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Embrapa redefine estratégia na aquicultura com foco em execução e demandas do setor

Comitê do BRS Aqua reúne setor produtivo e instituições em Brasília para alinhar pesquisa, priorizar execução e desenvolver soluções como ração para tambaqui.

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Foto: Jefferson Christofoletti

A reorganização da pesquisa em aquicultura no Brasil entrou em uma nova fase dentro da Embrapa, com impacto direto esperado sobre produtividade, custos e adoção tecnológica nas cadeias produtivas. O projeto BRS Aqua, principal iniciativa estruturante da empresa para o segmento, foi reposicionado para priorizar entregas mais imediatas ao setor e ampliar a conexão entre pesquisa e produção.

Foto: Divulgação

Esse redirecionamento foi discutido na última semana, em Brasília, durante reunião do Comitê Assessor do projeto. Na última quarta-feira (29), dirigentes da Embrapa, lideranças técnicas e representantes do setor passaram o dia alinhando ações para uma nova etapa do programa, que marca uma retomada com foco mais operacional. O BRS Aqua é financiado pelo BNDES, pela Secretaria Nacional de Aquicultura e Pesca do Ministério da Pesca e Aquicultura e pela própria Embrapa, com apoio do CNPq.

O comitê reúne representantes de instituições públicas e privadas e funciona como instância de direcionamento técnico e validação das prioridades do projeto. Presidente do colegiado, o pesquisador Roberto Flores afirmou que o BRS Aqua deve ser utilizado como plataforma para ampliar a agenda de pesquisa aplicada no país. “O projeto precisa ser usado para abrir portas para novas iniciativas da Embrapa e do setor. Com entregas de curto prazo, é possível pavimentar o caminho para o médio e o longo prazos”, enfatizou, destacando que as discussões indicaram que novas ações devem ser estruturadas a partir dessa base.

Do lado do setor produtivo, a avaliação é de que o projeto começa a sair de uma fase mais diagnóstica para uma etapa de execução. Integrante do comitê, Francisco Hidalgo Farina afirmou que houve avanço no alinhamento entre pesquisa e demanda prática. “A reunião mostrou maturidade do projeto e um alinhamento consistente entre os atores. Houve espaço para contribuições qualificadas, especialmente do setor produtivo”, afirmou.

Farina destacou que os encaminhamentos indicam mudança de abordagem. “O ponto mais relevante é que não ficamos apenas no diagnóstico. Houve definição de ações com foco em execução. Isso mostra que o projeto entra em uma fase em que o diálogo entre pesquisa e produção começa a se traduzir em entregas objetivas”, ressaltou.

Segundo ele, a participação direta dos produtores tende a aumentar a adoção das soluções desenvolvidas. “Quando o produtor é incorporado ao processo, a chance de adoção cresce de forma significativa”, frisou.

Embrapa quer programa contínuo para aquicultura

A direção da Embrapa passou a tratar a aquicultura como uma agenda estruturante, com necessidade de coordenação permanente entre pesquisa, setor produtivo e formuladores de políticas públicas. A avaliação é de que o modelo baseado em projetos isolados já não responde à escala de demandas da atividade.

Diretor-executivo de Pesquisa e Desenvolvimento, Clenio Pillon  “É uma forma de controle social que ajuda a direcionar a atuação da Embrapa a partir das demandas efetivas do setor produtivo” – Foto: Fernanda Diniz

Diretor-executivo de Pesquisa e Desenvolvimento, Clenio Pillon afirmou que o Comitê Assessor do BRS Aqua funciona como mecanismo de alinhamento entre a atuação da empresa e as necessidades reais do campo. “É uma forma de controle social que ajuda a direcionar a atuação da Embrapa a partir das demandas efetivas do setor produtivo”, salientou.

Segundo ele, a reunião marcou um momento de inflexão. “Foi um encontro simbólico, que reuniu diferentes segmentos da aquicultura para discutir caminhos comuns”, enalteceu.

