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Embrapa lança nova variedade de trigo irrigado

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O elevado potencial de produtividade, que pode alcançar oito toneladas por hectare e a alta qualidade de panificação são as principais características da cultivar de trigo irrigado BRS 394, lançada pela Embrapa durante dia de campo realizado na Fazenda Baixada do Jardim, na região do PAD-DF (DF), na semana passada. O novo material estará disponível para os produtores em 2016.
Realizado em parceria com a Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (COOPA-DF), o evento reuniu cerca de 400 produtores, técnicos e estudantes, e contou com presença do presidente da Embrapa, Maurício Lopes, dos chefes gerais da Embrapa Cerrados (Planaltina – DF) e da Embrapa Trigo (Passo Fundo – RS), José Roberto Peres e Sérgio Dotto, do secretário de Agricultura do DF, José Guilherme Leal, e do embaixador do Panamá, Edwin Vergara.
Na abertura do evento, Maurício Lopes relembrou a revolução ocorrida na agricultura brasileira nos últimos 40 anos e destacou o protagonismo do Cerrado no processo. "É extraordinário o que o Brasil conseguiu fazer num espaço de tempo tão curto. O País, que era importador de alimentos até o início dos anos 1970, conseguiu se projetar como um grande produtor e alcançou a segurança alimentar. O Cerrado brasileiro é parte dessa conquista, e a prova está aqui nesta propriedade, onde se faz um trabalho de intensificação da agricultura com qualidade e padrão tecnológico que não deve nada a nenhum país", disse.
Lopes observou que o trigo é uma das últimas fronteiras para a agricultura brasileira, e do qual o País ainda depende de importações – cerca de 50% do trigo consumido no Brasil vem principalmente da Argentina. "Mas isso está mudando graças ao Cerrado brasileiro, à pesquisa agropecuária e ao empreendedorismo dos nossos produtores. E o trigo só vai crescer na região em função dos ganhos contínuos em pesquisa e inovação", apontou.
Para o presidente da Embrapa, a nova cultivar BRS 394 é mais um passo na busca da autossuficiência brasileira em produção de trigo. "É um material de alta qualidade, que entra num mercado privilegiado, com uma sanidade diferenciada em relação ao trigo produzido em outras partes do Brasil", frisou, apostando que o Brasil tem potencial não apenas para alcançar a autossuficiência como também para, no futuro, se projetar como provedor de trigo para outras partes do mundo.

Qualidade e produtividade
O presidente da COOPA-DF, Leomar Cenci, destacou a importância do dia de campo em levar informações aos produtores. A atividade foi dividida em quatro estações. Na primeira, o pesquisador Júlio Albrecht, da Embrapa Cerrados, apresentou as características da cultivar BRS 394, trigo classificado comercialmente como melhorador para o Cerrado do Brasil Central.
O material foi obtido a partir do cruzamento de uma variedade da Embrapa (Embrapa 22) com outra proveniente do International Maize and Wheat Improvement Center (Cimmyt), aliando qualidade e produtividade. Após cinco anos de avaliação em propriedades de Unaí (MG), Cristalina (GO), PAD-DF e Coromandel (MG), a cultivar foi indicada para o Distrito Federal e os Estados de Goiás, Minas Gerais, Oeste da Bahia e Mato Grosso devido ao elevado potencial produtivo.
A BRS 394 é recomendada para altitudes superiores a 500 metros. O ciclo é precoce – 55 dias da emergência à floração e 115 dias da emergência à maturação, em média. Outra característica relevante é a moderada resistência ao acamamento. 
A alta qualidade industrial do material, cujo grão tem coloração vermelha e é classificado como duro, é explicada pela elevada força de glúten (W) de 350 x 10-4 Joules – a cultivar BRS 264, mais cultivada na região, tem W de 250 x 10-4 Joules, o mínimo exigido pelos moinhos. 
A força de glúten está ligada à quantidade de proteínas que formam o glúten, permitindo o crescimento da massa durante o processo de panificação. Além disso, o material tem estabilidade média de 28 minutos, o dobro do exigido. A estabilidade indica a resistência da massa ao tratamento mecânico e ao processo fermentativo na fabricação do pão.

