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Embrapa Pesca e Aquicultura participa de missão técnica na Malásia
Missão faz parte da cooperação técnica Sul-Sul, que permite a troca horizontal de conhecimentos e de experiências em diferentes áreas entre países considerados em desenvolvimento.

Durante esta semana, entre segunda (15) e sexta-feira (19), a chefe-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) Danielle de Bem Luiz e a pesquisadora Adriana Ferreira Lima, da mesma instituição, participam de missão de prospecção na área de aquicultura na Malásia. Organizada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), órgão do Ministério das Relações Exteriores (MRE), a missão terá visitas técnicas e discutirá a elaboração de projeto em conjunto sobre aquicultura multitrófica integrada.
Essa é a área do doutorado de Adriana, que está em andamento. Ela apresentará os resultados já conseguidos e falará sobre as principais variáveis de qualidade e de eficiência da produção (como desempenho, qualidade de água, balanço de nutrientes e emissão de gases de efeito estufa). “A visita técnica pode auxiliar no processo de compreensão dos aspectos técnicos que subsidiam a escolha e a densidade das espécies no cultivo multitrófico na Malásia. Com isso, podemos fazer um paralelo com o cultivo multitrófico que estou realizando na Embrapa Pesca e Aquicultura”, explica.
Danielle buscará captar demandas e oportunidades técnicas de parceria durante a missão, identificando pesquisadores da Embrapa e de outras instituições que possam colaborar com a construção de projeto em parceria. O intercâmbio de conhecimentos e de experiências sobre cultivos multitróficos pode favorecer ambos os países, fortalecendo a aquicultura no Brasil e na Malásia.
A chefe-geral cita que o país asiático possui importantes instituições nas áreas temáticas de pesca e de aquicultura. Criado em 1968, o Instituto de Pesquisa em Recursos Pesqueiros tem mais de 90 pesquisadores divididos em oito unidades. “O instituto apresenta amplas pesquisas, em especial em aquicultura multitrófica integrada, algo que favorece a sustentabilidade e amplia a eficiência da produção, em especial dentro do conceito de produção Baixo Carbono. A Embrapa ainda está avançando nessas pesquisas e a troca de experiências trará grande impacto para as ações da empresa”, sintetiza.
Cooperação internacional
A missão da ABC faz parte da cooperação técnica Sul-Sul, que permite a troca horizontal de conhecimentos e de experiências em diferentes áreas entre países considerados em desenvolvimento. A elaboração, a implementação técnica e a gestão compartilhada de projetos e de atividades constituem pilares dessa cooperação entre os países. As atividades desta semana serão realizadas em Penang, estado situado a Noroeste da Malásia.

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