Pillon também indicou que a empresa trabalha na estruturação de um programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação voltado à aquicultura, com horizonte mais amplo. “Precisamos sair da lógica de projetos e estruturar um programa robusto. A aquicultura é uma agenda estratégica e a Embrapa, sozinha, não vai dar conta de todas as demandas”, afirmou.

Ele destacou ainda a necessidade de apoio político e institucional do setor para garantir continuidade de investimentos.

De acordo com o diretor, a empresa mantém canais permanentes de interlocução com o setor produtivo, incluindo a presidência, as diretorias técnicas e as unidades descentralizadas com atuação na área. A proposta é construir uma agenda integrada que tenha aplicação direta na produção.

Na mesma linha, a diretora-executiva de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia, Ana Euler, defendeu maior articulação com políticas públicas e com a assistência técnica. “Esse espaço é para fortalecer a governança e identificar oportunidades. Funciona como um termômetro para orientar as próximas ações”, destacou.

Ela avaliou que o ambiente de debate contribui para qualificar a pesquisa. “Foi um espaço crítico, e a crítica é o que movimenta a pesquisa. Precisamos gerar conhecimento que oriente políticas públicas e chegue ao produtor”, disse.

Liderança do projeto

A liderança técnica do BRS Aqua avalia que o projeto entra em uma fase de maior articulação com o setor produtivo e de foco na transferência de tecnologia. À frente da iniciativa, a pesquisadora Lícia Lundsted, atualmente na Embrapa Pecuária Sudeste, afirma que o Comitê Assessor cumpre papel central nesse processo. “Previsto desde a concepção, o comitê reúne as principais instituições do setor aquícola e é fundamental para indicar tendências, divulgar resultados e abrir oportunidades de parceria que facilitem a adoção das tecnologias”, salientou.

Segundo ela, a reunião realizada em Brasília serviu para apresentar entregas já concluídas e organizar a próxima etapa do projeto. “O BRS Aqua está em condição de executar as próximas entregas previstas e avançar com novos ativos em desenvolvimento, a partir da identificação de demandas e tendências pelas equipes”, afirmou.

Vice-líder do projeto, a pesquisadora Angela Furtado, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, destacou a importância da interação com o setor produtivo. “A troca de experiências com os representantes do setor gera aprendizado técnico relevante e contribui para ajustar a pesquisa às necessidades da produção”, disse.

Entre as prioridades técnicas, o desenvolvimento de ração específica para tambaqui aparece como um dos principais gargalos. A espécie, uma das quatro trabalhadas no projeto, concentra demandas ligadas ao custo de produção e à eficiência alimentar. Integrante do comitê, Francisco Hidalgo Farina afirmou que o tema é central para a cadeia. “A alimentação é um dos principais custos e ainda utilizamos formulações que não exploram plenamente o potencial da espécie”, frisou.

Segundo ele, a formulação de dietas específicas pode alterar o desempenho produtivo. “Rações com base técnica adequada tendem a melhorar a conversão alimentar, o desempenho zootécnico e a padronização dos resultados. Isso permite produzir mais com o mesmo recurso ou aumentar a previsibilidade da produção”, ressaltou.

Farina também apontou efeitos sobre a sustentabilidade. “Há melhor aproveitamento dos insumos e redução de perdas, o que impacta diretamente a eficiência econômica do sistema”, relatou.

Presidente do Comitê Assessor, o pesquisador Roberto Flores, chefe-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura, avaliou que a ampliação das pesquisas em aquicultura dentro da empresa indica mudança de escala. “Quanto mais unidades estiverem envolvidas, melhor. A reunião mostrou esse movimento. O desafio de coordenação existe, mas, com trabalho integrado, os resultados tendem a aparecer e ser percebidos pelo setor produtivo”, evidenciou.

Fonte: Assessoria Embrapa Pesca e Aquicultura

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EUA incluem peixes e crustáceos entre os setores mais expostos à tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

Proposta do governo norte-americano ameaça 21% das exportações brasileiras aos Estados Unidos e pode afetar a competitividade da piscicultura nacional em seu principal mercado externo.

