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Embrapa Pecuária Sul apresenta soluções tecnológicas para o campo na Expointer 2025

Instituição leva inovações, cultivares e tecnologias sustentáveis, além de debates sobre pecuária de baixo carbono e recuperação do setor após as enchentes de 2024.

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Foto: Márcia Silveira

A Embrapa Pecuária Sul marca presença em mais uma edição da Expointer, que acontece entre os dias 30 de agosto e 07 de setembro, no Parque Assis Brasil, em Esteio (RS). Além da apresentação de soluções tecnológicas no estande da Embrapa, no Pavilhão Internacional, a instituição terá uma agenda diversificada, como a participação em simpósios, seminários e eventos técnicos, a assinatura de convênios com parceiros e também participa das discussões do plano Recupera Rural RS, iniciativa que reúne ações de mitigação, recuperação e reestruturação do setor agropecuário após as enchentes de 2024.

No dia 05, na cerimônia oficial dos lançamentos, a Embrapa Pecuária Sul e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul assinam um protocolo de intenções voltado ao desenvolvimento e implementação de pesquisas e tecnologias capazes de mitigar as emissões de gases de efeito estufa no estado. A iniciativa busca alinhar inovação científica com políticas públicas, criando mecanismos para valorizar a pecuária sustentável e contribuir para a agenda de descarbonização da produção de carne bovina. Entre as ações previstas estão a validação dos protocolos de certificação das marcas-conceito da Embrapa — Carne Carbono Neutro (CCN), Carbono Nativo (CN) e Carne Baixo Carbono (CBC) —, adaptados à realidade gaúcha.

A Embrapa Pecuária Sul articulou e vai participar, no dia 01/09, a partir das 10h, do evento Menos Mitos, Mais Ciência – O Papel da Carne na Alimentação. A iniciativa, realizada em parceria com o Sebrae/RS, contará com palestras das pesquisadoras Cristina Genro e Elen Nalério, e análise sensorial de carnes conduzida pela analista Citieli Giongo. O evento acontece no Espaço do Sebrae, no Pavilhão das Máquinas. Já no dia 02/09 será realizado o seminário Forrageiras para sistemas pecuários mais rentáveis resilientes que acontece na Casa da Emater/RS-Ascar, na parte da tarde. Realizado em parceria com a Secretária de Desenvolvimento Rural e a Emater, o evento terá a participação dos pesquisadores Daniel Montardo e Gustavo Silva.

No estande da Embrapa serão apresentadas ao público algumas soluções desenvolvidas para o desenvolvimento do setor pecuário. Entre elas, destacam-se as cultivares desenvolvidas pela Embrapa e que já estão disponíveis para os produtores: capim-sudão BRS Estribo, trevo-branco BRS URS Entrevero, azevém BRS Integração, ervilhaca URS BRS Presilha, trevo Vermelho URS BRS Mesclador e cornichão URS BRS Posteiro. Também estará disponível a tecnologia Pasto sobre Pasto, que consiste no manejo de mais de uma espécie forrageira, com ciclos e características complementares de produção, em uma mesma área. Outra tecnologia destacada é o Método Integrado de Recuperação de Pastagens (Mirapasto), que tem como foco a recuperação de áreas degradadas ou severamente infestadas pelo capim-annoni.

Além da área para exposição de tecnologias, o estande da Embrapa conta com o Espaço Arena, local onde serão realizadas palestras e eventos durante toda a Expointer. Pesquisadores da Embrapa Pecuária Sul vão participar das seguintes palestras na Arena: Gustavo Silva e Douglas Velho (SDR) – Cultivares Forrageiras no Programa Recupera RS, dia 02/09, às 9h45; Vinicius Lampert – EstriboSim, dia 02/09, às 16h30; Vinicius Lampert e Thomás Capiotti (InovaTech) – Apresentação do Simulador da Pecuária de Corte e da Plataforma Agropecuária, dia 04/09, às 10h30; e Cristina Genro – Tecnologias com potencial de mitigar gases de efeito estufa em sistemas pecuários, dia 05/09, às 9h.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sul

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ACNB divulga calendário das exposições Ouro dos Rankings Nelore 2025/2026

Eventos obrigatórios para os rankings nacionais ocorrerão entre fevereiro e outubro de 2026 em seis estados e devem reunir mais criadores e animais, com foco na evolução genética e no rigor técnico das avaliações.

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A Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) anuncia o cronograma das exposições Ouro da edição 2025/2026 dos Rankings Nacionais Nelore, Nelore Mocho e Nelore Pelagens. De participação obrigatória para os criadores que concorrem às classificações nacionais, os eventos ocorrerão entre fevereiro e outubro de 2026 em Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e São Paulo. São elas:

Ranking Nacional Nelore: abril, em Londrina (PR) ou, em caso de impedimento, em março, em Avaré (SP). Na sequência, estão programadas exposições em Rio Verde (GO), em julho; Vila Velha (ES), em agosto; e em São José do Rio Preto (SP), em outubro.

Ranking Nacional Nelore Mocho: fevereiro, durante a Expoinel Minas, em Uberaba (MG). As etapas seguintes acontecem em Rio Verde (GO), em julho; Vila Velha (ES), em agosto; e São José do Rio Preto (SP), em outubro.

Ranking Nacional Nelore Pelagens também Expoinel Minas, em Uberaba (MG), em fevereiro. O calendário segue por Dourados (MS), em maio; Rio Verde (GO), em julho; e São José do Rio Preto (SP), em outubro.

“O Ranking Nacional 2025/2026 foi estruturado para garantir ainda mais consistência técnica e representatividade. As exposições Ouro são obrigatórias para os criatórios que lideram a evolução genética do Nelore”, destaca Victor Miranda, presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil.

