Notícias CAE
Embrapa Pecuária Sul realiza reunião como novos membros do Comitê Assessor Externo
O CAE é um órgão consultivo dos centros de pesquisa e que tem como função principal apresentar as demandas do setor produtivo e também auxiliar na definição das estratégias da programação de pesquisa, desenvolvimento e inovação das unidades da Embrapa.

A Embrapa Pecuária Sul recebeu na última quinta-feira (05) os novos membros do Comitê Assessor Externo (CAE) do centro de pesquisa para a posse e a realização da primeira reunião. O CAE é um órgão consultivo dos centros de pesquisa e que tem como função principal apresentar as demandas do setor produtivo e também auxiliar na definição das estratégias da programação de pesquisa, desenvolvimento e inovação das unidades da Embrapa. Além disso, o comitê também auxilia na identificação de oportunidades de desenvolvimento de tecnologias, bem como na avaliação das soluções já geradas.
O comitê é composto por profissionais internos e externos à Empresa, de competência reconhecida e representativa das cadeias produtivas. O novo CAE do centro de pesquisa localizado em Bagé (RS) é presidido pela Diretora-executiva de Inovação e Tecnologia da Embrapa, Adriana Regina Martin, e tem como secretário executivo o Chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Flores Cardoso. O comitê é composto ainda por Jorge Lemainski, Chefe-geral da Embrapa Trigo; Ana Doralina Alves Menezes, Gerente Nacional do Programa Carne Angus Certificada, da Associação Brasileira de Angus; Darlan Palharini, Secretário Executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat/RS); Fabio Marcelo Montossi Porchile, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisa Agropecuária do Uruguai (INIA); e Valter José Pötter, Diretor proprietário da Estância Guatambú, de Dom Pedrito/RS.
Na abertura da reunião, Adriana Martin apresentou os objetivos do CAE, seu funcionamento bem como a estrutura, as estratégias, desafios e metas da Embrapa em todo o país. De acordo com Adriana, as sugestões apresentadas pelos membros do CAE são oportunidades para a adequação da carteira de projetos e de inovação do centro de pesquisa às demandas do setor produtivo. “É também importante ouvir dos clientes da Embrapa as necessidades e problemas das cadeias produtivas e com isso buscar as soluções necessárias, bem como buscar parcerias internas na Embrapa e também externas.
Já Fernando Flores Cardoso fez uma apresentação sobre a filosofia de trabalho da Embrapa Pecuária Sul, as soluções tecnológicas já desenvolvidas, projetos em execução e desafios futuros. Segundo o dirigente, os projetos desenvolvidos pela Embrapa Pecuária Sul estão alinhados à busca de uma intensificação sustentável da pecuária nos campos da região Sul do Brasil. “Estamos trabalhando dentro de um conceito de produção de alimentos saudáveis em sistemas sustentáveis. Ou seja, nosso esforço está focado em uma produção de alimentos que leve em consideração saúde total que compreende a saúde humana, saúde dos animais e saúde do ambiente”, ressaltou.
Depois das apresentações institucionais, os membros do CAE conheceram algumas das instalações do centro de pesquisa, como o Laboratório de Ciências da Carne, a área de melhoramento genético de forrageiras e o local onde são realizadas as provas de desempenho animal. Outra atividade foi um encontro entre os membros do comitê e o corpo técnico formado por pesquisadores e analistas. Por fim, houve o momento em que os integrantes do CAE fizeram as suas análises, sugestões e contribuições. Essas contribuições serão sistematizadas e posteriormente apresentadas à toda equipe técnica da Unidade, com o objetivo de subsidiar projetos de pesquisa e ações de transferência de tecnologias.

Notícias
Cadeia da soja impulsiona exportações brasileiras em julho
Soja em grão cresceu 16,9% e farelo avançou 52,9%, enquanto carnes de aves também ganharam espaço nas vendas externas até a terceira semana do mês.
Notícias
Produtores rurais terão até 2027 para obter CNPJ na reforma tributária
Decreto do governo federal adia em seis meses a exigência para pessoas físicas com receita anual superior a R$ 3,6 milhões.

