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Bovinos / Grãos / Máquinas Com recursos do PAC e Recupera RS

Embrapa Pecuária Sul amplia capacidade analítica de laboratórios e reforça pesquisa em campo

Investimentos vão otimizar análises laboratoriais e aprimorar a qualidade dos estudos desenvolvidos.

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Foto: Gabriel Aquere

A Embrapa Pecuária Sul recebeu importantes investimentos em equipamentos e infraestrutura com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do programa Recupera Rural RS. As aquisições ampliam a capacidade analítica da unidade e fortalecem as pesquisas tanto em laboratório quanto no campo, promovendo avanços para a sustentabilidade da pecuária da região.

Conforme a analista da Embrapa, Citieli Giongo, supervisora do Setor de Gestão de Laboratórios, os investimentos vão otimizar análises laboratoriais e aprimorar a qualidade dos estudos desenvolvidos. “Com esses equipamentos, conseguimos elevar nossa capacidade analítica, reduzindo tempo de processamento e melhorando a precisão dos resultados. Isso impacta diretamente a pesquisa, beneficiando projetos voltados à produção agropecuária sustentável”, destaca.

No campo, os investimentos também trazem avanços. O analista Álvaro Neto, supervisor do Setor de Campos Experimentais, ressalta que a chegada de novos equipamentos aprimora a condução das pesquisas. “Os equipamentos adquiridos otimizam e melhoram a eficiência do trabalho, permitindo atender de melhor forma pesquisas como as desenvolvidas nas provas de desempenho realizadas pela Embrapa em parceria com associações de raça, por exemplo”, afirma.

Dentre os equipamentos adquiridos estão o cromatógrafo líquido de ultra-alta eficiência (UHPLC), aparelho altamente sensível que fornece resultados de análises qualitativas e quantitativas em poucos minutos. O UHPLC permite a separação e quantificação de diversos compostos orgânicos não voláteis, sendo fundamental para a caracterização de matrizes como forragens, alimentos (carne e derivados cárneos), produtos da olivicultura e vitivinicultura, e amostras clínicas (sangue, fezes e urina). “Com esse equipamento, conseguimos extrair e analisar uma gama maior de analitos, como vitaminas, antioxidantes, aminoácidos e produtos de degradação de alimentos. Isso melhora nossa capacidade de correlacionar os nutrientes presentes nos alimentos com o ambiente de produção, contribuindo diretamente para diversos projetos vigentes e futuros”, explica Citieli.

Também foi comprado um concentrador de amostras, equipamento programável que otimiza a rotina laboratorial, eliminando a necessidade de evaporação manual de solventes, que anteriormente demandava tempo e o uso de gás nitrogênio.

Além de um espectrofotômetro ultravioleta-visível com sistema de aspiração automática, que permite análises diversas, como compostos fenólicos, oxidação lipídica em carnes, forragens, fungos e minerais como o fósforo. Diferente dos modelos tradicionais, ele conta com um sistema de aspiração automática, possibilitando a leitura de até seis amostras por minuto. “Esse sistema otimiza o tempo de análise, permitindo processar um maior número de amostras por dia e garantindo mais agilidade na obtenção de resultados”, destaca Citieli.

E ainda um extrator de analitos, equipamento que automatiza o processo de extração de analitos, reduzindo significativamente o tempo de análise. “Antes, um processo que levava dois dias de bancada agora pode ser realizado em um turno, padronizando técnicas, reduzindo variação analítica e aumentando a qualidade dos resultados”, explica Citieli.

Foram comprados também um Milli-Q – Sistema de Purificação de Água Ultrapura para fornecimento de água tipo 1 (ultrapura), essencial para operação do cromatógrafo líquido; e um Lidar acoplado a Drone, ampliando o uso de tecnologia de sensoriamento remoto, o que vai permitir a caracterização e monitoramento de ecossistemas.

O pesquisador José Pedro Trindade destaca que a nova tecnologia é fundamental para aprimorar os estudos sobre sustentabilidade e conservação de áreas produtivas. “O uso de drones e sensores Lidar nos permite mapear com maior precisão a dinâmica dos campos sulinos, auxiliando na implementação de práticas de manejo sustentável. Com essa tecnologia, conseguimos avaliar com mais eficiência a recuperação de áreas degradadas e a adaptação de sistemas produtivos às mudanças climáticas”, expõe.

E para trazer ganhos operacionais para a unidade foi adquirido também um vagão forrageiro vertical, com capacidade para 2,5 metros cúbicos e funcionalidades que permitem misturar e reduzir tamanho de fibra de pré-secados e feno.

