Conectado com

Notícias

Embrapa lidera participação brasileira na Cúpula de Ciência durante a Assembleia Geral da ONU

A Rede ODS Embrapa tem sido convidada há dois anos para organizar uma mesa de debate sobre ciência agropecuária no SSUNGA.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Embrapa

Para mostrar como a ciência brasileira está contribuindo para alcançar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a Embrapa participará do SSUNGA78 – Science Summit at the 78 United Nation General Assembly (Cúpula de Ciência na 78ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas). O evento será realizado em Nova York (EUA) nos dias 12 e 29 de setembro, em paralelo à 78ª sessão da Assembleia Geral da ONU, e terá como tema central o papel e a contribuição da ciência no alcance dos ODS e da Agenda 2030. Serão mais de 300 sessões de palestras, 200 delas realizadas de forma híbrida, e o restante apenas em formato on-line.

O objetivo do SSUNGA78 é discutir as condições políticas, regulatórias e financeiras para que mecanismos científicos operem global e efetivamente no apoio ao alcance dos ODS. A descoberta científica por meio da análise de conjuntos massivos de dados é uma realidade, e o entendimento dos organizadores é de que, para que os ODS sejam alcançados, é preciso impulsionar a colaboração entre as nações para a geração e o compartilhamento de dados de pesquisa, desenvolvimento e inovação, especificamente nos temas que compõem a Agenda 2030.

A participação da Embrapa é promovida pela Rede ODS Embrapa e em articulação com o Governo Federal. Para mostrar a contribuição da ciência brasileira para o alcance dos ODS, a Empresa vai organizar quatro sessões de palestras em ambiente virtual no dia 18 de setembro que contarão com palestras em inglês de pesquisadores e especialistas da instituição de pesquisa, dos Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), além da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A participação nas sessões de palestras é gratuita, com vagas limitadas à capacidade das salas virtuais. Saiba como se inscrever e participar clicando aqui.

Impulsionar a colaboração entre as nações para desenvolver ações de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação que incorporem estratégias de inclusão socioprodutiva e a agenda socioambiental para transição na busca de sistemas alimentares diversos, resilientes, equânimes e saudáveis é um dos destaques desta agenda para a Embrapa. “Os cinco eixos de atuação da Agenda 2030 – Paz, Pessoas, Planeta, Prosperidade e Parcerias – são bastante inspiradores, especialmente para a área de inovação tecnológica e social”, afirma a Diretora-Executiva de Negócios da Empresa, Ana Euler. “O momento atual é singular, pois o governo fortalece a agenda nacional e internacional visando a democratização da pesquisa e inovação, pautada na conservação da biodiversidade, no combate à pobreza e à fome no campo e na cidade, e na busca de soluções para as mudanças do clima que vem afetando os diferentes biomas do país. Temos um papel estratégico neste cenário e o compromisso de pensarmos qual Embrapa queremos para os próximos 50 anos”, acrescenta.

A Rede ODS Embrapa tem sido convidada há dois anos para organizar uma mesa de debate sobre ciência agropecuária no SSUNGA. Segundo a coordenadora da Rede, Valéria Hammes, o convite se justifica pelo trabalho desenvolvido para demonstrar como o conhecimento e as soluções tecnológicas geradas na Empresa impactam 131 (ou 77,5%) das 169 das metas globais dos 17 ODS pactuados entre 193 países.

Ela acrescenta que o alinhamento dos 11 Objetivos Estratégicos do VII Plano Diretor da Embrapa (PDE) a essas 131 metas dos ODS foi motivo de premiação pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), com o reconhecimento global de Campeã FAO 2022.

Para a pesquisadora, o SSUNGA78 é uma oportunidade para a Embrapa mostrar sua potência na transformação da realidade em prol do desenvolvimento sustentável do Brasil e do mundo. “Os ODS são considerados uma linguagem global para comunicar ao mundo as contribuições para o desenvolvimento sustentável, segundo a Agenda 2030. A partir dos alinhamentos do PDE, dos Planos de Execução das Unidades, dos projetos, dos portfólios, dos ativos tecnológicos, das tecnologias do Balanço Social e dos selos nas publicações da Embrapa, comunicamos de forma assertiva a nossa contribuição e podemos demonstrar, ainda, maior impacto, para além das contribuições ao setor agropecuário”, afirma.

