os parceiros dessa fase pioneira estavam o médico-veterinário Luiz Alberto Caetano, da Secretaria de Agricultura de Santa Catarina, e o fiscal do Ministério da Agricultura Vamiré Luiz Sens, que acabou se tornando colaborador permanente da central. No campo, o inseminador Irineu Sareta foi peça-chave para o sucesso do projeto. “Dedicado, discreto e incansável, enfrentava barro, chuva e distância para atender os produtores”, diz Silveira.
Os treinamentos realizados pela equipe ajudaram a disseminar a técnica pelo país. A partir dos anos 1980, grandes granjas começaram a criar suas próprias centrais internas de inseminação, e a prática se tornou rotina na suinocultura brasileira.
Difusão da inseminação artificial
O impacto foi imediato. A difusão da inseminação artificial permitiu um salto produtivo nas granjas, que passaram de estruturas com 30 ou 40 matrizes para unidades com centenas e, mais tarde, milhares de fêmeas, transformando Santa Catarina no maior produtor e o principal exportador de carne suína do Brasi. “A inseminação artificial foi o ponto de virada. Transformou a suinocultura artesanal em uma atividade industrializada e tecnificada”, afirma.
Empresas como a Sadia e a Agroceres PIC apostaram na técnica para seus programas genéticos. A Sadia implantou um núcleo de 5 mil matrizes em Faxinal dos Guedes (SC) e processava seu próprio sêmen, enquanto a Agroceres PIC se destacou na difusão de doses comerciais. “A genética virou estratégia de competitividade. Quem dominava a tecnologia estava à frente do mercado”, pontua Silveira.
Criação do Cedisa
Além da contribuição à inseminação, Paulo Silveira teve papel decisivo na criação do Centro de Diagnósticos de Sanidade Animal (Cedisa), instalado em Concórdia durante seu período como chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves. “O Cedisa nasceu da percepção de que não bastava disseminar genética de ponta; era preciso garantir sanidade. Ele foi concebido para dar suporte técnico, diagnóstico e segurança à cadeia suinícola”, explica.
A estrutura se tornou referência nacional e contribuiu para a consolidação dos programas de controle sanitário no país. “Sem saúde reprodutiva e controle de doenças, a genética perde valor”, reforça Silveira.
Avanços técnicos

Presidente da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi: “Nosso trabalho também contribui para manter a sanidade do rebanho catarinense e garantir o atendimento aos mercados mais exigentes do mundo” – Foto: Divulgação/ACCS
A inseminação artificial evoluiu de forma muito rápida. A introdução da técnica pós-cervical (intrauterina profunda) reduziu o refluxo e permitiu multiplicar por cinco o número de doses por suíno. A automação trouxe precisão às análises de sêmen e às diluições, e centrais modernas já contam com coleta automatizada. “Hoje se mede concentração e motilidade com máquinas, mas a essência é a mesma: entender o animal e respeitar o ciclo reprodutivo”, salienta Silveira.
Entre os desafios atuais, ele destaca o diagnóstico de cio. “Esse ainda é o ponto crítico. O cio é comportamento, é observação. Nenhuma máquina substitui a sensibilidade do técnico”, enfatiza, ressaltando a necessidade de haver avanços em diluentes de sêmen. “Precisamos de produtos mais acessíveis e duráveis. Se o sêmen puder ser conservado por mais de uma semana em boas condições, o setor dará um salto gigantesco, potencializando a produção de suínos em todo o país.”, enaltece.
Legado e reconhecimento
Cinquenta anos depois, Silveira enxerga a inseminação artificial como um dos pilares da suinocultura brasileira. “Hoje é impossível imaginar a produção de suínos sem a inseminação artificial. Se tornou um insumo técnico indispensável, tanto quanto a nutrição e a genética”, afirma.
Ele faz questão de citar nomes que ajudaram a consolidar a técnica, como Ivo Wentz, Werner Meincke e Isabel Scheid, pioneiros da técnica no Rio Grande do Sul, que transformaram pesquisa em prática. “Ninguém faz história sozinho. O sucesso da inseminação é mérito de uma geração inteira de profissionais que acreditou na ciência”, exalta.
