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Embrapa promove interação do campo e universidades com Vacathon

No próximo dia 10 (sábado), em Juiz de Fora, 16 universidades propõem soluções digitais para produção de leite

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As universidades estão entre as principais fontes de inovação no Brasil e no mundo.  E com as agtechs – as startups do agronegócio – não é diferente: a maioria das que estão instaladas no País tem alguma relação com a Academia. O desafio é fazer com que os estudantes se aproximem do campo e entendam melhor os problemas e as oportunidades que estas soluções podem levar ao setor. Foi pensando nesta aproximação e seu papel perante o agronegócio brasileiro que a Embrapa vai promover, pelo segundo ano, o Vacathon, um hackaton rural da pecuária de leite.

"No mundo analógico, a parceria entre as universidades e a Embrapa fez do Brasil o grande celeiro agrícola do mundo tropical. E no digital temos que continuar com essa ligação, fazendo uso de todo conhecimento já gerado na pesquisa. Para isso, nada melhor do que realizar este tipo de evento”, diz o chefe de transferência de tecnologia da Embrapa Gado de Leite, Bruno Carvalho.

De acordo com o censo Agtech Startups Brasil, que ouviu 184 das 300 startups do agronegócio, 55% delas têm alguma relação com a universidades. Essa ligação se dá por meio de convênios formais ou informais, consultoria de professores, trabalhos de extensão ou licenciamentos e tecnologia. Em alguns casos, há professores entre os sócios dessas startups. O entendimento é que a área ainda está engatinhando e tem muito para crescer, e o ambiente é cada vez mais favorável a parcerias com empresas privadas, produtores e investidores.

Com o Vacathon, a Embrapa leva a universidades para dentro dela, destaca o professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Márcio Lara. Serão 16 instituições, com times que envolvem alunos de ciências agrárias, cursos ligados a computação e engenharias. "É um trabalho que faz com que os nossos estudantes tenham mais conhecimento além do que se tem na universidade e pode abrir portas para eles no futuro", avalia Lara.

Na maratona de programação, equipes de instituições de ensino superior do país irão explorar e o conhecimento gerado pelas pesquisas da Embrapa Gado de Leite para desenvolver projetos de software e hardware que respondam aos desafios enfrentados pelos produtores. Durante a etapa de treinamento, chamada de bootcamp, os pesquisadores da Embrapa darão aos participantes informações sobre a produção de leite em fazendas.

O evento também inclui uma visita a um laticínio e uma fazenda de leite, e acesso às plataformas de serviços da  Cisco, Microsoft e BovControl, tudo sob mentoria de pesquisadores da Embrapa e de profissionais das empresas e entidades parceiras do evento.

A Microsoft é uma das empresas que vai oferecer sua plataforma de serviço de nuvem, como máquinas virtuais, plataformas de desenvolvimento, inteligência artificial, banco de dados, Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) e mapas interativos. Executivos da empresa também vão palestrar para os estudantes. "Entendemos que o Vacathon é um celeiro de ideias e inovações. De lá, podem sair projetos para modernizar o segmento da cadeia do leite. Entendemos a importância disso e estamos indo em peso para o evento. É uma parceria que desenvolvemos há dois anos e só tem tido sucesso e projetos inovadores", diz o gerente-executivo da Microsoft, Davi Arruda.

Para a professora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Patrícia da Silva Nascente, que participou no ano passado, a experiência é muito importante para os alunos. "Conhecer a Embrapa Gado de Leite é incrível. Depois de ver como funciona, começamos a ter ideias sobre as soluções que poderíamos apresentar para melhorar os sistemas de produção", diz. A professora destaca que é uma oportunidade única de aprendizado. "Tanto a experiência pessoal quanto profissional são importante para os estudantes. A vivência com equipes de outros estados e pessoas de diferentes áreas é um importante envolvimento que muitos nunca tiveram chance de ter", completa Patrícia.

Fonte: Assessoria

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Notícias Mercado

Demanda enfraquece e preço do frango não se sustenta no PR e RS

Queda na demanda externa também pressionou os negócios

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A avicultura de corte manteve um cenário de fraqueza nos negócios ao longo da semana, algo natural diante da proximidade do final do mês. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, quedas de preço no frango vivo foram verificadas no Paraná e no Rio Grande do Sul, com uma reposição mais lenta entre o atacado e o varejo. A queda na demanda externa também pressionou os negócios.

De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo, os preços se mantiveram para os cortes congelados de frango ao longo da semana. O quilo do peito no atacado seguiu em R$ 5,70, o quilo da coxa em R$ 4,90 e o quilo da asa em R$ 7,20. Na distribuição, o quilo do peito permaneceu em R$ 5,80, o quilo da coxa em R$ 5 e o quilo da asa em R$ 7,40.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de estabilidade nos preços ao longo da semana. No atacado, o preço do quilo do peito seguiu em R$ 5,80, o quilo da coxa em R$ 5,02 e o quilo da asa em R$ 7,28. Na distribuição, o preço do quilo do peito continuou em R$ 5,90, o quilo da coxa em R$ 5,12 e o quilo da asa em R$ 7,48.

As exportações de carne de frango “in natura” do Brasil renderam US$ 365,8 milhões em maio (12 dias úteis), com média diária de US$ 30,5 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 229,4 mil toneladas, com média diária de 19,1 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.594,20.