O governo federal adiou para 01º de janeiro de 2027 a obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para produtores rurais pessoas físicas enquadrados nas regras da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A medida foi oficializada pelo Decreto nº 13.075, de 21 de julho de 2026, que amplia em seis meses o prazo de adaptação previsto na reforma tributária.
Inicialmente, a exigência entraria em vigor em julho deste ano. Com a mudança, os produtores rurais continuarão utilizando os atuais mecanismos de identificação fiscal até 31 de dezembro de 2026.

Foto: Divulgação
A obrigatoriedade valerá para produtores rurais com receita bruta anual superior a R$ 3,6 milhões. As regras para os produtores com faturamento abaixo desse limite ainda serão regulamentadas pelo governo.
Segundo a Receita Federal, o adiamento permitirá concluir o desenvolvimento de um sistema simplificado de inscrição no CNPJ e oferecer mais tempo para adaptação dos contribuintes e dos sistemas utilizados para emissão de documentos fiscais.
A proposta é que o cadastro funcione de forma semelhante ao do Microempreendedor Individual (MEI), com processo digital e integrado aos sistemas de emissão de notas fiscais eletrônicas. Também estão previstos um ambiente de testes (sandbox), publicação de manuais técnicos e orientações operacionais para os contribuintes e empresas desenvolvedoras. O novo sistema deve ser disponibilizado em novembro de 2026.
A exigência faz parte da implementação da reforma tributária sobre o consumo, que criou a CBS, administrada pela União, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de responsabilidade de estados e municípios. O objetivo é padronizar a identificação dos contribuintes e integrar os sistemas eletrônicos de fiscalização e emissão de documentos fiscais.
Com a prorrogação, o cronograma prevê o lançamento do sistema simplificado em novembro de 2026 e o início da obrigatoriedade de inscrição no CNPJ e emissão de documentos fiscais, para os casos previstos em lei, em 1º de janeiro de 2027.
Notícias Em Santa Catarina
Cooperalfa anuncia complexo com supermercado e agropecuária em Canoinhas
Empreendimento será o maior da cooperativa no segmento, com previsão de 128 empregos permanentes e inauguração em 2027.

