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Embrapa lança jornada para discutir ciência e agricultura rumo à COP30

Soluções já adotadas na agricultura brasileira farão parte dos conteúdos da Jornada pelo Clima, a exemplo da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF, foto acima), exemplo de estratégia de produção caracterizada pela baixa emissão de gases de efeito estufa.

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Foto: Gabriel Faria

Uma campanha com ações de comunicação, eventos preparatórios em todas as regiões do País e uma grande exposição sobre agricultura sustentável durante a COP30 será lançada no dia 7 de maio, em Brasília (DF). A Jornada pelo Clima é uma iniciativa da Embrapa que visa debater e esclarecer os desafios e as soluções para uma agricultura de baixo carbono, inclusiva e resiliente à mudança do clima, nos diferentes biomas. A ação busca promover a ciência e as práticas sustentáveis no ano em que o Brasil sedia a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), em novembro, em Belém (PA).

Fotos: Kátia Pichelli

A Jornada pelo Clima parte do entendimento de que a ciência tem um papel fundamental na construção de sistemas agroalimentares mais adaptados e resilientes, capazes de reduzir a emissão de gases de efeito estufa; diminuir a pressão sobre biomas, florestas e recursos naturais; contribuir para a segurança alimentar e nutricional; e promover inclusão socioprodutiva e digital. Modelos de produção alinhados com os conceitos de bioeconomia e economia circular se incluem entre as abordagens para enfrentamento da emergência climática pretendidas no debate. Somam-se a esses objetivos ações que visam destravar os meios de implementação, incluindo transferência de tecnologia, capacitação e financiamento climático.

Os princípios e as ações da Jornada compõem a página especial que será alimentada durante todo o ano e ganhará vídeos, materiais educativos e vitrine virtual de tecnologias.

Lançamento da Jornada

No dia 7 de maio, em Brasília (DF), Embrapa e parceiros darão início aos Diálogos pelo Clima, um circuito de sete eventos, com duração de um dia cada, que vai percorrer todos os biomas brasileiros. O circuito reunirá representantes de órgãos governamentais, instituições científicas, universidades, organismos internacionais, organizações não-governamentais, empresas públicas e privadas, formadores de opinião e demais lideranças, em palestras e mesas-redondas sobre questões estratégicas para a agricultura, com ênfase nas implicações das mudanças climáticas e rumos futuros. A participação se dará por meio de convites e inscrições.

 Foto: Sebastião Araújo

As diferentes visões e contribuições colhidas nos Diálogos serão consolidadas em um documento síntese a respeito dos temas discutidos, que poderá embasar a formulação de políticas públicas e apoiar os negociadores brasileiros na COP30.A iniciativa busca dar visibilidade e reunir informações sobre a diversidade da agropecuária brasileira que abrange desde pequenos produtores familiares, povos e comunidades tradicionais indo até grandes empreendimentos agrícolas, demonstrando a riqueza e a pluralidade do setor

“A Embrapa tem a ciência como sua principal ferramenta para enfrentar os desafios das mudanças climáticas na agricultura. Por isso, eventos como os Diálogos pelo Clima são fundamentais. Eles criam espaços de discussão qualificada, reunindo governo, setor produtivo, academia e sociedade para debater soluções sustentáveis para cada bioma brasileiro. Essa abordagem territorializada fortalece a construção de estratégias eficazes e alinhadas a realidades locais. Contamos com a participação ativa de instituições parceiras e entidades representativas da sociedade nos debates, de modo a contribuir para políticas públicas e ações concretas que garantam a segurança alimentar e a resiliência do setor agropecuário diante das mudanças do clima.”, ressalta a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.

 

Soluções já amplamente adotadas na agricultura brasileira, como o sistema plantio direto e a fixação biológica de nitrogênio, farão parte dos conteúdos da Jornada, intercaladas com tecnologias mais recentes e de potencial disruptivo, como novos bioinsumos que aumentam a resiliência de plantas e animais, protocolos de agricultura de baixo carbono, uso de sensores e inteligência artificial e técnicas para restauração florestal de áreas degradadas.

A Jornada pelo Clima é realizada com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ao qual a Embrapa é vinculada, com o apoio de empresas patrocinadoras e de outras instituições públicas e privadas.

