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Suínos / Peixes Saúde Animal

Embrapa pede reforço dos cuidados sanitários na produção animal durante pandemia

Para manter a segurança, os especialistas reforçam a importância das boas práticas sanitárias

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A pandemia de Covid-19 faz especialistas chamarem a atenção de produtores para questões sanitárias importantes na criação de animais. Isso porque, assim como o vírus em questão, provavelmente contraído de animais silvestres, outros microrganismos também são transmissíveis entre rebanhos domesticados e humanos, os chamados vírus zoonóticos.

A principal orientação dada pela Embrapa a produtores e agricultores neste momento é proteger-se. “Por ser uma doença de transmissão de humano para humano, o cuidado nas propriedades está em proteger os trabalhadores, adotando medidas importantes que ajudam inclusive a impedir a entrada de outros vírus ou patógenos na área de produção”, explica a pesquisadora e chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Janice Zanella.

Por isso, para combater, ou ao menos desacelerar, a transmissão do vírus Sars-CoV-2, os especialistas recomendam também na produção animal: rotina de limpeza e desinfecção de ambientes, hábito de higiene pessoal, com uso de roupas e equipamentos de proteção individual ao ter contato com pessoas ou ambientes que possam ser vias de contaminação e pouca circulação de pessoas em um mesmo ambiente.

Fornecedor de alimentos, o setor de produção animal é atividade essencial e não pode parar. Para manter a segurança, os especialistas reforçam a importância das boas práticas sanitárias. “A biosseguridade tem papel fundamental na proteção de rebanhos, granjas e propriedades rurais porque evita a entrada e disseminação de agentes infecciosos e que trazem prejuízos enormes, sejam de ordem de saúde animal, seja econômico”, explica a pesquisadora, que é virologista e atuou na identificação da vacina da Influenza A – H1N1 durante o surto da influenza em suínos, em 2009.

Medidas de biosseguridade

Para a segurança sanitária essas medidas são importantes tanto para as granjas de suínos como para as de aves:

Isolamento da área de produção

Para que se tenha controle de acesso aos animais, é importante isolar a produção com a instalação de cercas (impedem a aproximação de pessoas estranhas e outros animais), uso de um único acesso às granjas com área de desinfecção na entrada.

As opções podem variar desde um arco de desinfecção, bomba de aspersão motorizada ou outro método capaz de garantir a higienização e desinfecção de veículos. Pode ser instalado um pedilúvio e realizar a troca de calçado ou colocação de propé (sapatilha descartável que envolve o calçado) antes de ter acesso à granja.

Instalação de silos externos

Silos externos, próximos à cerca de isolamento evita que caminhões circulem na granja

Telamento de aviários

A entrada de pássaros, animais domésticos e silvestres no interior do aviário possibilita a disseminação de diversas doenças que causam impactos econômicos muitos grandes. Pode ocorrer também contaminação da ração e da água, transporte de ácaros e de piolhos, e disseminação aérea de microrganismos.

Isolamento do escritório

O escritório deve ficar próximo à cerca de isolamento, com a área suja voltada para a parte externa da cerca, e a área limpa voltada para o interior. É considerada área suja o local destinado às pessoas que chegam à granja, seja no transporte de animais e insumos, sejam visitantes, funcionários e proprietários antes de entrar na unidade produtiva. Já a área limpa é a parte interna da granja de produção. Na área limpa do escritório, devem ser armazenados documentos, remédios, sêmen e material de escritório.

Controle de acesso e higienização na entrada

O acesso de funcionários, proprietários e visitantes ao interior da unidade produtiva só poderá ser feito após os procedimentos de troca de roupa e calçados e lavagens das mãos.

A recomendação é que os visitantes estejam em vazio sanitário por no mínimo 24 horas. Ou seja, não podem ter contato com outros animais de produção, abatedouro ou laboratório que trabalha com agente infeccioso antes de entrar na granja. E a entrada deles deve ocorrer pelo vestiário, com troca de roupa e calçado de uso exclusivo no interior da granja.

Cuidados com a Covid-19:

Distanciamento humano

Durante a execução do trabalho, mantenha distanciamento mínimo de um metro de pessoas, mesmo sem sintomas aparentes. O vírus da Covid-19 está presente em gotículas liberadas do nariz e boca da pessoa infectada. A distância segura reduz a chance de contato com essas secreções.