Os julgamentos das exposições Ouro serão conduzidos por comissões julgadoras tríplices, indicadas pela Diretoria da ACNB.

A expectativa da ACNB é de crescimento do número de expositores e de animais participantes do Ranking Nacional 2025-2026. Na edição 2024/2025, os três rankings nacionais registraram crescimento de participação e elevação do nível técnico. “Esse desempenho cria uma base sólida para o próximo ciclo e amplia a responsabilidade técnica dos rankings. A edição 2025/2026 tende a ser ainda mais competitiva e criteriosa, com maior profundidade de avaliação e participação qualificada dos criadores. Os rankings nacionais refletem não apenas resultados de pista, mas um processo contínuo de evolução genética, planejamento e consistência produtiva que vem sendo construído ao longo dos anos”, complementa Fernando Barros, diretor técnico da ACNB.

Fonte: Assessoria ACNB
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FPA pressiona governo por reação rápida à salvaguarda chinesa sobre carne brasileira

Parlamentares alertam para risco de instabilidade no mercado, impacto no abate e queda de renda do produtor já no início de 2026

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) acendeu o sinal de alerta diante da decisão anunciada pela China em relação às importações de carne do Brasil e defendeu uma reação imediata do governo para evitar efeitos negativos sobre o setor ainda no começo de 2026. Segundo a bancada, a medida pode provocar desorganização do mercado, pressionar o ritmo de abates e comprometer a renda do produtor rural.

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Em nota oficial, a FPA afirma que o tema já vinha sendo monitorado, mas que o anúncio chinês eleva o grau de urgência das ações. A avaliação é de que a ausência de uma resposta rápida pode ampliar a instabilidade em um momento sensível da cadeia pecuária, especialmente para frigoríficos e produtores fortemente dependentes do mercado externo. “A FPA vai atuar imediatamente junto ao Ministério da Agricultura, ao Itamaraty e à área de comércio exterior do governo para abrir um canal de negociação com as autoridades chinesas e buscar soluções que preservem previsibilidade ao setor”, informa o comunicado.

A estratégia da bancada passa pela articulação diplomática e técnica, com o objetivo de evitar rupturas no fluxo comercial e reduzir o risco de restrições mais severas às exportações brasileiras. A China é o principal destino da carne bovina do Brasil e exerce papel central na formação de preços internos, o que amplia o potencial impacto de qualquer barreira, ainda que temporária.

Além da frente diplomática, a FPA também pretende solicitar um levantamento técnico detalhado sobre o comportamento recente das

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exportações de carne para o mercado chinês. O diagnóstico deverá subsidiar a definição da estratégia brasileira e servir como base para eventuais negociações. “Também solicitaremos um levantamento técnico sobre o fluxo recente das exportações para embasar a estratégia brasileira e reduzir riscos de redução e desorganização de mercado”, afirma a nota.

A preocupação do setor é que eventuais salvaguardas ou limitações às importações possam gerar excedentes no mercado interno, pressionando preços pagos ao produtor e afetando o planejamento de abates no início de 2026. Para a FPA, preservar previsibilidade é essencial para evitar efeitos em cadeia sobre emprego, renda e investimentos na pecuária.

A atuação coordenada entre Congresso, Executivo e diplomacia é vista como fundamental para mitigar os impactos da decisão chinesa e manter o Brasil em posição competitiva no comércio internacional de proteínas animais.

Fonte: O Presente Rural
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China impõe salvaguarda à carne bovina e estabelece cota para exportações brasileiras

Medida que entrou em vigor a partir de 1º janeiro terá duração de três anos e prevê sobretaxa de 55% para volumes acima de 1,1 milhão de toneladas.

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O governo brasileiro acompanha com atenção a decisão da China de aplicar uma medida de salvaguarda às importações globais de carne bovina, que entra em vigor em 1º de janeiro e terá duração prevista de três anos. A iniciativa estabelece uma cota anual inicial de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil. As exportações que excederem esse volume estarão sujeitas a uma sobretaxa de 55%.

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Em nota conjunta divulgada na quarta-feira, 31, os ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e da Agricultura e Pecuária informaram que o Brasil vem atuando de forma coordenada com o setor privado e seguirá em diálogo com o governo chinês, tanto no âmbito bilateral quanto no sistema multilateral de comércio.

Segundo o governo, a estratégia inclui a atuação na Organização Mundial do Comércio (OMC), com o objetivo de mitigar os impactos da medida e defender os interesses dos produtores e trabalhadores da cadeia pecuária brasileira.

As salvaguardas são instrumentos previstos nos acordos da OMC e podem ser aplicadas de forma temporária para lidar com aumentos súbitos de importações que causem ou ameacem causar prejuízos à indústria doméstica. Diferentemente de medidas antidumping ou compensatórias, a salvaguarda não tem como objetivo combater práticas desleais de comércio e incide sobre importações de todas as origens.

A China é o principal destino da carne bovina brasileira. Em 2024, o país asiático respondeu por 52% das exportações do setor, enquanto o

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Brasil se consolidou como a maior origem das importações chinesas do produto.

Na avaliação do governo brasileiro, ao longo dos últimos anos a pecuária nacional tem desempenhado papel relevante na segurança alimentar da China, com oferta regular de carne bovina competitiva, sustentável e submetida a rigorosos controles sanitários.

O impacto efetivo da medida dependerá do ritmo das exportações ao longo de 2026 e da capacidade de negociação entre os dois países, em um contexto de elevada dependência do mercado chinês para o setor bovino brasileiro.

Fonte: O Presente Rural
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