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Embrapa lança livro sobre gestão da água para indústrias de processamento de pescado
Obra apresenta um roteiro de ações adaptáveis a indústrias de beneficiamento de peixes de diferentes portes, com foco em redução do uso de água e aproveitamento de resíduos agroindustriais

A Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) acaba de lançar o livro “Manual para gestão da água e de resíduos do processamento de peixes”, destinado a indústrias de processamento de pescado. A obra apresenta um roteiro de ações adaptáveis a indústrias de beneficiamento de peixes de diferentes portes, com foco em redução do uso de água e aproveitamento de resíduos agroindustriais, além do tratamento e reuso de efluentes – questões fundamentais para a gestão das indústrias. A publicação é gratuita, com download disponível aqui. As orientações contidas no manual estão alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), ratificados em 2015, durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável.
Segundo a pesquisadora da Embrapa Pesca e Aquicultura Viviane Rodrigues Verdolin dos Santos, a ideia para a elaboração do livro surgiu a partir dos resultados obtidos em uma pesquisa coordenada pela Unidade, na qual houve redução de até 30% na utilização de água e geração de efluentes pelas indústrias de pescado. “A partir daí vimos que o modelo que desenvolvemos poderia ser aplicado em outras indústrias e resolvemos elaborar o manual com o passo a passo, orientando aqueles que buscam alternativas para a redução no uso de água, aproveitamento de resíduos e tratamento e reúso de efluentes”, afirma.
A pesquisa ganha importância especial se considerarmos que as indústrias de alimentos são grandes consumidoras de água e geradoras de resíduos orgânicos. E entre os setores de processamento de carnes, a agroindústria de pescado é a que apresenta as maiores taxas de expansão global. Além disso, diversas regiões no planeta têm sofrido com a escassez de água e com a contaminação química e orgânica dos corpos hídricos, em razão do descarte incorreto de resíduos e efluentes gerados nas indústrias.
“Vale ressaltar que o manual se destina às indústrias de beneficiamento de peixes de diferentes portes e que processam diferentes espécies, uma vez que as ações para a implementação da gestão hídrica e de resíduos podem ser facilmente adaptadas às diferentes realidades de cada indústria”, destaca a pesquisadora. Ela faz parte de um grupo multidisciplinar de 19 autores, de diferentes centros de pesquisa da Embrapa, universidades e outras instituições parceiras.
O trabalho contou com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); Fundo Setorial de Recursos Hídricos (CTHidro), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT); Fundo Amazônia (gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES); Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Além desses órgãos, a obra contou com a participação de equipes multidisciplinares de diversas instituições de pesquisa e extensão (Embrapa Suínos e Aves, Embrapa Agroindústria de Alimentos, Embrapa Agroindústria Tropical, Embrapa Agropecuária Oeste, Secretaria de Inovação e Negócios, Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro), instituições de ensino (Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal Fluminense, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Universidade Federal do Tocantins, Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Porto Nacional -TO, assim como de empresas do setor (Frigorífico Piracema Ltda – Almas -TO, Aliança do Tocantins Indústria Pesqueira Ltda – Aliança do Tocantins – TO, Geneseas Aquacultura Ltda. – Promissão -SP, Gomes da Costa Alimentos S.A. – Itajaí -SC, Frigorífico Jahú Ltda – Duque de Caxias – RJ).

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