Reforço nas medidas de higiene

Lavar as mãos frequentemente e atentamente com água e sabão e usar roupas e calçados próprios da granja durante a execução do trabalho. Quando possível, tomar banho antes do acesso à granja e, ao retornar a sua residência, retire os sapatos, lave as mãos com água e sabão, e se possível tome banho imediatamente. Roupas e sapatos usados devem ser higienizados. A limpeza de todas as superfícies frequentemente tocadas, como maçanetas, chaves, devem ser feitas com desinfetante.

Hábitos

O produtor deve estar atento ainda aos seus hábitos, evitando tocar olhos, nariz e boca, que são uma das principais formas de contrair o vírus.

Isolamento de grupos de risco

Produtores e colaboradores do grupo de risco (idosos ou portadores de comorbidades – presença simultânea de mais de uma doença, como diabetes ou hipertensão) devem reavaliar a necessidade de continuar trabalhando, sendo recomendado que se resguardem ou sejam alocados a outras atividades sem contato social com outras pessoas.

Pessoas com sinais de gripe ou mal-estar devem permanecer em casa, sem ir à granja. Em caso de apresentar sintomas como febre, tosse e dificuldade respiratória, devem permanecer em casa e seguir as instruções da Unidade de Saúde em seu município quanto a suspeita de Covid-19.

Vacinação contra a gripe

O produtor também deve estar atento a campanha anual de vacinação da gripe, mesmo que a vacina da gripe não proteja contra a Covid-19 é importante tomar a vacina para reforçar a imunidade e para ajudar o médico no diagnóstico, caso o produtor tenha sintoma.

Lembre-se

O trabalho na granja continua o mesmo. Novos hábitos do avicultor, do suinocultor e dos colaboradores envolvidos na atividade é que vão fazer a diferença no enfrentamento da pandemia de Covid-19 e na preservação de sua segurança, bem como em todas as enfermidades que podem acometer pessoas e a produção.

Coronavírus

Os coronavírus (CoV) são responsáveis pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) e, por isso, receberam a denominação de Sars-CoV. De acordo com pesquisadores, essa família contém espécies de vírus que causam infecções comuns em humanos e animais. Alguns coronavírus são zoonóticos como o Sars-CoV-2, causador da Covid-19 que os pesquisadores suspeitam que tenha se originado de morcegos e transmitido para humanos. Não se sabe se existe um outro hospedeiro intermediário, pesquisas estão em andamento.

Em menos de 15 anos, doenças importantes ameaçaram a produção de suínos e de aves no mundo e exigiram dos produtores a adoção de medidas de biosseguridade para controle, erradicação e proteção de seus rebanhos. A maioria das enfermidades foi causada por vírus, alguns zoonóticos (transmissíveis entre humanos e animais), outros não. Um exemplo foi a gripe aviária, causada pelo vírus da influenza aviária H5N1, em 2005, e a gripe suína, em 2009, causado por vírus da Influenza A, o H1N1. Ambos provocam doenças respiratórias em animais e humanos.

Outro vírus da família Coronaviridae e que trouxe perdas econômicas grandes à produção animal é o da PED (Diarreia Epidêmica dos Suínos) e TGE (Gastrenterite Transmissível), que apresentam enfermidades causadas por diferentes vírus dessa família. “Ambos acometem apenas suínos, nos quais causam doenças altamente contagiosas que provocam diarreia resultando em perdas por mortalidade de leitões e de desempenho”, explicou o pesquisador e virologista da Embrapa, Luizinho Caron. O PEDV chegou nos Estados Unidos em 2013 e, desde então, tem sido notícia, inclusive no Brasil, devido às perdas econômicas que causa naquele país.

A lição da H1N1 para a biosseguridade

Com o início da pandemia de influenza em humanos em março-abril de 2009 na América do Norte (México, Estados Unidos e Canadá) e dias depois em países da Europa e Oceania. O vírus H1N1/2009 pandêmico (H1N1pdm09) rapidamente disseminou-se em suínos no mundo inteiro, inclusive no Brasil. Foi demonstrado que os genes do vírus novo eram uma combinação de vírus de influenza suína da América do Norte e de linhagens da Eurásia e que nunca haviam sido identificados em suínos ou em outra espécie anteriormente. “O suíno é um hospedeiro importante, pois pode se infectar com subtipos virais de diferentes espécies que provocam a gripe humana, aviária e suína”.