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Foto: Divulgação

A proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros poderá atingir diretamente as exportações de peixes e crustáceos, segmento que tem nos norte-americanos seu principal mercado comprador.

Foto: Jonathan Campos

A informação foi apresentada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, ao detalhar os setores que enfrentariam maior exposição caso a medida sugerida pelo governo dos Estados Unidos seja efetivamente implementada.

Segundo o ministro, cerca de 21% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos estariam diretamente ameaçadas pela nova política tarifária. Entre os setores mais afetados estão máquinas e equipamentos industriais, produtos plásticos, calçados, produtos de madeira, papel-cartão, ferro fundido, além de peixes e crustáceos. “Os setores mais atingidos seriam os de máquinas e equipamentos, que têm valor agregado. E traz muito prejuízo para emprego, para renda e para as indústrias”, afirmou.

Piscicultura entre os segmentos afetados

A inclusão de peixes e crustáceos na lista coloca em alerta o setor aquícola brasileiro, especialmente porque os Estados Unidos concentram uma parcela relevante das compras de pescado nacional.

Nos últimos anos, a tilápia brasileira conquistou espaço no mercado norte-americano, impulsionando investimentos

Foto: Jaelson Lucas

em processamento, certificação e ampliação da capacidade exportadora. Uma tarifa adicional de 25% logo após a retirada da tarifa de 50% poderia voltar a elevar os custos para importadores e reduzir a competitividade do produto brasileiro frente a concorrentes internacionais.

Além do impacto sobre as empresas exportadoras, a medida pode repercutir ao longo da cadeia produtiva, envolvendo frigoríficos, cooperativas, integradoras e produtores que fornecem matéria-prima para o mercado externo.

Foto: Divulgação

Negociações seguem em andamento

A proposta integra relatório divulgado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e ainda está em fase de discussão.

De acordo com o MDIC, o governo brasileiro mantém diálogo permanente com as autoridades norte-americanas. Desde o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, foram realizadas pelo menos quatro reuniões formais com representantes do USTR, além de rodadas técnicas de negociação.

Enquanto as tratativas prosseguem, os setores exportadores acompanham o tema com preocupação. Caso a tarifa seja confirmada, produtos brasileiros podem perder competitividade em um dos mercados mais importantes para as exportações nacionais de manufaturados e de segmentos específicos do agronegócio, como a piscicultura.

Fonte: O Presente Rural
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São Paulo passa a tributar filé de tilápia importado do Vietnã

Medida anunciada pelo governo paulista é vista pela cadeia produtiva como uma resposta ao aumento das importações e à concorrência com o pescado nacional.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

O governo de São Paulo assinou um decreto que passa a tributar a entrada de filé de tilápia importado do Vietnã no Estado. A medida foi anunciada pelo deputado estadual Itamar Borges ao lado do governador Tarcísio de Freitas e dos secretários estaduais da Agricultura, Guilherme Piai, e da Fazenda e Planejamento, Samuel Kinoshita.

Foto: Divulgação/C.Vale

A decisão foi recebida com entusiasmo por representantes da piscicultura paulista, que há meses vinham manifestando preocupação com o crescimento das importações de pescado asiático e seus reflexos sobre os preços pagos aos produtores brasileiros.

Para a Associação dos Produtores de Peixes em Águas da União (Peixe SP), a tributação representa uma tentativa de reduzir as diferenças competitivas entre o produto nacional e o importado. “Essa medida é um passo fundamental para corrigir uma grave distorção de mercado que vinha asfixiando a piscicultura nacional e, especialmente, a paulista”, afirma a secretária executiva da entidade, Marilsa Patrício.

Concorrência no centro do debate

O avanço das importações de filé de tilápia do Vietnã tem sido alvo de questionamentos por parte do setor produtivo brasileiro. Produtores argumentam que enfrentam custos relacionados à legislação ambiental, exigências sanitárias, normas trabalhistas e carga tributária que não estariam presentes nas mesmas condições para o pescado importado.