Maior protagonismo neste ano

No ano passado, a Embrapa participou do SSUNGA77 na sessão “Brazilian R&D contributions to innovation in food systems” (Contribuições brasileiras em pesquisa e desenvolvimento para inovação em sistemas alimentares) com cinco pesquisadores, sendo três palestrantes (Alineaurea Silva, Fabíola Fogaça e Vinicius Benites), a moderadora (Daniela Lopes) e a convener (Valéria Hammes).

“Para construir essa sessão em 2022, filtramos os cinco portfólios da Embrapa ligados à temática da alimentação, e eles dialogaram com as lideranças da Rede ODS Embrapa. Queríamos mostrar que existem na Empresa essas duas redes (ODS e Portfólios) que se comunicam para ciência, e o papel delas para o avanço da ciência no País”, lembra Alineaurea Silva, pesquisadora da Embrapa Semiárido (PE) e responsável, por meio da Rede ODS Embrapa, pela organização das sessões brasileiras no SSUNGA78 em 2023.

Este ano, a Empresa adquiriu maior protagonismo no evento. “Saímos dos muros da Embrapa e vamos mostrar a ciência não só da Empresa como também das parcerias fortes que temos com o Mapa, o MDA, o MCTI e a Fiocruz. Cada uma das quatro sessões tem representantes da Embrapa e desses parceiros”, comenta Silva. Ela destaca que em vez de apresentar casos pontuais ou locais, a ideia é mostrar experiências mais amplas sobre o que o Brasil está fazendo no combate à fome no contexto de país tropical, reunindo pesquisadores e especialistas com atuação alinhada ao tema da sustentabilidade e dos ODS.

“Esperamos não apenas dar visibilidade ao trabalho que estamos fazendo no País, como também nutrir nossas expectativas para o fomento de políticas públicas que atendam à questão global da sustentabilidade. Assim, podemos ampliar nossa base de atuação para além do Brasil”, projeta a pesquisadora.

Palestras focalizam experiências e debatem estratégias e conceitos

Com temáticas que envolvem não apenas temas ligados à agricultura, mas também à saúde, à inovação, às mudanças climáticas, entre outros, os pesquisadores e especialistas convidados vão apresentar experiências brasileiras de práticas sustentáveis, além de promover discussões sobre estratégias e novos paradigmas.

O pesquisador Éder Martins, da Embrapa Cerrados (DF), vai palestrar sobre soluções regionais no manejo da fertilidade do solo na sessão 2 (Agriculture and bioinputs – Agricultura e bioinsumos). “Vamos mostrar que estamos desenvolvendo no País soluções regionais de manejo a partir de fontes minerais. Já conhecemos os fosfatos, os calcários, a gipsita, que é fonte de enxofre, e agora temos os remineralizadores de solo e alguns fertilizantes silicatados como fontes de potássio, de magnésio, e algumas fontes de cálcio, magnésio e enxofre, além das fontes orgânicas, pois com a verticalização da agroindústria, há uma grande quantidade de matérias-primas ricas em fontes orgânicas que também são ricas em nutrientes”, diz Martins.

Ele explica que essas fontes regionais podem ser utilizadas diretamente no solo, mas que a melhor forma de uso é integrá-las, especialmente em processos como a compostagem e a aplicação de remineralizadores na cama de confinamento de vários tipos de animais. “Isso é uma forma de reciclar e criar um processo de bioeconomia, em que o nutriente é ciclado na mesma região”, comenta.

Martins argumenta que os solos tropicais são bastante responsivos a fontes minerais regionais ricas em silício, como os remineralizadores de solo. Outro fator favorável ao uso desses produtos são as condições do ambiente tropical, que permitem a aceleração dos processos de transformação dessas fontes, que são de baixa solubilidade. “E como os nossos solos também precisam de matéria orgânica, as fontes orgânicas contribuem para a criação de solos mais enriquecidos nesse componente”, completa.