O H1N1pdm09 foi reconhecido como um vírus novo, emergente, zoonótico, possui fragmentos genômicos originários de vírus humanos, aviários e suínos, inclusive fragmentos do vírus de influenza da pandemia de 1918, da Gripe Espanhola que matou aproximadamente 50 milhões de pessoas no mundo, 35 mil no Brasil.

Até então, a doença não era um problema respiratório importante em suínos e as análises realizadas no País não apontavam a presença do H1N1pdm09 antes de 2009. No entanto, hoje é considerado como o principal agente etiológico associado ao complexo de doença respiratória suína.

Ela é caracterizada por um quadro clínico respiratório agudo, acometendo grande número de suínos de várias faixas etárias. Atualmente, a prevalência de influenza em rebanhos brasileiros é de 60%. Além disso, sequenciamento genômico indicou que fragmentos do genoma do H1N1pdm09 estão presentes em todos isolados de vírus da influenza em suínos analisados pelas nossas pesquisas.

A suspeita é que a doença foi introduzida em criações brasileiras por transmissão de humanos gripados para os suínos, pois nos rebanhos que primeiro reportaram a doença, não existiu entrada de outros animais ou outro risco sanitário significativo que levasse a introdução do novo vírus. “A saúde humana e animal estão relacionadas. Os trabalhadores da suinocultura devem se vacinar anualmente contra a gripe”, reforça.

Por isso, os cientistas alertam para a importância de se adotar medidas de biosseguridade nas granjas. “É fundamental para evitar os riscos de introdução e da disseminação dentro dos rebanhos”, afirma Zanella.

A transmissão de doenças virais entre espécies, como as que passam de humanos para suínos, e vice-versa, favorece alterações na sequência do genoma do microrganismo, a chamada mutação. É daí que surgem novos vírus entre os quais alguns serão mais patogênicos e para os quais não haverá imunidade.

“Devemos ter em mente que a saúde humana e a saúde animal estão relacionadas e que a vacinação anual contra a gripe de trabalhadores da suinocultura (produtores, veterinários, transportadores de suínos, etc) deve ocorrer para evitar introdução de vírus humanos em suínos. Assim, além do reforço na biosseguridade (limpeza, desinfecção e demais medidas citadas acima), essas são medidas importantes para evitar que novos vírus surjam, alguns mais patogênicos, para os quais os animais ou os humanos não têm imunidade”, alerta a pesquisadora da Embrapa.

Na avicultura, além do H5N1, outro vírus representa risco à produção. É o da Bronquite Infecciosa, outro membro da família CoV e que acomete apenas galinhas. Ele é causador de doença altamente contagiosa e impõe fortes perdas econômicas à avicultura. Nas primeiras semanas de vida das aves, é possível observar coriza, ouvir espirros e as lesões no sistema respiratório afetam o consumo de ração e, por consequência, o desempenho do lote.

Na suinocultura brasileira e norte-americana, emergiu recentemente um agente causador de uma doença vesicular, o Senecavírus. Apesar de não ser uma zoonose, a infecção pelo por esse microrganismo causa lesões vesiculares semelhantes à febre aftosa, doença de controle oficial e de notificação. Por causa disso, o diagnóstico diferencial para aftosa deve ser realizado em laboratório oficial, o que onera a cadeia.

Biosseguridade tem protegido o Brasil da PED

Diferentemente do Senecavírus, a PED não teve grande impacto dentro das fronteiras brasileiras, ao contrário do que ocorreu em países vizinhos como Peru e Colômbia. E isso se deve ao nível de biosseguridade das propriedades, que manteve o plantel de suínos protegido, colocando em prática medidas para garantir a saúde dos animais. “Como não há vacina disponível para a doença, a proteção do rebanho precisa estar focada em ações de biossegurança e prevenção. Higiene, limpeza das instalações e controle na circulação de pessoas e veículos são ações básicas para minimizar o risco da doença”, enfatiza a pesquisadora Janice Zanella.

Essa prática, de acordo com a pesquisadora, deve ser constante, não somente em momentos de surto. “Boa biossegurança deve ser realizada o tempo todo para garantir a proteção da suinocultura, da economia, da indústria e da sociedade brasileira”. Além disso, cada granja deve estabelecer seus próprios procedimentos, identificando os principais pontos de risco, nos quais o cuidado deve ser ainda maior.

Manter-se livre das doenças na produção também poderá significar uma ótima oportunidade de negócio para o Brasil. O país é um grande produtor e exportador agrícola e um importante fornecedor mundial de carnes de qualidade, de acordo com Zanella. Mesmo com seu volume elevado, a produção brasileira é livre de importantes problemas sanitários que acometem outros grandes produtores de carne suína e de frango, como a Peste Suína Africana (PSA), a Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos (PRRS), a influenza aviária ou gripe aviária.