A casa da agricultura sustentável durante a COP30

Foto: Ronaldo Rosa

A Jornada pelo Clima culminará na AgriZone, ou Casa da agricultura sustentável durante a COP30, ambiente de interação, discussão e relacionamento voltado ao debate sobre o presente e o futuro da agenda climática na agricultura. O Espaço estará aberto ao público de 10 a 21 de novembro, dias de realização da Conferência.

Essa iniciativa consiste em um pavilhão a ser montado na Embrapa Amazônia Oriental, centro de pesquisa localizado em Belém. A estrutura abrigará auditórios e salas para eventos técnicos-científicos e de negócios. Ambientes imersivos com recursos digitais vão permitir ao visitante viajar pelo Brasil para conhecer as melhores tecnologias e boas práticas já adotadas e de grande impacto positivo no enfrentamento à mudança do clima. No ambiente externo, serão montadas vitrines vivas com plantas, animais e demonstrações de sistemas de produção sustentáveis, como sistemas agroflorestais. Os visitantes terão ainda a oportunidade de entrar em uma área de floresta amazônica nativa e preservada a menos de 2 quilômetros da área oficial de negociação da COP30.

Estandes para patrocinadores e instituições interessadas em apresentar seus trabalhos, alinhados com a proposta, e áreas para que produtores familiares e comunidades tradicionais exponham e comercializem seus produtos (Feira da Sociobiodiversidade), além de uma praça de alimentação, estão previstos na estrutura.

“A ideia é promover, nesse grande espaço, experiências interativas e imersivas e apresentar a trajetória da pesquisa agropecuária frente à mudança do clima. Pretendemos envolver nas discussões instituições e atores nacionais e internacionais inseridos na temática, em total convergência com a agenda do clima e de forma a abranger toda a diversidade e grandeza da agricultura”, ressalta a diretora de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia da Embrapa, Ana Euler. Nesse espaço será possível discutir e vivenciar não apenas a agricultura brasileira, mas como a ciência pode gerar soluções que podem ser adaptadas a diferentes contextos.

Chamada pública

Chamada pública será aberta nos próximos dias para que interessados em compor a agenda programática técnico-científica na AgriZone apresentem à Embrapa suas iniciativas.  A chamada será dirigida aos diversos segmentos da sociedade civil, setor produtivo, empresas públicas e privadas – sejam elas de grande ou pequeno porte -, parceiros, patrocinadores e entidades representativas ligadas à temática, tanto nacionais quanto internacionais.

“É importante dimensionarmos interesses e necessidades e conciliá-los com as viabilidades de tempo, recursos logísticos e infraestrutura, de modo a compor uma agenda plural e representativa dos diversos segmentos da sociedade civil dentro da AgriZone para as duas semanas de evento”, explica Daniel Trento, assessor da diretoria da Embrapa.

A Jornada pelo Clima tem o apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária. A expectativa é que o espaço AgriZone faça parte da agenda oficial do Brasil na COP30, como ambiente de visitação e eventos.

Patrocínios e parcerias

Alguns eventos e produtos de comunicação previstos na Jornada pelo Clima, incluindo a realização de viagens de jornalistas a centros ou a experimentos de pesquisa (press trips), serão viabilizados com recursos de patrocínios. Desde setembro de 2024 o projeto tem sido apresentado a parceiros e potenciais patrocinadores. O book de patrocínio e os critérios para seleção estão disponíveis no Portal Embrapa.

Feiras e exposições

Estandes da Embrapa em feiras e exposições realizadas em 2025 contarão com áreas específicas chamadas Espaço do Clima. É nesse espaço que o trabalho da Empresa e parceiros voltado à mitigação de emissões e adaptação à mudança do clima será apresentado, com os conteúdos adequados ao perfil de cada feira.

O estande da Embrapa na Agrishow 2025, que acontece de 28 de abril a 2 de maio, funcionará como um espaço de ativação da Jornada pelo Clima, para divulgar o lançamento oficial previsto para o dia 7 de maio, durante o primeiro dos Diálogos pelo Clima.

Acompanhe a Jornada pelo Clima aqui.

Fonte: Assessoria Embrapa

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo

Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

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Foto: Shutterstock

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras

Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

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Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

Fonte: Agência Brasil
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

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Foto: Allan Santos/PR

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação

A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.

Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.

Brasil entre os países com maior alíquota proposta

Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.

A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação

dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.

Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.

Instrumento de pressão comercial

A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.

A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.

Consulta pública antes da decisão final

As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.

As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.

Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.

Fonte: O Presente Rural
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