O Brasil é protagonista no desenvolvimento dos remineralizadores de solo, tendo sido o primeiro país a regulamentá-los, servindo de modelo para outros países. Desde 2017, 65 produtos foram registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária e mais de 7,5 milhões ton foram comercializadas desde 2019. “Esse tipo de insumo está ficando cada vez mais importante, e sempre com a finalidade de aumentar a eficiência do uso de nutrientes. Ao usar soluções regionais, há uma grande diminuição da demanda por fontes importadas”, diz Martins.

Já a pesquisadora Janice Zanella, da Embrapa Suínos e Aves (SC), vai abordar, na sessão 3 (Brazil: Health and Biodiversity – Brasil: Saúde e Biodiversidade), como o País está se inserindo e agindo na Saúde Única. De acordo com o Ministério da Saúde, a Saúde Única “é uma abordagem global multissetorial, transdisciplinar, transcultural, integrada e unificadora que visa equilibrar e otimizar de forma sustentável a saúde de pessoas, animais e ecossistemas”.

Ela destaca que a importância da inclusão do Brasil nos fóruns internacionais, inclusive com a pesquisa agropecuária, é muito positiva: “A Embrapa prioriza a Saúde Única na sustentabilidade da produção agropecuária e na geração de soluções. Participar desses fóruns nos aproxima e conecta para atuarmos cada vez melhor”.

Diante da ocorrência de doenças emergentes e de pandemias, a pesquisadora defende que a institucionalização de Saúde Única nos países é fundamental. “A implementação de Saúde Única é muito mais que zoonoses, também inclui alimentos nutritivos, segurança alimentar, resistência antimicrobiana e muitos outros aspectos de saúde ambiental”, explica.

Zanella aponta que o Brasil, devido à biodiversidade, à ampla dimensão territorial e numerosa população, bem como à grande produção animal, é um local de risco onde essas doenças podem emergir, ao mesmo tempo em que o País tem a missão de produzir alimentos para o mundo. Por isso, ela acredita que a estratégia de Saúde Única deve ser institucionalizada nos diversos setores que atuam em saúde pública, incluindo pesquisa, desenvolvimento e educação. “São problemas complexos, que sozinhos não conseguimos resolver. Assim, é preciso uma parceria multi-institucional, multissetora, pública e privada, que deve ocorrer em níveis local, regional e mundial para encontrarmos soluções inovadoras em conjunto para resolver esses problemas”, afirma.

Coordenador do Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), Glauco Villas Bôas será palestrante nas sessões 1 (Brazil: Science and Development – Brasil: Ciência e Desenvolvimento) e 3 (Brazil: Health and Biodiversity – Brasil: Saúde e Biodiversidade).

Na sessão 1, ele vai palestrar sobre a inovação em biodiversidade e os requerimentos para um novo paradigma ecológico. “É uma discussão bastante conceitual sobre o fazer políticas de ciência, tecnologia e inovação no mundo em que vivemos, buscando o estabelecimento de um novo padrão de consumo e de produção, e sobre como a biodiversidade atende aos requerimentos para essa discussão”, explica o pesquisador da Fiocruz.

Já na palestra da sessão 3, “Ecoinovação no contexto de saúde e biodiversidade: uma reflexão voltada para a práxis”, Villas Bôas pretende contribuir para uma discussão de caráter também teórico-conceitual, “visando esclarecer a necessidade de financiamentos para novos modelos produtivos, e não somente modelos que mitiguem ou que apenas protejam os serviços da biodiversidade”.

Para assistir ao evento, é necessário fazer um registro gratuito na página oficial, em inglês, seguindo o passo a passo acessível nos links das sessões. A participação, como ouvinte, é aberta a qualquer pessoa.