Para os pesquisadores, a biosseguridade é o pilar mais importante da cadeia produtiva. “Medidas de biosseguridade em granjas têm como foco mitigar os riscos de contaminação de rebanhos e a disseminação de doenças. A sobrevivência de agentes causadores e transmissores de doenças depende muito de condições ambientais”, detalha a pesquisadora.

O crescimento das zoonoses

De acordo com a pesquisadora Janice Zanella, 75% das doenças emergentes e reemergentes do último século são zoonoses. Ou seja, doenças de origem animal que, além de causar fatalidades humanas e animais, afetam a economia. “Os seres humanos sempre dependeram de animais para alimentação, transporte, trabalho e companhia. Entretanto, eles podem ser fontes de doenças infecciosas causadas por vírus, bactérias e parasitas, que passam para os humanos”, lembra Zanella.

A pesquisadora explica que os vírus podem sofrer mutações ou modificações para uma adaptação ao hospedeiro humano. “Novos vírus são capazes de transmissão rápida por não haver resposta imune no hospedeiro ou vacinas disponíveis, caso do Sars-CoV-2”, relata.

Outro exemplo dessa evolução dos vírus, segundo Janice, foi o Sars 1, em 2002, identificado na China. “Especialistas verificaram a necessidade de fechar cidades. Ele era um vírus sem muita transmissibilidade, mas com grande mortalidade. Depois, no Oriente Médio, o hospedeiro era o camelo, com o Mers, também da família dos coronavírus, com taxa de mortalidade em torno de 30%”.

A pesquisadora aponta o aumento populacional como um dos mais importantes fatores dessa emergência e reemergência de zoonoses. “Esse aumento da população, aliado à urbanização das cidades, provoca densidade concentrada em centros urbanos, o que vai impactando vários setores: comércio, globalização, viagem, mudanças de clima, alterações do habitat”.

A biodiversidade é uma preocupação no Brasil, de acordo com a cientista, pois o país possui muitos animais e plantas de muitas espécies. “Com certeza, vamos ter vírus e outros agentes que não conhecemos. Porém, o Brasil nunca deu origem a uma pandemia. Temos apenas que ficar alerta, pois temos doenças causadas por mosquito, por exemplo, e doenças emergem e reemergem em todos lugares”.

Para ela, o país deve ficar alerta e manter o alto nível de segurança em sua indústria de proteína animal. “Nossa carne é de muita qualidade. No Brasil, a inspeção é rigorosa e eficiente, sendo um sistema modelo para o mundo. O consumo de carnes de caça, por exemplo, é regional, o comércio não ocorre e os abates devem seguir as mesmas normas da produção comercial”.

Zanella enfatiza que prever o surgimento ou volta de epidemias não é algo fácil. O ponto-chave, para ela, é a prevenção e a identificação de patógenos em animais e responder rapidamente antes que a doença se torne uma ameaça à população humana. O trabalho deve ser coordenado entre vários atores da sociedade e poder público. “É preciso investimento e valorizar a biosseguridade”.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de maio/junho de 2020 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Suinocultura

ABCS lança campanha “Carne de porco: bom de preço, bom de prato”

Campanha conta com selo e jingle, além de amplo material publicitário que terá como foco o aumento do consumo da carne suína pelo brasileiro

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De forma inédita, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) lançou nesta sexta-feira (09) uma campanha nacional para a promoção de carne suína junto aos pequenos e médios varejistas. A campanha é intitulada “Carne de porco: bom de preço, bom de prato”. O trabalho foi pensado em consonância com os desafios econômicos enfrentados pelos brasileiros nos últimos anos, que fizeram com que as práticas de consumo e hábitos alimentares fossem repensadas.

De acordo com a diretora de Marketing e Projetos da ABCS, Lívia Machado, a carne suína tem conquistado mais espaço na mesa dos consumidores brasileiros, especialmente agora com o aumento expressivo da carne bovina. “O brasileiro tem a tradição de comer carne bovina porque ela sempre foi a proteína mais barata. Agora, com este aumento que vemos que vem acontecendo, nós podemos aproveitar o momento em que o preço é algo essencial para o brasileiro, mostrando uma alternativa de proteína para consumir”, conta.

