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Embrapa promove ciclo de palestras sobre biossegurança laboratorial, organismos geneticamente modificados e animais editados
O evento também abordará o papel das comissões internas de biossegurança e da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

Na próxima segunda-feira, dia 20 de dezembro, a Comissão Interna de Biossegurança (CIBios) da Embrapa Suínos e Aves de Concórdia-SC promove a primeira edição de um ciclo de palestras sobre biossegurança laboratorial, organismos geneticamente modificados e animais editados. O evento também abordará o papel das comissões internas de biossegurança e da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).
As palestras serão transmitidas ao vivo pelo canal da Embrapa no YouTube (youtube.com/embrapa) a partir das 8h30. O conteúdo estará direcionado a profissionais e estudantes que já trabalham ou tenham interesse nos temas relacionados, mas o público em geral também está convidado a participar e a interagir com os palestrantes por meio do chat do YouTube.
A abertura será com o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves Paulo Augusto Esteves, que atua na área de virologia e tem a experiência de presidir o Comitê de Ética na Utilização de Animais em Experimentos (CEUA) do centro de pesquisa. Ainda pela manhã, participam a presidente da Comissão de Graduação da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP), professora Maria Lucia Zaidan Dagli; o coordenador do Gabinete da Secretaria Executiva da CTNBio, Rubens José do Nascimento; e a analista da Embrapa Sandra Camile Almeida Mota, que atua na área de tratamento de efluentes e análises ambientais.
A programação continua à tarde, com o pesquisador José Rodrigo Cláudio Pandolfi, da área de biotecnologia aplicada à sanidade e produção de aves e suínos da Embrapa; o também pesquisador Jorge Fernando Pereira, da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora-MG), que trabalha com o estudo e manipulação, por transgenia e edição gênica, de mecanismos bioquímicos e fisiológicos para a geração de cultivares úteis à pecuária de leite; a pesquisadora Mariana Groke Marques, da área de reprodução animal, embriologia e transgenia da Embrapa Suínos e Aves; e Karina Gutierrez, pós-doutoranda na McGill University de Montreal (Canadá), onde pesquisa edição gênica para desenvolvimento de modelos animais.
Programação:
Dia 20 de dezembro de 2021
Manhã
Link: youtu.be/IFHHWSf8kqE
8h30 – 8h40: Abertura/Boas-vindas (Paulo Augusto Esteves/CIBio – Embrapa Suínos e Aves)
8h40 – 9h20: A CIBio da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP) e interações entre as CIBios da USP (Maria Lucia Zaidan Dagli/CIBio-FMVZ/USP)
9h20 – 10h: Legislação brasileira de biossegurança de OGM (Rubens José do Nascimento/coordenador do Gabinete da Secretaria Executiva da CTNBio)
10h – 10h15: Perguntas
10h15 – 10h25: Intervalo
10h25 – 11h: Noções básicas de biossegurança (Paulo Augusto Esteves/CIBio – Embrapa Suínos e Aves)
11h – 11h30: Procedimentos em caso de derramamentos químicos/biológicos (Sandra Camile Almeida Mota/Embrapa Suínos e Aves)
11h30 – 11h45: Perguntas
Tarde
Link: youtu.be/SlBVeJK2B0E
13h30 – 14h: Organismos Geneticamente Modificados (José Rodrigo Claudio Pandolfi/CIBio – Embrapa Suínos e Aves)
14h – 14h30: Ações em biossegurança aplicada as atividades com OGMs e seus derivados na Embrapa Gado de Leite (Jorge Fernando Pereira/presidente CIBio – Embrapa Gado de Leite)
14h30 – 14h45: Perguntas
14h45 – 14h55: Intervalo
14h55 – 15h25: Ações em biossegurança aplicada às atividades de produção de animais geneticamente editados – Experiência na Embrapa Suínos e Aves (Mariana Groke Marques/CIBio – Embrapa Suínos e Aves)
15h25 – 15h55: Ações em biossegurança aplicada às atividades de produção de animais geneticamente editados – Experiência em solo canadense (Karina Gutierrez/McGill University/Montreal-Canadá)
15h55 – 16h10: Perguntas
16h10: Encerramento

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Comissão Europeia anuncia aplicação provisória do acordo Mercosul-UE e enfrenta reação da França
Medida pode antecipar redução de tarifas enquanto ratificação completa segue sob contestação judicial no bloco europeu.

A União Europeia anunciou que aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul, numa tentativa de antecipar os efeitos comerciais do tratado enquanto o processo formal de ratificação segue em curso nos países-membros.

Foto: Divulgação
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a medida busca assegurar ao bloco a “vantagem do pioneirismo”. “Já disse antes, quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória”, declarou.
Pelas regras europeias, acordos comerciais precisam ser aprovados pelos governos nacionais e pelo Parlamento Europeu. A aplicação provisória, no entanto, permite que parte das disposições comerciais — como a redução de tarifas — entre em vigor antes da conclusão de todo o trâmite legislativo. Segundo a Comissão, o acordo poderá começar a valer provisoriamente dois meses após a troca formal de notificações entre as partes.
A decisão ocorre em meio a resistências políticas dentro da própria União Europeia. Parlamentares liderados por deputados franceses aprovaram no mês passado a contestação do acordo no tribunal superior do bloco, movimento que pode atrasar sua implementação integral em até dois anos.
A França tem se posicionado como principal foco de oposição. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a iniciativa foi “uma surpresa

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik
ruim” e classificou como “desrespeitoso” o encaminhamento do tema. O governo francês argumenta que o acordo pode ampliar as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, pressionando produtores locais que já realizaram protestos recentes.
Em janeiro, 21 países da UE votaram a favor do tratado, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia se posicionaram contra, e a Bélgica se absteve. Defensores do acordo, como Alemanha e Espanha, sustentam que a ampliação de acesso ao mercado sul-americano é estratégica para compensar perdas comerciais decorrentes de tarifas impostas pelos Estados Unidos e para reduzir dependências externas em cadeias de insumos considerados críticos.
Concluído após 25 anos de negociações, o acordo prevê a eliminação de cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, sendo apontado pela Comissão como o maior pacto comercial do bloco em termos de potencial de redução tarifária.
No Mercosul, Argentina e Uruguai ratificaram o texto nesta semana. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que ainda depende de aval do Senado para concluir o processo interno de ratificação.
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Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor até o fim de maio
Texto aguarda votação no Senado, enquanto União Europeia sinaliza aplicação provisória e governo prepara regulamentação de salvaguardas comerciais.