Programação

Segunda-feira, 18 de setembro de 2023
Sessão 1 – Brazil: Science and Development
9h às 11h (Horário de Brasília)

Palestra 1. Social Technology and Food and Nutrition Security – Inácio Arruda, Secretário da Secretaria para o Desenvolvimento Social – SEDES/MCTI, Sônia da Costa (MCTI) e Luciane Costa (MCTI)

Palestra 2. Innovation in biodiversity and the requirements of a new ecological paradigm – Glauco de Kruse Villas Bôas (Fiocruz)
Moderadores: Pedro Luiz Oliveira de Almeida Machado (Embrapa) e Alineaurea Florentino Silva (Embrapa)
Organizadora: Rede ODS Embrapa
Link da Sessão: https://sciencesummitunga78.sched.com/event/1Pcpq

Sessão 2 – Brazil: Agriculture and bioinputs
12h às 14h (Horário de Brasília)

Palestra 1. Regional solutions in soil fertility management – Eder Martins (Embrapa)

Palestra 2. National Bioinputs Program – Alessandro Cruvinel Fidelis (MAPA)

Moderadoras: Ana Margarida Castro Euler (Embrapa), Julia Stuchi (Embrapa) e Alineaurea Florentino Silva (Embrapa)
Organizadora: Rede ODS Embrapa
Link da Sessão: https://sciencesummitunga78.sched.com/event/1PcqH

Sessão 3 – Brazil: Health and Biodiversity
14h às 16h (Horário de Brasília)

Palestra 1. Climate changes – Osvaldo Luiz Leal de Moraes (MCTI)

Palestra 2. Eco-innovation in the context of Health and Biodiversity: A reflection focused on práxis – Glauco de Kruse Villas Bôas (Fiocruz)

Palestra 3. One health: how Brazil is inserting itself and acting – Janice Reis Ciacci Zanella (Embrapa)
Moderadoras: Alineaurea Florentino Silva (Embrapa) e Ana Maria Costa (Embrapa). Organizadora: Rede ODS Embrapa
Link da Sessão: https://sciencesummitunga78.sched.com/event/1PcrX

Sessão 4 – Brazil: Knowledge construction and adoption (Capacity building)
17h às 19h (Horário de Brasília)

Palestra 1. The construction of knowledge to promote Agroecology in the production of healthy foods, preservation of biomes and reduction of inequalities – Regilane Fernandes da Silva (MDA) e Iracema Ferreira de Moura (MDA)

Palestra 2. Towards knowledge structuring in territorial development programs – Paulo Eduardo de Melo (MAPA)

Moderadoras: Tatiana Sá (Embrapa) e Alineaurea Florentino Silva (Embrapa)
Organizadora: Rede ODS Embrapa
Link da Sessão: https://sciencesummitunga78.sched.com/event/1Pcsm
Saiba mais sobre o evento acessando: https://sciencesummitunga.com/

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados

Notícias

Produção de grãos deve atingir 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26

Projeção mantém expectativa de um novo recorde na série histórica da Conab. A soja se destaca por apresentar o maior crescimento, seguida pelo milho primeira safra.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

As agricultoras e os agricultores brasileiros deverão colher 358,6 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26. A nova estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta para novo recorde de produção, podendo registrar uma alta de 1,8% em relação ao resultado obtido no ciclo anterior, ou seja, um acréscimo de 6,4 milhões de toneladas a serem colhidas neste ciclo.

Foto: Geraldo Bubniak

Os dados estão no 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta quinta-feira (11) pela Companhia. Ainda de acordo com o documento, esse resultado é justificado pelo aumento na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, aliado às condições climáticas favoráveis, que deve refletir em uma boa produtividade média nacional prevista em 4.295 quilos por hectare.

Dentre as culturas cultivadas, a soja se destaca por apresentar incremento de 8,8 milhões de toneladas em relação ao volume obtido na safra anterior. Com a colheita praticamente finalizada, a produção no ciclo 2025/26 está estimada em 180,3 milhões de toneladas. Ainda de acordo com o Boletim da Conab, o resultado reflete o crescimento da área destinada para a oleaginosa, aliado ao bom pacote tecnológico e condições climáticas favoráveis, nesta safra.

Principal cultura cultivada na 2ª safra, o milho tem uma estimativa de produção total de 140,5 milhões de toneladas

Foto: Shutterstock

(somadas as três safras). A colheita do produto semeado na primeira safra já atinge 87,7% da área e deve atingir 29,3 milhões de toneladas, aumento de 17,7% em relação ao mesmo período da temporada 2024/25.