Segundo dados mostrados pela diretora, enquanto no mundo outros países consomem 45 quilos per capita de carne suína (43%) o Brasil consome apenas 17 quilos per capita (15%). “Então nós precisamos trabalhar muito para mudar isso. Dessa forma, baseado nisso tudo, lançamos essa campanha inédita da ABCS e do FNDS (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura) para alcançar o pequeno e o médio varejo”, diz.

Como a ABCS já conta com diversas outras campanhas com parceria com grandes parceiros do varejo, como Grupo BIG e o GPA, esta visa exclusivamente os pequenos varejos. Além disso, a parceria é para que associações estaduais e demais parceiros também sejam adeptos dessa nova campanha para incentivar o consumo da carne suína.

Lívia explica que a escolha em colocar “carne de porco” ao invés de “carne suína” é que, segundo uma pesquisa realizada, a maioria dos brasileiros conhecem a proteína como carne de porco. “Queremos dessa forma aproximar a campanha ainda mais do consumidor”, informa.

Selo e jingle

Para complementar a campanha que está sendo lançada, foi criado um selo e um jingle, além de um amplo material publicitário para ser divulgado nos comércios e redes sociais. A campanha irá atuar em diversas frentes midiáticas como PDV, redes sociais e diversas mídias digitais com uma linguagem visual e popular em conjunto com textos leves e informativos, que irão instigar a alternativa suína como melhor opção para qualquer hora.

Os pilares dessa comunicação são quatro frentes de conteúdo: economia, comparativos de cortes, bom humor e um foco especial em churrasco. Além disso, a campanha vem assinada por um selo de qualidade que acompanha todas as peças. Todo o Sistema ABCS, associações regionais, estaduais e contribuintes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS), estarão unidos e engajados.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Mercado

Produção de suínos e frangos deve manter estabilidade no mercado interno de carnes

Índice tende a superar quantidade registrada em 2020, quando país teve 14,68 milhões de toneladas de frangos e 4,25 milhões de toneladas de suínos produzidos

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Arquivo/OP Rural

A quantidade de carnes disponível no mercado interno permanece dentro de uma estabilidade, apesar das variações existentes. De acordo com o quadro de suprimentos do produto, atualizado na quarta-feira (07) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de suínos e aves apresentou crescimento nos últimos anos, garantindo o abastecimento. Para 2021, a estimativa é de um novo recorde na produção de frangos e suínos, chegando a 14,76 milhões de toneladas e 4,35 milhões de toneladas, respectivamente. O índice tende a superar a quantidade registrada em 2020, quando o país teve 14,68 milhões de toneladas de frangos e 4,25 milhões de toneladas de suínos produzidos.

Esses aumentos compensam a ligeira redução verificada para bovinos, com uma produção esperada próxima a 8,31 milhões de toneladas neste ano, volume pouco abaixo do consolidado em 2020. Com isso, a disponibilidade interna total de carnes, somando aves, suínos e bovinos se manteve estável em 2020, na comparação com o ano anterior. Tendência que deve se repetir em 2021, uma vez que a expectativa aponte para uma leve redução no volume total ofertado, em torno de 1%.

No caso da avicultura de corte, a distribuição per capita do alimento tende a manter a estabilidade, atingindo os patamares mais elevados desde o início da série histórica, iniciada em 1996. Se em 2020 o índice esteve em 49,9 quilos por habitante por ano, em 2021 a estimativa está em 49,7 quilos. A ligeira queda é explicada pela expectativa de aumento tanto das exportações como da população brasileira. Só as vendas para o mercado externo devem chegar a 4,15 milhões de toneladas neste ano, podendo superar o volume embarcado do produto em 2020, quando foram destinados 4,12 milhões de toneladas ao exterior.

Para a carne suína, a disponibilidade interna se mantém acima de 15 quilos por habitante no ano. O resultado é atingido mesmo com o aumento de 34,7% nas exportações em 2020, superando 1 milhão de toneladas. Para este ano, a tendência é que as vendas para o exterior se mantenham em patamares elevados, sendo a China o principal consumidor.

Já o setor de carnes bovinas registra aumento significativo nas exportações nos últimos anos. Se compararmos o volume comercializado para fora do país em 2017 com o registrado em 2020, há um aumento de aproximadamente 37%, o que representa 723,7 mil toneladas a mais embarcadas. “Se analisarmos os dados a partir de 2015, percebe-se tendência de crescimento nas exportações e manutenção na oferta interna até o ano de 2018. A partir de 2019, a taxa de disponibilidade interna vem apresentando ligeiras reduções, muito em função dos abates de matrizes em anos recentes”, explica o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Sergio De Zen.

