Bovinos / Grãos / Máquinas
Embrapa Pecuária Sul celebra 50 anos com projeto que resgata sua história e parcerias
Plano prevê também a criação de espaços para discutir presente e futuro da agropecuária.

A Embrapa Pecuária Sul celebra, em 2025, 50 anos desde sua criação, ocorrida em 13 de junho de 1975. Para comemorar a marca histórica, a instituição está lançando o projeto Embrapa Pecuária Sul 50 Anos – Novos desafios, uma só história. A ação consiste em uma série de atividades que se darão em alusão ao cinquentenário do centro de pesquisa, localizado em Bagé (RS), eventos, reuniões técnicas, inaugurações, lançamento de publicações e tecnologias, ações sociais e produção de materiais audiovisuais, assim como um dia de campo e uma solenidade de aniversário.
“A marca é histórica e nos convida a refletir sobre o papel que este centro de pesquisa cumpriu para sedimentar a produção pecuária nos campos Sul-brasileiros. Também é, da mesma forma, um convite para a reflexão sobre os desafios contemporâneos e futuros, diante de um cenário que exige de todo o setor de produção de alimentos a responsabilidade sobre tópicos como sustentabilidade, bem-estar animal, conservação dos recursos naturais, inclusão social e produtiva, rentabilidade, saudabilidade dos produtos, entre outros”, explica o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Flores Cardoso.
A primeira grande ação pública do projeto é um Dia de Campo institucional, a ser realizado no dia 29 de maio de 2025, na sede da Embrapa Pecuária Sul. Nele, o centro de pesquisa e parceiros apresentam inovações tecnológicas em quatro estações temáticas, com discussões nas áreas de forrageiras, melhoramento genético animal, sistemas integrados de produção, serviços ecossistêmicos da pecuária, qualidade dos produtos cárneos, agropecuária de precisão, balanço de carbono na pecuária, entre outros.
Outro momento importante é a solenidade de aniversário, atividade político-institucional que acontecerá no dia 13 de junho de 2025. Durante o evento, a Embrapa Pecuária Sul lançará a publicação 50 Anos em 50 Tecnologias, que retrata a história do centro de pesquisa a partir de suas entregas ao setor produtivo, assim como o documentário Embrapa Pecuária Sul 50 Anos, um relato dos momentos marcantes da Unidade através de entrevistas com empregados, aposentados, parceiros e personalidades do setor agropecuário. O evento contará, ainda, com homenagens a parceiros, empregados e aposentados.
O projeto prevê, também, a abordagem do cinquentenário nas casas legislativas, reunião do Comitê Assessor Externo da empresa, fortalecimento do programa Embrapa & Escola, com a abordagem de temas científicos ligados à agropecuária nas escolas do município, concurso de fotografias, evento de ciclismo, concurso de carnes e a instauração de um Memorial da Pesquisa Agropecuária, espaço composto por materiais, equipamentos, máquinas, acessórios, roupas e fotografias antigas, de forma a resgatar e valorizar o histórico de trabalhos e entregas da Embrapa Pecuária Sul à sociedade.
Destaca-se, ainda, no projeto a realização de campanhas com posts nas redes sociais, buscando quebrar mitos e tabus relacionados à pecuária, como, por exemplo, a relação entre carne e impacto à saúde humana/nutrição e pecuária e impacto ambiental.
Parceria
Já confirmaram apoio ao projeto as seguintes instituições: Farsul, Senar/RS, Associação Brasileira de Hereford e Braford, Associação Brasileira de Angus, Associação Brasileira de Criadores de Zebu, Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares, Minerva Foods, Fundação de Apoio à Pesquisa Edmundo Gastal, Associação Brasileira de Brangus, Grazmec, Coptil, Agricampanha, ThermoFisher, Neogen, SIA, Fetag, Sicredi, Sicoob, Zoetis, Cimabra, Tejupá, Conexão Delta G, Gensys, Banrisul, Parceria Remates, Associação Brasileira de Criadores de Charolês, Sinpaf, Terra Greda, Bioagro, 3 Tentos, Shimadzu, Sulpasto, CCGL, Brasão do Pampa e Grupo Mônego.
Histórico
Criada em 13 de junho de 1975, a Embrapa Pecuária Sul foi fundamental para a consolidação da pecuária dos Campos Sul-brasileiros, contribuindo de forma significativa para o aumento da produtividade e da competitividade da atividade.
Entre as inúmeras contribuições da Embrapa para a pecuária estão o desenvolvimento da raça sintética Brangus/Ibagé, técnicas de controle de endoparasitos em ovinos que reduziram consideravelmente a morte de animais, introdução de espécies de forrageiras de inverno e de verão nos sistemas de produção, técnicas de manejo do rebanho, o desmame precoce de terneiros, o acasalamento de inverno em bovinos, melhoramento de campo nativo, controle integrado de endo e ectoparasitos em bovinos, o desenvolvimento do novilho precoce, entre outras.
Atualmente, o centro de pesquisa continua procurando soluções para uma pecuária competitiva e sustentável. Nesse sentido, adotou como filosofia de trabalho a busca por uma produção de alimentos saudáveis em sistemas sustentáveis, que norteia as ações de pesquisa e de transferência de tecnologias.
Como exemplos, pode-se se citar os estudos e desenvolvimento de tecnologias para o controle do capim-annoni, a disponibilização de cultivares de forrageiras adaptadas à região, o desenvolvimento de produtos cárneos de ovinos, a integração lavoura-pecuária-floresta, o desenvolvimento territorial e apoio à pecuária familiar, a utilização de ferramentas de genômica para o melhoramento animal, e tecnologias para a mitigação da emissão de metano na pecuária, entre muitas outras.