Além da maior área destinada ao grão no atual ciclo, a produtividade também apresenta incremento de 7,6%, estimada em 7.110 quilos por hectare, estabelecendo um novo recorde na série histórica da Companhia na primeira safra do grão.

A segunda safra do cereal se encontra em fase inicial de colheita com expectativa de atingir produção de 107,9 milhões de toneladas. Já para a terceira safra do cereal, o plantio está próximo do encerramento e a Companhia espera uma colheita de 3,3 milhões de toneladas.

Foto: Divulgação/Governo da Bahia

Demais culturas

Outro produto importante na segunda safra é o algodão. A produção da pluma está estimada em cerca de 4 milhões de toneladas, uma redução de 2,5% em relação à safra de 2024/25 influenciada pela menor área semeada. No caso do sorgo, que registra a quinta maior produção entre os grãos analisados pela Companhia, a colheita está estimada em 7,62 milhões de toneladas, incremento de 1,5 milhão de toneladas quando comparado com o volume obtido na safra passada, que representa uma alta de 24,9%.

Importante produto para o mercado interno, o arroz registra colheita praticamente finalizada com estimativa de produção de 11,1 milhões de toneladas, 13,2% abaixo do volume produzido na safra passada. A queda é reflexo de uma menor área destinada para a cultura diante das condições mercadológicas do cereal.

ara o feijão, a Conab espera uma colheita total, somadas as três safras do grão, próxima a 3 milhões de toneladas. O

Foto: José Fernando Ogura

volume para o atual ciclo representa uma ligeira queda de 0,5% em relação ao resultado obtido na temporada passada. Mesmo com a expectativa de menor produção para os dois alimentos, a atual estimativa garante o abastecimento no mercado interno.

Dentre as culturas de inverno, destaque para o trigo. A semeadura do cereal avança em todas as regiões produtoras do país e atinge 45,3% da área prevista. Para o atual ciclo, a Companhia prevê uma menor área destinada ao cereal, o que deve refletir em uma queda na produção, prevista em torno de 6,3 milhões de toneladas

Mercado

Foto: Claudio Neves

A produção recorde de soja possibilita um ligeiro aumento nas exportações, sendo estimadas em 116,1 milhões de toneladas, além de um maior volume da oleaginosa destinado ao processamento, projetado em 61,58 milhões de toneladas. Com isso, o estoque de passagem da soja em grãos deve se estabelecer em torno de 9,2 milhões de toneladas.

A Conab também realizou ajustes nas projeções do quadro de suprimentos para o milho, diante do ajuste na projeção para a produção total na atual safra, com os estoques de passagem do grão podendo chegar a 13,25 milhões de toneladas no final de janeiro de 2027.

O estoque final esperado para o feijão no final de dezembro também foi atualizado para 288,5 mil toneladas da leguminosa.

Fonte: Assessoria Conab
Continue Lendo

Notícias

Polícia desmonta esquema de adulteração de fertilizantes e prende sete em flagrante no Paraná

Investigação aponta desvio de cargas, substituição de até 80% do produto original e prejuízos superiores a R$ 250 mil. Barracão funcionava em condições precárias em Ponta Grossa.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/PCPR

A Polícia Civil do Paraná prendeu sete homens em flagrante na noite de quarta-feira (10) durante uma operação que desarticulou um esquema de adulteração de fertilizantes em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. A ação ocorreu em um barracão utilizado para descarregar, misturar e alterar cargas destinadas a produtores rurais.

Foto: Divulgação/PCPR

A investigação teve início após o registro de três ocorrências envolvendo suspeitas de desvio e adulteração de fertilizantes transportados a partir do Porto de Paranaguá.

Em um dos casos, uma carga de 40 toneladas de cloreto de potássio, avaliada em R$ 110 mil, teve cerca de 80% do conteúdo substituído por material identificado como cálcio. Em outra ocorrência, uma carga avaliada em mais de R$ 143 mil chegou ao destino, em Serranópolis (GO), com características diferentes das do produto originalmente embarcado.