“Entre outros fatores que explicam essa diminuição, vale lembrar que, em meados de 2018, a China, maior consumidor de carnes no mundo, e responsável por praticamente metade do consumo de carne suína, registrou um surto de peste africana, que desequilibrou a oferta e demanda internacional do produto, gerando pressão em vários mercados”, ressalta De Zen.

“Devido ao curto ciclo de produção, as aves respondem mais rapidamente às flutuações de mercado. Já o processo de produção de carne suína e bovina tende a ter um tempo maior de adaptação, influenciando em nosso mercado. Além desse tempo necessário de ajuste entre oferta e demanda, com maiores quantidades exportadas, observa-se que outros importantes países, como Argentina, Austrália e a União Europeia, têm apresentado uma diminuição no consumo de carne bovina”, explica.

Os números da Companhia acompanham o cenário verificado pela Pesquisa de Abates de Animais divulgada trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostrou uma queda de 8,5% no abate de bovinos em 2020, enquanto de frangos e suínos atingiram os maiores níveis, totalizando novos recordes de 6 bilhões e 49,3 milhões de abates, respectivamente.

Metodologia

O cálculo de produção de carne bovina tem como base as informações da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais e da Pesquisa Trimestral do Couro, ambas divulgadas pelo IBGE. A partir da obtenção de dados de abate e peso médio de cada tipo de rebanho (bois, vacas, novilhos e novilhas), e considerando os dados de abates aparentes de cada tipo é obtido a produção de carne para cada tipo de rebanho.

Fonte: Conab
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Suínos / Peixes Suínos

Três passos para transformar a água da sua granja

Veja três passos principais para transformar a água de bebida de qualquer granja em um nutriente de alto valor e resultado

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Foto: Divulgação MS Schippers

Autoria: equipe técnica MS Schippers Brasil. Acesse o #msblog para ler mais artigos como este.

Além da limpeza (tratamento) da água, estratégias como a acidificação aumentam a ingestão de água pelos animais contribuindo para que eles consumam mais ração e ganhem mais peso. Veja abaixo os três passos principais para transformar a água de bebida de qualquer granja em um nutriente de alto valor e resultado:

1) Estrutura do sistema de abastecimento

O primeiro passo para uma água de boa qualidade é a avaliação da estrutura das instalações, como por exemplo o material dos canos utilizados, o diâmetro desses canos, o tipo e posição das caixas d’água, a presença de pontos de acúmulo de biofilme na linha, entre outros. Quando tudo isso está ajustado, a vazão e pressão da água são mais adequadas para prevenir a formação de biofilme e suprir a necessidade dos animais ao longo do dia.

2) Tratamento

Uma vez ajustada a estrutura, o segundo passo é garantir que a água captada se torne potável para consumo dos animais ao final da linha, lá nas chupetas. Isso é importante pois nem sempre a fonte de água é um problema, mas sim o trajeto que ela percorre pelos canos contaminados até chegar aos animais (especialmente quando se utiliza aditivos via água de bebida). Nós já falamos aqui no blog sobre os 3 tipos de tratamento mais comuns para desinfetar a água e as diferenças entre eles, clique aqui para ler essa matéria. Reforçamos também que é importante conhecer a natureza da água na fonte para avaliar a presença de metais em excesso ou a necessidade de instalação de filtros específicos (como a estação de filtragem Dosamax 40).

3) Acidificação

Por fim, mas não menos importante, quando a água de bebida já está limpa e descontaminada, podemos torná-la um ingrediente ainda melhor para a nutrição dos suínos e aves através da acidificação. Reduzir o pH da água é importante para otimizar a digestão e saúde intestinal, além da própria ingestão pelos animais. Essa estratégia, no entanto, só trará resultados concretos quando a água em si estiver livre de biofilme e contaminantes que causem diarreias nos animais, entre outras doenças.

Fale com a nossa equipe e agende uma visita na sua granja para avaliar o sistema de água. Este pode ser um desafio de biosseguridade que passa despercebido e reduz os seus resultados e lucros.

Acesse o blog da MS Schippers para ler mais posts sobre biosseguridade, qualidade da água de bebida, limpeza e desinfecção, e manejo de suínos. Trabalhar com higiene é a melhor forma de trazer mais resultados e lucros.

Fonte: Assessoria
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