O empreendimento, que reunirá supermercado e agropecuária em uma única estrutura, representa um dos investimentos mais relevantes da cooperativa na região e reforça seu compromisso com o crescimento econômico, o fortalecimento do agronegócio e a melhoria dos serviços oferecidos aos associados e à comunidade. De acordo com o presidente Romeo Bet, o investimento representa a continuidade do crescimento na região, com impacto diferenciado para Canoinhas, que é a chegada do Superalfa, ampliando o atendimento tanto aos clientes do campo quanto da cidade. “A previsão é concluirmos a obra para o aniversário dos 60 anos da Cooperalfa, em outubro de 2027”, revelou o presidente.
O novo complexo será construído em uma área estratégica da cidade, em um terreno de 13.522,18 metros quadrados localizado entre as ruas Saulo de Carvalho, Álvaro Soares Machado e João Allage. A localização privilegiada contribuirá para consolidar um importante eixo de desenvolvimento urbano e comercial em Canoinhas.
Planejado com base em modernos conceitos de engenharia, mobilidade e funcionalidade, o empreendimento foi projetado para oferecer conforto, praticidade e uma experiência diferenciada aos clientes. A estrutura contará com amplas áreas de estacionamento distribuídas em todo o perímetro e também no subsolo. Ao todo, serão disponibilizadas 261 vagas para veículos, sendo 139 externas e 122 no estacionamento subterrâneo. Destas, 159 vagas serão cobertas, proporcionando mais comodidade e segurança aos usuários.
Áreas amplas de vendas
O supermercado ocupará uma área de vendas de 2.800 metros quadrados e contará com setores completos de açougue, padaria, câmaras frias, depósito de mercadorias e docas independentes para carga e descarga. O espaço também incluirá uma área exclusiva para café, 19 pontos de atendimento ao cliente, além de recursos de acessibilidade e sistemas de esteiras e elevadores para circulação entre os pavimentos.
Já a agropecuária terá uma área de vendas de 1.800 metros quadrados, oferecendo amplo mix de produtos voltados ao setor agropecuário, além de escritórios destinados ao atendimento técnico e comercial dos associados e produtores rurais.
A estrutura foi concebida utilizando tecnologias construtivas modernas, com concreto pré-fabricado, estrutura metálica de cobertura, placas termoacústicas e acabamentos em granito e concreto, garantindo eficiência, durabilidade e conforto acústico.
Bem-estar dos colaboradores
Além das áreas destinadas ao atendimento do público, o projeto contempla espaços voltados ao bem-estar dos colaboradores, incluindo vestiários, refeitório e sala de descanso, proporcionando melhores condições de trabalho para as equipes que atuarão no local.
Todos os processos de desenvolvimento do empreendimento seguem rigorosamente os critérios técnicos e legais exigidos pelos órgãos competentes. O projeto inclui aprovações complementares, licenciamento ambiental e sanitário, além do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), já protocolado junto ao município, e a integração com as concessionárias responsáveis pelos serviços de água, energia e saneamento.
Desenvolvimento econômico e geração de empregos
O investimento também terá reflexos significativos na economia local. Durante a fase de construção, a expectativa é gerar aproximadamente 150 empregos diretos. Após a inauguração, o complexo deverá manter cerca de 128 empregos diretos permanentes entre as operações do supermercado e da agropecuária.
O impacto positivo se estenderá ainda a diversos setores da economia regional, com a criação estimada de aproximadamente 68 empregos indiretos relacionados a fornecedores, transportadoras e prestadores de serviços.
A Cooperalfa projeta que o novo empreendimento receba cerca de 50 mil pessoas por mês, fortalecendo o comércio local, ampliando a arrecadação municipal por meio de tributos como IPTU, ISS e ICMS, além de contribuir para a valorização imobiliária da região e estimular novos investimentos em Canoinhas.
Investimento com olhar para o futuro
O novo complexo comercial reafirma a estratégia da Cooperalfa de investir em infraestrutura, ampliar sua presença regional e oferecer soluções cada vez mais completas para associados, produtores rurais e consumidores.
Mais do que uma nova unidade, o empreendimento representa um importante impulsionador de desenvolvimento para Canoinhas e para todo o Planalto Norte Catarinense, gerando oportunidades, fortalecendo a economia local e consolidando a presença da Cooperalfa como agente de transformação e crescimento sustentável nas comunidades onde atua.
Desafios e oportunidades
O gerente de Engenharia da Cooperalfa, Andrísio Bet, informa que os trabalhos de terraplanagem terão início neste mês de julho, enquanto a execução das obras está prevista para iniciar em agosto de 2026. De acordo com ele, o projeto apresenta desafios significativos em razão de sua complexidade, do cronograma desafiador e das características do terreno, que possui acentuado desnível. “Temos consciência da grandiosidade deste empreendimento e estamos empenhados em conduzir cada etapa com excelência, qualidade e segurança”, destaca.
Andrísio ressalta que a expectativa é elevada em torno da construção do maior supermercado e da maior loja agropecuária da Cooperalfa, em um único complexo integrado. A proposta permitirá otimizar a operação por meio do compartilhamento de áreas de estacionamento, expedição, depósitos e sanitários, gerando maior eficiência e comodidade aos clientes. O empreendimento contará ainda com quatro acessos destinados ao público. “Essa integração fortalece a sinergia entre os negócios, reunindo em um mesmo espaço tanto os moradores da cidade quanto os produtores rurais, ampliando as oportunidades de atendimento e relacionamento com nossos cooperados e clientes”, explica.