Os investigadores também identificaram um terceiro transporte que saiu de Paranaguá, permaneceu fora da rota prevista por aproximadamente quatro horas e posteriormente entregou fertilizante adulterado ao consumidor final.

Foto: Divulgação/PCPR

Segundo o delegado Lucas Mariano Mendes, a repetição do mesmo padrão de fraude permitiu identificar o local utilizado pelo grupo. “Em razão da convergência das informações trazidas pelas vítimas, especialmente quanto aos desvios de rota e a adulteração do mesmo tipo de produto, a investigação direcionou as diligências para a identificação do barracão utilizado pelos suspeitos”, afirmou.

Flagrante durante descarregamento

Ao chegar ao imóvel, os policiais encontraram intensa movimentação de pessoas, caminhões e equipamentos. No local havia fertilizantes, materiais granulados sem identificação e maquinário utilizado para movimentação das cargas.

Durante a fiscalização da documentação, os agentes constataram que uma das cargas descarregadas naquele

Foto: Divulgação/PCPR

momento havia saído de Paranaguá com destino a Telêmaco Borba, sem justificativa para a parada e descarga em Ponta Grossa.

De acordo com a Polícia Civil, o motorista responsável pelo transporte admitiu que receberia R$ 8 mil para desviar a carga. “Ao ser questionado, o motorista responsável pelo transporte admitiu que receberia R$ 8 mil para desviar a carga e descarregá-la naquele barracão. As declarações obtidas no local indicam que o fertilizante seria misturado com outras substâncias”, disse o delegado.

Os sete suspeitos foram autuados em flagrante pelos crimes de adulteração de substância, adulteração de produto destinado ao consumo e furto qualificado.

Foto: Divulgação/PCPR

Máquinas, dinheiro e produtos apreendidos

Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu um caminhão-trator, um semirreboque, uma pá carregadeira, três empilhadeiras, aparelhos celulares, R$ 2.382 em dinheiro, cheques, 30 bags de material semelhante a cálcio, além de lacres e documentos relacionados às cargas investigadas.

Peritos da Polícia Científica recolheram amostras dos materiais encontrados para análise laboratorial, que deverá confirmar a composição dos produtos utilizados na adulteração.

Estrutura precária

Os policiais também relataram que o barracão operava em condições consideradas inadequadas para

Foto: Divulgação/PCPR

armazenamento e manipulação de fertilizantes.

No local foram encontrados pontos de alagamento, água parada, resíduos espalhados pelo chão, acúmulo de sujeira e materiais armazenados diretamente sobre o piso, sem isolamento ou controle sanitário aparente.

Segundo a polícia, as condições observadas são incompatíveis com os padrões normalmente exigidos para armazenagem e beneficiamento desse tipo de produto.

Os sete presos foram encaminhados ao sistema penitenciário. A investigação prossegue para identificar outros envolvidos e dimensionar a extensão do esquema, que pode ter afetado cargas destinadas a diferentes regiões do país.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

Notícias

Paraná tem a 3ª maior capacidade de armazenagem agrícola do Brasil, aponta IBGE

Estado reúne 1.372 estabelecimentos armazenadores e capacidade para 35,7 milhões de toneladas de grãos e outros produtos agrícolas. Sozinho, o Paraná possui capacidade de armazenagem mais de duas vezes superior à disponível em todos os estados do Nordeste juntos.

Publicado em

em

Foto: Claudio Neves

O Paraná possui a terceira maior rede de armazenagem agrícola do Brasil, de acordo com dados da Pesquisa de Estoques divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado reúne 1.372 estabelecimentos armazenadores, o equivalente a 14,2% do total nacional, além de capacidade instalada para 35,7 milhões de toneladas de produtos agrícolas, o que representa 16,6% da capacidade brasileira.

Foto: Gilson Abreu/AEN

O volume coloca o Paraná atrás apenas do Mato Grosso, líder nacional com capacidade para 64,2 milhões de toneladas, e do Rio Grande do Sul, com 38,9 milhões de toneladas. Em número de estabelecimentos, o Estado também ocupa a terceira posição nacional.