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (27), em São Paulo, que o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia pode entrar em vigor até o fim de maio.

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin: “Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência” – Foto: Divulgação
Segundo Alckmin, a expectativa do governo é que o texto seja aprovado pelo Senado Federal nas próximas duas semanas. O acordo já passou pela Câmara dos Deputados nesta semana e, se confirmado pelos senadores, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Agora foi para o Senado e nós temos expectativa de que aprove em uma ou duas semanas. Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência. Esse é o plano. Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio já pode entrar em vigência o acordo”, declarou o vice-presidente.
No âmbito regional, o Parlamento da Argentina ratificou o texto na quinta-feira (26), movimento já acompanhado pelo Uruguai, ampliando o alinhamento interno no bloco sul-americano.
União Europeia
Do lado europeu, a Comissão Europeia informou nesta sexta-feira que pretende aplicar provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul. A medida busca assegurar ao bloco europeu a chamada “vantagem do pioneirismo”, permitindo a implementação de dispositivos comerciais antes da conclusão de todo o processo legislativo.
Em regra, a União Europeia aguarda a aprovação formal dos acordos de livre comércio tanto pelos governos nacionais quanto pelo

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik
Parlamento Europeu. No entanto, parlamentares europeus,liderados por deputados franceses, aprovaram no mês passado uma contestação judicial ao acordo no tribunal superior do bloco, o que pode retardar sua implementação integral em até dois anos.
Mesmo com a necessidade de aprovação pela assembleia europeia, o mecanismo de aplicação provisória permite que União Europeia e Mercosul iniciem a redução de tarifas e coloquem em prática outros compromissos comerciais enquanto o processo de ratificação completa seu curso institucional.
Salvaguardas
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo encaminhou nesta sexta-feira proposta à Casa Civil para regulamentar as salvaguardas previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia. Esses mecanismos permitem suspender a redução de tarifas caso haja aumento expressivo das importações que provoque desequilíbrios no mercado interno.
Após a análise da Casa Civil, o texto ainda deverá passar pelos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A expectativa, segundo Alckmin, é concluir essa regulamentação nos próximos dias, antes mesmo da votação do acordo pelo Senado. “O acordo prevê um capítulo sobre salvaguarda. A gente espera que nos próximos dias, antes ainda da votação do Senado [sobre o acordo], que a salvaguarda seja regulamentada”, disse.

Foto: Divulgação
Ele afirmou que a abertura comercial prevista no tratado parte da premissa de ganhos para consumidores e empresas, com acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais baixos. Ressaltou, contudo, que o instrumento de salvaguarda funcionará como mecanismo de proteção em caso de desequilíbrio. “Agora, se tiver um surto de importação, você precisa de uma salvaguarda, que suspende aquela redução de impostos. Isso está previsto para os europeus também e é isso que será regulamentado.”
Sobre o acordo
Pelo cronograma negociado, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. A União Europeia, por sua vez, zerará tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.
O tratado abrange um mercado de mais de 720 milhões de habitantes. A ApexBrasil estima que a implementação do acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de ampliar a diversificação da pauta externa, com potencial impacto também sobre segmentos industriais.
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Mercosul e Canadá realizam oitava rodada de negociação para acordo comercial em Brasília
Blocos avançam em capítulos técnicos e preparam nova etapa em abril. Comércio bilateral Brasil-Canadá somou US$ 10,4 bilhões em 2025.

O Mercosul e o Canadá concluíram nesta sexta-feira (27), em Brasília, a oitava rodada de negociações do acordo de livre comércio entre as partes. As tratativas, retomadas em outubro de 2025 após período de menor dinamismo, sinalizam a intenção de ambos os lados de acelerar a construção de um marco jurídico para ampliar o fluxo de comércio e investimentos.

Foto: Divulgação
De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura, a rodada reuniu os negociadores-chefes e promoveu encontros presenciais dos grupos técnicos responsáveis pelos capítulos de comércio de bens, serviços, serviços financeiros, comércio transfronteiriço de serviços, comércio e desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual e solução de controvérsias.
A estratégia brasileira é avançar simultaneamente na consolidação de textos e na troca de ofertas, etapa considerada sensível em acordos dessa natureza por envolver redução tarifária, regras de acesso a mercados e compromissos regulatórios. Uma nova rodada está prevista para abril, quando os grupos técnicos deverão aprofundar a convergência em áreas ainda pendentes.
Para o governo, o acordo com o Canadá se insere no esforço de diversificação de parceiros comerciais em um cenário internacional
marcado por maior fragmentação geoeconômica e disputas tarifárias. A avaliação é que a integração produtiva com a economia canadense pode ampliar oportunidades em setores como agroindústria, mineração, energia e serviços.
Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões, segundo dados oficiais. O saldo favorável reforça o interesse do país em consolidar acesso preferencial ao mercado canadense, ao mesmo tempo em que busca ampliar a previsibilidade regulatória para empresas dos dois lados.