Segundo Marilsa, a tributação busca equilibrar essa relação. “Não estamos falando de protecionismo, mas de justiça concorrencial. O produtor brasileiro cumpre regras rigorosas de sustentabilidade e leis trabalhistas e enfrenta uma carga tributária robusta, enquanto o produto importado tem custos artificialmente baixos, sendo uma concorrência desleal”, destaca.

Expectativa de impacto na produção

Foto: Shutterstock

A avaliação da Peixe SP é que a medida poderá trazer efeitos diretos sobre os investimentos e a atividade econômica ligada à piscicultura.

Entre os principais impactos apontados pela entidade estão a recuperação da previsibilidade para novos investimentos, a manutenção dos empregos gerados pela cadeia produtiva e o fortalecimento da economia regional.

A piscicultura tem presença significativa no interior paulista, envolvendo produtores, frigoríficos, fábricas de ração, transportadores e distribuidores.

Para a associação, a tributação do produto importado pode contribuir para que uma parcela maior do valor agregado permaneça circulando na economia brasileira. “São Paulo dá um exemplo de sensibilidade econômica e apoio a quem trabalha e produz”, afirma Marilsa.

Setor acompanha próximos desdobramento

A decisão paulista ocorre em um momento de crescente mobilização da cadeia aquícola nacional em torno do aumento das importações de pescado. Entidades representativas defendem medidas que garantam condições de competição consideradas mais equilibradas entre a produção nacional e os produtos importados.

O impacto da nova tributação sobre os volumes importados e sobre o mercado brasileiro de tilápia deverá ser acompanhado nos próximos meses por produtores, indústrias e distribuidores do setor.

Fonte: O Presente Rural
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Embrapa leva genética, inteligência artificial e inovação industrial à Aquishow 2026

Empresa apresenta tecnologias para piscicultura, produtos de valor agregado, capacitações e ferramentas de apoio à gestão e às políticas públicas do setor.

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Foto: Divulgação/Aquishow

A Embrapa participa da Aquishow 2026, entre os dias 09 e 11 de junho, com um portfólio robusto de tecnologias voltadas a impulsionar a cadeia produtiva do pescado no Brasil. A empresa também concorre em três categorias do Prêmio de Inovação Aquícola, além de disputar o Prêmio Aline Brun e Geraldo Bernardino Personalidades Brasileiras da Aquicultura 2026. O evento acontecerá em Uberlândia (MG).

Foto: Divulgação/Aquishow

No estande da instituição, os visitantes poderão conhecer de perto alguns dos resultados do BRS Aqua, projeto coordenado pela Embrapa, que conta com o financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Secretaria Nacional de Aquicultura e Pesca do Ministério da Pesca e Aquicultura (SNA / MPA) e apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O projeto reúne 22 centros de pesquisa e dezenas de parceiros públicos e privados.

Tecnologias para o campo e gestão inteligente

Entre os destaques, a Embrapa apresenta o TambaPLUS 1.0, um painel de marcadores genéticos (SNPs) para identificação de relações de parentesco entre animais, testes de paternidade e identificação individual de reprodutores.

Voltado para os pequenos aquicultores, o Sistema de criação de tambaquis em tanques-rede em pequena escala consiste em um conjunto de práticas de manejo para o cultivo de tambaqui em tanques-rede, tais como determinação da densidade de estocagem e o volume do tanque, visando à obtenção de melhores indicadores

Fotos: Divulgação/Aquishow 

zootécnicos e econômicos.

Para facilitar o gerenciamento de pisciculturas, será apresentado o aplicativo Aquicultura Certa, que utiliza inteligência artificial para a gestão inteligente de pisciculturas, permitindo monitoramento contínuo e ajustes precisos no manejo de tilápias e tambaquis. O objetivo é tornar a operação mais eficiente, sustentável e lucrativa.

Outro sistema que será levado à Aquishow é o Ater+ Digital: Peixes, voltado para produtores e extensionistas. Nele são disponibilizadas informações, recomendações e dicas sobre piscicultura em diversos formatos de mídia, como imagens, vídeos, textos e infográficos.

Foto: Divulgação/Aquishow

Capacitações

No evento também será lançada a terceira e última parte do Aquacompete, uma trilha de aprendizagem composta por três níveis de cursos EAD.