Segundo o analista Álvaro Neto, o equipamento conta com sistema de hélice helicoidal central, pesagem em desnível e avanço de rolo faca. As funcionalidades serão fundamentais para otimizar a preparação das dietas utilizadas nas provas de Eficiência Alimentar e de Emissão de Gases, desenvolvidas em parceria com as associações das raças Angus, Charolês, Braford e Hereford, bem como para os projetos de pesquisas com o rebanho Brangus da Embrapa. “O grande objetivo dessa aquisição é reduzir a mão-de-obra necessária para picar feno e pré-secados, facilitando os experimentos que avaliam eficiência alimentar e o uso de subprodutos. Ele também melhora a mistura das dietas, evitando o retrabalho de picar e depois misturar novamente. Além disso, o vagão possui balança, permitindo que a preparação das dietas seja feita de forma precisa e automatizada”, ressalta.

Novo PAC

Lançado em 2023, o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê investimentos estratégicos a serem aplicados nos Centros de Pesquisa da Embrapa, a fim de modernizar e aumentar a competitividade científica e institucional.

A chefe-adjunta de Administração, Estefanía Damboriarena, destaca a relevância desse investimento para a modernização da unidade. “Muitos anos a Embrapa ficou defasada de investimentos, e é necessário que nós, como instituição de pesquisa e inovação, possamos acompanhar todo o avanço e tecnologia disponível, seja para as atividades laboratoriais, seja nas atividades de campo. Essa primeira etapa do PAC nos exigiu uma racionalidade de prioridades. Ainda é necessário complementar os investimentos, pois o período de baixo investimento público gerou uma grande defasagem e aumentou a necessidade de inovação. O foco dos investimentos tem sido a busca de automação, da menor utilização possível de mão-de-obra e da maior agilidade e eficácia dos processos, visando à qualidade dos resultados de pesquisa, que são a essência do nosso trabalho”, salienta.

Recupera Rural RS

Plano de ações emergenciais e estruturantes para apoiar a recomposição de paisagens e a recuperação agroprodutiva sustentável do Rio Grande do Sul, após as enchentes que afetaram o Estado em 2024. Estruturado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio da Embrapa e parceiros, o plano visa identificar áreas e projetos prioritários para investimentos em PD&I, para suporte técnico-científico à tomada de decisões de produtores rurais e agentes do Estado, para apoio a políticas públicas de prevenção a desastres dessa natureza, e para a retomada da capacidade produtiva dos sistemas agroalimentares e florestais gaúchos.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sul

Bovinos / Grãos / Máquinas

Arroba do boi gordo sobe para R$ 337,10 e reverte perdas de julho

Indicador Cepea/Esalq avançou 1,08% na segunda-feira (20) e voltou a registrar saldo positivo no acumulado do mês.

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Foto: Divulgação/Connan

O preço do boi gordo voltou a registrar alta no mercado brasileiro. Nesta segunda-feira (20), o Indicador Cepea/Esalq fechou cotado a R$ 337,10 por arroba, avanço de 1,08% em relação ao pregão anterior.

O resultado mantém o movimento de recuperação observado nos últimos dias. Na sexta-feira (17), o indicador havia encerrado o dia em R$ 333,50 por arroba. Antes disso, as cotações também apresentaram valorização, passando de R$ 328,10 na terça-feira (14) para R$ 329,20 na quarta-feira (15) e R$ 331,15 na quinta-feira (16).

Com a sequência de altas, o mercado praticamente eliminou as perdas registradas ao longo de julho. No acumulado do mês, a variação do indicador passou a ser positiva em 0,21%.

Em dólar, a arroba do boi gordo foi cotada a US$ 66,23, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Banco de antígenos amplia proteção do rebanho brasileiro contra a febre aftosa

Estoque de 10 milhões de doses permitirá resposta imediata em caso de novos focos da doença e ajudará a preservar o status sanitário do país.

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Foto: Shutterstock

O Brasil deu mais um passo para fortalecer sua defesa sanitária animal com a inauguração, nesta sexta-feira (17), do 1º Banco Brasileiro de Antígenos para resposta emergencial à febre aftosa. Instalada em Buenos Aires, na Argentina, a estrutura manterá um estoque estratégico de antígenos para a fabricação de vacinas em caso de eventual reintrodução da doença no Brasil.

Resultado de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a empresa argentina Biogénesis Bagó, a iniciativa representa uma conquista inédita para o país.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

“O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes. Manter esse status exige vigilância permanente, planejamento e investimentos em prevenção. A criação desse banco representa uma camada adicional de proteção para o nosso rebanho e demonstra o compromisso com a sanidade”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

O Banco Nacional conta, inicialmente, com um estoque de 10 milhões de doses de antígenos correspondentes aos dois sorotipos do vírus da febre aftosa com maior circulação histórica no Brasil. O contrato prevê ainda a possibilidade de fornecimento de mais 10 milhões de doses ao longo dos próximos dez anos, em casos de eventuais surtos. O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas, caso seja identificado algum foco da enfermidade.

“A manutenção desse estoque é um requisito para que o Brasil preserve o reconhecimento internacional concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal. Os produtores rurais podem ficar mais confiantes de que, em surtos localizados da doença, haverá uma resposta rápida”, afirma o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon.