Sozinho, o Paraná possui capacidade de armazenagem mais de duas vezes superior à disponível em todos os estados do Nordeste juntos, que somam cerca de 14,7 milhões de toneladas. O resultado reforça a posição do Estado como um dos principais polos produtores e exportadores do agronegócio brasileiro.

Os silos são a principal estrutura de armazenagem do Estado, respondendo por 20,7 milhões de toneladas de capacidade, ou cerca de 58% do total. Considerados o modelo mais adequado para a conservação e movimentação de grãos em larga escala, eles permitem maior eficiência operacional, melhor controle de qualidade e menores perdas durante o armazenamento. Outros 10,5 milhões de toneladas estão distribuídos em armazéns graneleiros e granelizados, enquanto os armazéns convencionais, estruturais e infláveis somam 4,5 milhões de toneladas.

Entre os municípios do Estado, Ponta Grossa possui a maior capacidade instalada, com 2,6 milhões de toneladas.

Foto: Divulgação

Também se destacam Paranaguá, com capacidade para 1,49 milhão de toneladas, Guarapuava, com 1,38 milhão, e Toledo, com 1,25 milhão de toneladas.

Logística e competitividade

A armazenagem é considerada uma das etapas mais estratégicas da cadeia do agronegócio. A disponibilidade de espaço para guardar a produção após a colheita reduz gargalos logísticos, evita a concentração do transporte em curtos períodos, permite melhor planejamento da comercialização e contribui para reduzir custos operacionais.

A estrutura também favorece o escoamento da produção para indústrias, mercados consumidores e terminais portuários. Com uma das maiores produções agrícolas do País e acesso a importantes corredores logísticos de exportação, o Paraná consegue distribuir o fluxo de grãos ao longo do ano, aumentando a eficiência da cadeia produtiva.

Foto: Gilson Abreu/AEN

O levantamento do IBGE também evidencia a força do cooperativismo paranaense. Das 35,7 milhões de toneladas de capacidade de armazenagem do Estado, cerca de 18,5 milhões estão vinculadas às cooperativas, que mantêm 594 estabelecimentos armazenadores. A iniciativa privada responde por outros 769 empreendimentos e aproximadamente 12 milhões de toneladas de capacidade.

Safra em expansão

O avanço da capacidade de armazenagem acompanha o crescimento da produção agrícola estadual. Segundo estimativa divulgada pelo IBGE neste mês, o Paraná deve colher 45,7 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026, volume 20% superior ao registrado no ano anterior.

O Estado aparece entre os principais responsáveis pelo crescimento da safra nacional, impulsionado especialmente

Foto: José Fernando Ogura

pela recuperação da produção de milho e pelo bom desempenho de outras culturas. A estrutura de armazenagem é considerada fundamental para dar suporte a esse aumento da produção, garantindo condições adequadas para conservação e comercialização dos grãos.

Incentivos estaduais

Além dos investimentos das cooperativas, empresas e produtores, o Governo do Estado também tem adotado medidas para fortalecer a infraestrutura de armazenagem e ampliar a competitividade do agronegócio estadual.

Foto: Divulgação

Uma dessas iniciativas foi o encaminhamento de um projeto de lei à Assembleia Legislativa do Paraná para autorizar a concessão das unidades armazenadoras do IDR-Paraná à iniciativa privada. A proposta prevê atrair investimentos para modernização e ampliação da eficiência operacional dessas estruturas.

As unidades funcionam como pontos de apoio para produtores e cooperativas, recebendo excedentes de produção e contribuindo para a integração entre o campo, a indústria e os canais de comercialização e exportação.

Outra ação é o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios nas Cadeias Produtivas do Agro (FIDC Agro Paraná), estruturado pelo Governo do Estado para ampliar o acesso ao crédito no campo. O mecanismo prevê até R$ 2 bilhões em financiamentos para projetos de modernização do agronegócio, incluindo investimentos em armazenagem, infraestrutura produtiva e logística rural.

Fonte: AEN-PR
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.