O primeiro dos três cursos, “Aquicultura Competitiva e Mercado Externo” foi lançado em julho do ano passado.  “Na primeira etapa, discutimos aspectos mais amplos da competitividade, seus fatores, a importância de compor arranjos produtivos e falamos sobre os conceitos atuais que pautam o mercado mundial. No segundo curso, a troca de ideias visa compartilhar conhecimentos sobre a conformidade da cadeia e a importância da implementação dos protocolos de autocontrole e formas de integração entre os seus elos”, explica Renata Melon, veterinária da Embrapa Pesca e Aquicultura, responsável pelos cursos.

Já no Aquacompete 3, são apresentadas ferramentas de inteligência comercial aplicadas à aquicultura, com foco na

Foto: Divulgação/Aquishow

análise de tendências de consumo, mapeamento de concorrentes e identificação de nichos de maior valor agregado e interpretação de fluxos internacionais de comércio.

Além do lançamento do Aquacompete 3, também haverá a apresentação do Curso EAD: Compostos nitrogenados em cultivo de camarão marinho. O treinamento traz uma introdução à carcinicultura marinha com foco em sistemas de produção e gestão de compostos nitrogenados. O objetivo é assegurar a produtividade por meio de um manejo que minimize perdas e riscos sanitários.

Foto: Divulgação/Aquishow

Inovações para a indústria 

Para a indústria, a Embrapa leva produtos de alto valor agregado, como o patê e a salsicha de tilápia enriquecidos com fibra de abacaxi, desenvolvidos com baixo teor de sódio.

Outra novidade é a embalagem bioativa, composta por polímeros (goma e quitosana) e outras substâncias naturais, que promove menor taxa de oxidação e menor crescimento microbiano durante a armazenagem refrigerada do pescado. É indicada para tilápia e camarão.

A parte de análises laboratoriais também serão contempladas no estande da Embrapa. Será apresentado o NIR para análise bromatológica de ração para peixesque consiste em modelos matemáticos de calibração incluindo banco de dados de espectros de infravermelho próximo e amostras de ração para tilápia das três fases produtivas (alevinos, crescimento e engorda).

Se aplicam na previsão de propriedades bromatológicas para a avaliação da qualidade nutricional de rações para

Foto: Divulgação/Aquishow

peixe voltadas para a adequação de dietas na cadeia produtivo de tilápia. A análise bromatológica determina o valor nutricional (proteínas, carboidratos, gorduras, minerais e vitaminas), o valor calórico, a digestibilidade e a presença de possíveis contaminantes ou toxinas.

Políticas públicas

No âmbito das políticas públicas, serão apresentados o Centro de Inteligência e Mercado em Aquicultura (CIAqui) e a Rede de Extensão e Inovação Aquícola (REAQUA), ferramentas estratégicas para apoiar a tomada de decisão governamental e a transferência de tecnologia no setor.

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Ainda no espectro de políticas públicas, também será apresentado o Drawback Exportações de Tilápia, incentivo fiscal à exportação que permite a importação ou a aquisição no mercado interno, desonerada de tributos (II, IPI, PIS, Cofins e ICMS), de insumos a serem empregados na produção de bens destinados à exportação.

Programação técnica e premiações

A Embrapa também participará da programação técnica do Aquishow 2026. No dia 11, a pesquisadora Flavia Tavares participará da mesa-redonda “Regulação em Transformação, Modernização e Avanços – Uso compartilhado das águas, licenciamento e segurança jurídica na produção de pescados”. O debate reunirá também especialistas do Ministério da Pesca e Aquicultura, (MPA) e do Ministério de Minas e Energia (MME).

Por fim, a Embrapa terá seu reconhecimento científico celebrado ao estar na lista de finalistas do Prêmio Inovação Aquícola, nas categorias academia e sustentabilidade. Além disso, o pesquisador Manoel Xavier Pedroza Filho é também um dos finalistas ao prêmio Personalidades Brasileiras da Aquicultura 2026.

Fonte: Assessoria Embrapa
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