Manejo
A segunda estação foi apresentada pelos pesquisadores Jorge Chagas e Marcio Só e Silva, ambos da Embrapa Trigo, que falaram sobre os aspectos do manejo da nova cultivar e da BRS 264, variedade mais cultivada em áreas tritícolas do Cerrado. Foram abordados os métodos, a época e a densidade de semeadura; o uso do redutor de crescimento para evitar o acamamento e garantir a produtividade; recomendações sobre a adubação de cultivo e o programa de monitoramento de irrigação desenvolvido pela Embrapa Cerrados para a cultura, disponível gratuitamente aqui.
Na terceira estação, o responsável técnico da COOPA-DF, Cláudio Malinski, falou sobre alternativas para o Cerrado, enquanto a empresa Biotrigo apresentou materiais para a região.
Na quarta estação, representantes da Alltech Crop e da Dow AgroSciences abordaram, respectivamente, a biotecnologia aplicada à agricultura moderna e o manejo de doenças na cultura do trigo.

Fonte: Embrapa/VS Comunicação

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Boi gordo enfrenta semanas de instabilidade e pressão nas cotações

Recuo de até R$ 13/@ reflete um mercado mais sensível antes do período de maior consumo.

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Foto: Ana Maio

A possibilidade de novas medidas protecionistas da China voltou a gerar incerteza no mercado pecuário brasileiro. O país asiático, principal destino da carne bovina do Brasil, estaria avaliando restringir a entrada do produto, mas não há qualquer confirmação oficial até o momento. Mesmo assim, os rumores foram suficientes para pressionar os contratos futuros do boi nas últimas semanas.

As especulações ganharam força no início de novembro, indicando que Pequim poderia retomar o movimento iniciado em 2024, quando alegou excesso de oferta interna para reduzir as importações. A decisão, que inicialmente seria tomada em agosto de 2025, foi adiada para novembro, ampliando a cautela dos agentes e intensificando a queda na curva futura: em duas semanas, os contratos recuaram entre R$ 10 e R$ 13 por arroba.

Foto: Gisele Rosso

Com a China respondendo por cerca de 50% das exportações brasileiras de carne bovina, qualquer redução nos embarques tende a impactar diretamente os preços do boi gordo, especialmente em um momento de forte ritmo de produção.

Apesar da tensão, o cenário de curto prazo permanece positivo. A demanda doméstica, reforçada pela sazonalidade do fim de ano, e o recente alívio nas barreiras impostas pelos Estados Unidos ajudam a sustentar as cotações. Caso os abates não avancem mais de 10% em novembro e dezembro, a disponibilidade interna deve ficar abaixo da registrada em outubro, movimento que favorece a recuperação dos preços da carne nos próximos 30 dias.

Para 2026, as projeções seguem otimistas para a pecuária brasileira. A expectativa é de menor oferta de animais terminados, custos de produção mais competitivos e demanda externa firme, em um contexto de queda da produção e das exportações de concorrentes, especialmente dos Estados Unidos. A principal atenção fica por conta do preço da reposição, que subiu de forma expressiva e exige valores mais ajustados na venda do boi gordo para assegurar a rentabilidade na terminação.

Fonte: O Presente Rural com informações Consultoria Agro Itaú BBA Agro
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Novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável busca impulsionar produção de leite no Noroeste de Minas Gerais

Assistência técnica, pesquisa aplicada e melhorias genéticas a 150 propriedades familiares, com foco em produtividade, sustentabilidade e fortalecimento da cadeia leiteira no Noroeste mineiro até 2028.

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Foto: Carlos Eduardo Santos

O fortalecimento e a ampliação da produção de leite de produtores de Paracatu (MG), de forma sustentável, eficiente e de qualidade, ganharam impulso com o início do novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável, desenvolvido em parceria entre a Embrapa Cerrados e a Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu (Coopervap).

O projeto é desenvolvido no âmbito do Programa Mais Leite Saudável (PMLS) do MAPA desde 2020. O Programa Mais Leite Saudável é um incentivo fiscal que permite a laticínios e cooperativas obter até 50% de desconto (crédito presumido) no valor de PIS/Pasep e COFINS relativo à comercialização do leite cru utilizado como insumo, desde que desenvolvam projetos que fortaleçam e qualifiquem a cadeia produtiva por meio de ações diretas junto aos produtores.