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Exportações de carne bovina batem recorde em 2025
Brasil embarca 3,5 milhões de toneladas, amplia receita para US$ 18 bilhões e fortalece presença em mais de 170 mercados, com liderança da China e avanço expressivo em destinos estratégicos.

Com recordes sucessivos mês a mês, 2025 entra para a história como o maior já registrado nas exportações de carne bovina pelo Brasil. Foram ao todo 3,50 milhões de toneladas, um incremento de 20,9% em relação a 2024. O volume exportado movimentou US$ 18,03 bilhões, cerca de 40,1% a mais do que o faturado no ano anterior. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
A carne bovina in natura respondeu pela maior parte dos embarques, com 3,09 milhões de toneladas, crescimento de 21,4% na comparação anual, e receita de US$ 16,61 bilhões. Somadas todas as categorias: in natura, industrializadas, miúdos, tripas, gorduras e salgadas, os embarques brasileiros alcançaram mais de 170 países, ampliando a presença internacional do setor e diversificando destinos.

A China foi o principal destino da carne bovina brasileira em 2025, respondendo por 48% do volume total exportado, com 1,68 milhão de toneladas, que somaram US$ 8,90 bilhões. Em seguida, destacaram-se os Estados Unidos, com 271,8 mil toneladas e US$ 1,64 bilhão. Na sequência, vêm o Chile (136,3 mil toneladas; US$ 754,5 milhões), a União Europeia (128,9 mil toneladas; US$ 1,06 bilhão), a Rússia (126,4 mil toneladas; US$ 537,1 milhões) e o México (118,0 mil toneladas; US$ 645,4 milhões).
Na comparação com 2024, houve crescimento em volume na maior parte dos principais destinos. As exportações para a China avançaram 22,8% no acumulado do ano, enquanto os Estados Unidos registraram alta de 18,3%. A União Europeia apresentou crescimento de 132,8%, e o Chile, de 29,8%. Também se destacaram os aumentos para a Argélia (+292,6%), o Egito (+222,5%) e os Emirados Árabes Unidos (+176,1%).
Segundo o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, o desempenho de 2025 demonstra a resiliência e a maturidade do setor. “O desempenho de 2025 foi extraordinário. Depois de um 2024 muito positivo, conseguimos ampliar volume, valor e presença internacional. Mesmo com impactos temporários, como o tarifaço dos Estados Unidos, a indústria respondeu com rapidez, mostrou resiliência e saiu ainda mais fortalecida.