Na comparação com abril, houve baixa de 28,2% no valor médio diário da exportação, ganho de 28,7% na quantidade média diária exportada e baixa de 0,3% no preço. Na comparação com maio de 2018, houve alta de 33,1% no valor médio diário, ganho de 27,6% na quantidade média diária e alta de 4,3% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

O levantamento semanal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil indicou que, em Minas Gerais, o quilo vivo permaneceu em R$ 3,50. Em São Paulo o quilo vivo seguiu em R$ 3,60.

Na integração catarinense a cotação do frango seguiu em R$ 2,56. No oeste do Paraná o preço baixou de R$ 3,25 para R$ 3,11 na integração. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo retrocedeu de R$ 3,20 para R$ 3,15.

No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango se manteve em R$ 3,45. Em Goiás o quilo vivo continuou em R$ 3,45. No Distrito Federal o quilo vivo permaneceu em R$ 3,50.

Em Pernambuco, o quilo vivo permaneceu em R$ 4,55. No Ceará a cotação do quilo vivo continuou em R$ 4,55 e, no Pará, o quilo vivo seguiu em R$ 4,65.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias SIAVS

Simpósio Ovosite debate estratégias com olhos voltados para mercado externo

Simpósio Ovosite é um dos mais importantes eventos do setor de postura, que acontecerá em 27 de agosto

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Após o recorde de consumo de ovos em 2018, o setor avícola agora vislumbra novas oportunidades em um mercado internacional que demandará proteínas com os mais variados perfis.  Este é o temário central da quarta edição do Simpósio Ovosite, um dos mais importantes eventos do setor de postura, que acontecerá em 27 de agosto, durante o Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura, em São Paulo (SP).

Tendo em pauta as “estratégias para aumentar as exportações brasileiras de ovos, o Simpósio Ovosite 2019 contará com a palestra “Avicultura de postura no Brasil: cenário atual e onde podemos chegar, ministrada pelo especialista em comércio internacional, Osler Desouzart.  A apresentação será comentada pelo secretário-executivo das Associações de Avicultores e de Suinocultores do Espírito Santo (AVES e ASES), Nélio Hand.

O simpósio contará, ainda, com um debate com empresários de algumas das maiores empresas produtoras e exportadoras de ovos do Brasil, como Leandro Pinto, da Granja Mantiqueira, Gustavo Crossara, da Somai Alimentos e Ricardo Faria, da Avícola Catarinense, além da participação de Leonardo Guerini, da trader  Four Import Export, e de Redilton Bretas, da Bretas Broker.

Seguindo a tradição do Simpósio, Otávio Ceschi Júnior, apresentador do programa Dia a Dia Rural, do Canal Terra Viva, será o mediador do painel.

“Com a forte elevação do consumo interno, o setor produtor de ovos do Brasil volta seus olhos para as oportunidades no mercado internacional.  A pressão que os problemas sanitários chineses exercerão no comércio internacional de proteínas não deverá se restringir a cárneos.  Também serão demandados mais ovos.  E o Brasil precisa estar preparado para aproveitar esta oportunidade”, ressalta Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA e presidente do Instituto Ovos Brasil.

O 4° Simpósio Ovosite é uma iniciativa da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e da Mundo Agro Editora, responsável pelos portais Avisite e Ovosite.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado Interno

Mais cauteloso, sojicultor desacelera ritmo dos negócios no Brasil

Destaque da semana passada no mercado internacional ficou por conta do anúncio de um programa de auxílio ao produtor dos EUA

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O mercado brasileiro de soja teve uma semana mais calma em termos de negócios. Depois da boa movimentação da semana anterior – quando se estima que até 5 milhões de toneladas trocaram de mãos -, os produtores adotaram uma postura mais cautelosa e os preços tiveram comportamento misto e regionalizado.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subir de R$ 75 para R$ 76 entre 17 e 23 de maio. Em Cascavel (PR), a cotação passou de R$ 73 para R$ 75. No Porto de Paranaguá, o preço subiu de R$ 79,50 para R$ 81,50.

Em Rondonópolis (MT), a cotação caiu de R$ 70 para R$ 69,50. No Mato Grosso do Sul, na região de Dourados, a saca avançou de R$ 68,50 para R$ 69. Em Rio Verde (GO), o preço passou de R$ 69 para R$ 69,50.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em julho oscilaram bastante mais tiveram um balanço quase de estabilidade ao final do período. A posição caiu 0,03%, encerrando a quinta na casa de US$ 8,21 ½ bushel.

O destaque da semana no mercado internacional ficou por conta do anúncio de um programa de auxílio ao produtor dos Estados Unidos por parte do governo Trump. Serão destinados US$ 16 bilhões para os agricultores, como forma de amenizar os impactos financeiros negativos da guerra comercial entre China e Estados Unidos.

Na interpretação do mercado, o plano pode motivar os produtores a trocarem áreas de milho para a soja e superofertar ainda mais o cenário global da oleaginosa. Ainda mais com o excesso de chuvas sobre as regiões produtoras americanas, que já deverá direcionar esta troca de área do cereal para a soja.

O câmbio teve uma semana mais tranquila, mas a moeda americana permanece acima de R$ 4 no Brasil. O dólar comercial caiu 1,32% no período, encerrando Ar$ 4,048, acompanhando a tendência do exterior e avaliando um quadro interno um pouco mais tranquilo.

Destaque especial para mais uma semana de alta no prêmio de exportação. Em Paranaguá, para julho, o valor se situa entre 123 pontos e 138 pontos acima de Chicago. A continuidade do atrito tarifário entre chineses e americanos reforça o sentimento de que a demanda pela soja brasileira por parte do país asiático seguirá aquecida.

Fonte: Agência SAFRAS
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