Orgulhoso, o pioneiro resume sua trajetória com simplicidade: “Eu me sinto uma centelha. A gente começou pequeno, com improviso e coragem. Hoje, o Brasil é uma potência mundial em genética suína e isso é fruto da persistência de quem acreditou no impossível”, ressalta.
Força da genética catarinense
Com estrutura que alia tecnologia, bem-estar animal e sanidade, a Central de Coleta e Difusão Genética da ACCS é hoje uma das mais avançadas do país na produção e distribuição de sêmen suíno de alto padrão genético. “Essa é a primeira central do Brasil construída dentro dos princípios do bem-estar animal, com ambiente climatizado, musicalização e brinquedos para evitar o estresse no animal. Nosso trabalho também contribui para manter a sanidade do rebanho catarinense e garantir o atendimento aos mercados mais exigentes do mundo”, destaca o presidente da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi.
Com base no número de machos alojados, a produção média mensal chega a 17 mil doses de sêmen, um salto expressivo em relação a setembro de 2014, quando a ACCS reassumiu os trabalhos da central e registrava apenas 2.577 doses por mês.
Estrutura e diferenciais
Atualmente, a central abriga 150 reprodutores, sendo 60% da genética Agroceres PIC e 40% da Topigs Norsvin – entre as mais reconhecidas do mundo. O alojamento segue rigorosos padrões de bem-estar, com baias de seis metros quadrados, sendo quatro de piso ripado, garantindo conforto, higiene e segurança sanitária.
O centro de coleta permite o trabalho simultâneo com quatro animais e utiliza manequins semiautomáticos, tecnologia que aumenta a eficiência e reduz riscos de contaminação. As amostras são transferidas diretamente para o laboratório por meio de um óculo vedado, evitando o contato com o ambiente externo e preservando a qualidade do material.
Tecnologia e capacitação
Além de comercializar sêmen de alto valor genético, a central utiliza o sistema computadorizado CASA, que realiza a avaliação automatizada das células espermáticas, garantindo precisão nos parâmetros de qualidade. O processo é conduzido por uma equipe técnica qualificada e comprometida em oferecer produtos e serviços confiáveis aos suinocultores.
A ACCS também atua na formação de mão de obra especializada, em parceria com o universidades catarinenses, recebendo acadêmicos do curso de Medicina Veterinária para estagiar na unidade.
Suínos
Preços do suíno vivo sobem e aumentam rentabilidade em 2025
Oferta controlada e baixa do farelo de soja ampliam lucro dos produtores e impulsionam exportações brasileiras.

Os preços do suíno vivo no mercado doméstico permaneceram firmes ao longo de 2025, sustentados pelo aquecimento das demandas interna e externa e pela oferta controlada.
Ao mesmo tempo, as cotações do farelo de soja, um dos principais insumos utilizados na atividade, operaram em baixos patamares. Como resultado, o poder de compra do suinocultor paulista frente ao derivado foi o maior da série histórica do Cepea, iniciada em 2004.
O suíno vivo posto na indústria da praça SP-5 foi comercializado à média de R$ 8,56/kg no ano, 6,5% acima da de 2024 e a mais alta desde 2020, em termos reais (IGP-DI). O pico de preços do animal na região foi observado em setembro, de R$ 9,25/kg.
Como nos últimos anos, 2025 foi caracterizado pela crescente demanda externa pela carne suína brasileira. De janeiro a novembro, foram 1,35 milhão de toneladas embarcadas, 10,3% a mais que no mesmo período do ano anterior e já superando todo volume enviado ao exterior em 2024, de 1,33 milhão de toneladas, segundo dados da Secex.
Recentemente, o Brasil atingiu a terceira posição de maiores exportadores de carne suína, de acordo com o USDA, devido a uma ação conjunta que visa abrir e consolidar novos mercados, assim como garantir produção e seu devido escoamento para o exterior. Entre os destinos, as Filipinas seguiram como o principal, com mais de 350 mil toneladas destinadas ao país asiático em 2025.