Os resultados de 2025 refletem a atuação conjunta da ABIEC, de suas empresas associadas e do setor público, com destaque para a parceria com a ApexBrasil, por meio do Projeto Setorial Brazilian Beef, e para o diálogo permanente e o apoio do Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e das Relações Exteriores (MRE), além da interlocução institucional com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).
Para 2026, a avaliação da Associação é de otimismo com realismo, com expectativa de estabilidade em patamar elevado após dois anos consecutivos de forte crescimento e ambiente favorável ao avanço em mercados estratégicos. “Entramos em 2026 com negociações ativas e perspectiva concreta de avançar em mercados como Japão, Coreia do Sul e Turquia, que têm alto potencial e vêm sendo trabalhados de forma técnica e contínua, em parceria entre o setor privado e o governo. A visão é de um crescimento mais qualificado, com previsibilidade, competitividade e maior valor agregado, e sempre atento às questões geopolíticas”, conclui Perosa.
Dezembro
No mês de dezembro de 2025, o Brasil exportou 347,4 mil toneladas de carne bovina, com receita de US$ 1,85 bilhão. A China liderou as compras no mês, com 153,1 mil toneladas, seguida pelos Estados Unidos (27,2 mil toneladas), Chile (17,0 mil toneladas) e União Europeia(11,9 mil toneladas).
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Contribuições ao Fundesa-RS sobem 4,43% com atualização da UPF em 2026
Reajuste eleva valores pagos por produtores e indústrias nas cadeias de carnes, leite e ovos. Nova lei sancionada em dezembro passa a valer a partir de março.

Já estão em vigor os novos valores de contribuição do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul, atualizados pela Unidade de Padrão Fiscal (UPF). A UPF é um indexador utilizado para a correção de taxas e tributos cobrados pelo Estado, e seu valor é atualizado anualmente pela Receita Estadual com base no IPCA-E. Para 2026 o reajuste foi de 4,43%, ficando a UPF fixada em R$28,3264, ante R$27,1300 de 2025.
Atualmente, indústria e produtores contribuem em igual parte para o fundo, considerando cabeças abatidas, e produção de ovos e leite. Com a atualização da UPF, a contribuição por bovino abatido, por exemplo, passa de R$1,4324 para R$1,496, sendo R$0,748 cabendo ao produtor e o mesmo valor à indústria, que fica responsável pelo recolhimento e pagamento ao Fundesa. A tabela com todos os valores e respectivas cadeias produtivas está disponível no site.
Esse reajuste considera apenas a atualização da UPF e não é o mesmo que está previsto na Lei 16.428/2025, sancionada pelo governador em 19 de dezembro. Pelo princípio de anterioridade, a lei só poderá ser implementada 90 dias após a sanção. “Neste período, o Fundesa está articulando com a Secretaria da Agricultura o formato para permitir a contribuição dos produtores que não recolhiam, bem como a modificação do sistema de cobrança utilizado pelo fundo”, explica o presidente do Fundesa, Rogério Kerber.
Para saber mais sobre o projeto aprovado na Assembleia legislativa, clique aqui.
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CooperAliança e Sebrae lançam projeto de ultrassonografia de carcaça
Iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final.

A CooperAliança, em parceria com o Sebrae, lançou um novo projeto voltado à utilização da ultrassonografia de carcaça por cooperados de bovinos. A iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final, desde a propriedade até a indústria.
Segundo o médico-veterinário da CooperAliança, Renan Guilherme Mota, a ultrassonografia de carcaça é uma ferramenta estratégica no processo de melhoramento genético dos rebanhos. “Quando utilizamos a ultrassonografia na matriz, ela permite e viabiliza o melhoramento genético focado em características de carcaça, como área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea e marmoreio. Essas características estão diretamente relacionadas à musculosidade, ao padrão dos cortes, ao rendimento de carcaça e ao desempenho do animal”, explica.
Renan destaca ainda que os dados obtidos vão além da qualidade da carne. Por exemplo, essas informações também estão ligadas à fertilidade, precocidade sexual e ao desempenho reprodutivo. Ou seja, é uma ferramenta que agrega tanto para a indústria, em qualidade, perfil de carcaça, tamanho dos cortes e rendimento de desossa, quanto para o produtor, em desempenho, reprodução e fertilidade.
Para o consultor do Sebrae, Heverson Morigi Miloch, o projeto representa uma oportunidade concreta de evolução na pecuária dos cooperados. “O objetivo é atender esses produtores para que, por meio da seleção genética, eles possam identificar e trabalhar com os animais mais adequados para a produção e para a entrega aqui na CooperAliança.”
Heverson também destaca o apoio financeiro oferecido. O Sebrae vai subsidiar 50% do custo, além de facilitar as formas de pagamento. “Isso garante que mais produtores possam participar, fortalecendo a união, melhorando a produção na ponta e elevando a qualidade da do animal que chega até a CooperAliança.”