O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas

Por questões de biossegurança, esse material permanece armazenado fora do território brasileiro. Países como Estados Unidos e Reino Unido também adotam esse modelo, mantendo estoques estratégicos na unidade da Biogénesis Bagó, na Argentina.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Guarapuava e da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Corte do Sistema Faep, Rodolpho Botelho, que acompanhou a cerimônia de inauguração, o Paraná tem histórico de protagonismo nas ações de defesa agropecuária e colhe os resultados desse trabalho por meio da abertura de mercados e da valorização da produção estadual.

“Sempre fomos referência em sanidade animal. Essa credibilidade abre mercados para a nossa produção e fortalece a competitividade da agropecuária no comércio internacional. Esse banco de antígenos é mais uma etapa no protocolo para o fortalecimento da sanidade”, reforça.

Para o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, o banco representa uma ferramenta estratégica para proteger o rebanho e também preservar o comércio internacional de proteína animal.

“Hoje, a Organização Mundial de Saúde Animal prevê protocolos que permitem isolar a área afetada, fazer a vacinação e controlar o foco sem comprometer o status sanitário do país. O banco de antígenos é uma ferramenta extremamente importante para garantir essa resposta”, esclarece.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Mercado futuro do leite ganha espaço entre produtores paranaenses

Sistema Faep destaca potencial da ferramenta para garantir maior segurança, transparência e previsibilidade na comercialização.

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Foto: Isabele Kleim

Desde o dia 13 de maio, a cadeia brasileira do leite conta com o chamado “mercado futuro”, pelo qual os contratos são negociados diretamente entre as partes, no mercado de balcão, sem listagem em bolsa, para uma data futura com preços já definidos. O instrumento financeiro (ferramenta hedge) garante mais proteção, previsibilidade, transparência e rentabilidade ao setor, que sofre com os riscos das oscilações do preço do leite. O avanço desta ferramenta entre os produtores foi tema da reunião da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, nesta quinta-feira (16).

“Essa ferramenta traz mais segurança para os nossos produtores de leite. O mercado futuro já é uma realidade para outras commodities agrícolas como soja, milho e boi gordo. É questão de tempo para os pecuaristas se familiarizarem e usufruírem dos benefícios”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Produtores presentes na reunião da CT de Bovinocultura de Leite representaram as principais bacias leiteiras do Paraná

Para auxiliar neste processo, a reunião contou com a participação de Marianne Tufani, gerente de riscos da StoneX Leite Brasil, que detalhou o funcionamento da ferramenta e tirou dúvidas sobre o mercado futuro de leite.

“Todas as demais cadeias, como a da soja, milho e boi gordo, aprenderam a usar. Nós também vamos nos beneficiar com isso”, comenta o presidente da CT de Bovinocultura de Leite e produtor de leite, Eduardo Lucacin. “É preciso conhecer bem o nosso negócio, os nossos custos, para saber o melhor momento de travar o preço”, complementa.

O desenvolvimento da ferramenta teve participação do Sistema Faep, StoneX Leite Brasil, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea – Esalq/USP) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Marianne lembrou que, no mercado mundial de leite, 70% dos players já utilizam o mercado futuro.

“O primeiro passo para quem quer saber como funciona é abrir uma conta na corretora. O quanto antes, melhor, pois é um processo burocrático que exige documentação e análises extensas e minuciosas. Não tem custo essa abertura”, explica Marianne.

Temas prioritários

Ainda na reunião do CT de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, outros temas como a questão sanitária, preços e custo de produção, problemas no fornecimento de energia elétrica e oportunidades de capitalização estiveram em discursão. Os produtores relataram, mais uma vez, a preocupação com o custo da energia e a falta de qualidade do serviço da concessionária, que coloca em risco a produção.

O presidente da Comissão, Eduardo Lucacin, conduziu a reunião e mediou os debates sobre os temas prioritários para o setor

“Leite perdido, equipamento queimado. O que mais tem é produtor com situações como essas. O Sistema Faep tem atuado em Brasília e via Ministério Público Estadual, para cobrar da concessionária a qualidade do serviço. Porém, talvez tenhamos que, como comissão, pensar em soluções e outras alternativas para minimizar os danos”, afirma Lucacin.

Quanto à sanidade, o tema do combate à Brucelose apareceu no debate. “O controle da doença é pré-requisito básico para nos tornarmos competitivos em nível mundial”, diz o vice-presidente da CT, Roger van der Vinne, que também é médico veterinário e produtor em Carambeí, na região dos Campos Gerais. “Cada um em sua propriedade precisa dar o exemplo, gerindo a saúde do rebanho, realizando os testes e vacinação e buscando a certificação de livre da doença”, destaca.

Outro assunto que também foi discutido na reunião da comissão foi a possibilidade de aumento da rentabilidade com os derivados, em especial os sólidos, a proteína do soro (whey) e o concentrado proteico do leite. “A gente tem que preparar para todas essas tendências. Buscamos isso pela comissão e pelo Conseleite”, conclui o presidente da CT.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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