O treinamento dos técnicos recém-selecionados foi realizado no fim de outubro, e as primeiras visitas às propriedades ocorreram no início de novembro. Essa é a terceira fase do projeto, que conta com o acompanhamento do pesquisador José Humberto Xavier e do analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Carlos Eduardo Santos.

O projeto articula as dimensões de assistência técnica e pesquisa e atuará nessa etapa com uma rede de 150 propriedades rurais familiares, que receberão acompanhamento de três veterinários e dois agrônomos, seguindo o modelo implantado em 2020. A equipe da Embrapa atua na capacitação técnica e metodológica dos técnicos e na condução de testes de validação participativa de tecnologias promissoras junto aos agricultores da rede.

A nova etapa, prevista para ser concluída em 2028, busca desenvolver alternativas para novos sistemas de cultivo com foco na agricultura de conservação, oferecer apoio técnico ao melhoramento genético dos animais de reposição com o uso de inseminação artificial e ampliar o alcance dos resultados já obtidos, beneficiando mais agricultores familiares e contribuindo para o desenvolvimento regional.

Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, José Humberto Xavier, os sistemas de cultivo desenvolvidos até agora melhoraram o desempenho das lavouras destinadas à alimentação do rebanho, mas ainda são necessários ajustes para reduzir a perda de qualidade do solo causada pelo preparo convencional e pela elevada extração de nutrientes advinda da colheita da silagem, além de evitar problemas de compactação quando o solo está úmido. Ele destaca também os desafios de aumentar a produtividade e reduzir a penosidade do trabalho com mecanização adequada.

O analista Carlos Eduardo Santos ressaltou a importância de melhorar o padrão genético do rebanho. “A reposição das matrizes é, tradicionalmente, feita pela compra de animais de outros rebanhos. Isso gera riscos produtivos e sanitários, além de custos elevados. Por isso, a Coopervap pretende implementar um programa próprio de reposição, formulado com base nas experiências dos técnicos e produtores ao longo da parceria”, afirmou.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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Curso gratuito da Embrapa ensina manejo correto de resíduos na pecuária leiteira

Capacitação on-line orienta produtores a adequar propriedades à legislação ambiental e transformar dejetos em insumo seguro e sustentável.

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Foto: Julio Palhares

Como fazer corretamente o manejo dos dejetos da propriedade leiteira e adequá-la à legislação e à segurança dos humanos, animais e meio ambiente? Agora, técnicos e produtores têm à disposição um curso on-line, disponível pela plataforma de capacitações a distância da Embrapa, o E-Campo, para aprender como realizar essa gestão. A capacitação “Manejo de resíduos na propriedade leiteira” é gratuita e deve ocupar uma carga horária de aproximadamente 24 horas do participante.

O treinamento fecha o ciclo de uma série de outros cursos relacionados ao manejo ambiental da atividade leiteira: conceitos básicos em manejo ambiental da propriedade leiteira e manejo hídrico da propriedade leiteira, também disponíveis na plataforma E-Campo.

De acordo com o pesquisador responsável, Julio Palhares, identificou-se uma carência de conhecimento sobre como manejar os resíduos da atividade leiteira para adequar a propriedade frente às determinações das agências ambientais. “O correto manejo é importante para dar qualidade de vida aos que vivem na propriedade e no seu entorno, bem como para garantir a qualidade ambiental da atividade e o uso dos resíduos como fertilizante”, explica Palhares.

A promoção do curso ainda contribui para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), como as metas 2 e 12. A 2 refere-se à promoção da agricultura sustentável de produção de alimentos e prevê práticas agropecuárias resilientes, manutenção dos ecossistemas, fortalecimento da capacidade de adaptação às mudanças climáticas, etc. O ODS 12 diz respeito ao consumo e produção responsáveis, principalmente no que diz respeito à gestão sustentável.

O treinamento tem oferta contínua, ou seja, o inscrito terá acesso por tempo indeterminado.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sudeste
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